Ficautora16...

Von Ficautora16

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Luiza, filha única, psicóloga, 32 anos, mora em Cachoeiras. É divorciada. Sua ex-mulher terminou o casamento... Mehr

00-Sinopse.🩵
00-Personagens🩵
01-Pequenas Histórias!🩵
02 - Olhar de anjo!🩵
03 - Recomeçar🩵
04-Marcas Permanentes. 🩵
05 - Caminho certo. 🩵
06 - Quem será!?🩵
07 - Improváveis🩵
08 -Posso te abraçar?🩵
09 - Partes de mim 🩵
10-Conquistas e desafios.🩵
11-Tres corações🩵
12-Pequenas conquistas🩵
13 - Feitas de tempo🩵
14- Sem Promessas🩵
15-Sensação Serena🩵
16- Pensando nela🩵
17- Menina da Chuva🩵
18-Recomeços e Cuidado🩵
19-Pequenos gestos🩵
20-Construir Pontes🩵
21- Novos caminhos🩵
22- Aproximação🩵
23- Tempo Certo🩵
24 -Sem Julgamentos🩵
25-Um Olhar demorado🩵
26-Pequenos momentos🩵
27-Mãos dadas🩵🩵🩵
28-Pequenos detalhes🩵🔥
29- Delicadeza🩵
31-Intensidade🔥🔞🩵
32-Além das palavras🔥🔞🩵
33-"Eu estou feliz"🩵
34-Transformacão🩵
35-É só o começo🩵
36-Promessa Paga!?🩵🔥
37-Simples Conversa🩵

30 - Inesquecível🩵

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Von Ficautora16

Nota da autora📝

Olá, tudo bem com vocês?

Espero que este capítulo toque o coração de vocês.

Escrevê-lo foi uma experiência muito especial, porque existem momentos que não precisam de grandes acontecimentos.
E ainda sim eles são inesquecíveis.
Às vezes, um olhar, um sorriso, um gesto de carinho ou uma conversa sincera conseguem dizer muito mais do que qualquer declaração.

Acredito que o amor mais bonito é aquele que nasce com calma, cresce com respeito e se fortalece na confiança.
Foi esse sentimento que procurei transmitir em cada linha.

Muito obrigada por continuarem acompanhando essa história com tanto carinho. Cada leitura, cada voto e cada comentário fazem toda a diferença e me incentivam a continuar escrevendo.

Agora quero saber de vocês...

🩵O que acharam deste capítulo?

🩵Qual cena mais aqueceu o coração de vocês?

🩵 Vocês esperavam, ou foi surpresa?

Vou adorar ler cada opinião e conversar com vocês nos comentários.

Obrigada por fazerem parte dessa caminhada.

Com muito carinho,
Então vem...

**************************

Luiza

Olho para Valentina enquanto seguimos para a sala de mãos dadas.

Por alguns instantes, apenas a observo.

Sinto.

É impossível não admirar cada detalhe do jeito dela.

A princípio, existe a curiosidade.

Mas também existe o desejo.

A atração natural entre duas mulheres.

Sou mulher.

Tenho desejos, vontades e fantasias como qualquer outra pessoa.

Mas a forma como Valentina me atrai...

Me instiga.

Me seduz.

Quando estou diante dela, meu corpo responde de forma espontânea, natural, quase por instinto. Sinto-me plenamente viva.

Mas o que sinto por Valentina vai muito além do desejo carnal.

É impossível separar uma coisa da outra.

Nossa história fortalece tudo o que estamos vivendo.

Cada conversa.

Cada sorriso.

Cada abraço.

Cada gesto de cuidado.

Tudo isso faz com que eu a deseje ainda mais.

E existe algo que me toca profundamente.

A forma como ela trata Alice, o carinho com que conversa com ela, a paciência, a delicadeza e o amor sincero que demonstra sem precisar fazer esforço algum.

Valentina nunca tenta impressionar.

Ela simplesmente é assim.

Luiza

Generosa, carinhosa e atenciosa.

Ver ela e Alice, as duas juntas aquecem meu coração de um jeito que nem consigo colocar em palavras.

