Uma noite no museu 4: Saindo...

By Lua-chan

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Liberdade. Uma simples palavra, praticamente desconhecida pelas exposições do Museu de História Natural. Elas... More

Capítulo 1: Só queria ver a luz...
Capítulo 2: Seja bem-vindo à vida
Capítulo 3: Dúvidas e pegadas na neve
Capítulo 4: O desespero da múmia
Capítulo 5: Os Caçadores Negros

Capítulo 6: Bem vinda a Realidade

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By Lua-chan

A/A: Oi, genteee! Nesse capítulo, eu resolvi colocar 1 "POV" (Point Of View /Ponto de Vista do personagem), o da Abgail. Provavelmente, o resto da história será desenvolvida de forma narrativa. Espero q n se confundam. Bjos e boa leitura:*

Abgail's POV

Não conseguia respirar. Me senti como se tivesse outro ataque de asma. Onde está meu inalador, quando eu mais preciso?
Fechei meus olhos, esperando que tudo desaparecesse, quando os abrisse. Queria ver o Larry, me perguntar se ele via a mesma coisa e se ele assentisse, gostaria de afirmar que estávamos loucos ou, estranhamente, compartilhando o mesmo sonho.
-Querida, olhe para mim. Você não está sonhando. Sou eu, Teddy Roosevelt.- Ouvi a doce, delicada e realista voz, originada da minha cabeça.
- Você não é real. V-você... não! -Permaneci intacta.
-Mas ele é real, Abgail! Olha só! -Larry se exaltou, confundindo os meus pensamentos duvidosos.
-Não, Larry. Ela está certa. Eu não sou real. -A voz estranha emergiu. -Deixe-a acordar.
As últimas palavras surgiram como um eco diferente. Ele não cessava. Abri meus olhos e respirei pesadamente. Vi dois homens tentando me levantar, até conseguirem alcançar seus objetivos.
-Você tá bem, Abgail? -A voz de Larry Daley veio me tranquilizar.
-Não sei. -Foi tudo o que pude dizer, em um sussurro.
-Você desmaiou, quando eu te apresentei ao Teddy. -Então tudo era real. Eu estava presa à realidade, mas não pude aceitá-la facilmente.
-Tudo bem. Por favor, vamos esquecer a parte das apresentações. Eu ainda estou tentando processar tudo.
-Certo. Bem, precisamos salvar Ahkmenrah ou Benjamin, como preferir. -Larry me falou, usando um tom de voz delicado, como se eu precisasse disso, para não ir ao abismo da loucura. Era o que a minha mãe fazia. Ela dizia que eu precisava respirar, contar até 10 e falar quatro razões que deveriam tornar tudo ao meu redor a pura realidade.
-1, 2, 3... 4, 5, 6... -Comecei a contagem, seguida de suspiros longos. -7, 8, 9... 10.
-Muito bem. Calma.
-Número 4: Eu consigo vê-los. -Dei um passo para frente, mantendo meus olhos fechados. -Número 3: Posso tocá-los. -Mais um passo à frente. -Número 2: A realidade nem sempre é lúcida. Número 1: a vida de Ahkmenrah está em nossas mãos. -Dei o último passo e abri os olhos. Eu estava na frente de uma rua escura. Ela me atraía como um ímã.
-O que você está fazendo, Abgail? -Uma mulher idosa se aproximou de mim. Era a minha avó. Por parte de pai. Ela falecera há alguns anos. Não sei por que consigo vê-la.
-Vovó? -Corri para os seus braços, revestidos por uma longa e branca túnica.
-Minha querida. Você está bem? -Ela perguntou.
-Não sei. Como consigo ver a senhora?! -Perguntei, desesperada.
-Você é clarividente, meu amor.
-Sou o quê? -Não sabia o que aquilo significava, apesar de já ter escutado o termo em algum lugar.
-Clarividência é um dom incrível. Você é capaz de enxergar um plano muito maior do que a realidade. É capaz de ver além do que os olhos podem ver. É assim que está me vendo e se comunicando comigo. -Fiquei calada por um tempo, olhando para o chão.
-E o que tem a ver o fato de eu ter vindo até aqui?- Perguntei.
-Os clarividentes podem ser atraídos pelo que precisam ou procuram. -Ahkmenrah. Ele me atraiu até aqui. Talvez, pelo fato de ele ser uma múmia ou algo assim. Mas Larry e os outros humanos conseguem vê-lo. O que faria com que só eu pudesse sentí-lo agora?
-Eu sei o que está pensando, Abgail. Ele precisa de você. -Ela está certa. Na verdade, mais do que isso. Ahkmenrah está correndo perigo. Eu realmente posso sentir.
-Adeus, querida. Eu te amo.
Sua voz foi sumindo. Acho que estava em transe e quem me acordou foi Clark, um dos viajantes que seguiu uma certa índia, também exposta neste museu.
-Senhorita Dawson, -ele me chamou -Estava dormindo?
-Não, Clark. Mas obrigada por me chamar. Estava precisando disso.
-Por onde começamos? -Larry perguntou, unindo as outras exposições, no salão.
-Me sigam. -Disse com determinação. -Eu sei onde ele está.

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