O sucesso começa com um sonho, do sonho para a meta, da meta para a disciplina, da disciplina para a persistência e da persistência para a conquista.
Apôs o sinal da última aula ter sido soado: Benjamin, Matheus e Jeniffer foram os últimos a sair da sala, no cominho para a biblioteca eles encontram com o time de futebol indo para o campo externa da escola, para o treino.
E mais uma vez os olhares de Benjamin e Miguel se encontraram. Benjamin sentindo aquela intensidade de sensações percorrendo seu corpo pequeno, já Miguel, intrigado em saber o por que daquele olhar lhe perseguir, em lhe causar uma sensação desconhecida para o mesmo. No intimo do grandão, capitão do time de futebol, achava aquilo estranho, aquele olhar intenso do jovem Benjamin.
O garoto de olhos azuis decidiu levantara a cabeça e seguir junto com seus amigos até a biblioteca, eles precisavam termina esse trabalho o mais rápido possível, para assim, impressionar seu tutor, Senhor Klaus.
(...)
- Olha Benjamin, aqui no livro fala que: Napoleão dominou a Europa militarmente, economicamente politicamente fazendo dela um enorme império... Diz também que: para isso acontecer ele construiu um dos maiores exércitos que a Europa já teve, o grande exército que no começo havia apenas tropas Francesas, e com as conquistas de outras nações ele acrescenta a esse exército francês as tropas dos exércitos conquistados, utilizando assim tropas de vinte nações europeias, Napoleão constituiu a primeira força militar multinacional. - Relatou Matheus, seu melhor amigo.
- Ótimo Theus, posso começar meu relatório falando seus primeiros feitos e conquistas, assim o texto fica mais rico. Com certeza com a ajuda de vocês esse relatório ficará perfeito. -Falou Benjamin
- Claro que vai, eu estou no meio desse projeto. É claro que ele vai ficar perfeito. - Brincou Jeniffer.
- HaHaHaHa, engraçadinha, o nerd aqui nesse grupo sou eu, ok? - Matheus rebateu e os três gargalharam.
- Olha só gente, achei um artigo que relata suas primeiras estratégias, escutem. - Falou Benjamin. - A tática que era usada pelo grande estrategista, Napoleão Bonaparte, era ter um grande exército de massa sempre se movimentando com grande velocidade, recorrendo a ofensiva como surpresa, o que era decisivo na luta da infantaria, na luta travada corpo a corpo, tendo como arma fundamental a baioneta.
Continuou Jeniffer. - O grande exército tinha que lutar contra mais de um inimigo ao mesmo tempo para isso a velocidade e a vontade de combater era o seu combustível. A tática era simples, o plano era atacar sempre e manter-se na ofensiva em todas as ocasiões.
- Era preciso para o ataque uma barragem de artilharia, tendo canhões em segundo plano e uma cavalaria pegando os pontos fracos do inimigo e por ultimo a infantaria para dominar o campo de batalha. - Concluiu Benjamin. - Isso, estamos chegando lá, agora precisamos apenas reunir todas as ideias e referencias todas essas fontes, meu tutor é rígido quanto à isso.
- Tenho certeza que quando seu tutor vir isso ele vai ficar em muito orgulho de você, Benjamin, não duvido que ele lhe parabenize para seus pais no final dessa tarde mesmo. - Exclamou Matheus.
- Assim espero, estou ansioso para minha primeira festa sem meus pais por perto. - Disse Benjamin bastante empolgado.
- Na verdade você está ansioso para ir na minha festa, não é mesmo príncipe? - Jeniffer perguntou categórica.
- Com toda certeza, senhorita. Será uma honra participar de um evento tão grandioso. -Brincou Benjamin
Dito isso, Matheus revira os olhos com cara de puro tédio e todos mais uma vez caíram na gargalhada.
- Temos sorte de estamos aqui sozinhos ou se não já teríamos recebido diversas advertências da senhora Cristiana. - Observou Benjamin, sempre muito atento a tudo.
