-Mãe...-gritei do meu quarto totalmente chateado.
-O que se passa filho?-ela entrou no quarto preocupada.
-O que é que tu fizeste às minhas roupas?-olhei para ela.
-Eu só as guardei-ela encolheu os ombros e falou como se fosse óbvio.
-Só as guardaste?-olhei para ela-como assim só as guardaste?
-Bem, as roupas estavam espalhadas pelo chão e pela cama e bem, eu só fiz o que qualquer mãe faria-encolheu os ombros-arrumei o teu quarto e...
-Não, não e não...-andei de um lado para o outro-não podias ter feito uma coisa dessas.
-Porque não?-olhou para mim confusa.
-Porque eu gosto do meu quarto como ele estava antes e...
-Tu gostas de ter o quarto desarrumado?-perguntou incrédula.
-Ele não estava desarrumado-sentei-me na cama-só estava arrumado à minha maneira.
-Pois claro-ela riu-sabes que uma menina não gosta de dormir no meio da roupa suja.
-Hãn?!-levantei uma sobrancelha-uma menina?! Mas eu sou um rapaz.
-Eu estou a falar da tua Luna, seu palhaço-deu-me uma palmada na cabeça.
-Eu já te disse que ela não é a minha Luna-bufei cruzando os braços.
-Achas que eu me acredito?-sentou-se ao meu lado-e esse cheiro é o quê?
-Cheiro?!-cheirei-me-eu já não tomo banho há dias é só isso.
-Cala-te seu mentiroso-ela riu das minhas figuras-tu hoje já tomaste quatro banhos para afastar esse cheiro-riu ainda mais-tu sabes que enquanto não acasalares com ela, esse cheiro não sai, não sabes?
-Arrr sei sim...-deitei-me para trás na cama e depois olhei para a minha mãe-tu e o pai também ficaram com este cheiro?
-Todos os lobos ficam-ela encolhiu os ombros sorrindo.
-E andaste muito tempo com este cheiro?-olhei para ela curioso.
-Duas horas apenas-encolheu os ombros.
-Duas horas?!-olhei para ela incrédulo-tu és rápida.
-Nunca se é rápido no amor-ela pegou na minha mão-por favor filho, se tu gostas mesmo dela agarra-a ou ainda a perdes.
-Eu não a quero perder-neguei com a cabeça.
-Então esforça-te mais-ela beijou a minha bochecha-e toma banho.
Rimos os dois.
-Está bem, está bem-assenti.
******
Acordei no dia seguinte um pouco mais cedo do que o habitual e então aproveitei para tomar um banho e vestir-me. Fiz a minha cama e desci para o pequeno almoço onde encontrei a minha irmã já sentada à mesa.
-Bom dia sua gorda-sentei-me em frente a ela.
-Bom dia seu suricata-ela retribuiu.
-Os pais?-perguntei.
-Acho que ainda estão no quarto-encolheu os ombros.
-Ainda?!-achei estranho, eles costumam ser sempre os primeiros.
-É, pelos vistos-vi que ela se riu-cá para nós, eu acho que eles esta noite dormiram pouco.
-Hãn?!-levantei uma sobrancelha.
-Ai rapaz, és tão tapadinho-bufou-ontem à noite quando passei pelo quarto deles para ir beber água, ouvi uns barulhos...-gesticulou com as mãos-vê-se mesmo que ainda és inocente, sexo homem, sexo... Eles tiveram sexo esta noite, por isso é que ainda não desceram, eles estão cansados.
-Ah...-sou mesmo um otário-ao que parece os nossos pais ainda estão ativos-rimos os dois.
-Bom dia-disseram os nossos pais e ambos calámo-nos.
-Bom dia-respondemos ao mesmo tempo.
-Estão muito animados-falou o meu pai enquanto se sentavam à mesa-do que estavam a falar?
Entreolhámo-nos e começámos a rir feitos uns loucos deixando os nossos pais confusos.
-Nada nada-falei ainda a rir.
-Coisas de irmãos-Gemma encolheu os ombros.