Talvez tenha sido justamente nesse momento que eu entendi que não me apaixonei apenas pela mulher linda que está diante de mim.

Apaixonei-me pela pessoa extraordinária que ela é.

Pela segurança que transmite.

Pela paz que sinto quando estou em seus braços.

Pela maneira como respeita meu tempo, meus limites e minhas inseguranças, sem jamais me fazer sentir pressionada.

Pensar na possibilidade de fazermos amor ainda desperta um leve nervosismo dentro de mim.

É inevitável.

Faz tanto tempo que não vivo uma intimidade assim.

Ao mesmo tempo, confio plenamente em Valentina.

Sei que, quando esse momento chegar, será uma descoberta para nós duas.

Eu amei e fui amada outras vezes.

Não tenho muitas experiências.

Mas é o bastante para eu entender que, com Valentina, meu corpo reage de uma maneira muito diferente.

Muito mais intensa.

É algo que nunca senti.

Ela me desperta.

Ela me envolve.

E isso é muito bom.

Cada mulher possui sua própria maneira de amar, de tocar, de acolher e de despertar sensações.

Cada uma é única.

Eu conheço o meu corpo.

Conheço minhas emoções.

Mas é curioso perceber que sinto vontade de descobrir o corpo de Valentina com a mesma delicadeza com que ela parece querer descobrir o meu.

Sem pressa.

Sem cobranças.

Apenas permitindo que tudo aconteça no tempo certo.

Cada beijo faz um calor delicioso percorrer meu corpo inteiro.

Seu toque arrepia minha pele.

Seu abraço me faz sentir protegida.

Seu olhar parece enxergar partes de mim que ninguém jamais viu.

Valentina sorri com tranquilidade.

Conversa com segurança.

Sabe exatamente o que quer, mas nunca deixa de respeitar o meu ritmo.

E talvez seja justamente isso que me faça me entregar cada vez mais profundamente.

Neste instante, não existe vergonha.

Não existe constrangimento.

Existe confiança.

Desejo.

Carinho.

E a certeza cresce silenciosamente dentro de mim a cada segundo.

Eu a quero muito.

Quero viver cada descoberta ao lado dela.

Quero construir nossos momentos.

Nossas primeiras vezes.

Quero compartilhar cada sorriso, cada abraço, cada conquista e cada novo passo, sabendo que estou exatamente onde meu coração sempre desejou estar.

Valentina

Na sala.

- Quer dançar, Luiza?

Luiza sorriu e concordou.

- Sim... eu quero, Valentina. Eu adoro dançar! Faz muito tempo que não danço.

Sorrimos uma para a outra.

Fui até o aparelho de som, escolhi uma música suave e deixei que a melodia preenchesse a sala. Em seguida, voltei para perto dela.

Nossos olhares se encontraram imediatamente.

Luiza me encarava de um jeito que parecia prender todos os meus sentidos. Seus olhos brilhavam, carregados de emoção, curiosidade e um desejo silencioso que aquecia meu peito.

Meu coração acelerou.

Eu queria avançar e diminuir toda a distância entre nós, mas também sabia que fazia muito tempo que ela não se permitia viver algo assim.

Não queria apressar nenhum sentimento.

Quero ir devagar.

No tempo de Luiza.

Quero que cada toque, cada olhar e cada beijo se transformem em lembranças inesquecíveis.

Luiza

Valentina me hipnotizava sempre que me olhava daquela forma.

Dei um pequeno passo em sua direção e a abracei com carinho.

Valentina sorriu e abriu os braços para mim.

Nos olhamos.

Começamos a dançar lentamente pela sala, embaladas pela música.

Aproximei ainda mais meu corpo do dela.

Assim que nos abraçamos, senti nossos seios se tocarem por cima da roupa, despertando um arrepio que percorreu minha pele inteira.

Valentina manteve uma das mãos firme em minha cintura, enquanto a outra deslizou lentamente pelas minhas costas em uma carícia delicada, segura e cheia de ternura.

