Inimigos?

By planeztxluuh

1.3K 96 142

Ladybug e Cat Noir sempre foram uma dupla inseparável, enfrentando vilões lado a lado e confiando um no outro... More

O que nós somos agora?
Um novo olhar
Parece que não consigo te conhecer
Para respostas desconhecidas
uma visita inesperada
aquele sentimento amargo
uma verdade incompleta
para perguntas sem respostas
segredos demais
um presente inesperado

O que éramos?

442 29 36
By planeztxluuh

oii, antes de começar gostaria de dizer que essa história sobre confiança, escolhas e sentimentos que nem sempre são fáceis de entender. Espero que vocês gostem de acompanhar essa nova versão da história da Ladybug e do Cat Noir tanto quanto eu estou gostando de escrevê-la. 🐞🐾💗

ladybug e chat noir lutavam contra um super vilão

O som dos passos de Ladybug e Cat Noir ecoava pelo túnel enquanto os dois perseguiam animaestro.

O vilão se virou de repente e lançou uma nuvem de fumaça contra eles.

— Cuidado! — gritou Cat Noir.

Ladybug tentou se proteger, mas, quando a fumaça se dissipou, percebeu que algo havia aparecido em sua mão.

Ela olhou para o seu talismã, confusa.

- Uma câmera?

Antes que pudesse entender o que estava acontecendo, a câmera começou a gravar.

Animaestro avançou contra os dois.

— My lady! Fecha os olhos!

Ladybug e Cat Noir fecharam os olhos ao mesmo tempo.

Por alguns segundos, tudo ficou em silêncio.

Quando abriram os olhos novamente, Animaestro estava imóvel.

Então, de repente, seu corpo perdeu o equilíbrio e ele caiu no chão.

— Funcionou! — exclamou Ladybug.

Mas, antes que pudessem fazer qualquer coisa, o vilão se transformou novamente e saiu voando pelo túnel.

Cat Noir olhou para Ladybug, surpreso.

— Você desviou?

Ladybug franziu a testa.

— Não.

Os dois se entreolharam.

— Então... o que aconteceu?

Ladybug olhou para a câmera que ainda estava em sua mão.

— Acho que descobrimos.

Ela apertou um botão e começou a assistir à gravação.

Na tela, os dois apareciam fechando os olhos.

Animaestro parava completamente.

Ladybug arregalou os olhos.

— Quando ninguém está olhando para ele... — Ladybug observou atentamente o vilão.

— ...ele para de se mexer! — Cat Noir completou.

Ladybug assentiu, finalmente entendendo.

— Igualzinho a um filme. Se ninguém assiste, é como se não existisse!

— Agora sabemos como derrotá-lo.

Os dois trocaram um olhar rápido antes de saltarem de onde estavam, voltando para a cidade.

Animaestro havia se transformado em uma espécie de unicórnio que disparava arco-íris por toda parte.

Cat Noir observou a cena por alguns segundos.

— Pelo visto, vai ser fácil fazer as pessoas pararem de olhar para ele agora. Parece que esse programa está vendido!

Os brincos de Ladybug começaram a apitar.

Ela olhou para Cat Noir.

— Hora dos créditos finais, Cat Noir.

Os dois correram em direção aos civis que observavam o vilão.

— Fechem os olhos! Parem de olhar para ele! — gritou Ladybug.

— Só porque é colorido e brilhante não significa que não seja extremamente perigoso — acrescentou Cat Noir.

Os civis obedeceram e fecharam os olhos.

Porém, Animaestro continuava se movimentando.

Ladybug arregalou os olhos.

— A TV! É claro!

Ela virou-se para Cat Noir.

— Cat Noir, mantenha-o ocupado.

— Com prazer.

Cat Noir caminhou na direção de Animaestro, assumindo sua habitual postura provocadora.

— Então... está com inveja do nosso sucesso, é?

Animaestro soltou uma risada.

