Open The Door || H.S

By RafaelaReis9

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PRÓLOGO: A sua única cura, foi a sua desgraça. Ele achou que tinha um coração elástico, que ela pudesse... More

Prologo
Capítulo 1:
Capítulo 2:
Capítulo 3
Capítulo 4
Capítulo 5
Capítulo 6
Capítulo 7
Capítulo 8
Capítulo 9
Capítulo 10 Parte 1
Capítulo 10 Parte 2
Capítulo 11 Parte 1
Capítulo 11 Parte 2
Capítulo 12 Parte 1
Capítulo 13 Parte 1
Capítulo 13 Parte 2
Capítulo 13 Parte 3
Capítulo 14:
Capítulo 15 Parte 1
Capítulo 15 Parte 2
Capítulo 16 Parte 1
Capítulo 16 Parte 2
Capítulo 17 Parte 1
Capítulo 17 Parte 2
Capítulo 18 Parte 1
Capítulo 18 Parte 2
Capítulo 18 Parte 3
Capítulo 18 Parte 4 & Capítulo 19 Parte 1
Capítulo 19 Parte 2
Capítulo 20 Parte 1
Capítulo 20 Parte 2
Capítulo 20 Parte 3:
Capítulo 21 Parte 1
Capítulo 21 Parte 2
Capítulo 21 Parte 3:
Capítulo 21 Parte 4:
Capítulo 21 Parte 5
Capítulo 21 Parte 6
Capítulo 22 Parte 1
Capítulo 22 Parte 2:
Capítulo 23 Parte 1:
Capítulo 23 Parte 2:
Capítulo 23 Parte 3:
Capítulo 24 Parte 1
Capítulo 24 parte 2
Capítulo 25
Capítulo 26 Parte 1:
Capítulo 26 Parte 2

Capítulo 12 Parte 2

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By RafaelaReis9

(BOA LEITURA!)


(POV ELLA)

"Mas será que cada vez que nos encontramos tens de vir contra mim?" Ripostei para o ar e bufei. Ajeitei o meu vestido e ele vira-se para mim. Porque raio ia dar dinheiro a uma pessoa que abalroou?

"Oh Deus! Ella, estás bem!"

O Harry abraçou-me antes que pudesse cair, noto que está bêbedo não só pela sua atitude nem pelo cheiro do álcool misturado com a menta do seu perfume mas sim pelos cinco copos de uma substância meio castanha que o vi ingerir.

"Eu acho que devíamos ir para casa, agora" Sugiro.

"Eu pensava que te tinha acontecido alguma coisa" E aconteceu, fiquei sem papel e tive esperar toda a gente sair da casa de banho para ir à outra cabine buscar papel, mas tu não precisas de saber disso.

"Estou bem Harry" acabei por usar apenas estas palavras, as melhores.

"Agora vamos encontrar a tua irmã para a avisar-mos que vamos embora" conclui e só espero que aceite e não arme aqui uma figura de bêbedo para as pessoas ficarem a olhar para nós.

"Não quero que te afastes novamente de mim, dá-me a mão" o seu pedido pareceu mais uma ordem.

"Eu não tenho cinco anos Harry" suspirei. Idiota bêbedo.

Preparei-me para continuar o meu caminho para que possa ir para casa e deixá-lo sozinho, certamente irá desenrascar-se, mas o meu pulso é agarrado, o meu corpo puxado e a boca dele é colada na minha. A sua língua passa pelos meus lábios e enrola-se no meu sabor a morango fazendo uma função do seu do whisky com menta. O meu corpo arrepia-se ao seu toque mas a reacção do meu coração é começar a arder enquanto o meu estômago vira-se e revira-se. Desculpa corpo mas só o Harry faz-me isto. A minha mão agarrou os seus cabelos e as minhas pernas entrelaçaram-se na sua cintura quando ele pediu para subir para o seu colo, empurrou a porta da casa de banho feminina com a mão desocupada e colocou-me em cima do lavatório, gemi com o contacto da pedra frio nas minhas nádegas descobertas pelo Harry. Ele continua a explorar o meu pescoço com os lábios enquanto eu gemo em agradado, faz um trilho pelo meu maxilar e volta a unir os nossos lábios ao mesmo tempo que tenta acabar com a máxima distância entre nós.