Seu toque era firme e, ao mesmo tempo, incrivelmente suave, despertando sensações que eu jamais havia experimentado. E outras que, apesar de conhecer, fazia muito tempo que não sentia.

Dentro de mim existia um misto de curiosidade, ansiedade e uma vontade enorme de me aproximar ainda mais.

Valentina

Enquanto dançávamos, aproximei meus lábios do ouvido de Luiza.

- Tão linda...

Luiza passou os braços ao redor do meu pescoço, enquanto eu enlacei sua cintura.

Sorri.

Ela aproximou o rosto do meu e depositou selinhos demorados sobre meus lábios.

Minha voz saiu baixa, quase um sussurro.

Luiza me abraçou ainda mais apertado.

- Adoro te abraçar, Valentina.

Ela sorriu.

- Você é tão cheirosa...

Luiza estava entregue.

Leve.

Sem dizer mais nada, apenas a conduzi com delicadeza.

Nossos corpos permaneciam próximos, embalados pelo ritmo tranquilo da música.

Ela suspirou.

Meus dedos subiram lentamente por seu braço em carícias suaves.

A calma daquele instante nos envolvia completamente.

Cada toque parecia conversar com nossas almas.

Levei a mão até seu rosto.

Assim que meus dedos acariciaram sua bochecha, percebi sua respiração se intensificar.

Luiza fechou os olhos por um instante, entregando-se àquele momento.

Então ergueu lentamente a mão e a acomodou na lateral do meu pescoço.

Sua pele estava quente.

Nossa respiração se encontrava, misturando-se entre nós.

Nossos lábios permaneceram separados por poucos centímetros.

Ela passou delicadamente o polegar sobre minha boca, como se quisesse decorar cada detalhe do meu rosto.

Meus lábios se entreabriram involuntariamente.

Apertei um pouco mais sua cintura.

Nossos olhares voltaram a se encontrar.

Minha mão deslizou lentamente por suas costas, em uma carícia tranquila que fez um arrepio percorrer meu corpo.

Não havia pressa.

Só existia aquele momento.

Aproveitamos cada segundo.

Cada batida do coração nos aproximava um pouco mais.

Nossos lábios finalmente se encontraram.

O beijo começou lento.

Cuidadoso.

Como se estivéssemos descobrindo pela primeira vez.

Luiza correspondeu imediatamente, entregando-se aos meus carinhos com todo o corpo.

Aos poucos, o beijo ganhou intensidade, sem perder a delicadeza.

Era um beijo cheio de carinho, de desejo contido e de uma entrega silenciosa que dispensava qualquer explicação.

Meu coração e o de Luiza batiam acelerados, como se acompanhassem o mesmo ritmo.

Seu toque despertava arrepios por todo o meu corpo.

Parecia que cada parte de mim despertava ao sentir sua proximidade.

O beijo terminou apenas para recomeçar.

Nossos lábios voltavam a se procurar em selinhos demorados.

Luiza sorriu entre uma respiração e outra.

Eu sorri também.

Luiza

Valentina me puxou um pouco mais para perto.

O calor da sua pele despertava em mim um desejo tão bom.

Voltamos a nos beijar.

Depois, nossas testas se tocaram.

Nossos narizes se roçaram de leve.

Em seguida, mais um beijo.

Mais lento.

Mais calmo.

Até que fomos diminuindo o ritmo, trocando apenas selinhos demorados e sorrisos apaixonados.

Valentina acariciou meu rosto.

- Tudo bem, Luiza?

Sorri, ainda tentando recuperar o fôlego.

- Sim... muito bem, Valentina.

Ela sorriu daquele jeito que fazia meu coração disparar.

- Vem... vamos sentar no sofá?

Assenti, sem desviar os olhos dos dela.

- Sim.

Paramos de dançar.

Valentina segurou minha mão e me conduziu até o sofá.

Sentamos lado a lado no sofá.

Ela virou o corpo levemente na minha direção, puxou-me para mais perto e voltou a me beijar com delicadeza.

Sorri.

Nossos lábios se encontravam com calma, como se ainda estivéssemos aprendendo o ritmo uma da outra.

