HOEEE, COMO VOCÊS TÃO?
Então seus coiso, vai sair capítulo rápido aqui, acho que até o 5° capítulo, os primeiros não mudam muita coisa, mas depois vai mudar e muito. Acho que estou fazendo um bom trabalho com essa fic. Tenho quase certeza que ano que vem dou a louca e reescrevo de novo, até que isso chegue em uma editora. Sim, sempre pensei em Angels como livro físico.
Aliás, pra quem acompanha desde o começo sabe que essa fic foi criada porque eu precisava de um conteúdo mais maciço sobre anjos. Precisava de um universo para anjos.
Bom, boa leitura babes.
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Alexandra e Luke haviam saído do local em um carro de luxo. O que Alex achava meio contraditório, afinal, quem tem um carro quando se tem asas? Não conseguia entender. O caminho foi quieto, o garoto se sentia muito nervoso pra puxar qualquer tipo de assunto e a garota ainda se sentia estranha, estando com um quase completo desconhecido. O mais estranho para ela era o fato que ela confiava no garoto. A mente de Alex borbulhava em perguntas, eram tantas. Mal percebeu que Luke já havia colocado o carro preto no estacionamento de um prédio comercial. Havia um bloco com sete carros, todos iguais e pretos, com excessão de um. Havia um carro naquele bloco que Alex sentia familiaridade, mesmo ele sendo diferente dos outros. Eram todos carros de luxo e todos esportivos, mas o diferente era o que se destacava.
Os dois saíram do carro e se dirigiram para o elevador do prédio. A menor preferia ficar quieta observando o que acontecia diante de seus olhos. O mais alto se dirigiu ao painel do elevador, Alex observava o garoto. Ela se perguntava o que ele estava fazendo. Ele sorriu nervoso e tirou uma chave do bolso da calça preta que usava. A chave era um tanto peculiar o que fez a garota franzir as sobrancelhas. Ele encaixou a chave na fechadura do painel e o mesmo se abriu. Havia um sensor, daqueles que se encaixa a mão. Alexandra já estava ficando aflita, mas se acalmou e nada disse. A luz verde em cima do sensor se acendeu o o elevador começou a subir, Luke fechou o painel e se encostou na parede oposta.
— Por que nossas asas são pretas? — soltou Alex, a pergunta era tola, mas era o que mais encomodava a garota.
— Como eu disse, existem vários tipos de anjos, Samantha vai te explicar tudo, se acalme. — ele falou olhando os números do painel subirem.
Alex aproveitou para observar melhor o garoto em si. O anjo era uma perfeita mistura de punk com os garotos de hoje em dia. Bom, ele se vestia como qualquer garoto que vai a um rolê no shopping. Seu cabelo era preto e tinha um corte moderno. Ela reparou em seus alargadores, dois alargadores pretos, ela chutava que cada um tinha 8 milímetros. A garota também usava alargadores, um igual ao dele e uma espiral. As feições dele pareciam ter sido esculpidas por um anjo — que ironia. Seus olhos eram azuis, um tom escuro de azul. O garoto sentia os olhos da menor caindo sobre ele, mas ignorava. O elevador tocou a campainha, avisando que eles haviam chegado ao andar desejado.
— Bem, chegamos em casa. — ele disse enquanto eles saíam do elevador.
— Casa? — estranhou.
— Sim, bem-vinda de volta! — concluiu o rapaz, nervoso com aquilo tudo.
O elevador se fechou atrás dos dois. Eles estavam em uma espécie de hall. O hall era redondo, dividido em quatro partes simétricas. Em uma parte havia o elevador. No lado oposto ao elevador havia uma grande porta dupla de madeira, a porta era inteira entalhada. No lado direito, considerando que Alex estava de costas para o elevador, havia um corredor. Oposto ao corredor, havia outro corredor. Todas as "saídas" ficavam entre duas pilastras brancas de gesso. As paredes eram escuras, em um tom de cinza. O teto tinha um círculo menor de vidro, centralizado. Ao redor desse círculo haviam luzes redondas de teto. Entre as pilastras haviam tochas, acesas. Alex estava maravilhada com a beleza do cômodo, sentia uma pequena familiaridade.
