The Singer and Player

By JfcvulgoBatata

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Essa uma história que eu fiz da Sabrina por eu ser muito fã e admirar o trabalho e as músicas dela, juntando... More

CAPÍTULO 2
CAPÍTULO 3
CAPÍTULO 4
CAPITULO 5
CAPÍTULO 6
CAPÍTULO 7
CAPÍTULO 8
CAPITULO 9
CAPITULO 10
CAPÍTULO 11
CAPÍTULO 12
CAPÍTULO 13
CAPÍTULO 14
CAPÍTULO 15
CAPÍTULO 16
CAPÍTULO 17
CAPÍTULO 18
CAPÍTULO 19
CAPÍTULO 20
CAPÍTULO 21
CAPÍTULO 22
CAPÍTULO 23
CAPÍTULO 24
CAPÍTULO 25
CAPÍTULO 26
CAPÍTULO 27
CAPÍTULO 28
CAPÍTULO 29
CAPÍTULO 30
CAPÍTULO 31
CAPÍTULO 32
CAPÍTULO 33
CAPÍTULO 34
CAPÍTULO 35
CAPÍTULO 36
CAPÍTULO 37
FIM

CAPÍTULO 1

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By JfcvulgoBatata

A poeira de confetes amarelos e vermelhos ainda pairava no ar do estádio quando o anúncio ecoou pelos alto-falantes, abafando o barulho ensurdecedor da torcida do Kansas City Chiefs.

​Lá estava James Smith. Em apenas seu terceiro ano na NFL, ele segurava o primeiro troféu Super Bowl de sua carreira. E, modéstia à parte, cada polegada daquele título fora conquistada com o suor e a raça de quem sabia o preço de estar ali.

​- É com enorme prazer que eu anuncio o MVP do Super Bowl LXI: JAMES SMITH! - bradou o comissário da liga, apontando em sua direção. - Por favor, nos dê uma palavra sobre essa conquista histórica.

​James ajustou o boné de campeão e se aproximou do microfone no centro do palco improvisado. O troféu Vince Lombardi brilhava ao seu lado, refletindo as luzes dos refletores e os mil flashes que o cercavam. Ao fundo, seus companheiros de equipe gritavam seu nome, empurrando-se em festa.

​- Boa noite a todos! Como vocês sabem... eu sou o James - disse ele, fazendo uma pausa dramática bem calculada.

​A plateia e os repórteres caíram no riso.

​- Sei que vai soar bem clichê, mas obviamente eu não estaria aqui hoje se não fosse por toda a organização do Kansas City Chiefs. Esse time maravilhoso me acolheu desde o primeiro dia. Ao Andy Reid, meu eterno obrigado por ter confiado em mim quando tantos outros me subestimaram por conta da minha altura e da minha idade... Ao Patrick, obrigado por confiar tantas bolas difíceis nas minhas mãos ao longo da temporada. E ao Trav... cara, obrigado por ter aparecido para aquele último bloqueio. Se não fosse por você, eu estaria saindo daqui direto para uma maca no hospital!

​O estádio inteiro respondeu com uma salva de palmas e gritos entusiasmados. O comissário da NFL sorriu, entregando oficialmente o troféu de MVP a James.

​- Senhoras e senhores... James Smith!

​Assim que James se afastou do microfone, Patrick Mahomes apareceu primeiro, segurando uma garrafa de champanhe já aberta e espirrando espuma para todos os lados.

​- Cara... eu falei que você ia ser especial desde o primeiro dia de training camp! - disse Mahomes, envolvendo James num abraço apertado e caloroso. - Hoje você provou isso pra todo mundo. E obrigado por facilitar o meu trabalho, irmão. Você agarra qualquer bola que eu jogue na sua direção.

​Antes que pudessem terminar o abraço, Travis Kelce se aproximou rindo alto, ostentando seu sorriso largo e marcante.

​- Espera aí! - protestou Kelce, apontando para James. - Eu salvo a sua vida com aquele bloqueio no último quarto e ganho só uma menção honrosa no discurso? Isso merece uma rodada de cerveja por, no mínimo, um ano inteiro!

​Os dois se abraçaram forte, rindo, enquanto os fotógrafos disparavam sem parar.

