BORN FOR CHAOS ノ KANG SEU...

By vampside

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ㅤㅤㅤNASCIDAㅤㅤPARAㅤㅤ𑁯ㅤㅤOㅤㅤCAOS ㅤㅤㅤ∩∩ㅤㅤ🎃ㅤㅤSEULGI BOOKㅤㅤノノㅤㅤ♡ ──ㅤㅤ꒰ 🏹⃞ㅤㅤ۪ㅤ𔓕 ㅤHINATAㅤSEMPREㅤSONHOUㅤEMㅤSE T... More

𓃩ㅤㅤׄㅤㅤ𝒢ㅤ🕷️⃞ㅤㅤ嗀暴ㅤׅㅤㅤ𝐒̸

❒ㅤ࣪ㅤ𝒢ㅤ🥀ㅤִ  flowers ㅤ࣪ㅤ𓃹

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By vampside

𓊝ㅤㅤׄㅤㅤ⁞⁞⁞ㅤ𐵍ㅤ𝐘𝗼𝘂𝗿 ㅤ𝘁𝗼ʋ𝗰𝗵ㅤ 𝗶𝘁 ㅤα𝗹𝘄α𝘆𝘀ㅤ㞆
✿ㅤ sᧉtsㅤ mᧉ ㅤfrᧉᧉ ㅤ╱̸ㅤ𝗻𝗼 ㅤ𝗜 ㅤ𝗰α𝗻'𝘁ㅤ 𝗴ᧉ𝘁
ᧉ꯭ᥒo꯭ʋg꯭h...ㅤ❝ㅤㅤ𓊈ㅤ🚬̸ㅤ݂ㅤㅤ𝝠ㅤܮ  welcome.

───ㅤㅤ𓃚ㅤㅤ۪ㅤEP I: ㅤUM LUGAR (NÃO)
TÃO SEGURO ASSIM, CERTO?ㅤㅤ۪ㅤㅤ╱̸

.           ✱                * .          . ✦ .             .   ゚ .             .                ✱      ,       .
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㉀ ㅤㅤׂㅤㅤㅤ╱̸ㅤㅤ𝕾𝗵꯭α꯭rpㅤ resumoㅤㅤムㅤާ ㅤㅤㅤ度̷

𝒢ㅤㅤ࣪ㅤ⛪️ㅤ◞ㅤㅤ✶ ͏ ͏ ͏ONDE SEULGI RECEBE A
NOTICIA DE QUE VAI SE MUDAR PARA
O CONVENTO MAIS FAMOSO DA ROMÊNIA,
MAS ANTES DISSO, PASSA POR ALGUMAS
SITUAÇÕES COMPLICADAS, ESTRANDO EM UM
NINHO TRAIÇOEIRO DE PESSOAS PERIGOSAS.

── Deus de misericórdia! Isso não é normal Madre! ─ irmã Cecília falou em desespero, observando a situação com horror.

── Acalme-se Cecília! Por Deus! Assim vai assustar a pobre criança! ─ a madre superiora me observou com pena, temendo que o pior acontecesse comigo.

── Não tem como me manter calma, Madre! Olhe só para isto! Veja o que está acontecendo! ─ Cecília respondeu, sobressaltando-se ao ouvir os gritos de dor e agonia vindo de minha mãe.

── Madre... ─ uma das outras irmãs, Elena, juntou-se conosco, enxergando a cena com pavor estampado em seu rosto.

── Levem-na para longe daqui, e protejam-na do que for! ─ a Madre ordenou, dando um passo á frente com uma feição assustada.

── Mas Madre... não podemos...

── Eu disse, levem-na daqui, Cecília! Este não é mais um ambiente seguro para a Hinata... E muito menos sagrado!

── Madre...

── Me obedeça, Cecília! Não se dividam, e cuidem bem da Hinata! Mantenham-na protegida, e se protejam também! Que o nosso Senhor Deus e a mãe Maria esteja com vocês... Eu as amo mais que tudo... E tudo ficará bem! ─ a Madre entregou um crucifixo nas mãos da irmã Elena, e virou-se de costas para elas, entrando no quarto de minha mãe.

── Vem, vamos embora, pequena! Vai ficar tudo bem! ─ Elena me carregou no colo, e Cecília ficou paralisada por alguns minutos, sem saber o que fazer.

── ELENA! Não podemos deixá-la aqui sozinha, é perigoso! ─ insistiu Cecília.