— De volta? Já estive aqui? — questionou a garota, mesmo com familiaridade ao local.
— Anjos não morrem — disse uma voz masculina, vindo do corredor da direita, pouco mais grossa que a de Luke. — Olá, eu sou John Lass. — disse ele entrando no cômodo através do corredor da esquerda. — E você é?
— Meu nome é Alexandra, mas me chame de Alex. Alexandra é muito formal.
— Alex? — surgiu uma voz, muito parecida com a de Alex, atrás do garoto. Alex se espantou com a semelhança, não só sonora, mas visual também. A garota era quase uma réplica dela mesma. Assim que a garota avistou Alex, correu em encontro dela, à abraçando. — Quanto tempo!
Alexandra correspondeu ao abraço, a garota abraçava Alex com força. Algo dentro de Alex dizia que ela precisava daquele abraço. A garota se afastou, Alex estava confusa.
— Ela e o Rob foram os únicos que não morreram na missão. — Luke explicou. Mas só conseguiu confundir ainda mais a cabeça da menor.
— Meu nome é Samantha, e bom, somos irmãs, gemeas — falou a garota, que agora chorava em silêncio.
Alexandra ainda não havia processado a informação, mas não conseguia ver a maior, ela era alguns centímetro maior que Alex, chorando e também não conseguia conter a felicidade de ter uma irmã, então a abraçou com força e depositou um beijo, no topo de sua cabeça.
— Vejam só, que euforia. As gêmeas Creever se encontraram novamente, grande besteira, pra quê isso tudo? — surgiu um cara alto e estúpido na sala, do tipo que não gosta de ninguém.
Alex, indignada, se soltou de sua irmã e se virou para o garoto cruzando os braços diante ao peito. O olhar da garota era tão frio que qualquer um que olhasse de longe poderia jurar que ela iria congelar ele. Ela sentia a estranha sensação de déjà vu, e não era a primeira vez naquele dia. A garota olhou para sua suposta irmã, Samantha se encontrava na mesma posição. Alex arregalou os olhos, pasma, mas ignorou e voltou a encarar o garoto, se questionando por que ele havia falado Creever.
— Robert! Chega de brigas com a Alex! Ela nem lembra quem você é! E afinal, ela morreu por sua culpa. — Samantha disse em tom alto, em um fôlego só.
Robert mudou seu semblante de metido à cabisbaixo. Alex já não entendia mais nada, só queria explicações.
Uma garota baixinha entra na sala, abraçando John por trás, ela era tão doce. Alex sorriu pra ela, sentia vontade de ficar perto da garota pequena.
— Bom Dia Gente!!! O que vocês fazem acordados essa hora da madrugada? Veio mais gente nova? Ahn... Ah... Oi, desculpe não sei seu nome. — a garota fala olhando para Alex, tinha sono presente na sua voz, seu cabelo caia sobre a cara.
A pequena tinha cabelos castanhos quase lisos, olhos azuis e sardinhas no nariz e na bochecha, ela era linda. Alex sentia vontade de abraçá-la.
— Luna, o nome dela é Alex. — diz Samantha risonha. — Vão almoçar! Eu preciso falar com minha irmã, e quero privacidade...
Alex riu de sua gêmea, tudo tinha seu certo humor. Logo, todos saíram, indo comer fora. Luke havia ficado, estava logo atrás de Alex e a olhava fixamente. Sam revirou os olhos, Luke era lerdo e inconveniente.
— Lerdo. — praguejou. — Vai ficar aí?