- Não sei se digo sorte, pois queria mesmo é estar em casa, mas como sou uma amiga pau pra toda obra e te quero imensamente em minha festa, tenho que estar aqui lhe ajudando. - Bufou Jeniffer
- Como você é reclamona menina, mas aproveitando a deixa, vamos agilizar amigo pois estou morrendo de fome. - Matheus fez uma cara de sofrido, como se não comece a anos.
- Você sempre esta com fome, Matheus... - Benjamin ironizou amigavelmente.
- Ta, já que você esta quase acabando vou ligar pro meu pai pra ele vim nos buscar. - Matheus se fez de ofendido, mas não deu em nada todos sabiam que ele estava se segurando para não rir.
- Ótimo, faça isso que assim seu pai vem mais rápido e mais rápido você almoça. - Brincou Benjamin.
(...)
- Nossa, seu pai esta demorando. - Reclamou Benjamin.
- Verdade, será que aconteceu algo? - Matheus ficou um pouco apreensivo.
O jovem e atencioso Benjamin ao perceber o estado do amigo se pós a tranquilizá-lo. - Creio que não aconteceu nada! Ele deve estar preso no engarrafamento a caminho para cá!
- Espero que realmente seja isso, meu pai pode ser cabeça dura e bastante machista, mas não quero perde-lo...
- Nossa, que pessimismo amigo, não aconteceu nada. Ti garanto que... - Benjamin foi cortado por uma voz grave, de um tom extremamente evolvente que ele bem conhecia.
- Olá maninho? Oi Riquinho? - Miguel sorriu sarcástico, que teve apenas como resposta do mesmo um aceno de cabeça. - Pai ainda não veio? - Ele se dirigiu ao irmão.
- Oi mano. Ainda não e estou tentando não ficar preocupado.
- Relaxe broh, já, já ele estar por ai. Se eu não estivesse de moto eu até que levaria vocês, mas como só tem um lugar de carona e tenho que levar aquela loira ali até em casa, não vou poder oferecer carona! - Miguel falou e piscou o olho de forma sensual para a loira que ele estava pegando nessa semana.
Porém, antes de Matheus responder qualquer coisa, Benjamin foi mais rápido. - Muito obrigado pela atenção, mas realmente temos que esperar e de qualquer forma, creio que meu pai não iria gostar de saber que eu não voltei para casa com o Senhor Marcos. - Seu tom de voz era de irritação.
- Ahhh, perdão. Esqueci que você era o filhinho do papai que não pode voltar sozinho para casa! Aliás, sua irmã não se importar de voltar na garupa da minha moto. - Ele lançou um olhar desafiador para Benjamin.
- Já chega mano, pega leva! Não precisa expor que a Bianca é louca por você, todos nós sabemos disso. Nem muito menos precisa falar assim com o Benjamin.
- Está tudo bem, Matheus. Sou imune às provocações do seu irmão! - Mentiu ele.
- Que seja garotos, agora tenho que ir, pois tenho muita transa para dar conta nessa tarde. - Com isso, Miguel saiu gargalhando sarcasticamente indo em direção à loira e depois ao estacionamento da escola.
Benjamin ficou horrorizado com a forma de falar de Miguel, pela forma debochada, prepotente e esnobe. - Que forma de falar mais suja, seu irmão não tem modos, Matheus! - Sua feição era de puro espanto.
- Sei disso, convivo com esse tarado, mas não liga no fundo, bem lá no fundo ele é uma pessoa legal. - E os dois deram uma gargalhada, embora Benjamin por dentro estivesse se sentindo destruído pelas revelações de Miguel.
Suas atenções foram dirigidas para rua ao escutarem a buzina do carro. - Perdão Senhor, Benjamin, mas sua mãe me pediu que eu a levasse junto com os gêmeos ao escritório do seu pai, vai haver uma sessão de fotos para nova propaganda dos hotéis termais. - Anunciou Marcos, o motorista particular da família e pai de Matheus e Miguel.