Suas mãos deslizavam lentamente sobre meu corpo, por cima da roupa, em carícias suaves e cheias de carinho.

Fechei os olhos.

Respirei profundamente.

Senti cada toque.

Entreguei-me àquele momento.

Antes que nossos lábios se encontrassem outra vez, ela encostou delicadamente a ponta do nariz no meu, arrancando de mim um sorriso espontâneo.

Meu coração acelerou.

Ela acariciou meu rosto com a ponta dos dedos, sustentando meu olhar por alguns segundos, como se quisesse guardar aquele instante para sempre.

Arfei baixinho.

Tudo o que eu queria era continuar ali, sem pressa, perdida na intensidade daquele momento.

Percebendo minha entrega, Valentina voltou a me beijar com ainda mais carinho.

Nossas mãos passeavam uma pela outra por cima das roupas, descobrindo pequenos gestos de afeto e proximidade.

Levei uma das mãos até sua nuca, entrelacei os dedos em seus cabelos e a conduzi delicadamente para que nossos olhares voltassem a se encontrar.

Ela sorriu.

Um sorriso cheio de cumplicidade, leve e irresistível.

Sorri de volta e, sem conseguir resistir, beijei-a outra vez.

Ela me envolveu em um abraço firme e acolhedor, aproximando ainda mais nossos corpos.

Suspirei contra seus lábios.

Ela interrompeu o beijo apenas o suficiente para espalhar pequenos beijos pelo meu rosto, demorando-se em minha testa, na minha bochecha e na curva do meu pescoço.

Fechei os olhos.

Minha respiração ficou mais intensa.

O som suave da música parecia desaparecer, enquanto eu ouvia apenas as batidas aceleradas do meu coração e a respiração tranquila de Valentina bem perto de mim.

Ela aproximou os lábios do meu ouvido e sussurrou:

- Você é linda.

Fez uma breve pausa.

- Gostosa.

Sorri involuntariamente.

Então, sua voz voltou a soar baixa e carinhosa.

- Maravilhosa.

Um arrepio percorreu meu corpo inteiro.

Naquele instante, tive a certeza de que nunca havia me sentido tão segura, tão desejada e, ao mesmo tempo, tão profundamente querida.

Valentina

Sinto o corpo de Luiza junto ao meu.

Seus olhos dizem muito mais do que suas palavras.

Existe curiosidade.

Existe desejo.

Existe vontade.

Mas, acima de tudo, existe confiança.

E é justamente isso que faz meu coração se render a ela todos os dias.

A vida tem me ensinado muitas coisas.

Aprendi que não existe demonstração de afeto maior do que respeitar o tempo da pessoa que está ao nosso lado.

Eu poderia conduzir esse momento.

Diminuir a distância entre nós sem dificuldade.

Mas não quero que Luiza se entregue porque eu a conduzi.

Quero que ela venha porque sente vontade.

Porque se sente segura.

Porque sabe que pode confiar em mim.

Cada passo que ela dá em minha direção vale muito mais do que qualquer impulso.

Quero que todas as suas primeiras vezes sejam lembradas com carinho.

Sem medo.

Sem culpa.

Sem qualquer sombra do passado.

Quero ser o lugar onde ela se encontra.

Onde se sente acolhida.

Onde se encanta.

Não apenas pelo desejo.

Embora eu a deseje.

E muito.

Luiza desperta em mim algo diferente.

Mais intenso.

Seu sorriso me desmonta.

Seu jeito delicado me faz querer protegê-la, abraçá-la e mostrar que ela nunca mais precisará enfrentar nada sozinha.

Entre nós nasceu uma conexão bonita, sincera e natural.

Simplesmente aconteceu.

Quando olho para Luiza, não enxergo apenas a mulher por quem estou completamente encantada.

Também vejo uma mãe dedicada.

Corajosa.

Forte.

Uma mulher que enfrentou tantas dificuldades e, ainda assim, nunca deixou de amar, de cuidar e de seguir em frente.

E, a cada dia que passa, tenho ainda mais certeza de que é ao lado dela que quero viver todas as nossas próximas descobertas.

