Undefined Love || J.B

By ClaraAlmeida99

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Era só mais uma aposta... Era só mais uma brincadeira entre o capitão de equipa de futebol da Glen View High... More

| 50 or 0 |
| What Did He Want? |
| Game On |
| Be Confident |
[House]
| Want Some Ice? |
| Excuse Me? |
| What Are You Doing? |
| Get Out |
| Not Your Business |
| Can U Stop? |
| Are You Okay? |
| Have You Been Crying? |
| Do I Remind U Of Him? |
| I Have Rights |
| He Deserved It |
| His heart is shattering without her |
| When The Sun Goes Down |
| What are you doing here!?|
| It Isn't Safe |
| She Makes Me Feel Some Type Of Way |
| She's Not The One I Want |
| You Don't Have To Be Afraid |
| Everyone Knows! |
| You Fell In His Game |
| Mom... Please, Don't Cry. |
| I Want You. |
| I Won't Let You Go |
| With you, everything seems right. |
| Don't You Dare Get Near Me. |
| Are You Crying? |
| Calm Down, Princess |
| They Are In It Together |
| Where Do You Think You're Going? |
| It Can't Be. |
| Let Me Go! |
| That's Enough |
| I'm Still Here |
| Hangover | Part. 1
| Hangover | Part.2
| Is She Home? |
| I'm A Monster |
| Police Station |
| Dummer Than I Thought |
| Don't Go |
| She's Lying, Right? |
| How Can You Stay So Calm?! |
| I'm Leaving. |
| Please... Stay. |
| I Hate Goodbye's. |
Epilogo
Aviso
Questões & Respostas [Novidades]

| The Emergency |

375 30 1
By ClaraAlmeida99

 Dia Seguinte

'' Encontra-te comigo em 30 minutos na garagem, por favor.  É urgente. - Justin ''  

Semicerrei os olhos assim que vi a mensagem.

Uma parte de mim dizia que devia ir vestir-me o mais rápido possível, porque puderia ser algo grave.

Outra parte de mim questionava-se aos gritos o porquê que eu haveria de ir ter com ele depois de tudo o que aconteceu a noite passada, mas por alguma razão, a palavra urgente pulsava na minha mente.

Pulsava de tal maneira que convenceu-me a ir preparar-me.

Tomei um banho rápido para despertar e, de seguida, vesti uma t-shirt roxa, legguins pretas e uma camisa de xadrez a preto e branco amarrada à cintura.

Sem tempo de pôr maquilhagem, passei apenas um creme facial e dirigi-me para a garagem.

Ao chegar lá, abri o carro do Justin e vi-o a mexer no telemóvel de forma tranquila.

— Pensei que isto fosse uma urgencia?

Falei, confusa, a olhar para ele.

O Justin olhou para mim e disse:

— E é! Entra no carro.

Assim o fez.

O Justin ligou o carro, trancou as portas e meteu o rádio a tocar.

Não sabia para onde íamos, porque ele recusava-se a responder cada vez que perguntava.

A viagem foi longa, mas quando finalmente parqueamos, a vista foi recompensadora!

Saí do carro e esperei que o Justin viesse ter comigo, pois ele estava ocupado no parta bagagem do carro.

Olhei em frente e apercebi-me que estavamos em cima de um planalto preenchido com árvores de tronco longo e ramos cheios de folhas verdes, que transmitiam-me uma paz imensa.

Não havia barulho constante de carros a passar, permitindo que o belo silêncio da natureza se fizesse ouvir.

— Não chegaste a comer, certo?

Perguntou o Justin ao aparecer ao meu lado com um cesto na mão.

— O que que estamos aqui a fazer?

— Já vais ver. Segue-me.

Ele penetrou a imensidão das árvores e eu fiz o mesmo.

Entre ramos e folhas, fomos delineando um certo caminho até que finalmente, chegamos a um arbusto alto, onde já nasciam algumas flores rosas.

Ele afastou o mesmo e abriu espaço para ultrapassarmos.

Assim que o fizemos, o cheiro do mar foi logo reconhecido pela minha sensação olfativa.

O som das ondas a bater nas rochas que rodeavam a base do planalto foram captadas pela minha sensação auditiva.

E a beleza que preenchia o horizonte daquele sitio foi apreciado pela minha sensação visual.

— Gostas?

Apesar de querer gritar que sim, ainda estava confusa com a razão de estarmos aqui:

— O que que estamos aqui a fazer?

Falei enquanto olhava para os arredores.

— Vem sentar-te comigo.

Pediu ele, quando se sentou à beira do planalto.

Cedi ao seu pedido e sentei-me ao pé dele.

Quando cheguei perto dele, vi-o a estender uma toalha e a pousar a comida que estava dentro do cesto: Havia um pacote de batatas fritas, algumas bebidas, pizza e comida chinesa.

— Não sabia do que gostavas, por isso...

— Pois, isso ficou bem claro.

Ri.

— Primeira vez que te vejo sorrir genuinamente.

Desabafou ele, rindo.

— Digo o mesmo de ti.

Falei.

— Eu trouxe-te cá porque as coisas entre nós têm estado a piorar.

— Pois.

— Apenas acho que começámos com o pé errado.

— Só agora é que chegaste a essa conclusão?

