Um Caso

By LiliaaneOliverira

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Isso não é um diário de uma garota que se apaixonou à flor da idade, que sempre encontra o verdadeiro amor. M... More

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Irrupção
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De Repente
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Nerãã
Frente à frente
Perda
Ver e não enxergar
O Beijo
Balbúrdia
Apego demasiado
Grande Prova
Ondas de Sentimento
Aceitar/Acreditar
Hora da verdade
De volta ao...
Âmago
O início de um fim

Sentimentos

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By LiliaaneOliverira

Meus olhos estavam fundos, uma dor insuportável tomava conta do meu pescoço e uma parte da minha cabeça, meus braços vermelhos, Meu corpo trêmulo. Por minutos observava a imagem. Como alguém pode desenhar com tantos detalhes?

Ouvi passos vindos do cômodo à baixo, imediatamente, guardei a folha embaixo do travesseiro. A porta foi aberta, clareando o local, André entrava com um sorriso estampado no rosto.

-Mas já jantou? -perguntei confusa.

- Quase, conversei com meus pais, eles querem conhece-la.

- Estão me convidando para jantar? - perguntei encarando o garoto, que por sinal parecia tímido.

- É.. - Aproximou-se de mim, direcionando a mão em minha direção, eu a segurei firme e caminhamos para o andar debaixo.

Ao sair da porta, um corredor branco, existindo algumas portas. Talvez Aqui seja os quartos. Descemos mais uma escada, chegamos à sala, quadros, fotografias, estante com diversos enfeites ,sofá e Mais para frente se avistava a cozinha. Um casal sentado alimentando sem dizer uma palavra, sem nem perceber nossa presença.
Continuamos andando até aproximar da mesa à cozinha. Rapidamente notei os dois adultos levantando a cabeça, eu sei que eu nem o cabelo penteei , mas não precisa deixar claro que estou horrorizada.

A mulher tinha cabelos curtos avermelhados , olhos claros, e uma pele lisa, o rapaz uma face séria, cabelos grisalhos e olhos escuros.
Ambos sorriam, percebi que o rapaz ergueu a sobrancelhas, olhou mais pra baixo, percebendo que eu segurava a mão de André, rapidamente, o soltei , o garoto me olhou de lado, soltando um sorriso discreto.

- Essa é a garota? - Enfim a mulher cortou o silêncio.

- Sim mãe! - respondeu André, virando para mim. - Esses são meus pais, Fátima e Róger .

-Oi! - falei.

- Sente-se, não iremos devora-lá. - pronunciou Róger, com um sorriso ríspido.

Sentei sobre a cadeira, havia um prato de refeição à minha frente. Olhei para André, ele sorriu , dizendo com olhares que era para eu comer. Lentamente peguei os talheres, segurando inadequadamente, percebi André rindo. Apenas peguei garfo e comecei a ingerir do alimento.

- Ela é linda! - sussurrou a senhora trocando olhares com o garoto ao meu lado.

Quis disfarçar e fingir que eu não ouvi, mas sorri baixinho. Linda onde?

- Qual seu nome? - Róger dizia, antes de colocar para dentro mais uma porção do alimento.

- Me chamo Sheila! - respondi, olhando para o rapaz.

- Onde a conheceu filho? - continuou o mesmo.

André ficou quieto, demorou para responder. Olhei de lado para ele, percebendo que ele ficou envergonhado com todos o encarando.

- Na rua de casa! - disse por fim.

O encarei por alguns segundos. Por que ele não disse a verdade?

-Seus pais sabem onde está? - disse a mulher.

- Não! Mas irei falar daqui a pouco. - terminei de comer.

Ninguém falou mais nada, todos terminavam de jantar. Fátima levantou-se retirando Todos os pratos e os levando até a pia, Róger levantou-se da cadeira, dirigindo para o banheiro.
Eu e André permanecemos sentados, sem ao menos um olhar para o outro.

Ele segurou minha mão, me puxando para levantar da cadeira. O olhei.

-Você encontrou meu celular? - perguntei, enquanto caminhávamos para o cômodo onde acordei.

-Sim! Estava com pouca bateria, quando quiser pegar estará na segunda porta à esquerda.

Entramos no quarto, ele acedeu à luz o que trouxe ao ambiente um ar agradável.

-Ate seu nome é bonito! - falou, sentando na cama.

Agora, ele parecia maturo, era estranho como agia perto aos pais e longe deles, mas dessa vez ele não mudou a feição.

- Obrigado! Por que não disse onde me encontrou?

