O amor, em sua forma mais pura, é uma ruína inevitável. Stiles Stilinski aprendeu isso da maneira mais cruel, rasgando a própria carne, desafiando as leis da natureza e sacrificando cada migalha de si mesmo para caber naquilo que Derek Hale desejava.
Ele acreditava que a dor da transformação seria recompensada pela promessa de um destino compartilhado, pela ilusão de que eram almas gêmeas. No entanto, a realidade foi uma lâmina fria cravada em seu peito: ele não passava de um sacrifício descartável enquanto o verdadeiro mundo de Derek pertencia a outra.
Rejeitado, traído e com o coração sangrando sobre a terra fria da floresta, Stiles desejou apenas o fim. Desejou desaparecer de um lugar onde sua devoção absoluta nunca teve valor, implorando em silêncio por um lugar onde pudesse, finalmente, ser amado.
Ele só não sabia que certas preces são ouvidas pelos monstros errados.
Nas dobras esquecidas entre os mundos, a escuridão não dorme; ela espreita, faminta e paciente. Uma força ancestral, moldada em sombras e em uma obsessão milenar, aguardava o momento exato em que aquele coração quebraria por completo. Quando o portal se abriu e Stiles caiu desacordado, a caçada chegou ao fim. Para a entidade sombria que o reivindicou, Stiles não era apenas um náufrago do destino; ele era a peça faltante de uma possessão eterna. E naquele novo domínio, a proteção seria claustrofóbica, o amor seria uma prisão inevitável, e escapar jamais seria uma opção.