- Tudo bem, Senhor Marcos. Só ficamos apreensivos pela possibilidade de ter acontecido algo com o Senhor. - Disse Benjamin.
- Mais uma vez perdão, Senhor. Eu deveria ter ligado, mas não imaginaria que os transito estaria um caos total.
- Tudo bem pai, mas agora vamos rápido estou morrendo de fome. - Agonizou Matheus.
- Matheus, meu filho, tenha mais respeito como Senhor Benjamin!
- Tudo bem, Senhor Marcos, já estou acostumado com o desespero por comida do Matheus. - Todos sorriram e o motorista deu partida no carro.
Benjamin:
Tudo anda tão confuso na minha mente ultimamente. Sei que é errado ter esse tipo de sentimento pelo irmão do meu amigo, que no caso, só para salientar, é homem, mais velho que eu, marrento, esnobe, bruto, gostoso e lindo. EU ESTOU PERDIDO.
- Graças a DEUS chegamos em casa, estou com muita fome, lhe ajudar com aquele trabalho foi por uma ótima causa, mas me deixou faminto. - Matheus sempre exagerando.
- Muito obrigado meu querido amigo, sei como é difícil para você não se alimentar nas horas certas. - Falei enquanto descia do corra.
- Como falei, foi por uma ótima causa. Ahhh, pai, queria te pedir uma coisa. - Como eu queria que fosse assim com os meus pais, Matheus vai pedir para ir a uma festa como se pedisse para se retirar da mesa após a refeição.
- Não pode ser mais tarde, estou no meu horário de trabalho, Matheus. - Marcos bufou e Matheus também.
- Não é nada senhor Marcos, não ligo. - Falei.
- Pois é pai, deixa de ser careta, mas queria te pedir para ir a festa da Jennifer no sábado, posso?
- Mas é claro filho, que ótima notícia. - Marcos abriu um enorme sorriso, ficando evidente sua alegria pelo filho ir a uma festa.
- Tá, tá bom, pai. Não é preciso soltar fogos de artifício por isso. - Matheus revirou seus olhos fofos.
- Matheus, almoça comigo hoje? - Lhe fiz o convite pois almoçar só com a minha família sempre é um pouco chato, tantas regras.
- Nossa, nem precisa perguntar duas vezes, adoro os banquetes que sempre são servidos para vocês. - Assim, seguimos aos degraus da entrada principal.
- Nossa, realmente achei que seu pai fosse soltar fogos de artifício, ficou mais que evidente a felicidade dele. - falei.
- Você nem imagina, ele praticamente só falta me amarrar grudado ao meu irmão para segui-lo, vejo a hora ele me empurrar junto com o Miguel quando sai. As vezes penso que não sou bom o bastante para ele. Talvez seu desejo maior é que eu fosse do mesmo jeito que meu irmão.
- Não pensa assim amigo. Você é especial e graças a Deus não é como seu irmão, aquele ogro que só pensa nas partes baixas das mulheres. Tenho certeza que sua mãe pensa do mesmo modo que eu.
-Também tenho certeza, a coitada só pensa duas coisas em relação ao Miguel, ou ele chega em casa com um filho nos braços ou com um resultado de um exame de uma doença sexualmente transmissível. - Não aguentei e sorri, isso definia bem o Miguel.
- Agara deixa eu ir pro meu quarto tomar um banho e já volto.
- Ahhh, deixa de coisa, não precisa tomar banho hoje, vou ficar aqui nessa sala enorme sozinho e se sua avó aparecer?
-Justamente, ela é muito rígida com todos e temos que estar impecáveis sempre. Mas fica tranquilo ela não vai soltar seu veneno em você.
- Eu que não duvido, mas preciso fazer uma ressalva, ela não é rígida com todo mundo, ela é rígida com você apenas.
- Não é verdade e você sabe disse, não seja uma segunda Bianca, por favor, já chega às coisas da minha irmã.
- Que seja. Me deixa ir pra cozinha e ficar com minha mãe, quando você voltar me chama lá.
- Tudo bem.
(,,) ^^
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