​Em meio ao caos festivo, a figura serena de Andy Reid caminhou lentamente até James. O técnico lendário colocou a mão no ombro do jovem jogador.

​- Você se lembra do que eu te disse no dia em que te draftamos? - perguntou Andy, com o olhar firme e paternal.

​James assentiu com um meio sorriso.

​- "Não deixe ninguém dizer o que um jogador de 1,75 m pode ou não fazer."

​Andy sorriu por trás do bigode característico.

​- Hoje você deu a resposta perfeita para cada um deles.

​Uma repórter na linha de frente levantou o microfone, aproveitando uma brecha no barulho.

​- James! Você terminou a temporada regular como o Jogador Ofensivo do Ano e agora é coroado como o MVP do Super Bowl. Aos 24 anos, você já coloca seu nome entre os maiores da liga. O que vem agora?

​Todas as câmeras se voltaram para ele, aguardando o próximo passo do novo astro do esporte.

​James deu um sorriso de canto, ajeitando o troféu no braço.

​- Bem, não vou mentir... Agora eu só quero descansar e beber bastante com os meus amigos, porque acho que nós merecemos - disse, dando uma leve pausa enquanto a imprensa ria. - Vou tirar uma semana de folga e, depois, já volto firme para a rotina de treinos.

​Após o protocolo de entrevistas e a comemoração no vestiário, os jogadores começaram a dispersar. Os amigos mais próximos de James seguiram para a casa de Travis Kelce e Taylor Swift, que organizavam uma recepção mais íntima para comemorar o título.

​O casal nutria um carinho genuíno por James, tratando-o quase como um membro da família. No entanto, nos últimos tempos, ambos andavam sutilmente preocupados: apesar de seu talento estrondoso e de seu carisma sob os holofotes, a vida pessoal de James fora dos gramados era um verdadeiro mistério fechado a sete chaves.

​- Oi, James! Que bom que você conseguiu vir! - cumprimentou Taylor, assim que o viu cruzar a porta de entrada. Ela o abraçou de forma calorosa. - Tenho uma surpresa para você hoje.

​James franziu o cenho, lançando a ela um olhar desconfiado. Surpresas não eram exatamente algo que ele costumava aguardar com boas expectativas, mas, vindo de Taylor, ele tentou relaxar.

​Antes mesmo que James pudesse questionar, Taylor olhou por cima do ombro dele, em direção ao hall de entrada, e sorriu com cumplicidade.

​- Ah, olha só! Ela acabou de chegar.

​A conversa na sala diminuiu por um instante no exato momento em que a porta da frente se abriu.

​Na entrada surgiu Sabrina Carpenter, recém-chegada de uma viagem de trabalho. Ela ostentava um visual elegantemente descontraído: uma jaqueta de couro preta levemente oversized jogada sobre uma regata branca de gola alta, saia jeans escura de comprimento médio e botas de couro pretas de cano curto, com um cinto fino marcando a cintura. Os cabelos loiros caíam em ondas suaves, e a maquiagem discreta destacava os olhos marcantes e os lábios em tom rosado. Acessórios delicados em ouro complementavam o visual.

​Carregando uma pequena bolsa de ombro preta, ela exibiu um sorriso educado ao ver o ambiente movimentado.

​Taylor caminhou rapidamente até ela e a envolveu em um abraço amigável.

​- Sab! Que bom que você conseguiu vir!

​- Eu jamais perderia a festa do campeão do Super Bowl - respondeu Sabrina, rindo levemente.

​Travis deu um passo à frente, soltando uma risada alta.

​- E eu não perderia a chance de apresentar vocês dois.

​Taylor olhou de James para Sabrina, visivelmente satisfeita com a própria ideia.

​- Sabrina, esse é o James Smith - apresentou ela. Em seguida, voltou-se para o jogador: - James... essa é a Sabrina Carpenter.

​Os dois ficaram frente a frente pela primeira vez. Sabrina deu um passo curto em sua direção e estendeu a mão com um sorriso cordial e genuíno.

​- Parabéns pelo título... e pelo MVP. Foi um jogo simplesmente incrível.

- Eu agradeço, é um prazer conhecê-la - disse James, oferecendo um aperto de mão firme, mas com um toque de timidez.

​- O prazer é todo meu - respondeu Sabrina, encarando-o com um brilho divertido no olhar.