── VEM LOGO CECILIA! Deixe-as em paz! A Madre sabe o que está fazendo! Temos que proteger a Hinata agora! ─ Elena gritou em angústia, cobrindo minha cabeça com um pano, para impedir que eu visse algo.

E foi assim, que tudo começou. Foi assim que perdi minha mãe, e junto com ela, perdi o sentido da vida.

[ Budapeste, Hungria, Segunda feira de 1916, 05:30 ]

11 anos depois...

O céu estava tomado por uma escuridão sufocante. O vento engolia tudo sem cerimônia. Ainda eram cinco e meia da manhã. E embora não fosse meu momento de acordar, me encontrava sentada em frente á janela do meu quarto. O corpo encolhido e dolorido. Um pequeno corte no canto do meu lábio. Os olhos murchos de sono, mas eu não sentia vontade alguma de dormir. Eu não conseguia. Abracei minhas pernas o mais forte que pude, repousando minha cabeça sob meus joelhos. Eu ainda estava tentando me adaptar á minha nova vida. Mesmo onze anos depois.

Tudo mudou repentinamente em um piscar de olhos. De repente, eu não era mais uma criança. De repente, eu já não tinha mais cinco anos, eu tinha dezesseis. Desde que minha mãe se foi, eu passei a morar com a minha avó materna. Foi um dos piores eventos da minha vida. Eu sentia que ela me odiava. Eu a sentia distante. Fria. Inalcançável. Rígida. Nunca consegui interpretá-la como ela fazia comigo. Eu tentava ao máximo guardar tudo para mim. Mesmo que fosse inútil. Ela sempre sabia o que acontecia comigo. Mas fazia questão de fingir que não. Sinto que nunca vou conseguir entendê-la de verdade. E sinceramente... Talvez seja melhor assim.

Os gritos da velha ecoaram alto do andar de baixo. Um sinal nada bom, como sempre. Sua voz ríspida e sem nenhum resquício de humanidade, me arrepiava toda vez. Sua voz tornou-se mais clara, à medida que o tempo passava, enquanto ela insistia em me chamar para o térreo. Com um suspiro frustrado, terminei de me arrumar, e desci a escadaria gasta de madeira, criando coragem para entrar na cozinha, e lidar com sua irritabilidade corriqueira. A idosa me encarou com um olhar frio, erguendo sua mão e me dando um tapa, fazendo-me cambalear para trás.

── Quantas vezes eu já disse para não mexer nas minhas coisas, huh? ─ ela gritou ainda com sua mão erguida.

── Mas... Eu não fiz nada, vovó! Eu juro que não mexi em nada! ─ segurei meu rosto dolorido pelo tapa, engolindo o choro.

── E o dinheiro que estava guardado na minha gaveta, huh? Você também não sabe de nada? ─ ela questionou, cerrando os punhos.

── Eu...

── ME RESPONDA HINATA! ─ berrou impaciente.

── Eu peguei o dinheiro para comprar flores para a minha mãe... Mas eu juro que devolvo depois, vovó! ─ olhei para ela assustada, começando a chorar.

── Flores, Hinata? Flores? Sua mãe está morta! MORTA! E tudo isso é culpa sua. Você matou ela!

── Não... Não é verdade! Eu não fiz nada!

── VOCÊ MATOU A MINHA FILHA!

── NÃO! Não foi minha culpa, vovó! Eu não fiz nada!

── ASSASSINA! SUA ASSASSINA! ─ ela me acerta com outro golpe em meu rosto, fazendo meu nariz sangrar.

── Para... PARA COM ISSO! Me deixa em paz! ─ devolvo o tapa no rosto da velha, tomando noção do que fiz.

── Você ousou me bater? ─ ela se levanta, pegando um cinto de couro em cima do sofá.

── ME DEIXA EM PAZ! ─ corro para fora de casa, fugindo para longe dela.

── Sua maldita! Eu ainda vou te pegar, garota! Você vai me pagar, ouviu? VAI ME PAGAR! ─ anuncia irada.

O ciclo continuava. Exatamente da mesma forma. Exatamente no mesmo lugar. Depois de tantos anos, aquelas palavras ainda me machucavam profundamente. Eu nunca soube explicar exatamente, o que á palavra "assassina" causava em mim. Aquela acusação, me rasgava como uma lâmina ardente perfurando meu coração. A sensação era devastadora, e eu sabia que eu nunca iria ter a paz que tanto almejava. Eu sentia que, sim, realmente, tinha algo errado comigo, exatamente como os conventos falavam. E eu estava com dúvidas se aquilo era algo bom ou ruim.