Passaram-se minutos, que pareceram segundos, quando os seus lábios largam os meus, choro interiormente por desgosto com a falta de contacto. Os nossos corpos continuam a ocupar as covas um do outro assim como os espaços entre os dedos de ambos, completam-se. A minha cabeça caiu no seu pescoço e a dele no lado oposto do meu, ficámos assim, por agora, ficámos, assim, eu quero ficar desta maneira, com ele, mas assim. Mas mesmo que quisesse ficar para todo o sempre, o meu corpo pede por mais, muito mais, algo mais. Que só ele pode dar-me. No fundo acho que ele sabe disso. 

O Harry levou a mão à minha cara e pousou-a gentilmente esfregando a minha bochecha com o dedo polegar. Fico admirada ao ponto que cheguei de ficar tão conectada com ele que só o simples facto de estar a acariciar a minha bochecha acalma-me, assim como também aquece e acorda cada parte do meu corpo que nem sabia que algum dia podia bater tão rápido e alegremente, o coração. Fecho os olhos com a pequena esperança de isto nunca mais acabar e permanecermos desta forma para sempre, porém, depois de uns minutos ele parou e juntou, apenas juntou, os nossos lábios.

"Então vamos embora?"

Abro os olhos e encontro um Harry com o ar divertido mas ao mesmo tempo envergonhado. Este é o meu lado favorito dele. O lado em que demonstra o quanto querido, atencioso e ferido, ele é. O lado verdadeiro. Algo puro mas ao mesmo tempo um autêntico veneno para quem não souber os limites. Eu não sei os limites.

"Claro, do que estamos à espera?" Acabo por alinhar na brincadeira.

Ele ajuda-me a descer do lavatório e componho o meu vestido que outrora quase que estava fora do meu corpo, ou eu queria isso. Sinto a sua mão viajar pelo meu braço descoberto até à minha mão e entrelaça os nossos dedos, de novo.

"Disto"

A Rose e o Louis já estavam na mesa certamente à nossa espera depois de fazerem um livro de duzentas páginas com o título "Harry e Ella, uma vida inventada por nós". Caminhamos lado a lado, ainda de mãos dadas para perto deles enquanto sorriamos. O Harry dizia coisas sem sentido ao meu ouvido enquanto passávamos pela multidão para chegarmos ao nosso objectivo. Assim que chegamos, eles olham para nós, depois para as nossas mãos, um sorriso cresce em ambos os rostos e voltam a olhar para nós. Eles continuam calados e nós sentamo-nos. Só isso, apenas olhar. A Rose acaba por encostar a cabeça ao ombro do Louis, que batia com o pé de uma forma frenética no chão ao som da batida e bebia a sua cerveja calmamente, as mãos deles entrelaçaram-se e admiro como a do Harry é enorme em relação à minha. Mas agora não me importo, tenho concentrar-me nelas porque o vermelho nas minhas bochechas esta a fluir e tenho a sensação que nota-se mesmo do outro lado da Inglaterra.

"Estão a gostar?" O Louis corta o silêncio com um sorriso na cara.

"Na verdade queríamos ir para casa" O Harry acaba e tento encontrar um buraco do meu tamanho para colocar-me lá dentro e nunca mais sair, até algum deles não se lembrar mais do meu nome e existência.

"PARA CASA?" A Rose grita e o Harry ri com o Louis. Onde está a piada?

"O-o-o Harry bebeu demais e acho que dá para ver isso" comecei a gaguejar. Mas que raio Ellena!

"Não faz mal. Fazemos assim, a Rose dorme na minha casa e vocês amanhã vão lá ter"

Ficámos a combinar as coisas para amanhã, quer dizer, os rapazes ficaram a combinar enquanto a Rose tentava fazer mímica comigo para dizer algo que acabei por não codificar. Mesmo que tenta-se descobrir o que era, amanhã ela não se vai lembrar porque tenho quase a certeza que está bêbada. A Rose entrega-me as chaves, o Harry fez uma birra porque dizia que era mais velho logo mais responsável e que tinha ser ele a levar tanto o carro como as chaves mas empurrei-o para o meio da multidão fazendo-o calar-se e prosseguir caminho para a saída. O caminho estava ser simples, só tinha que empurrar algumas pessoas que não me viam mas as mãos do Harry rodearam a minha cintura e a sua cabeça ficou pousada no meu ombro. Os seus lábios estavam perto do meu ouvido e isso era a coisa mais perigosa do mundo.

"Estou bêbedo e todos os bêbedos precisam de um poste de apoio, eu não sou excepção"

"Estás a esquecer-te que os bêbedos não admitem que estão num estado lastimável" Digo a sorrir em vitória e parece que faz ricochete no Harry porque o dele também cresce, consigo senti-lo nascer encostado a minha orelha.

"Apanhaste-me. Mas eu não te vou largar." Ele admite e deixa um beijo na minha nuca.