Uma mulher que enfrentou dores, preconceitos e inseguranças, mas que nunca deixou de cuidar e amar a pequena Alice.

Isso a torna ainda mais admirável.

Meu desejo por ela existe.

É intenso.

Mas caminha lado a lado com o respeito.

Com a paciência.

Com o cuidado.

Quero descobrir cada detalhe de Luiza no tempo certo.

Cada momento fortalece ainda mais a confiança que construímos uma na outra.

Que cada abraço faça com que ela tenha ainda mais certeza de que está segura comigo.

Não tenho pressa.

O sentimento verdadeiro não corre.

Ele amadurece.

Seguro sua mão, acaricio delicadamente seu rosto e, caminhando ao seu lado, faço uma promessa silenciosa para mim mesma.

Estou gostando muito de Luiza.

E admiro profundamente a delicadeza com que ela cuida de Alice.

Porque, no instante em que elas entraram na minha vida, deixaram de ser apenas parte da minha história.

Elas se tornaram muito importantes para mim.

Sentadas no sofá, puxo Luiza delicadamente para o meu colo.

Ela apoia um dos braços sobre o meu ombro enquanto aproximei meu rosto do dela.

Luiza esfrega lentamente o rosto no meu, espalhando pequenos beijos pela minha bochecha e pelo meu nariz, enquanto levo uma das mãos até sua nuca e a acaricio com delicadeza.

Fecho os olhos, permitindo-me sentir cada uma daquelas sensações.

Aproximo meus lábios dos dela e inicio um beijo lento.

Depois de alguns instantes, sinto sua língua tocar delicadamente meu lábio inferior antes de capturá-lo entre os lábios.

Um gemido baixo escapa da minha boca.

Reajo puxando-a um pouco mais para mim, mantendo suas pernas acomodadas sobre o meu colo.

Mesmo através das roupas, sinto nossos corpos se encontrarem, despertando um arrepio que percorre cada parte de mim.

Aprofundo o beijo, segurando sua nuca com mais firmeza.

Minhas mãos apertam suavemente suas coxas, diminuindo ainda mais a distância entre nós.

Cada segundo parecia aumentar a intensidade daquele momento, carregado de carinho, paixão e de uma química que nos envolvia por completo.

Enquanto nos beijávamos, sua mão deslizou lentamente até meu seio, acariciando-o por cima da roupa antes de envolvê-lo com delicadeza na palma da mão.

Suspirei contra seus lábios.

A sensação despertava um calor delicioso por todo o meu corpo.

Meu coração batia acelerado, enquanto o desejo crescia de forma natural, fazendo cada toque parecer ainda mais intenso.

Luiza movimentou lentamente o corpo sobre o meu colo, arrancando de mim mais um suspiro.

Com a mão livre, afastei delicadamente seus cabelos e distribuí beijos suaves por seu pescoço.

Ao mesmo tempo, senti sua mão deslizar até meu quadril, por baixo da blusa, aproximando-nos ainda mais.

Mantive as carícias com delicadeza, deixando que cada beijo e cada toque falassem por nós.

Luiza gemeu baixinho e apertou de leve minha cintura, fazendo um arrepio percorrer meu corpo inteiro.

Valentina

Eu puxei Luiza para que ficasse ainda mais encaixada no meu colo.

Minha mão apertava suavemente sua pele, enquanto a acariciava com delicadeza.

Luiza estava sentada de frente para mim.

Ela segurou meus cabelos pela nuca, fazendo-me erguer levemente o rosto.

Então se inclinou e voltou a encontrar meus lábios.

Correspondi imediatamente ao beijo.

Minhas mãos a incentivavam a permanecer perto de mim, diminuindo cada vez mais a distância entre nossos corpos.

Luiza

Aos poucos, diminuímos a intensidade do beijo.

Nossos lábios se separaram, mas permanecemos muito próximos um do outro.

Valentina me observou por alguns instantes, percorrendo meu rosto com o olhar.

Em seguida, afastou delicadamente uma mecha do meu cabelo para o lado e depositou beijos suaves em meu pescoço e em meu colo.

