oii, antes de começar gostaria de dizer que essa história sobre confiança, escolhas e sentimentos que nem sempre são fáceis de entender. Espero que vocês gostem de acompanhar essa nova versão da história da Ladybug e do Cat Noir tanto quanto eu estou gostando de escrevê-la. 🐞🐾💗
ladybug e chat noir lutavam contra um super vilão
O som dos passos de Ladybug e Cat Noir ecoava pelo túnel enquanto os dois perseguiam animaestro.
O vilão se virou de repente e lançou uma nuvem de fumaça contra eles.
— Cuidado! — gritou Cat Noir.
Ladybug tentou se proteger, mas, quando a fumaça se dissipou, percebeu que algo havia aparecido em sua mão.
Ela olhou para o seu talismã, confusa.
- Uma câmera?
Antes que pudesse entender o que estava acontecendo, a câmera começou a gravar.
Animaestro avançou contra os dois.
— My lady! Fecha os olhos!
Ladybug e Cat Noir fecharam os olhos ao mesmo tempo.
Por alguns segundos, tudo ficou em silêncio.
Quando abriram os olhos novamente, Animaestro estava imóvel.
Então, de repente, seu corpo perdeu o equilíbrio e ele caiu no chão.
— Funcionou! — exclamou Ladybug.
Mas, antes que pudessem fazer qualquer coisa, o vilão se transformou novamente e saiu voando pelo túnel.
Cat Noir olhou para Ladybug, surpreso.
— Você desviou?
Ladybug franziu a testa.
— Não.
Os dois se entreolharam.
— Então... o que aconteceu?
Ladybug olhou para a câmera que ainda estava em sua mão.
— Acho que descobrimos.
Ela apertou um botão e começou a assistir à gravação.
Na tela, os dois apareciam fechando os olhos.
Animaestro parava completamente.
Ladybug arregalou os olhos.
— Quando ninguém está olhando para ele... — Ladybug observou atentamente o vilão.
— ...ele para de se mexer! — Cat Noir completou.
Ladybug assentiu, finalmente entendendo.
— Igualzinho a um filme. Se ninguém assiste, é como se não existisse!
— Agora sabemos como derrotá-lo.
Os dois trocaram um olhar rápido antes de saltarem de onde estavam, voltando para a cidade.
Animaestro havia se transformado em uma espécie de unicórnio que disparava arco-íris por toda parte.
Cat Noir observou a cena por alguns segundos.
— Pelo visto, vai ser fácil fazer as pessoas pararem de olhar para ele agora. Parece que esse programa está vendido!
Os brincos de Ladybug começaram a apitar.
Ela olhou para Cat Noir.
— Hora dos créditos finais, Cat Noir.
Os dois correram em direção aos civis que observavam o vilão.
— Fechem os olhos! Parem de olhar para ele! — gritou Ladybug.
— Só porque é colorido e brilhante não significa que não seja extremamente perigoso — acrescentou Cat Noir.
Os civis obedeceram e fecharam os olhos.
Porém, Animaestro continuava se movimentando.
Ladybug arregalou os olhos.
— A TV! É claro!
Ela virou-se para Cat Noir.
— Cat Noir, mantenha-o ocupado.
— Com prazer.
Cat Noir caminhou na direção de Animaestro, assumindo sua habitual postura provocadora.
— Então... está com inveja do nosso sucesso, é?
Animaestro soltou uma risada.
— Você pode bancar o gato espertinho, mas, assim que eu tiver seu Miraculous, todo mundo vai esquecer de você rapidinho.
O vilão se transformou em um personagem que lembrava um protagonista de anime e começou a disparar lasers contra Cat Noir.
— Ei! Isso foi pessoal! — reclamou o herói.
Ele desviou dos ataques rapidamente, saltando de um lado para o outro.
Enquanto isso, Ladybug correu até uma câmera de televisão.
Ela olhou diretamente para a lente.
— Você.
Bateu levemente na câmera.
— Sim, você que está assistindo do outro lado da tela. Feche os olhos. Não olhe para o Animaestro. Desligue a TV. Vamos lá, precisamos de todos vocês. É o único jeito de pará-lo.
Animaestro riu.
— Há! Você pode mandar todo mundo fechar os olhos e desligar a TV, mas sempre vai ter pelo menos uma pessoa me observando.
Em outro lugar, monarc acompanhava a transmissão ao vivo pelo tablet.
Um sorriso surgiu em seu rosto.
— Eu não perderia esse show por nada.
Ladybug olhou para a câmera novamente.
— Desculpe, Nadja, mas desta vez não haverá transmissão ao vivo.
Com um movimento rápido, lançou o ioiô contra a câmera.
A tela ficou completamente preta.
Por toda a cidade, as pessoas olharam confusas para suas televisões.