"E não vais conduzir o meu carro, bêbedos não conduzem." Adiciono.

"Ambos sabemos que eu vou conduzir Ellena"

._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._.

Estaciono o carro à frente da pequena casa germinada e encosto a cabeça ao acento. Estou desgastada. A noite foi comprida e ninguém imagina como sinto-me quando estou no meio de muita gente, os meus sentimentos multiplicam-se, principalmente o medo, não sou muito social às pessoas e algo que me apavora é as multidões, prefiro evitá-las.

"Vamos Hazza"

Olho para o homem de vinte e um anos adormecido no acento do acompanhante e pergunto-me quantos mais copos bebeu antes de me encontrar na casa de banho. A sua cabeça está encostada ao vidro da janela com os cabelos espalhados pelo acento e a sua camisola preta. Levo uma mão à sua testa e passo com ela na mesma com a intenção de desviar os cabelos rebeldes, reparo o quanto está enorme e mais encaracolado, fica-lhe bem. Qualquer coisa fica-lhe bem. Acaricio a sua bochecha meio rosada por causa do calor e depois ganho coragem para o acordar, sem o assustar.

"Harry, já chegámos"

"Quero dormir aqui, Elly" Ele resmunga mais algumas palavras mas essas são comidas pelo sono. Eu meio que riu mas guardo o sorriso para a nova alcunha que arranjou-me.

"Não dá"

"Dá sim. Nós arranjamos sempre uma maneira"

"Nós nunca arranjamos nada"

"Ellena eu gosto tanto de ti quando estás a dormir." Reviro os olhos.

"Vai só buscar uma manta a casa" Pior que estar bêbedo ainda pensa que pode dar ordens.

E a verdade é que parece que pode mesmo porque estou dentro de casa à procura de uma manta qualquer para nos tapar e proteger do frio que vamos passar devia à sua estupidez. Só conheço-o à duas semanas, isto não está certo, tenho tanta a certeza disso como tenho a certeza que a minha mãe está internada em Bethlem Royal. Mas parte de mim quer tanto que é impossível lutar contra a parte que sabe que é errado. Eu não sei explicar, mas vou tentar, já é hora. 

Eu acho que todas as pessoas têm um lado bom e um lado mau, eu, tu, vocês, nós, todos, pronto. E no meio desses dois lados há um íman que faz parte de ti, como se fosse a tua mente. E depois depende de cada pessoa. Há imanes que têm mais magnetismo para o lado bom para fazer coisas certas e há outros que têm mais magnetismo para o lado mau e só fazer coisas incorrectas, esse é o meu lado. Eu tenho tendência a estragar tudo, eu posso ter duas opções para chegar ao caminho pretendido mas mesmo assim vou escolher a errada porque é a mais fácil. Não que goste de fazer mal às pessoas porque detesto, só estou a dizer que sou uma enorme artista na arte de estragar tudo, sou como uma bomba, em tudo que passo e toco, explode.

Acabo por subir as escadas enquanto penso se é bem isto que vou fazer, talvez eu não queira mesmo. Talvez eu só esteja a imaginar coisas, talvez seja só falta de carinho. Talvez eu esteja a enganar a mim própria para não fazer o que realmente quero porque tenho medo de me apaixonar e sofrer tanto como as pessoas descrevem o amor. A última decisão parece-me tão sensata que nem reparei que parei de contar os degraus, que já estou no quarto com o vestido preto descartado do corpo e a ser substituído por uns boxers e uma camisola larga o suficiente para sentir-me confortável. Agarro a manta lilás que pertencia ao fundo da cama de Rose e volto a descer para o andar debaixo mas em direcção à casa de banho, para retirar a maquilhagem e talvez mas só talvez reflectir se quero mesmo dormir com o Harry num espaço tão pequeno.

._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._.

"Porra, então como queres ficar?"

Reclamo com o Harry e volto à posição inicial, ao lugar do condutor. Os meus nervos estão à flor da pele, com isto quero dizer que estou prestes a estrangular o rapaz de cabelos achocolatados. Já tentámos umas quarenta maneiras de ficarmos sentados no mesmo banco mas a maioria das vezes ele não estava confortável ou quando ele estava confortável eu não estava. Estou quase a desistir e ir a dormir para a cama que espera-me desde do momento que estive em casa a última vez, são quatro da manhã e daqui a umas horas temos estar acordados, estou a entrar em depressão com a falta de sono. Começo a achar que ele tem de dormir naquele banco e eu neste sem nenhum problema apenas deixar-me ir pelo cansaço. O meu corpo começa a relaxar e os olhos a fechar enquanto a visão que tenho para o Harry, desaparece devagar.