Meu coração parecia queimar dentro do peito.

Cada carinho aumentava ainda mais o desejo que eu sentia por ela.

Seu olhar intenso e sua respiração denunciavam que ela também estava profundamente envolvida por aquele momento.

Sorri.

Levei delicadamente as mãos até seus ombros e a conduzi para que se acomodasse contra o encosto do sofá.

Seus olhos estavam brilhantes, completamente tomados pela emoção.

Passei a mão pelo seu rosto e aproximei novamente minha boca da dela.

Com os lábios quase encostados nos seus, sussurrei:

- Valentina... vamos para o seu quarto?

Afastei-me apenas o suficiente para esperar sua resposta.

Valentina abriu um sorriso que fez um arrepio percorrer meu corpo inteiro.

Era impossível não reagir ao jeito como ela me olhava.

Naquele instante, havia apenas nós duas.

O desejo crescia de forma natural, acompanhado pela confiança, pelo carinho e pela certeza de que estávamos vivendo algo muito especial.

Sentia-me completamente entregue.

E nunca, em toda a minha vida, eu havia me senti tão desejada e tão feliz por compartilhar aquele momento com outra mulher.

Valentina

Levantei-me devagar.

Segurei suas mãos entre as minhas e beijei delicadamente seus dedos.

- Luiza... espera só um minutinho. Antes, eu quero te fazer um pedido.

Luiza me olhou curiosa, mas apenas assentiu.

- Um pedido, Valentina?

Olhei para ela com um sorriso misterioso.

Caminhei até a cômoda na sala.

Abri-a lentamente.

Lá dentro, envolvida por um pequeno tecido de veludo, estava uma caixinha que eu guardava com muito carinho.

Voltei para perto dela, segurei suas mãos e a conduzi até o sofá fazendo com que se sentasse ao meu lado.

- Luiza, antes de qualquer coisa... existe algo que eu preciso fazer.

Ela inclinou levemente a cabeça.

- Valentina... o que foi?

Senti meus olhos marejarem.

Sorri e abri a caixinha.

Dentro dela havia um delicado anel de ouro amarelo, com uma pequena pedra verde que brilhava suavemente sob a luz do abajur.

Passei os dedos sobre a joia antes de começar a falar.

- Luiza, minha avó me deu um conjunto de joias quando ainda era viva.

Minha voz embargou por um instante.

- Ela dizia que essas joias deveriam acompanhar os momentos mais importantes da minha vida.

Sorri entre as lágrimas.

- Eram duas pulseiras, um colar e este anel.

Olhei para Luiza.

- Uma das pulseiras eu dei para a Alice. Queria que ela tivesse uma lembrança minha para sempre.

- A outra pulseira ficou comigo.

- O colar eu continuo guardando.

Respirei profundamente.

- Mas este anel... eu sempre soube que entregaria para a mulher que fizesse meu coração acreditar novamente no amor verdadeiro.

Segurei delicadamente sua mão.

- Você, Luiza, chegou à minha vida quando eu menos esperava.

- Você virou meu mundo de cabeça para baixo... e, ao mesmo tempo, colocou tudo no lugar.

Sorri, emocionada.

- Você trouxe alegria para os meus dias.

- Fez meu coração voltar a sonhar.

- Me mostrou que ainda vale a pena acreditar no amor.

- E, sem perceber, você se tornou o meu lugar de paz.

Uma lágrima escorreu pelo rosto de Luiza.

Levei a mão até sua face e enxuguei-a com carinho.

- Valentina...

Sorri.

- Luiza... você aceita namorar comigo?

Aproximei-me e beijei delicadamente seus lábios.

- Quer ser a minha namorada?

O silêncio tomou conta do quarto por alguns segundos.

Luiza levou a mão à boca.

Seus olhos estavam completamente cheios de lágrimas.

Ela balançou a cabeça, incapaz de responder imediatamente.

Então riu entre o choro.

- Meu Deus...

Segurou meu rosto com as duas mãos.

- Valentina... você conseguiu me deixar sem palavras.

Meu coração parecia querer sair do peito enquanto eu aguardava sua resposta.