Luke saiu quieto, Alex podia jurar que o garoto estava ruborizado. Alex olhou para Sam, que sorriu gentil e abraçou a menor. Sam apresentou Alex a biblioteca, ficava corredor que tinha uma lua em cima. Aquele era outro detalhe, os corredores eram diferenciados por corredor lunar e solar.
— Faça suas perguntas, aposto que tem perguntas. — disse Samantha, as duas estavam sentadas em almofadas pretas perto da lareira.
— Tenho, um monte delas. Primeiro me explica o porque que aquele cara amargurado me chamou de Creever.
— Creever é seu sobrenome, o meu também.
— Creever? Desde onde eu sei é Punch. — a garota já achava que era um engano.
— As famílias adotivas normalmente trocam os nomes. Já aproveitando a pergunta, tem 4 grandes famílias de anjo, as que são consideradas mais "poderosas". Os Lauer, os Creever, os Conner e os Weng. Antes eram 5 famílias mas os Kulack foram incinerados. Ah, incineramento é a única forma de um anjo morrer. — falou em um fôlego só. — Aqui nos Estados Unidos temos apenas Creever's e um Lauer. O Rob é o único Lauer de todo o país.
— Qual a família mais poderosa? — perguntou Alex, entrando no assunto.
— Eram os Kulack, mas como esses morreram, são os Creever. Esse é o motivo de comandarmos o grupo.
— Entendi, você comanda aqui, não? — Alex fala, entendendo um pouco a dinâmica. — Como morri e o que Rob tem haver com isso?
— Ah, morreu com uma lança no peito. Na última missão você matou o mais forte dos Hell's, mas teve uma falha. — Samantha não concluiu o que falava.
— Hell's? — Alex interrompeu.
Sam levanta e faz sinal pra a menor fazer o mesmo as duas seguem para um pedestal com um livro grosso. A capa trazia o título. A História dos Anjos leu Alex silenciosamente. A garota, através do glossário, achou a parte Um breve resumo de tudo. Leu rapidamente e as duas voltaram para o lugar inicial.
— Deixa eu ver se entendi. — começou a menor. — Somos Dark Angels, isso explica as asas pretas. E pelo o que li, o trabalho mais difícil fica para nós
— Sim, nós, os Dark's, fazemos o mais difícil, e nós não temos poderes como os Hell's e os Light's. Mas temos habilidades e agilidade, somos mais rápidos e mais hábils com escudos e armas, e obviamente temos as características comuns.
— Acho que entendi... Agora prossiga por favor. — pediu Alex sorrindo.
— Contonuando, como você estava ferida, pois matou o Hell mais poderoso sem ajuda alguma. Então vendo seu estado, pedi pro Rob levar você pra cá e te impedir de voltar pra missão, já que ele também estava com alguns ferimentos graves. Mas sendo quem ele é, voltou pra batalha depois de deixar você aqui. Bom, você sendo teimosa, pegou armas e voltou também, logo após ele. Você batalhou e entregou as armas que fizeram a gente ganhar a "guerra", mas infelismente morreu.
Alexandra parou de fazer perguntas e olhou pra a garota por um segundo. Ela era igual a Alex, olhos esverdeados, cabelos castanhos escuros e ela também era extremamente, assim como Alex.
— Huh... E Luke?
— Pelo deus do céu, demorou pra falar dele. — falou Sam, rindo. — Vocês são apaixonados.
— O quê? — Alex fala em uníssono com Luke, que aparentemente estava atrás da porta.
As duas olharam pra porta, que estava aberta, o rapaz escorado no peitoril.
— Ah, Luke sua namorada ligou e pediu pra você ir até a casa dela. — lembrou Sam.
Luke saiu, envergonhado. As garotas só escutaram o barulho do elevador. Alex respirou fundo negando, enquanto Sam ria.
— Como assim demorou? Ele tem namorada? — Alex arqueia a sobrancelha, em dúvida.