"JÁ SEI! JÁ SEI!"

"Disseste isso nas últimas quarenta vezes"

"Primeiro, foram cinquenta e duas vezes e segundo, agora vamos ficar bem os dois" Suspiro.

"Anda cá"

"Cá, onde?"

"Para o meu colo"

"É que tu nem-"

"É só dormir Elly, tu própria disseste-o"

Reviro os olhos e penso que de tantas vezes o fazer esta noite já devo estar estrábica. Sento-me no colo de Harry virada para ele, como o mesmo estava a dizer para fazer. Tenho uma visão perfeita para o rosto dele. As suas mãos estão nas minhas coxas e as minhas no seu peito, que sobe e desce lentamente mas o coração mostra o contrário. Demonstra o quanto está nervoso, ansioso e receoso, como eu. Sinto-o bater contra a caixa torácica de uma forma alvoroça deixando a vibração acelerada passar para o restante corpo e para a palma da minha mão.

Harry, nós somos um barco, tu és a minha âncora, se eu for ao fundo tu também vais, se tu fores ao fundo eu também vou. Por favor cuida tão bem de nós, como eu vou cuidar.

"Estás confortável?"

"Estranhamente confortável, mas bem."

"Posso inclinar o banco?"

"Claro"

O banco inclinou-se mais para baixo e quase que ficámos deitados, as suas mãos continuavam nas minhas pernas, mas agora os seus dedos faziam círculos na zona enquanto as minhas estavam a separar o meu peito de tocar no dele. O Harry cobre os nossos corpos com a manta fina e abre um pouco o vidro para não morrermos asfixiados, depois disso começa a subir com a mão pelas minhas costas até chegar ao meu cabelo e parou por aí para massaja-lo enquanto a outra permanecia na minha coxa, apertando-a. Pouso as minhas mãos perto do pescoço dele, deixo o meu peito bater no dele e noto a respiração dele travar com o meu toque. Ficamos por aqui e calados, a ouvir as respirações em sintonia com o som dos bichos nocturnos, que eu tenho medo.

"Fiquei sem sono" ele acaba por confessar.

"Junta-te ao clube" sorri e olhei para ele, ficando cara a cara.

"Tens um sorriso lindo"

"O aparelho faz milagres"

"Usas-te?" Porque raio ele parece tão admirado se também usou. Acho.

"Tu não?"

"Não, sabes, eu sempre fui lindo"

"Deste-me sono só com isso. Convencido"

Volto a encostar a minha cabeça ao peito dele e beijo a zona descoberta pela t-shirt. Sei que ele pode sentir o meu sorriso, mas esse é o meu objectivo, quero que veja que ainda pode fazer alguém feliz, que ainda pode haver felicidade, que ainda há mais pelo que lutar, há mais para viver e quero que ele veja isso.


(POV HARRY)

Oiço um respirar minimamente mais forte que o normal e este é o sinal que a Ellena já está a dormir. Pouso a mão que estava na sua coxa e coloco-a nas costas assim como a outra e abraço-a, para poder sentir-se segura e não ter frio. São cinco da manhã e estou aqui, no carro, com uma rapariga que conheço à menos de um mês mas que já estou completamente dentro dela. Já a provoquei, já a beijei, já dormi com ela, já quis mais do que isso tudo.

Desculpa Andreya mas aprendi neste tempo todo que não vais voltar para mim e que se não seguir em frente vou passar a vida internado, a conviver com psicopatas lunáticos. Eu não estou a trair-te, não sou eu o traidor no meio da nossa história, tu é que me trair-te a partir do momento que atravessas-te a porta da casa que era nossa e nunca mais voltas-te. Tínhamos uma vida estável. Podíamos um dia ser país de três crianças com os cabelos bagunçados e encaracolados. Eu ia dedicar a minha vida a eles, ia amá-los incondicionalmente para o resto da minha vida, ia educá-los para serem como tu, ia trabalhar vinte e quatro horas sob vinte e quatro horas se fosse preciso, ia deixar de comer para eles comerem, ia dar a minha vida por eles, tu sabes que sim, mas mesmo assim decidiste deixar-me para trás, como se o que nós construímos não tivesse sido importante. O mais provável é que para ti não tenha sido, eu já não sei no que acreditar ou pensar. Todos os dias tento arranjar desculpas, razões para o que fizeste mas nada se encaixa à maneira como tu fizeste. Todas elas acabam com um papel com uma explicação escrita para tudo o que aconteceu, escondido algures em casa mas eu procurei tudo, todos os sítios, desmobilei a casa e não estava nada, apenas a despedida mais cruel que alguma vez alguém me tinha feito, em cima da mesinha de cabeceira. Eu conheço-te tão bem, conhecia ou apenas pensei que conhecia?!