​Taylor, ao notar que o primeiro contato havia sido feito com sucesso, deu um passo para trás.

​- Bem... vou deixar vocês se conhecerem melhor.

​Ela lançou um último sorriso cúmplice para Sabrina e se afastou de mansinho em direção à cozinha.

​Sabrina acompanhou o movimento da dona da casa e depois voltou o rosto para James, com uma expressão totalmente espontânea.

​- Acho que armaram pra gente, James - disse ela, deixando escapar um sorriso leve, sem demonstrar o menor desconforto.

​- Bom... vamos aproveitar para realmente nos conhecermos, então - respondeu ele, relaxando os ombros. - Quanto tempo você vai ficar aqui em Kansas City?

​- Só esta semana. Depois vou direto para Los Angeles para descansar do fim da turnê... Eu só vim para cá porque a Taylor insistiu muito.

​James deu uma leve risada, balançando a cabeça.

​- Então ela usou a mesma tática comigo.

​Sabrina arqueou as sobrancelhas, divertindo-se com a coincidência.

​- E eu achando que a chantagem emocional tinha sido exclusiva!

​Os dois olharam discretamente pelo canto dos olhos para o outro lado da sala. Taylor fingia estar profundamente concentrada em uma conversa com Travis, mas, a cada dez segundos, lançava um olhar curioso na direção deles.

​- Ela nem está tentando parecer discreta - comentou Sabrina, segurando o riso atrás da mão.

​- Nem um pouco.

​Pela primeira vez na noite, os dois riram juntos de forma genuína, quebrando de vez qualquer vestígio de gelo.

​James caminhou até a bancada de bebidas mais próxima, pegou duas taças de refrigerante e ofereceu uma a ela.

​- Eu ainda pretendo dirigir mais tarde, então... hoje estou no zero álcool.

​- Excelente escolha. Eu também passo - aceitou ela, pegando a taça. - Então... campeão do Super Bowl e MVP aos 24 anos. Deve estar sendo uma semana bastante maluca.

​- Um pouco. A cidade inteira parece querer um minuto da minha atenção.

​- É... eu imagino - pontuou Sabrina, desviando o olhar por um segundo com empatia. - Sei exatamente como é a sensação de quando todo mundo quer um pedaço do seu tempo.

​Instalou-se um breve silêncio entre eles - um silêncio confortável, diferente do incômodo de quando não se tem o que dizer.

​- E você? - perguntou James, encostando-se na bancada. - Depois de uma maratona de shows e turnês... o que faz para desligar a cabeça do mundo?

​Sabrina pensou por um instante, rodando o refrigerante na taça.

​- Fico com a minha família quando é possível, assisto a filmes ruins de propósito e tento cozinhar... embora eu não seja nenhuma chef de cozinha - brincou, antes de devolver a pergunta: - E você?

​- Pescar.

​Sabrina congelou com a taça no meio do caminho e arqueou uma sobrancelha.

​- Pescar?

​- É. Eu sei que parece meio sem graça quando eu falo assim - admitiu James, dando um meio sorriso. - Mas sentar na beira de um lago, sem sinal de celular e sem ninguém pedindo fotos a cada dois minutos... é o jeito mais fácil que encontrei para esquecer que existe pressão lá fora.

​O sorriso de Sabrina amoleceu, tornando-se algo muito mais autêntico.

​- Eu definitivamente não esperava por essa resposta.

​- Pois é. Todo mundo espera que a resposta seja videogame, carros ou festas.

​- Confesso que eu estava no grupo que apostava no videogame.

​Ela deu um pequeno gole na bebida e deu uma olhada ao redor da sala movimentada.

​- Bom... acho que a Taylor conseguiu o que queria. Pelo menos a conversa não ficou estranha.

​James sorriu de canto, sustentando o olhar dela.

​- Ainda temos a noite inteira. Não vamos dar esse gostinho a ela de dizer que o plano falhou.

​Sabrina soltou uma risadinha.

​- Combinado! Mas, se ela vier perguntar depois, nós vamos dizer que passamos duas horas inteiras discutindo táticas de futebol americano.

​- Isso com certeza faria ela desistir de tentar bancar a cupido com a gente no futuro.