— Você pode bancar o gato espertinho, mas, assim que eu tiver seu Miraculous, todo mundo vai esquecer de você rapidinho.

O vilão se transformou em um personagem que lembrava um protagonista de anime e começou a disparar lasers contra Cat Noir.

— Ei! Isso foi pessoal! — reclamou o herói.

Ele desviou dos ataques rapidamente, saltando de um lado para o outro.

Enquanto isso, Ladybug correu até uma câmera de televisão.

Ela olhou diretamente para a lente.

— Você.

Bateu levemente na câmera.

— Sim, você que está assistindo do outro lado da tela. Feche os olhos. Não olhe para o Animaestro. Desligue a TV. Vamos lá, precisamos de todos vocês. É o único jeito de pará-lo.

Animaestro riu.

— Há! Você pode mandar todo mundo fechar os olhos e desligar a TV, mas sempre vai ter pelo menos uma pessoa me observando.

Em outro lugar, monarc acompanhava a transmissão ao vivo pelo tablet.

Um sorriso surgiu em seu rosto.

— Eu não perderia esse show por nada.

Ladybug olhou para a câmera novamente.

— Desculpe, Nadja, mas desta vez não haverá transmissão ao vivo.

Com um movimento rápido, lançou o ioiô contra a câmera.

A tela ficou completamente preta.

Por toda a cidade, as pessoas olharam confusas para suas televisões.

Covil de monarc

Monarc arregalou os olhos.

— O quê?!

Ele se levantou bruscamente.

— NÃO!

O tablet escapou de sua mão e caiu no chão.

— Animaestro! Depressa! Traga-me os Miraculous deles!

De volta à batalha

Ladybug olhou para Cat Noir.

— Feche bem os olhos, Cat Noir.

Ele sorriu.

— Você sabe que confio cegamente em você, my lady.

Os dois fecharam os olhos ao mesmo tempo.

Animaestro tentou alcançá-los, mas não conseguiu.

Cat Noir estendeu a mão e tocou a máscara do vilão com seu Cataclismo.

A máscara caiu no chão.

O akuma escapou.

Ladybug abriu os olhos imediatamente.

— Chega de maldade para você, pequeno akuma!

Ela lançou o ioiô.

— Hora de aniquilar a maldade!

O akuma foi capturado.

— Te peguei!

Ela purificou a borboleta.

Tchau, tchau, borboletinha.

Então ergueu o ioiô.

Miraculous Ladybug!

Uma onda de energia atravessou a cidade.

O crachá voltou às mãos de Ladybug, enquanto Animaestro era envolvido pela energia e voltava à sua forma normal.

Thomas piscou algumas vezes, completamente confuso.

— Hã? O que estou fazendo aqui?

Ele olhou para os dois heróis.

— Cat Noir? Ladybug?

Ladybug estendeu o crachá para ele.

— Em carne e osso.

Mais tarde

Marinette olhou para o celular, revendo as imagens do que havia acontecido.

Ela soltou um suspiro.

Antes que pudesse pensar muito sobre aquilo, percebeu que precisava voltar para o cinema.

Assim que se destransformou, voltou para seu lugar.

— Chloé! Por favor, não conte para o Adrien que eu estou apaixonada por ele!

Chloé pegou um macaron tranquilamente.

— Neste mundo, existem aqueles que trabalham e aqueles que brilham. Para sempre haverá essa divisão entre nós, Dupain-Cheng.

Ela cutucou o nariz de Marinette.

— É por isso que você e eu nunca seremos uma equipe.

Chloé começou a entrar no cinema.

— Eu não vou contar para ele. Você não merece atenção extra.

Marinette ficou olhando para ela, indignada.

Antes que pudesse responder, Thomas se aproximou.

— Sabe de uma coisa? Sente-se no meu lugar e aproveite o filme.

Marinette piscou, surpresa.

— O quê?