— Eu estou a tentar mesmo fazer isto e tu não estás ajudar.

— A tentar fazer o quê?

— A tentar... Hum...

— Sim?

— A tentar pedir desculpa.

— Quê?

— Eu sei, podes estar o quão chocada quiseres, mas a verdade é que quero mesmo pedir desculpa pelo o que aconteceu ontem.

— Estou tão confusa.

— Ouve... Ver-te daquela maneira ontem mexeu comigo. Nunca foi a minha intenção magooar-te ao ponto de chorares!

— Então, qual foi? Magooar-me só um pouco? Só para eu sentir o quão podes ser controlador?

Defendi-me.

— Podes não falar por um segundo? É que tu tornas tudo muito difícil.

— Ah está bem, agora o problema sou eu? Falo demais, portanto. Ainda não percebi o que queres de mim.

— Eu quero que te cales para que possa falar em paz.

— Prossiga então.

Disse, revirando os olhos.

— A maneira como eu reajo com as pessoas são por certos motivos. Eu não sou controlador porque quero. Não sou impulsivo porque gosto de o ser. Não sou antipatico e frio porque dá-me prazer.

— E então?

— Eu... Tive uma infância díficil.... Pessoas importantes não estiveram presentes nela, as coisas ficaram complicadas para o meu lado... Era apenas eu a minha mãe, grávida.

— Hum.

Murmurei para que ele pudesse continuar.

— O meu pai abandonou-nos quando mais precisavamos. Eu deveria ter 12 anos quando isso aconteceu e foi como se o mundo tivesse caído por cima de mim. Tive que ter responsabilidades que nenhum rapaz da minha idade deveria ter.

Aí eu percebi.

A pessoa importante que nunca esteve presente na sua vida foi o seu pai.

Ele nunca recebeu o seu amor, nunca teve a oportunidade de criar um laço com ele e teve que aprender a ser um homem sozinho.

Não podia negar e dizer que ouvir o Justin a desabafar isto comigo deixava-me com o coração mole. Ele estava a mostrar um lado escondido dele.... O seu lado sensível:

— Eu tomei conta da minha mãe durante a sua gravidez e após a mesma, ela teve que passar dias a fio a trabalhar para conseguir por comida na mesa, comprar fraldas, vestir-me em condições para a escola enquanto que eu tomava conta da Jaytlin, recém-nascida.

— Justin...

Suspirei, surpreendida com as coisas que ele contava.

— Eu cresci rodeado de mulheres. Desculpa se às vezes sou bruto quando falo contigo ou mesmo quando te toco. Às vezes é auto-defesa, outras vezes é proteção.

— Eu não preciso de proteção... Não preciso que te preocupes comigo.

— Podes pensar que não, mas eu importo-me contigo.

— Porquê? Conheces-me a menos de quatro dias.

Bufei.

— Para ser sincero, eu não sei. Apenas sinto que existe algo diferente em ti... Esse fogo que te move todos os dias é chamativo e eu sinto que preciso de estar ao teu lado para que não te deixes queimar com o teu próprio fogo.

— Eu ... Não sei o que dizer.

— Podes começar por dizer se desculpas ou não?

— Eu desculpo-te, mas quero que saibas que o teu passado não deve ser fonte de desculpa pelas atitudes que tens. Tudo bem que o passado faz parte de todos nós, molda a nossa personalidade, mas há coisas que tens que controlar.

—Eu sei... Obrigada.

— De nada...

— E tu? Qual é a tua história?

— Sou apenas uma rapariga que veio criar uma parte do seu futuro.

— A tua verdadeira história, se faz favor.

— Bem...

Murmurei enquanto pensava um pouco.

— Não foi de livre vontade que vim para cá.

Revelei.

— Como assim?

— Apenas vim porque os meus pais obrigaram-me a vir. Eles são cirugiões, formados em Harvard e são bastante exigentes comigo. Apenas querem que siga o seu exemplo e que repita os seus passos.

— E é isso que tu queres para ti?

— Não sei... Ainda tenho tanto por viver.

— Qualquer das maneiras, tenho a certeza que irás conseguir o que pretendes.

— Achas mesmo?

— Eu não minto.

Disse ele, rindo.

Ri-me de volta e respondi:

— É bom ver esse teu lado verdadeiro.

— Verdadeiro?

Perguntou o Justin, confuso.

— O Justin que mostras a toda a gente diarimanete, aquele miúdo arrogante e insensível não é o teu verdadeiro eu... Este é o teu verdadeiro eu.

Disse encarando o mar.

— Como sabes?

— Apenas sei e tu também o sabes.

Instalou-se um silêncio assim que os nossos olhares desviaram-se para o horizonte que era iluminado pela luz do Sol.

— Posso fazer-te uma pergunta?

Pronunciou o Justin.

— Sim.

— Eu sei que ontem fui longe demais, mas o teu choro parecia ter uma razão mais profunda que as minhas ações. Foi como se tivesse tocado numa ferida que ainda não sarou... Foi impressão minha?

— Não...

— Que ferida é essa que te deixa tão incomodada?


Notas finais:
Antes de tudo quero avisar criei na mesma o ask que propôs no último capitulo por isso, sigam e perguntem-me coisas ou deixem opiniões, seja à cerca da fic como à cerca de mim ---->www.ask.fm/undefinedlove99

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