Vês, já não sei de nada. Deixaste-me à beira da loucura, sozinho com o teu egoísmo, hipócrita.

Além de mais, eu nunca te bati, nunca te prendi, muito menos proibi de nada, sempre adorei as tuas vaidades e até mesmo as birras, nunca te respondi mal e sempre mas eternamente mantive respeito por ti e pelas tuas escolhas, sempre apoiei tudo, mesmo que não fosse do meu completo agrado. Amor, eu fui tudo o que não era por ti. É claro que tenho, quer dizer, tinha ciúmes, mas quem mão teria na minha situação? Todos olhavam, sem excepção. Eu juro que o padre quase parava a missa só para te ver. As flores do jardim ficavam invejosas quando tu passavas e algumas até mudavam de cor. Tu sabes o que significavas para mim, o quanto eras especial, porque me deixas-te? Melhor porque me trair-te desta maneira? Lembras-te da nossa cama? Era enorme mas mesmo assim tu preferias dormir por cima de mim com a cabeça deitada sob o meu peito para puderes encaracolar os meus fios de cabelos nos teus dedos enquanto adormecias ou quando acordávamos de manhã e a nossa gata, Daisy, estava deitava por cima do teu cabelo. Tu ficava irritada mas tão bonita. Ou até mesmo quando chegava à hora da refeição e tu não querias cozinhar, encomendávamos pizza e depois enquanto o entregador não chegava tentávamos encontrar uma maneira para o assustar e ele ir embora sem pagarmos. Quando estavas a ver aqueles filmes, que para mim era desinteressantes, mas eu não me importava porque costumava ficar a observar a maneira como perdias-te por entre os caminhos deles, tu até choravas em alguns. Eu lembro-me de cada defeito, pormenor, qualidade, momento, circunstância, em que tu, nós, estávamos envolvidos Andreya. Porque me deixas-te? Porque me trais-te?

Éramos felizes e nem sabíamos.

O corpo de Ellena faz-me lembrar o teu, e hoje, o seu cabelo bem encaracolado assentava-lhe tão bem como a ti. O seu sorriso transporta tanto calor e energia para o meu corpo como o teu fazia, lembras-te? Gostavas? Então porque foste embora? Sinto o remexer por cima de mim e o corpo da linda rapariga com os caracóis a desfazerem-se ergue-se revelando um cabelo despenteado e o lado que estava encostado ao meu peito estava um pouco vermelho. Com as costas das mãos esfrega os olhos e está é uma das muitas formas de demonstrar o quanto admiravelmente adorável, ela pode ser. Porra garota, para onde estás a levar a minha loucura? Era suposto eu não ter cura.

"Huum, Harry" chama por mim, aperto a sua coxa e vejo que os seus olhos ainda estão fechados.

"Sim Ellena?"

"Babei a tua t-shirt" Isso é o menor dos meus problemas.

Não consigo evitar em soltar uma gargalhada e deixa-la espalhar-se pelo carro, com a minha atitude ficou meio envergonhada, acho melhor abraça-la e continuar a guardar o meu segredo de que fui o primeiro a babar a sua almofada um do outro na primeira noite que dormi com ela. Reencontro a sua cabeça com o meu pescoço, o seu peito com o meu peito, entrelaço os nossos dedos e o meu coração acelera. Muito.

Hoje Andreya, a Ella dá-me a magia que um dia foste tu que a deste. Hoje, a Ella ocupa o lugar vazio que tu deixas-te!

._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._._.

 Olá, Olá, eu sei que está uma porcaria mais eu prometo que o próximo é lindo. Quer dizer, eu acho que está lindo e espero que vocês também achem :) 

Se alguma de vocês seguiu-me no Instagram ou no Twitter, eu ficava agradecia da que fossem avisar-me no chat privado porque eu não sei quem são, pode ser? 

Bem espero que esteja tudo bem com vocês e mais uma coisa: OMG VOCÊS VIRAM O LIAM NA ENTREVISTA? ELE ESTAVA TÃO LINDO! E POR FAVOR NÃO FAÇAM HATE PARA ELE, ELE SÓ FOI SINCERO E EXPRESSOU A SUA OPINIÃO ASSIM COMO  NÓS FAZEMOS LARRY E TUDO. PODE SER? 

beijos, amo-vos <3


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