— Bom, vocês namoravam antes de você morrer. E bem, sim ele tem, a Mya, ela é uma mortal. — ela falou, tomando cuidado com as palavras. Alex sentia um certo vazio por saber que namorava o garoto e agora ele estava com outra, com consentimento até onde ela sabia. — Ele morreu por sua causa sabia?
— Como assim ele morreu por minha causa? — perguntou Alex, juntando as sobrancelhas. Samantha respira fundo com a pergunta da garota.
— Vamos lá, ele correu ao seu encontro quando viu a lança atravessando seu corpo, e acabou morrendo da mesma maneira.
Mal percebeu Alexandra, mas uma lágrima escorreu lentamente por seu rosto. O inconsciente dela sentia alguma coisa com aquelas palavras. Parecia tudo trágico e sangrento na cabeça da menina.
— Porque não lembro dele? Ele lembra de mim? — Alex pergunta, certa aflição na cara da menina.
— Não ele não lembra. — afirma Samantha. — Vocês morreram e as lembranças são apenas parciais, quero dizer, está tudo no inconsciente. Tínhamos um cálice aqui que fazia lembrar de todas as coisas das vidas anteriores. O cálice sumiu, junto com Tony Kulack, Tony era nosso líder. Agora os líderes são eu e você.
A conversa continuou, Alex tinha muitas dúvidas. Na sequência elas almoçaram juntas. Samantha estava tão feliz com tudo aquilo. Sam apresentou todos os cômodos para Alexandra, até elas voltarem ao Hall. Samantha abriu as grandes portas de madeira com um simples toque. Sorrindo a maior apresentou o local.
— Essa é a nossa sala do Anjo. Divirta-se! Vou estar na biblioteca, explore tudo, não tenha medo. — diz a garota, entusiasmada.
Samantha sai da sala deixando a irmã explorar o local. Alexandra vai direto ao encontro de duas grandes armaduras pretas brilhantes, uma menor que a outra, era um tipo de armadura moderna. Alex reparou que dentro do colarinho da armadura haviam escritas, em uma armadura estava escrito "A. Creever" e a outra estava com "S. Creever". Sorrindo, a garota concluiu que as armaduras eram pertencentes a ela e sua irmã. Ela também reparou que na parte de trás haviam espaços perfeitos para asas. A de olhos esverdeados notou que em duas paredes havia um arsenal de armas. Alex foi testando cada uma no espaço com alvos que tinha em uma parede mais afastada. A garota notou que ela tinha uma mira impecável e a força dela era inacreditável. Tudo muito estranho para a menor, mas era divertido. Ao guardar o arco e flecha, cuja arma possuía o nome de Alex, Alex escutou o barulho da macaneta e logo se pós em um canto, não muito afim de conversa.
— Droga! Droga! Droga! — Luke praguejava, evidentemente incomodado com algo. — O que eu faço? — o garoto se perguntou aos berros.
O de olhos azuis se senta, forçando um pouco os olhos, não muito, Alex tinha a visão aguçada, a garota percebe algumas lágrimas escorrendo no rosto do rapaz. A morena suspira, buscando paciência para ir até ele. Sentada do lado dele, a menina olha para o garoto.
— O que aconteceu? — pergunta com uma calma assustadora.
— Nada. — responde com brutalidade. Alex se inclina um pouco limpando as lágrimas dele com o próprio dedo, ela estava sendo muito paciente, coisa que não faria em ocasiões normais.
— Se fosse nada, não estaria chorando. — conclui com certa ironia.
—Mya. — murmurou o rapaz. —Ela, bem, ela terminou comigo.
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Gente, esse capítulo tá tão hétero, nem parece que fui eu que escrevi, mas acho que é um dos maiores da minha vida inteira como escritora, se não o maior. O pior é que ainda acho ele meio pequeno, mas está aí.
Como estamos?
Xau, amo vocês. Reclamações aqui ou no twitter.
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