— Eu já o vi dez vezes ou mais. O que mais importa para o filme é que ele seja visto por pessoas que realmente querem vê-lo, certo?

Marinette ficou sem palavras.

— Mas... eu... ah...

Thomas deu um pequeno sorriso.

— Desculpe, acho que você também não sabe quem eu sou.

Marinette arregalou os olhos.

— Claro que sei! Você é Thomas Astruc, o diretor de cinema!

Ela o abraçou.

— Muito obrigada! Obrigada, obrigada, obrigada!

Thomas ficou completamente emocionado.

— Ela me reconheceu...

Ele enxugou uma lágrima.

— Alguém realmente me reconheceu! Este é o melhor dia da minha vida!

Então pegou um macaron e deu uma mordida.

Marinette entrou no cinema.

Ela se sentou em seu lugar, ainda tentando processar tudo o que tinha acontecido.

Pouco depois, Adrien chegou.

Ele se sentou ao lado dela.

O coração de Marinette deu um pequeno salto.

— Que ótimo que você conseguiu entrar, Marinette — disse Adrien. — E eu sinto muito por não ter provado seu macaron. Parecia delicioso.

Marinette sorriu sem jeito.

— Não tem problema. Haverá muitos outros macarons...

Ela percebeu o que estava prestes a dizer.

— Quer dizer... outras ocasiões.

Adrien sorriu.

Marinette desviou o olhar, tentando esconder o rosto quente.

pós cinema — casa da Marinette

Marinette entrou em seu quarto e se jogou na cama.

— Ai, Tikki... eu nem consegui entregar o macaron para o Adrien.

Tikki se aproximou.

— Não tem problema, Marinette. Algum dia você consegue. Você guardou algum?

— guardei, sim.

Marinette pegou um macaron e entregou para Tikki.

— Eu fiz uma caixa e só levei um.

Tikki olhou para o macaron.

— Você não acha que os oitocentos macarons que seu pai fez para o evento são suficientes?

Marinette fez uma careta.

— Não, Tikki. O Adrien merece um macaron especial para mostrar o quanto ele é especial.

Ela se sentou na cama e começou a imaginar a situação.

— Para mim. Imagine só!

Marinette juntou as mãos, completamente perdida em sua própria fantasia.

— Ele espera um macaron comum, mas eu dou a ele este. Ele dá uma mordida e diz...

Ela mudou a voz, imitando Adrien:

— "Oh, Marinette. É de maracujá, meu sabor favorito! Como você me conhece tão bem?"

Marinette sorriu.

— Então eu respondo: "É porque você é muito especial para mim, Adrien. Sinto como se te conhecesse desde sempre!"

Tikki observava a amiga com uma expressão divertida.

Marinette continuou:

— Aí ele me diz...

— Espera! — Tikki interrompeu.

Marinette parou.

— É por isso que você faz um único macaron todo domingo?

Marinette deu de ombros.

— Quem sabe quando a oportunidade perfeita vai aparecer?

Ela olhou para a caixa.

— E o Adrien não pode comer um macaron velho.

Tikki deu uma pequena risada.

— Claro que não.

Marinette sorriu, satisfeita com sua lógica.

Mais tarde - patrulha

o fim da tarde havia chegado.

Ladybug estava sentada em um prédio, com a caixa de macarons apoiada no colo.

Seu olhar estava perdido na cidade.

Ela parecia distante.

De repente, uma voz conhecida surgiu atrás dela.

— Seu herói felino favorito está aqui, bugboo!

Cat Noir pousou ao seu lado com seu sorriso habitual.

Ladybug não respondeu.

O sorriso dele diminuiu um pouco.

— Você está se sentindo bem, my lady? — perguntou, aproximando-se. — Hoje de manhã você não estava assim.

Ladybug soltou um suspiro.

— É... eu tentei fazer algo para o garoto que eu gosto hoje.

Cat Noir ergueu as sobrancelhas.

— Ah...

Por um segundo, ele pareceu não saber o que dizer.