Covil de monarc
Monarc arregalou os olhos.
— O quê?!
Ele se levantou bruscamente.
— NÃO!
O tablet escapou de sua mão e caiu no chão.
— Animaestro! Depressa! Traga-me os Miraculous deles!
De volta à batalha
Ladybug olhou para Cat Noir.
— Feche bem os olhos, Cat Noir.
Ele sorriu.
— Você sabe que confio cegamente em você, my lady.
Os dois fecharam os olhos ao mesmo tempo.
Animaestro tentou alcançá-los, mas não conseguiu.
Cat Noir estendeu a mão e tocou a máscara do vilão com seu Cataclismo.
A máscara caiu no chão.
O akuma escapou.
Ladybug abriu os olhos imediatamente.
— Chega de maldade para você, pequeno akuma!
Ela lançou o ioiô.
— Hora de aniquilar a maldade!
O akuma foi capturado.
— Te peguei!
Ela purificou a borboleta.
— Tchau, tchau, borboletinha.
Então ergueu o ioiô.
— Miraculous Ladybug!
Uma onda de energia atravessou a cidade.
O crachá voltou às mãos de Ladybug, enquanto Animaestro era envolvido pela energia e voltava à sua forma normal.
Thomas piscou algumas vezes, completamente confuso.
— Hã? O que estou fazendo aqui?
Ele olhou para os dois heróis.
— Cat Noir? Ladybug?
Ladybug estendeu o crachá para ele.
— Em carne e osso.
Mais tarde
Marinette olhou para o celular, revendo as imagens do que havia acontecido.
Ela soltou um suspiro.
Antes que pudesse pensar muito sobre aquilo, percebeu que precisava voltar para o cinema.
Assim que se destransformou, voltou para seu lugar.
— Chloé! Por favor, não conte para o Adrien que eu estou apaixonada por ele!
Chloé pegou um macaron tranquilamente.
— Neste mundo, existem aqueles que trabalham e aqueles que brilham. Para sempre haverá essa divisão entre nós, Dupain-Cheng.
Ela cutucou o nariz de Marinette.
— É por isso que você e eu nunca seremos uma equipe.
Chloé começou a entrar no cinema.
— Eu não vou contar para ele. Você não merece atenção extra.
Marinette ficou olhando para ela, indignada.
Antes que pudesse responder, Thomas se aproximou.
— Sabe de uma coisa? Sente-se no meu lugar e aproveite o filme.
Marinette piscou, surpresa.
— O quê?
— Eu já o vi dez vezes ou mais. O que mais importa para o filme é que ele seja visto por pessoas que realmente querem vê-lo, certo?
Marinette ficou sem palavras.
— Mas... eu... ah...
Thomas deu um pequeno sorriso.
— Desculpe, acho que você também não sabe quem eu sou.
Marinette arregalou os olhos.
— Claro que sei! Você é Thomas Astruc, o diretor de cinema!
Ela o abraçou.
— Muito obrigada! Obrigada, obrigada, obrigada!
Thomas ficou completamente emocionado.
— Ela me reconheceu...
Ele enxugou uma lágrima.
— Alguém realmente me reconheceu! Este é o melhor dia da minha vida!
Então pegou um macaron e deu uma mordida.
Marinette entrou no cinema.
Ela se sentou em seu lugar, ainda tentando processar tudo o que tinha acontecido.
Pouco depois, Adrien chegou.
Ele se sentou ao lado dela.
O coração de Marinette deu um pequeno salto.
— Que ótimo que você conseguiu entrar, Marinette — disse Adrien. — E eu sinto muito por não ter provado seu macaron. Parecia delicioso.
Marinette sorriu sem jeito.
— Não tem problema. Haverá muitos outros macarons...
Ela percebeu o que estava prestes a dizer.
— Quer dizer... outras ocasiões.
Adrien sorriu.
Marinette desviou o olhar, tentando esconder o rosto quente.
pós cinema — casa da Marinette
Marinette entrou em seu quarto e se jogou na cama.
— Ai, Tikki... eu nem consegui entregar o macaron para o Adrien.
Tikki se aproximou.
— Não tem problema, Marinette. Algum dia você consegue. Você guardou algum?
— guardei, sim.
Marinette pegou um macaron e entregou para Tikki.
— Eu fiz uma caixa e só levei um.
Tikki olhou para o macaron.
— Você não acha que os oitocentos macarons que seu pai fez para o evento são suficientes?
Marinette fez uma careta.
— Não, Tikki. O Adrien merece um macaron especial para mostrar o quanto ele é especial.
Ela se sentou na cama e começou a imaginar a situação.
— Para mim. Imagine só!
Marinette juntou as mãos, completamente perdida em sua própria fantasia.