-Pois...-a minha mãe falou desconfiada.
(....)
Chegámos ao restaurante por volta das 09:00 horas da manhã e quando entrámos vimos alguns cozinheiros e empregados do restaurante a sairem dos vestiários para começarem o trabalho. Olhei para o lado e vi uma mulher, que aparentava ter os seus cinquenta e tais anos, um pouco atrapalhada. Aproximei-me dela e...
-O que se passa?-perguntei preocupado.
-Humm...nada não se preocupe-ela encolheu os ombros.
-Tem a certeza?-insisti.
-É que eu acho que perdi o meu colar algures-ela ficou triste-e ele significa muito para mim.
-Não se preocupe-sorri para ela-eu se o encontrar eu mesmo o entrego-vi um pequeno sorriso aparecer no seu rosto-como era o seu colar?
-Era um colar de prata e tinha uma gota azul na ponta-suspirou.
-Ok, fique descansada.
-Obrigada-agradeceu e voltou para o seu trabalho.
-Espere...-ela olhou para trás na minha direção-onde foi a última vez que o viu?-perguntei.
-Nos vestiários-respondeu ela.
Ela voltou para o seu trabalho e eu fui até aos vestiários e quando lá entrei ouvi alguém a cantar. Uma voz feminina. Uma voz doce e suave. Abri um pouco mais a porta e vi uma rapariga de cabelos castanhos de costas para a porta a tirar a sua camisola enquanto cantava. Eu estava tão radiante com aquilo que estava a ver que me desiquilibrei e caí fazendo um enorme estrondo.
-Harry?-a rapariga virou-se de frente e tapou-se colocando a camisola à sua frente-o que é que estás aqui a fazer seu otário?
Olhei para cima na sua direção e vi que era a Lucy...Bufei... Mas porque carga de água é que me tinha de calhar esta na rifa?! Podia ser qualquer uma, mas ela? Levantei-me atrapalhado e recompús-me.
-Eu vim à procura daquele colar-vi o colar daquela senhora em cima de um banco.
-Humm ok, agora vai-te embora preciso de me vestir-falou ríspida e virou costas.
Eu sei que ela está aqui por causa do que aconteceu à sua mãe, mas não vai ser por isso que eu lhe vou facilitar a vida enquanto ela não for minha. Só minha e de mais ninguém. Aproximei-me dela, peguei nos seus ombros e afastei o seu cabelo beijando assim o seu pescoço. Vi o seu corpo todo se arrepiar e sorri mais. Virei-a de frente para mim e ela ainda segurava na camisola à frente do seu pequeno corpinho. Ela recuou e eu aproximei-me e andámos nisto até as suas costas baterem na parede.
-Vais querer fazer queixas minhas à minha mãe?-provoquei-a.
-Vai...vai embora-gaguejou.
-Não me apetece-encolhi os ombros.
Olhei para a sua boquinha e num impulso beijei os seus lábios doces e suaves, tal como ela. Senti a sua camisola cair no chão e então peguei-a pelo rabo e as suas pernas logo se enlaçaram nos meus quadris e as suas mãos agarraram nos meus cabelos. Beijámo-nos como loucos. Peguei no seu cabelo e puxei a sua cabeça para trás beijando o seu pescoço. Ouvi um suspiro seu e sorri malicioso. Ela abriu a minha camisa num tempo recorde e atirou-a para longe e...
-Filho...? Lucy...?-afastámo-nos quando ouvimos a voz da minha mãe.
Lucy apanhou a sua camisola do chão e vestiu-a às pressas. As suas bochechas estavam vermelhas.
-Desculpe Anne-ela desculpou-se-isto não é nada do que está a pensar.
-Meu Deus...-a minha mãe ficou triste-se eu soubesse que vocês estavam aqui assim, eu não vos interrompia.
-Ahm...?-Lucy olhou para mim, mas desviou logo a cara-eu tenho de ir trabalhar-saiu dali a correr.
-Desculpa meu amor, desculpa-a minha mãe veio até mim.
-Não te preocupes-encolhi os ombros-ela vai ser minha.