— Não ocorreu bem?

Ladybug balançou a cabeça.

— Eu não consegui.

Ela olhou para a caixa.

— Planejei por semanas, mas...

Ladybug suspirou.

— Típico de mim amarelar.

Cat Noir a observou em silêncio por alguns segundos.

Seu olhar perdeu um pouco da habitual brincadeira.

— Você é muito dura consigo mesma, my lady.

Ladybug ergueu os olhos para ele.

— Sabendo o quão incrível você é, não tenho dúvidas de que vai superar seus medos.

Ela ficou em silêncio por um instante.

As palavras dele a pegaram de surpresa.

Um sorriso pequeno apareceu em seu rosto.

— Mas é claro que você flertaria comigo enquanto eu estou me sentindo mal.

Cat Noir sorriu.

— Não é flerte.

Ele colocou uma mão sobre o peito.

— É honestidade.

Ladybug soltou uma risadinha.

— É... obrigada, gatinho.

Cat Noir então olhou para a caixa em seu colo.

— Bem, agora que eu sei por que você está se sentindo mal... o que é isso?

Ele apontou para a caixa.

Ladybug olhou para ela.

— Ah, é verdade.

Ela abriu a tampa.

— Eu fiz macarons de maracujá para aquele menino de quem eu gosto, já que é o sabor favorito dele.

Cat Noir arregalou os olhos.

— SÉRIO?!

A animação em sua voz fez Ladybug rir.

— Claro. Não pude entregar para ele, mas pensei que poderíamos comer juntos.

O sorriso de Cat Noir aumentou imediatamente.

— E recusar seus macarons caseiros? Nem em um milhão de anos!

Ele pegou um dos macarons e deu uma mordida.

Por alguns segundos, ficou em silêncio.

Então seus olhos se iluminaram.

— Esta é a coisa mais deliciosa que eu já comi.

Ladybug riu.

— Você é tão dramático.

— Mas estou falando sério!

Cat Noir olhou novamente para o macaron em sua mão.

— Você sabe... maracujá é o meu sabor favorito também.

Ladybug piscou.

— Sério?

— Sério.

Ele sorriu.

— Se algum dia quiser fazer mais para a patrulha, eu não me oporia.

Ladybug ergueu uma sobrancelha.

— Suponho que, se eu estiver entediada o suficiente...

Ela fez uma pequena pausa, fingindo pensar.

— E não tiver absolutamente nada melhor para fazer, eu consideraria fazer mais para você.

Cat Noir levou a mão ao peito, fingindo estar ofendido.

— Que crueldade, my lady.

Ladybug riu.

— Mas é melhor você não fazer eu me arrepender, gatinho.

Cat Noir se aproximou um pouco, ainda sorrindo.

Quando é que eu fiz você se arrepender de alguma coisa, my lady?

Ladybug apenas balançou a cabeça, segurando o sorriso.

Por alguns segundos, nenhum dos dois disse nada.

A cidade continuava movimentada abaixo deles.

Mas, naquele momento, parecia que só existiam os dois.

Continue Reading

You'll Also Like

52.5K 7.5K 44
Endrick é a nova promessa brasileira do Real Madrid. Lamine Yamal é o talento precoce do Barcelona. A mídia os colocou em lados opostos, e eles abraç...
445K 37.9K 44
Marinette é uma garota do campo que vende pães com sua mãe para sobreviver. Longe das pessoas da vila, ela se sente deslocada em meio a tanta gente...
160K 9.4K 10
Marinette Dupain-Cheng é apaixonada pelo seu melhor amigo Adrien Agreste. Em um dia qualquer, ela descobre que sua melhor amiga também é apaixonada p...
199K 15.4K 38
Marinette é uma garota comum que vive em Paris, e estuda na melhor escola de Paris, paga por seu pai milionário e ausente em sua vida. Em um de se...
Wattpad App - Unlock exclusive features