Inimigos de Sangue

By NataliaSiignorin

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Eu era feliz. Por que era? Porque vivia em uma bolha onde minha vida era perfeita. Até eu descobrir quem real... More

Prólogo
Capítulo 1
Capítulo 2
Capítulo 3
Capítulo 4
Capítulo 5
Capítulo 6
Capítulo 7
Capítulo 8
Capítulo 10
Capítulo 11
Capítulo 12
Capítulo 13
Capítulo 14
Capitulo 15
Capítulo 16
Capitulo 17
Capítulo 18
Capítulo 19
Capitulo 20
Capítulo 21
Capitulo 22
5 mil leituras.
Capítulo 23
Capítulo 24
Capítulo 25
Capítulo 26
Capítulo 27
Capítulo 28
Capítulo 29
Capítulo 30

Capítulo 9

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By NataliaSiignorin

-Como? - perguntei em choque.

-Olha eu sei que é difícil de acreditar... - começou a dizer.

-Você está ficando maluco isso sim, por favor vá embora.

-Me deixe explicar, e você vai entender tudo - falou implorando.

-Não quero saber de nada, saia daqui - falei furiosa.

-Ta bom eu vou, quando estiver mais calma e quiser conversar me encontre na escola - disse e saiu.

Fiquei ali parada por um instante, absorvendo o que Micael acabara de me dizer. Será que podia ser verdade? Não, isso era loucura. Minha cabeça latejava, lágrimas escorriam pela minha face. E agora o que vou fazer?

Entrei em casa e mamãe veio me abraçar.

-Tudo vai ficar bem meu anjo - tentou me reconfortar - Você poderia dormir na casa da Ivy hoje? Seu quarto virou cena de crime e não vai ser liberado tão cedo. Você pode cuidar dela pra mim? - disse mamãe para Ivy que estava atrás de mim.

-Claro Senhora Collins, pode deixar que eu cuido dela - disse Ivy pegando a minha mão e me levando para seu carro.

Acenei para minha mãe e partimos em direção á casa da Ivy. Aí lembrei de uma coisa.

- E minhas coisas - perguntei.

-Sua mãe já tinha arrumado e colocado no carro, enquanto você estava la fora.

-Preciso te contar tanta coisa - falei com lágrimas enchendo meus olhos.

-Tudo bem vamos entrar e subir para o quarto, peço para minha mãe fazer chocolate quente e pipoca e conversamos.

Entramos na casa de Ivy e fomos para o quarto, ela carregava uma mochila que reconheci como sendo minha. Minhas coisas. Tomei um banho e peguei roupas intimas da mochila e meu pijama, enquanto a mãe de Ivy fazia lanches para nós. Peguei o secador de Ivy e sequei meus cabelos.

Sentei na cama e esperei por ela. Ivy e Madalena vieram com duas bandejas uma com chocolate quente e outra com pipoca com manteiga.

-Como você está querida - perguntou a mãe de Ivy.

-Assustada mas bem, obrigada por me deixar ficar aqui - falei demonstrando minha gratidão.

-Imagina querida - disse solidária - vou deixar vocês conversarem - disse saindo.

-Então pode começar a me contar tudo, que loucura foi aquela?

-Conto, mas antes você tem que prometer para mim que vai escutar até o final sem questionar, e que não vai achar que eu sou louca.

-Ta eu prometo - riu nervosamente.

Contei tudo para ela, do passeio com o Estevan até a conversa com Micael. Não a poupei de nenhum detalhe.

- Que loucura - disse em choque quando terminei de falar.

- E agora amiga, o que eu vou fazer? E se for mesmo verdade o que ele falou? - falei assustada.

-Não se preocupe amiga vamos dar um jeito. Vá para a escola segunda e escute o que ele tem a dizer.

Assistimos um filme, comemos pipoca e tomamos chocolate quente. Peguei no sono na metade do filme. Sonhei com corpos no chão e sangue para todo o lado, eu estava de pé no meio deles, com um vestido preto longo uma capa vermelha, meus olhos pareciam quase brancos. Sorri e meus dentes estavam vermelhos, cheios de sangue.

Acordei e meu coração parecia que ia pular do meu peito, estava toda suada e uma dor de cabeça forte me atingiu.

Olhei para o lado e Ivy dormia tranquilamente. Resolvi não acordá-la, fiquei na cama pensando sobre tudo que estava acontecendo. Queria tirar aquilo da minha cabeça mas as imagens ficavam rodando como um filme em minha mente. Eu só queria voltar a uma semana atrás onde minha vida era a de uma adolescente normal, indo para a escola, saindo com meus amigos me preocupando com coisas normais como dever de casa, não com o meu desejo por sangue.

Fiquei perdida nos pensamentos até que Ivy acordou. Nos arrumamos descemos e tomamos café da manhã. Depois disso fomos correr, peguei um shorts e um tênis emprestado da Ivy. Corremos no parque perto de sua casa e depois voltamos e tomamos banho. 