​Enquanto os dois riam, Sabrina deu meio passo para trás, colocou a mão no peito e adotou uma expressão séria, quase culpada.

​- Ah... eu só não disse para a Taylor uma coisa... Eu estou namorando.

​O sorriso no rosto de James sumiu instantaneamente. Ele piscou algumas vezes, tentando reprocessar as informações.

​- O quê? Sério?

​- Brincadeira! - disparou ela, quebrando a pose e caindo na gargalhada. - Você devia ter visto a sua cara! Foi simplesmente impagável!

​Sabrina cobriu a boca com a mão, tentando conter os risos, enquanto James sentia o rosto esquentar de leve.

​- Qual é o problema, Smith? Já está interessado em mim tão rápido assim?

​James engoliu em seco, sentindo a armadilha se fechar, mas decidiu não recuar. Ele deu um sorriso meio de lado e encarou os olhos azuis dela.

​- Droga... você me pegou.

​A risada de Sabrina parou no ato. Ela arregalou ligeiramente os olhos, pega de surpresa pelo fato de ele não ter negado ou tentado desconversar.

​- Como assim?

​- Fui eu que pedi para a Taylor me apresentar você - soltou ele, sem piscar.

​A expressão de Sabrina mudou para um choque teatral.

​- Peraí... então quer dizer que eu fui a vítima de uma emboscada articulada?!

​James não aguentou mais segurar a postura e começou a rir alto.

​- Agora sou eu que estou zoando com você!

​Sabrina estreitou os olhos, apontando o indicador na direção dele com um sorriso desconfiado.

​- Sei não, hein... Achei essa sua desculpa muito suspeita, Smith!

​Antes que James pudesse rebater, Taylor surgiu do nada entre os dois, surgindo com um sorriso triunfante que denunciava que ela estava espionando a conversa há vários minutos.

​- E então? Como está indo? Sou uma boa cupido ou não?

​Sabrina cruzou os braços, tentando encarar Taylor com firmeza, mas segurando o riso.

​- Você é uma péssima atriz, Taylor. Ficou olhando pra gente a noite inteira!

​Taylor levou a mão ao peito, simulando uma indignação perfeita.

​- Eu?! Jamais! Eu estava apenas... avaliando a decoração.

​James deu uma risada baixa.

​- O Travis também não ajudou muito. Toda vez que eu olhava para a cozinha, ele estava me encarando.

​Nesse exato momento, Travis apareceu ao lado de Taylor segurando um prato de petiscos.

​- Ei! Eu só queria saber se vocês já tinham começado a discutir ou se ainda estavam na fase da educação.

​- Discutir? - perguntou Sabrina, divertida.

​- A Taylor vive dizendo que as melhores histórias de amor começam com duas pessoas se implicando - entregou Travis, pegando um salgado do prato.

​Taylor deu um leve empurrão no braço do namorado.

​- Travis! Não entrega a minha estratégia!

​Sabrina olhou para James com um brilho cúmplice nos olhos.

​- Pelo menos uma coisa deu certo nisso tudo.

​- O quê? - perguntou James.

​- Você consegue entrar na brincadeira sem levar tudo para o lado pessoal.

​Ele deu de ombros, mantendo o tom descontraído:

​- Depois de encarar defensive backs de 100 quilos toda semana querendo me derrubar, umas piadas não assustam tanto.

​Sabrina soltou uma risada sincera. Taylor, percebendo que a energia entre os dois estava fluindo de maneira totalmente natural, achou melhor não pressionar mais.

​- Tá bom, tá bom... vou deixar vocês dois em paz.

​Antes de se afastar, porém, ela apontou o dedo indicador primeiro para James e depois para Sabrina, em um tom de aviso brincalhão:

​- Só não fiquem a festa inteira parados neste canto! Tem música, comida e pessoas para vocês conversarem.

​- Sim, senhora. Pode deixar, mãe - respondeu Sabrina, em tom provocativo.

​Taylor revirou os olhos com um sorriso e puxou Travis de volta para o meio da sala.

​Assim que os dois ficaram sozinhos novamente, James olhou para Sabrina, ajeitando a postura.

​- Então... acho que sobrevivemos com sucesso à primeira investida da cupido.

​Sabrina deu um último gole no refrigerante e sorriu de canto.