Corri o máximo que eu podia até a minha escola, limpando meu nariz sujo de sangue, com um pequeno pano de seda que havia ganhado da minha mãe quando criança. Assim que pus os pés na escola, senti uma sensação inexplicável. Algo diferente, não exatamente ruim, como o habitual. Suspirei profundamente, andando pelos corredores da escola, tentando ignorar os olhares de julgamentos em minha direção. Era sempre assim. O ciclo nunca mudaria. A menos que algo, ou alguém, o fizesse. Mas, isso era algo (quase) impossível de acontecer.

Parei em frente a porta da minha sala, vendo Da-in, Ae-sok e Karina se aproximarem de mim. As valentonas da escola. As garotas mais populares. E as meninas mais infernais que já pisaram na terra. Karina, a líder do grupo se aproximou primeiro, sorrindo maliciosamente. Dei alguns passos pesados para trás, tentando afastar-me das garotas, mas nunca funcionava, só piorava ainda mais a minha situação. Aproximando-se mais, Karina empurrou-me contra a parede, armando seu estilete, ao decorrer do tempo em que abria um sorriso perturbador. Engoli em seco ao ver o objeto, e as demais garotas apenas observavam em silêncio. Os alunos se aglomeraram em volta de nós, assustados com a cena, mas eles nunca iriam intervir. Nunca mesmo.

── Sentiu minha falta, Hinata? ─ Karina aproxima o estilete do meu pescoço, fazendo pressão no local.

── Karina, por favor... ─ pedi ofegante pela pequena pressão.

── Já implorando? Você é tão fraca! ─ ela zombou, fazendo um pequeno corte em meu pescoço.

── Por favor... ─ implorei, sentindo uma ardência no local, devido ao corte.

── Você vai me pagar pelo que fez aquela noite, entendeu? Você... ─ ela é interrompida pela nossa professora.

── O que está acontecendo aqui? ─ a professora questiona confusa com a cena em sua frente.

── Ah, oi professora! Não está acontecendo nada... Eu só vim entregar o estilete da Hinata... Sabe como é, né? Ela é um pouco desligada! E como uma boa amiga... Vim aqui devolver pessoalmente! ─ Karina a respondeu com cinismo, entregando-me o objeto.

── Por que seu pescoço está sangrando, Hinata? ─ a professora argumenta novamente.

── Ah... ─ inicio, mas Karina me encara com um olhar sério, logo sorrindo para disfarçar.

── Ela acabou se machucando ontem durante as aulas de educação física... ─ argumentou ela. ── Uma das alunas arranhou a Hinata ontem, durante uma dinâmica para roubar a bandeira da mão dela... Acontece! ─ Karina pontuou, e todos concordaram com a cena do crime.

── Isso é verdade, Hinata? ─ a professora olhou-me com desconfiança, não acreditando totalmente naquela desculpa.

── S-sim! É verdade! Foi minha culpa... Acabou acontecendo ontem, e... Eu nem percebi! Eu estou bem! ─ hesitei um pouco, abrindo um falso sorriso.

Um breve silêncio tomou conta do corredor, um trovão aterrorizante ecoando lá fora. Tudo parecia um verdadeiro filme de terror, e eu... Parecia a protagonista que eles tanto insistiam em capturar.

── Tomem mais cuidado da próxima vez, meninas! ─ a professora Ana pediu docemente. ── Agora vão para a sala de aula. Exceto você, Hinata! Precisamos conversar na sala da diretora. ─ sorriu um pouco, estendendo sua mão para mim.

── C-claro... ─ pigarreei insegura, segurando a mão dela, enquanto caminhávamos até a diretoria.

No fundo do corredor, ele observava tudo. Braços cruzados. Expressão impassível. Uma presença um tanto quanto amedrontadora. Como sempre, o garoto observa tudo em absoluto silêncio. Eu não conseguia entender por que eu ainda esperava uma reação dele. Estava mais do que claro que ele nunca iria fazer nada para me ajudar. Todos naquele colégio amavam ser meus inimigos e serem contra mim. No final, sempre seria eu por mim mesma. Ninguém viria me salvar. Eu precisava sair desse ciclo sozinha... Ou não.