Decidimos almoçar no Dinner's, chegando la vi Estevan servindo algumas mesas. Nos sentamos nas mesas do fundo. Ele me viu e por um momento vi uma onda de preocupação e alívio passar por seu rosto. Terminou de atender as mesas e veio até nós.

-Olá meninas o que vão querer? - ele falou com nós duas mas olhando diretamente para mim.

Fizemos o nosso pedido e ele foi até a cozinha.

-Você precisa falar com ele e pedir porque ele foi embora e não falou com você - disse Ivy - deve ter algum motivo.

-Depois eu falo com ele agora ele esta trabalhando - falei.

Ele trouxe nossos pedidos.

-Eu saio daqui uma hora se quiser conversar - disse.

Balancei a cabeça em sinal de positivo, ele sorriu e saiu.

Almoçamos e conversamos sobre o Estevan, Ivy achava que ele gostava de mim e que ele era o cara certo e bla bla bla. No fundo eu achava que ela queria me jogar para Estevan pois achava que Micael gostava de mim. Mas Ivy era uma boa amiga eu tinha certeza que ela só queria o meu bem.

Uma hora depois Ivy já tinha ido para casa e eu fiquei esperando o Estevan sair do trabalho. Estava sentada na mesa e ele veio.

-Vamos dar uma volta? - falou

Fomos em silêncio até a rua e começamos a caminhar.

-É verdade o que o Micael me falou, eu virei mesmo uma... - parei no meio da frase.

Ele me olhou com pena.

-Infelizmente é, seu pai salvou você deixando-a na casa dos Collins, ele era líder do clã.

Fiquei em estado de choque, então quer dizer que todos esses anos eu julgava meus pais verdadeiros por me abandonarem e eles haviam feito aquilo para me proteger.

-E onde eles estão? - perguntei esperançosa.

-Seu pai foi morto e sua mãe sumiu na batalha, não se sabe se ela morreu ou se fugiu.

-E você também é?

-Não eu não - falou cauteloso - escuta tem muita coisa por trás disso e não posso despejar em você tudo de uma vez.

-Mas eu quero saber a verdade - falei

-Você irá saber, mas independente do que você ficar sabendo saiba que gostei de você desde a primeira vez que te vi.

-Mas porque está falando isso? - perguntei assustada.

-Amanhã provavelmente Micael te contará tudo, e antes de ficar com raiva e decidir me excluir da sua vida venha falar comigo. Eu lhe peço por favor não me odeie. Você foi a melhor coisa que me aconteceu.

-Isso não faz nenhum sentido - falei confusa

-Vai fazer - falou cabisbaixo.

Ele parou na minha frente e olhou em meus olhos, colocou uma mecha do meu cabelo atrás de minha orelha.

-Me apaixonei por você assim que vi seus olhos - disse fazendo carinho em meu rosto.

Passei a mão em seus cabelos, ele fechou os olhos com meu toque. De nada adiantaria negar que eu gostava dele, estava tão na cara.

-Depois daquele primeiro dia que vi você na escola, tudo mudou. Lembra que eu falei que estava em uma missão? - perguntou-me, quando fiz que sim com a cabeça ele continuou - Não era mentira, eu estava. Mas aí eu te conheci e mudou o rumo da minha história.

-Você pode por favor me explicar o que isso significa? - falei com medo - Você está me deixando confusa.

-Desculpe não era minha intenção - ele me abraçou - promete que apesar de tudo que aconteça você vai tentar ser razoável e pensar no meu lado?

-Mas... -comecei a falar

-Só me prometa - interrompeu-me ele.

-Ta bom eu prometo ser razoável e falar com você antes de qualquer decisão sobre sei lá o que que o Micael vai me dizer que afeta você.

Ele sorriu, um sorriso cansado. Passou a mão mais uma vez nos seus cabelos e foi se aproximando mais e mais de mim. Meu coração foi acelerando e minha respiração ficou agitada em expectativa sua boca estava á centímetros da minha quando ouvimos um grito ensurdecedor de uma mulher que vinha de um beco. Olhamos um para o outro e fomos ver o que havia acontecido.

Chegando lá vimos o corpo da mulher estirado perto de uma lata de lixo. Sangue escorria de sua cabeça com uma lesão profunda que ela deve ter conseguido caindo ou batendo a cabeça forte. Vi o sangue e meu coração acelerou, comecei a ter de novo meu desejo louco. Tentei me controlar e quanto mais fazia isso mais tonta ficava. Me agarrei a Estevan e quase caí no chão.

-O que esta acontecendo comigo? - falei tonta

-Como você é uma vampira nova se você vê o sangue tem desejo por ele e se não bebe você se sente fraca. Mas é só até você aprender a controlar sua sede.

-Me tira daqui - falei quase caindo.

-Deixa eu só fazer uma chamada anônima informando um assassinato - Estevan pegou o telefone e ligou.

Quanto mais tempo eu ficava lá sentindo o cheiro do sangue mais fraca eu ficava. Meus olhos foram se fechando e mergulhei na escuridão.

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