​- Acho que sim. Mas tenho a leve impressão de que eles não vão desistir tão cedo.

- Bem, vamos indo lá com o pessoal então - sugeriu James.

​Sabrina acenou com a cabeça, concordando com um sorriso. James ofereceu o braço de forma cavalheiresca e ela o segurou sem hesitar. Juntos, os dois caminharam de volta para o centro da sala.

​Ao verem os dois chegando de braços dados, a conversa do grupo cessou quase instantaneamente. Alguns companheiros de equipe trocaram olhares confusos e surpresos.

​- Ei, James! Não acredito que você estava escondendo que estava namorando! - disparou um dos jogadores do Chiefs, indignado.

​James sustentou uma cara totalmente séria e respondeu na lata:

​- Vocês nunca perguntaram.

​Os olhares da sala ficaram ainda mais assustados e perplexos. Antes que a mentira fosse longe demais, Sabrina olhou para ele com um sorriso doce e soltou, em tom brincalhão:

​- Amor, não fala isso... Se não, eles vão acreditar de verdade que estamos namorando!

​A sala inteira congelou por um segundo. Patrick Mahomes arregalou os olhos.

​- Espera... o quê?!

​Alguns jogadores se olharam, tentando processar se tinham perdido algum capítulo importante daquela história. James manteve a fisionomia impassível por mais dois segundos... até que um sorriso de canto o traiu.

​- Relaxem, pessoal.

​Antes que ele pudesse terminar, Sabrina caiu na gargalhada e entrou na brincadeira:

​- Gente, era piada!

​Os dois começaram a rir juntos ao mesmo tempo. Travis levou a mão à testa, balançando a cabeça.

​- Eu sabia! Eu conheço esse sorriso do James! Quando ele faz essa cara de pau, é porque vem alguma besteira.

​Taylor soltou uma gargalhada alta.

​- Vocês dois conseguiram enganar a sala inteira por uns cinco segundos!

​Patrick apontou o dedo para James, indignado.

​- Cara, eu já estava aqui surtando: "Como assim esse moleque arrumou uma namorada e não contou pra ninguém no vestiário?!"

​- Eu também! - concordou Travis. - Estava até me sentindo ofendido!

​Sabrina ainda limpava uma lágrima no canto do olho, rindo da reação de todos.

​- A cara de vocês foi boa demais! Valeu cada segundo.

​Taylor olhou para os dois com o queixo apoiado na mão, comentando em tom divertido:

​- Vocês descobriram rápido demais que funcionam muito bem como dupla... pelo menos quando o assunto é pregar peças nos outros.

​James deu de ombros, jogando a culpa para o lado:

​- A culpa foi dela. Ela quem começou.

​- Ei! - protestou Sabrina, rindo e dando um leve empurrão no braço dele. - Você entrou na brincadeira sem pensar duas vezes!

​- Admito.

​O clima ficou ainda mais leve e descontraído. A música voltou a dominar o ambiente, alguém aumentou o volume da caixa de som e a festa seguiu animada.

​Taylor observava discretamente de longe James e Sabrina interagindo de forma natural com o restante do grupo. Ela trocou um olhar cúmplice com Travis, que apenas sorriu de canto como quem dizia: "É... parece que essa sua apresentação foi uma ótima ideia."

​O tempo passou rápido e a hora da despedida chegou.

​- Bem... eu preciso ir - disse Sabrina, com um ar levemente cabisbaixo por ter que encerrar a noite.

​James olhou para o relógio e depois se voltou para ela:

​- Vamos, eu levo você. Assim não fico me sentindo culpado por ter te feito beber tanto refrigerante hoje.

​- Você tem toda razão... eu aceito - respondeu ela, sorrindo.

​James caminhou até onde o casal da casa estava conversando.

​- Pessoal, vou levar a Sabrina para o hotel. Deixando ela lá, vou direto para o meu apartamento descansar.

​Travis deu um sorriso maroto e deu um tapa no ombro do amigo.

​- Juízo, James... nada de fazer bebês! - brincou, fazendo Taylor revirar os olhos. - Ah, e não se esqueça: quinta-feira é dia de gravar o New Heights com o Jason e comigo.

​- Pode deixar, não vou esquecer.