Foi então que ela sorriu através das lágrimas.

- Sim.

Fez uma pequena pausa.

- Sim...

Sua voz falhou de emoção.

- Mil vezes sim.

- Eu aceito namorar com você, Valentina.

- Aceito ser sua namorada hoje... e escolher você todos os dias da minha vida.

Sorri chorando.

Deslizei cuidadosamente o anel em seu dedo.

Sorri novamente.

- Ficou um pouquinho largo... mas depois podemos ajustá-lo.

Luiza admirou a joia em sua mão.

- Ele é lindo, Valentina.

- Delicado.

Voltou a me olhar com os olhos brilhando.

- Mas o que o torna ainda mais precioso é a história que ele carrega.

Nos abraçamos demoradamente.

Permanecemos assim por longos instantes.

Sem pressa.

Apenas sentindo nossos corações baterem no mesmo ritmo.

Depois de alguns segundos, Luiza sorriu.

- Acho que agora chegou a minha vez.

Franzi a testa, surpresa.

- Sua vez?

Ela assentiu.

- Valentina... eu também preparei uma surpresa para você.

Sorriu de um jeito tímido.

- Espera só um pouquinho. Já volto.

Luiza se levantou e foi até onde estava a sua bolsa, observei que ela abriu e cuidadosamente.
etirou uma pequena caixinha.
E me entregou sorrindo.

Valetina

Meu coração acelerou outra vez.

Ela respirou fundo antes de abri-la.

Dentro havia um colar finíssimo de ouro.

No centro, um delicado pingente em forma de coração, com uma pequenina pedra azul.

Luiza acariciou a joia antes de falar.

- Essa pedra azul representa a cor principal do autismo.
calma, tranquilidade, segurança.

Senti meus olhos marejarem novamente.

Luiza continuou.

- Desde que você entrou na minha vida... e na vida da Alice... tudo ficou mais leve.

- Valentina, você nos acolheu com tanto carinho. Você é a minha sorte.

- Cuida de nós sem esperar nada em troca.

Sorri emocionada.

- Luiza...

Ela sorriu de volta.

- Você é uma mulher linda, generosa e maravilhosa, Valentina.

Balancei a cabeça, emocionada.

- Eu não sou perfeita, meu bem.

Ela segurou minhas mãos.

- Eu sei.

- E é justamente isso que faz você ser tão especial.

Respirou fundo antes de continuar.

- Essa pedra tem um significado muito bonito para mim.

- Ela representa a Alice.

- Representa a forma como você a abraçou, a respeitou e a amou desde o primeiro momento.

Sua voz tremia de emoção.

- Mas ela também representa você.

- Porque trouxe calma para a minha vida.

- Trouxe esperança.

- Trouxe amor.

Ela ergueu delicadamente o colar.

- Valentina... você aceita usar este colar e ser oficialmente a minha namorada também?

Sorri sem conseguir conter as lágrimas.

- Aceito.

- Mil vezes aceito.

Ela colocou o colar em meu pescoço com todo o cuidado do mundo.

Levei a mão até o pingente e sorri.

- Que presente lindo, Luiza...

Ela acariciou meu rosto.

- Este colar vai lembrar você, todos os dias, do quanto é importante para mim.

Sorri.

- E vai lembrar que, a partir de hoje, não somos apenas eu e você.

Ela riu entre as lágrimas.

- Somos nós três.

- Eu...

- Você...

- E o meu pacotinho.

Sorri.

- Alice.

- Sim.

Nos abraçamos com força.

Luiza

Aproximei o colar do pescoço de Valentina.

Com mãos delicadas, afastei seus cabelos e fechei o fecho atrás da sua nuca.

Em seguida, inclinei-me e depositei um beijo suave em sua pele.

Valentina

Arrepiei-me por inteiro.

Assim que Luiza tocou minha pele, estremeci.

Levei a mão até o pingente.

Era delicado.

Perfeito.

Mas o verdadeiro valor estava no significado que ele carregava.

Olhei para Luiza.

- Eu nunca recebi um presente tão especial.