Olhei para trás uma última vez, ainda com esperanças de que ele se impusesse pela primeira vez e desmentisse as mentiras fajutas de Karina. Mas nada. Ele nunca fazia nada. Por que ele sempre tinha que ser tão indiferente? O moreno apenas levantou seus olhos sob mim, claramente achando toda a situação hilariante. Com as mãos dentro dos bolsos da calça, tentando esconder um sorriso ladino, ele entrou na sala de aula em silêncio. E foi naquela fração de segundos em que percebi que todos ao meu entorno eram meus oponentes. Todos eles queriam me ver morta. Mas eu precisava ser forte. Eu precisava sobreviver á mais um dia.

Ana percebeu a cena diante dela, mas preferiu não interferir. E assim como todos, ficou calada, sem mover um dedo para me tirar dali. Respirei fundo, voltando meu olhar para o chão á diante, caminhando ao lado da jovem em absoluto silêncio. Poucos minutos depois, estávamos em frente a enorme porta de madeira maciça da diretoria. Com duas leves batidas na porta, a matriarca nos cedeu espaço, permitindo que entrassemos em seu escritório. A tensão em meus ombros era nítida. Eu não sabia por que estava ali, nem mesmo o que eu havia feito de errado dessa vez. Mesmo assim, tentei me manter calma, apesar dos meus esforços inúteis.

── Hinata querida, há quanto tempo! ─ a diretora Adelaine comentou docemente.

── Sim... Faz um bom tempo! ─ cocei minha cabeça, um sinal explícito de ansiedade.

── Como foram suas férias? ─ disse ela, sorrindo.

── Normais! Eu não fiz muitas coisas durante esse período. Eu só... Ajudei a minha avó! ─ desconfortavelmente respondi.

── Oh... Compreendo! ─ murmurou baixo. ── Bem, trago notícias radiantes que vão te deixar animada! ─ Adelaine garante, levantando-se de seu acento.

── Notícias? Sobre o que, exatamente? ─ exclamei curiosa.

── Sobre o Convento da Santíssima Trindade, na Romênia! ─ exclama.

── O CONVENTO QUE EU QUERO ENTRAR? ─ gritei com entusiasmo, logo me contendo.

── Sim, ele mesmo! Recebi um telefonema de uma das freiras, e ela me comunicou sobre o resultado dos seus trâmites para ser aceita!

── E eu passei no teste?

── Adivinha...

── Não, não é? ─ suspirei desanimada.

── VOCÊ FOI ACEITA! ─ a diretora Adelaine comemorou pulando de alegria.

── MENTIRA! SÉRIO!? ─ falei surpresa, sem acreditar.

── SIM! Você foi aceita. E se mudará na semana que vem. ─ Ana completa, fazendo um abraço coletivo comigo e Adelaine.

── Santo Deus misericordioso! Eu nem acredito! Passei tantos anos sendo rejeitada, que nem se quer achei que isso fosse possível! Obrigada, muito obrigada! ─ senti um nó na garganta devido às lágrimas incontroláveis que formaram em meus olhos rapidamente.

── Não tem o que agradecer, abelhinha! Tudo isso foi por mérito seu! Você orou por isso há anos. Você merece! Você sempre mereceu. Nós vamos sentir sua falta! ─ Adelaine me abraça fortemente, acariciando meus cabelos para me acalmar.

── Céus! Momentos assim me deixam sensível! ─ Ana limpa suas lágrimas de emoção, sorrindo com a minha conquista.

── Eu vou sentir saudade de vocês também! Eu vou poder me despedir dos meus amigos antes de ir? ─ a pergunta soou implicita e bastante insegura.

── Claro que vai, abelhinha! Nós fazemos questão de te entregar uma festa de despedida, antes de você partir. ─ Adelaine confirma, limpando as lágrimas do meu rosto.

── Obrigada! ─ a encarei com gratidão, sorrindo pela primeira vez em anos.

Naquele dia, passei a acreditar ─ momentaneamente ─ que eu poderia encontrar a felicidade pela primeira vez. Era como se eu estivesse prestes a viver tudo que á vida toda me renegaram. Aquela notícia me encheu de euforia. No entanto, apesar do que acabara de acontecer, um mal pressentimento se fez presente em meu interior. Algo novo. Algo que eu não conseguia discernir em palavras. Espero que seja apenas uma alucinação da minha cabeça. Espero que, dessa vez, eu consiga escrever a minha própria história. E, definitivamente... Espero nunca mais ter que vê-lo diante de meus olhos. Nem mesmo nos meus piores pesadelos.

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