​Sabrina, que se despedia de Taylor, deu um passo à frente e ficou ao lado de James.

​- E então, vamos? - perguntou ele.

​- Sim! Tchau, Tay... tchau, Travis! Muito obrigada pelo convite.

​- Nós é que agradecemos por vocês terem vindo! - respondeu Taylor, abraçando os dois.

​Eles caminharam juntos até a garagem espaçosa, onde estava estacionada a caminhonete que James havia alugado para a semana do Super Bowl: uma Ford F-250 V8 7.5 preta, imponente e robusta.

​- Me desculpa pelo carro exaggerated - brincou James, tirando as chaves do bolso. - Eu sempre quis dirigir uma dessas.

​- Não se preocupe - respondeu Sabrina, olhando o tamanho do veículo com divertimento. - É estilosa.

​Com gestos calmos e atenciosos, James abriu a porta do passageiro para ela entrar. Esperou que ela se acomodasse, fechou a porta com cuidado, contornou a frente do veículo e assumiu o banco do motorista, dando partida no potente motor V8.

​Enquanto ganhavam as ruas iluminadas da cidade, Sabrina quebrou o silêncio confortável:

​- Então, James... você nasceu aqui em Kansas City mesmo?

​- Não, sou de Oklahoma. Fiz o college lá em OKC e depois fui draftado para cá. E você, mora em LA?

​- Eu moro em Los Angeles hoje em dia, mas sou nativa da Pensilvânia.

​- Você sente muita falta de lá?

​Sabrina apoiou o cotovelo na janela, olhando as luzes refletidas no vidro.

​- Na verdade, quando faço shows por lá me dá uma nostalgia muito gostosa. É como se eu ainda tivesse 5 anos de idade, cantando em bares e pubs pequenos... Eu sempre me lembro dessa época nos meus shows. Mas e você... sente falta de OKC?

​- Bastante... - respondeu James, com o tom de voz baixando suavemente.

​Por um breve segundo, o olhar dele se fixou no painel do carro, transparecendo uma sombra de melancolia antes de ele voltar a atenção para o trânsito. Sabrina percebeu a mudança sutil de ar no mesmo instante, mas decidiu não pressionar ou fazer perguntas.

​James manobrou a F-250 com facilidade e entrou no estacionamento privativo do hotel onde Sabrina estava hospedada. Novamente, ele desligou o motor, saiu da caminhonete e foi até o lado dela para abrir a porta.

​Sabrina desceu do veículo e encarou James sob a luz suave da entrada do hotel.

​- Hoje foi muito divertido, James. Espero poder te ver mais vezes.

​- Eu também achei bem divertido - respondeu ele, sinceramente.

​Sem dar aviso, Sabrina deu um passo à frente, ficou na ponta dos pés e selou seus lábios nos dele em um beijo rápido e carinhoso.

​- Tenha uma boa noite, Smith - murmurou ela, com um sorriso brincalhão.

​Antes que ele pudesse redefinir seus pensamentos, ela se virou e caminhou apressada em direção às portas de vidro do hotel, mantendo aquele charme espontâneo que lhe era natural.

​James permaneceu parado no mesmo lugar por alguns segundos, como se seu cérebro estivesse tentando processar o choque do momento. Ele levou a mão aos próprios lábios e soltou uma risada baixa, quase sem acreditar.

​- Boa noite... Sabrina.

​Na entrada do hotel, antes de cruzar as portas automáticas, ela olhou rapidamente por cima do ombro. James ainda estava parado ao lado da caminhonete enorme, observando-a. Ela sorriu, fez um aceno discreto com a mão e finalmente entrou no saguão.

​Só então James voltou para a F-250. Ele se sentou no banco do motorista, apoiou as duas mãos no volante e encarou o nada por alguns instantes, deixando o silêncio reinar.

​- É... então foi isso mesmo - murmurou para si mesmo.

​Ele deu partida no motor V8, ostentando um sorriso involuntário que não conseguia tirar do rosto.

​Enquanto isso, dentro do elevador espelhado do hotel, Sabrina encostou a cabeça no vidro gelado. Assim que as portas se fecharam, ela cobriu o rosto com as duas mãos.

​- Sabrina... o que foi que você acabou de fazer? - sussurrou, soltando uma risada nervosa e baixa.

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