Luiza sorriu.

- Porque ele foi escolhido com o coração.

Segurei novamente suas mãos.

- Luiza... obrigada por me permitir fazer parte da sua vida e por confiar em mim para amar a Alice.

Ela balançou a cabeça.

- Não existe esforço em amar a Alice.

Sorriu com ternura.

- Ela já faz parte da minha vida.

Fez uma breve pausa antes de completar:

- E você também.

Nossos olhares se encontraram.

Aproximei meu rosto do dela.

Encostei nossa testa.

- Luiza, eu gosto muito de você.

Ela fechou os olhos.

Um sorriso iluminou seu rosto.

- Eu também gosto muito de você, Valentina.

As lágrimas deram lugar aos sorrisos.

Luiza

Naquele instante, entre duas joias carregadas de significado, eu e Valentina estávamos completamente entregues uma à outra.

Ali nascia, oficialmente, o começo do nosso namoro que nós duas desejamos e merecemos viver.

É o início de uma nova história.

Talvez a mais bonita de todas.

Valentina sorriu.

Num impulso, levantei-me.

Valentina fez o mesmo.

Segurou minha mão, com carinho entrelaçou nossos dedos e caminhamos pelo corredor em direção ao quarto.
Paramos diante da última porta e ela voltou-se para mim.

Colocou delicadamente as mãos em minha cintura.

Levei as minhas mãos até seu rosto.

- Tudo bem, Luiza? - Valentina perguntou num sussurro.

Assenti.

- Sim. Valentina.

Ela sorriu.

- Então... vamos, temos muitas outras coisas para mostrar uma para a outra.

Dei-lhe um selinho.

Ela a abriu e, com um gesto delicado, deu passagem para que eu entrasse primeiro.

Antes de cruzarmos a porta, ela voltou a falar.

Sua voz era doce, mas firme.

- Luiza... se você não quiser fazer nada, está tudo bem, viu?

Luiza

Naquele momento, meu coração batia tão forte que mal conseguia organizar os pensamentos.

Mesmo assim, respirei fundo antes de responder.

Antes disso, da porta, olhei ao redor do quarto.

Um perfume suave tomava conta do ambiente. A luz do abajur estava acesa, deixando o ambiente ainda mais lindo.

Meus olhos seguiram até a cama.

Ela estava cuidadosamente arrumada, com lençóis brancos impecáveis e travesseiros com fronhas da mesma cor.

Sobre a mesinha de cabeceira havia um delicado arranjo de flores.

Sorri.

Respirei profundamente.

Valentina percebeu meu sorriso e sorriu também.

Aproximei-me dela.

Desenhei seus lábios com a ponta do polegar, sem desviar os olhos dos seus.

Valentina fechou os olhos ao sentir meu toque.

- Valentina... eu quero.

Minha voz saiu quase como um sussurro.

Ela abriu os olhos e me olhou com ternura.

- Luiza... só quero que você saiba que, se mudar de ideia, se quiser parar ou simplesmente esperar mais um pouco, você pode me dizer em qualquer momento.

Assenti sem hesitar.

- Valentina, eu tenho certeza do que quero.

Segurei suas mãos.

- Eu confio em você.

Ela sorriu, emocionada.

Valentina

Entramos, fechei a porta, segurei delicadamente as mãos de Luiza.

Sentei-me na cama, enquanto Luiza permaneceu de pé diante de mim.

Ergui o olhar lentamente.

Por alguns instantes, apenas a admirei.

Ela sorria daquele jeito bonito que fazia meu coração perder o compasso.

Respirei fundo.

Eu tinha imaginado aquele momento tantas vezes.

Mas agora Luiza estava ali, diante de mim.

Real.

Sorrindo para mim.

E percebi que a realidade conseguia ser ainda mais bonita do que qualquer sonho que eu já tivesse imaginado.

O beijo que veio em seguida tinha o gosto das nossas lágrimas, da emoção e da felicidade.

Naquele instante, tivemos a certeza de que não estávamos apenas começando um namoro.

Estávamos começando uma linda história de amor.

Continua...🔥🔥

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