— Ele espera um macaron comum, mas eu dou a ele este. Ele dá uma mordida e diz...
Ela mudou a voz, imitando Adrien:
— "Oh, Marinette. É de maracujá, meu sabor favorito! Como você me conhece tão bem?"
Marinette sorriu.
— Então eu respondo: "É porque você é muito especial para mim, Adrien. Sinto como se te conhecesse desde sempre!"
Tikki observava a amiga com uma expressão divertida.
Marinette continuou:
— Aí ele me diz...
— Espera! — Tikki interrompeu.
Marinette parou.
— É por isso que você faz um único macaron todo domingo?
Marinette deu de ombros.
— Quem sabe quando a oportunidade perfeita vai aparecer?
Ela olhou para a caixa.
— E o Adrien não pode comer um macaron velho.
Tikki deu uma pequena risada.
— Claro que não.
Marinette sorriu, satisfeita com sua lógica.
Mais tarde - patrulha
o fim da tarde havia chegado.
Ladybug estava sentada em um prédio, com a caixa de macarons apoiada no colo.
Seu olhar estava perdido na cidade.
Ela parecia distante.
De repente, uma voz conhecida surgiu atrás dela.
— Seu herói felino favorito está aqui, bugboo!
Cat Noir pousou ao seu lado com seu sorriso habitual.
Ladybug não respondeu.
O sorriso dele diminuiu um pouco.
— Você está se sentindo bem, my lady? — perguntou, aproximando-se. — Hoje de manhã você não estava assim.
Ladybug soltou um suspiro.
— É... eu tentei fazer algo para o garoto que eu gosto hoje.
Cat Noir ergueu as sobrancelhas.
— Ah...
Por um segundo, ele pareceu não saber o que dizer.
— Não ocorreu bem?
Ladybug balançou a cabeça.
— Eu não consegui.
Ela olhou para a caixa.
— Planejei por semanas, mas...
Ladybug suspirou.
— Típico de mim amarelar.
Cat Noir a observou em silêncio por alguns segundos.
Seu olhar perdeu um pouco da habitual brincadeira.
— Você é muito dura consigo mesma, my lady.
Ladybug ergueu os olhos para ele.
— Sabendo o quão incrível você é, não tenho dúvidas de que vai superar seus medos.
Ela ficou em silêncio por um instante.
As palavras dele a pegaram de surpresa.
Um sorriso pequeno apareceu em seu rosto.
— Mas é claro que você flertaria comigo enquanto eu estou me sentindo mal.
Cat Noir sorriu.
— Não é flerte.
Ele colocou uma mão sobre o peito.
— É honestidade.
Ladybug soltou uma risadinha.
— É... obrigada, gatinho.
Cat Noir então olhou para a caixa em seu colo.
— Bem, agora que eu sei por que você está se sentindo mal... o que é isso?
Ele apontou para a caixa.
Ladybug olhou para ela.
— Ah, é verdade.
Ela abriu a tampa.
— Eu fiz macarons de maracujá para aquele menino de quem eu gosto, já que é o sabor favorito dele.
Cat Noir arregalou os olhos.
— SÉRIO?!
A animação em sua voz fez Ladybug rir.
— Claro. Não pude entregar para ele, mas pensei que poderíamos comer juntos.
O sorriso de Cat Noir aumentou imediatamente.
— E recusar seus macarons caseiros? Nem em um milhão de anos!
Ele pegou um dos macarons e deu uma mordida.
Por alguns segundos, ficou em silêncio.
Então seus olhos se iluminaram.
— Esta é a coisa mais deliciosa que eu já comi.
Ladybug riu.
— Você é tão dramático.
— Mas estou falando sério!
Cat Noir olhou novamente para o macaron em sua mão.
— Você sabe... maracujá é o meu sabor favorito também.
Ladybug piscou.
— Sério?
— Sério.
Ele sorriu.
— Se algum dia quiser fazer mais para a patrulha, eu não me oporia.
Ladybug ergueu uma sobrancelha.
— Suponho que, se eu estiver entediada o suficiente...
Ela fez uma pequena pausa, fingindo pensar.
— E não tiver absolutamente nada melhor para fazer, eu consideraria fazer mais para você.
Cat Noir levou a mão ao peito, fingindo estar ofendido.
— Que crueldade, my lady.
Ladybug riu.
— Mas é melhor você não fazer eu me arrepender, gatinho.
Cat Noir se aproximou um pouco, ainda sorrindo.
— Quando é que eu fiz você se arrepender de alguma coisa, my lady?
Ladybug apenas balançou a cabeça, segurando o sorriso.
Por alguns segundos, nenhum dos dois disse nada.
A cidade continuava movimentada abaixo deles.
Mas, naquele momento, parecia que só existiam os dois.