Ele revirou os olhos em minha direção. - Não queria que eles soubessem a verdade, iriam mandar eu leva-la embora.

-Como assim? - Questionei.

-Eu nunca trouxe uma garota para casa, e se eles soubesse que a socorri iriam ficar desesperados e Mais, nunca deixariam entrar Aqui. - Pareceu pertubado.

- Tudo bem, você mentiu para me deixar passar pelo menos a noite Aqui, amanhã tenho que ir para casa. Sérgio deve estar preocupado.

- Quem é Sérgio?

- Meu pai! - respondi.

Ficamos quietos, até ele cortar o silêncio.

- Você dormirá aqui essa noite. Estarei no meu quarto verdadeiro. - olhou para mim, sorriu, e aproximou o rosto do meu, me dando um beijo na bochecha. Levantou e saiu do quarto.

Deite-me à cama, observando o teto. Passei horas e horas sem sono. A luz da noite clareava o cômodo, através da janela no alto.

Era tarde da noite quando senti vontade de ir ao banheiro, sai do quarto pelas pontas do pé em busca do banheiro, o encontrei. Ao sair senti uma enorme necessidade de avisar Sérgio que estaria bem. Voltei ao corredor, me lembrando da porta indicada por André. Segunda porta à esquerda. Girei a maçaneta, lentamente ,evitando qualquer ruído , pus a cabeça para dentro a luz estava apagada mas conseguir notar André Sem camiseta, deitado de frente a parede, entrei, procurando o celular, encontrei próximo à cama do rapaz em cima de uma mesinha com abajur. Me aproximei retirando o celular do carregador. Caminhei para a porta do local quando percebi André se mexendo. Andei mais rápido.

-Está acordada ainda? - uma voz rouca, vinha por trás de mim.

Me paralisei, virando para o rapaz.
-Sim! - sussurrei. Mostrando que só vim buscar o celular.

-Eu também. -Ele levantava.
Meu coração foi a mil, então ele fingiu que dormia?
Quis olhar para outro lado sem ser para a musculatura do rapaz. Ele nao tinha muitos músculos, não era o que dizemos malhado, era comum , e sem camisa ficava mais lindo.
Ele aproximou-se de mim, tanto que pude senti-lo exausto.

- Eu só vim buscar o celular. - Engoli um seco, quase mostrando que tremia.

Ele abriu um sorriso. - Eu sei que veio, mas... Não quer Me fazer compania?

- Não... - respondi ,evitando apaixonar-me. - Não é uma hora boa! - andei para a porta, mas assim que virei o rapaz fechou-a com a mão esticada por cima da minha cabeça. - Eu preciso dormir. Me virei para o rapaz o encarando.

Fui surpreendida, ele estava mais perto do que nunca, pude sentir a respiração calma.
- Desculpe! - disse ele , o observei revirar e voltar para trás, sentando à cama.

Meu coração ainda dissipava, caminhei e sentei ao lado dele. O que você está fazendo Sheila? Não se deixe levar por uma beleza.

Ele tinha os braços apoiados sobre as pernas e parecia perfurar o chão com os olhos. Encostei Minha cabeça no braço dele e me perdi nos detalhes que haviam naquele chão.

- Está sem sono? - perguntei, enfim.

- Pela primeira vez, em toda Minha vida! - A voz dele, já não era a mesma quando o vi pela primeira vez, aquela parecia tão infantil essa ,fazia dele um rapaz adulto.

Levantei me, deitando na cama, encostada próximo a parede, meu sono começou a surgir, ele não poderia me deixar dormir aqui, e caso dormisse ,iria deitar em outro lugar.

- Qual sua idade? - perguntei.

- Pareço ser criança, mas tenho dezoito anos .
Então eu acertei .

Ele deitou de bruços , ao meu lado, mas quase na beirada da cama, concerteza cabia outra pessoas entre nós . Ele me olhava, quase sem piscar. Eu as vezes percorria meus olhos sobre a barriga dele e depois olhava para a face, afim de disfarçar. Não sei se conseguia.

Ele ta me deixando louca, tenho que sair daqui.

Meus olhos grudaram, fiquei, rapidamente , com sono , estava viajando por outro mundo, quando senti que ele se aproximava de mim. A respiração profunda, os narizes próximos, senti lábios macios se encostarem no meu, o coração acelerava , ele me beijou, não abri os olhos. Pela primeira vez eu gostei de um beijo. Ele desgrudava os lábios do meu, mas no fundo eu queria mais, reaproximei, retornando a beija-lo

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