(vamo começar bem esse negócio)
7th Member AU
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"𝑨𝒍𝒍 𝑰 𝒉𝒂𝒗𝒆 𝒂𝒓𝒆 𝒅𝒓𝒆𝒂𝒎𝒔 𝒐𝒇 𝒚𝒐𝒖"
- 𝑫𝒓𝒆𝒂𝒎𝒊𝒏𝒈 𝒐𝒇 𝒀𝒐𝒖 - 𝑺𝒆𝒍𝒆𝒏𝒂
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- Porra, Daniela... - eu gemia baixo, segurando a cabeça da Daniela pelos fios de cabelo contra a minha intimidade. A língua dela trabalhava incansavelmente. Caralho. Ela é mesmo talentosa em tudo o que faz.
Eu mexo meus quadris no ritmo da boca dela com a cabeça jogada pra trás no travesseiro, buscando cada vez mais aquela pressão. Ela é tão boa que chega a ser injusto. E então, no instante seguinte em que penso que vou desabar ali mesmo, ela para e me deixa com uma expressão confusa no rosto.
- O que você está fazendo? Eu tava quase lá. - digo, quase choramingando. É ridículo o jeito que ela me tem nas mãos, mas nesse momento, eu não poderia ligar menos. Eu só quero que ela continue.
- Tão impaciente. - ela sorri maliciosa e coloca dois dedos dentro de mim sem aviso, fazendo minhas costas se levantarem da cama.
- P-porra... - meus olhos se fecham e eu mordo meu lábio inferior tentando segurar um gemido que sai em forma de um longo suspiro. - Filha da puta . - murmuro e sinto ela sorrir contra a pele do meu pescoço.
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"Ei, Alexa, vai, acorda."
Sinto alguém me chacoalhando e me viro tentando ignorar o chamado e quase caio da cama. Mas ai me seguram pelo pulso. É ela.
- Cuidado. Vem cá. - ela me puxa de volta. Agora estou completamente acordada.
É claro que era um sonho.
- Foi mal. - eu coço meus olhos. - Eu tô bem cansada.
- É, eu sei. Eu também tô. - Dani sorri suave. - Mas são sete e meia e se a gente não se apressar, vamos chegar atrasadas pro ensaio. E você sabe como o Sohey fica quando acontece isso.
Levanto minhas mãos em rendição. - Tá bom, tá. Já entendi. - tiro os cobertores de cima de mim e me levanto.
- Você parecia uma pedra dormindo. - ela ri baixo e também se levanta, indo em direção ao closet dela.
- Ha, ha, muito engraçado. - calço minhas pantufas de gatinho e vou para o banheiro enquanto escuto ela rir da minha cara mais uma vez, e a manhã só começou.
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Os ensaios pra performance do Grammy têm sido assim: a gente chega cedo no estúdio, sai pra almoçar, volta e fica até a noite repassando toda a coreografia, várias e várias vezes.
Geralmente temos um dia de descanso na semana, mas como a premiação já tá logo ali, a gente só trabalha. Os ensaios são puxados e exaustivos, e é por isso que a cada oportunidade que temos, a gente tira um cochilo.
- Vamos sair pra almoçar? - Lara sugere. Estamos todas sentadas no chão, cada uma com sua garrafinha de água, pingando de suor.
- Vamo - a Megan sorri, e escuto a Yoonchae resmungando um sim também.
- Foi mal, acho que vou almoçar lá em casa mesmo. Tentar aproveitar pra tirar um cochilo, já que a gente vai passar o resto do dia aqui. - digo, depois tomo um gole de água.
- Ah, qual é - Daniela protesta - Vamo, vai ser divertido. - sua insistência me faz levantar o olhar para o seu rosto.
É a primeira vez que olho pra Daniela desde que a gente saiu do quarto. Tentei ao máximo não olhar para ela, porque cada vez que faço, aquele sonho maldito volta pra minha mente.
- Talvez amanhã. - quebro o contato visual novamente.
Eu sinto Daniela me encarando por um segundo a mais do que o normal, como se tivesse tentando entender se tem alguma coisa de errado. Mesmo sem olhar para ela, eu consigo sentir o peso da sua mirada.
- Você tá estranha. - ela diz, mais baixo dessa vez, como se não quisesse que as outras escutassem.
- Tô normal. - respondo.
Lara se levanta, batendo as mãos uma na outra pra tirar o excesso de pó do chão.
- Então vamo logo, galera. Quem não for, a gente traz alguma coisa depois.
- Traz um suco pra mim. - falo, tentando meu máximo soar casual.
- Pode deixar. - Megan é quem responde, já pegando sua bolsa.
As meninas começam a sair, uma por uma, conversando sobre comida, rindo de alguma coisa que eu não presto atenção suficiente pra entender. A porta fecha atrás delas e, de repente, o estúdio que já é grande, fica maior ainda só comigo e nossos coreógrafos.
Os coreógrafos trocam algumas palavras baixas entre si, olhando o que eu acho que seja o cronograma no celular.
- Trinta minutos e a gente volta, beleza? - Sohey avisa e eu só faço que sim com a cabeça.
Assim que eles saem o silencio volta e eu solto o ar que nem tinha percebido que estava guardando. Mas junto com o silencio, também volta a recordação do sonho. Eu me deito no chão mesmo, enquanto as cenas voltam pra minha mente; os toques, as sensações. Tudo parecia tão real, mas não era.
- Que inferno. - eu fecho os olhos com força.
- Que inferno o que? - escuto passos se aproximando de mim e me sento rapidamente. Daniela.
- Você não ia almoçar? - digo, tentando esconder o susto.
- Ia, mas eu esqueci minha bolsa. - ela se aproxima de mim e fica a alguns passos, ela se abaixa e pega a bolsa do chão, colocando-a no ombro. - Também percebi que você tá fugindo de mim. -
- Não tô fugindo de você -
- Tá sim. - ela rebate, curta e incisiva. - Desde que a gente acordou, na verdade.
- Você tá vendo coisa onde não tem. - me levanto do chão.
- Ah é? Então olha pra mim e diz que você não tá mentindo. - ela dá mais um passo em minha direção e cruza os braços.
Eu travo. É claro que ela consegue ver através da minha mentira, ela sempre conseguiu me ler como um livro. Abro e fecho a boca algumas vezes, mas nada sai.
- Alexa. - ela diz baixo, inclinando a cabeça levemente pro lado. Ela solta uma risada. - Você é péssima nisso de mentir. E não combina com você. - ela toca meu queixo gentilmente, me fazendo olhar pra ela de uma vez por todas e eu suspiro.
- Viu? Não é tão difícil. - ela sorri. - Ou pelo menos não deveria ser.
Eu respiro fundo. - Você não vai largar isso, né? -
Ela demora um segundo antes de responder. - Não. Isso tá estranho, você nunca foge de nada.
- É o que dizem, pra tudo tem uma primeira vez. - dou de ombros, meus olhos vagando por todo seu rosto, parando por um segundo a mais nos seus lábios até eu me dar conta e olhar novamente para os seus olhos.
O sorriso dela diminui. - Primeira vez, é? - ela repete mas não se afasta. - Mas, sabe, você não parece que tá só tentando fugir. Você tá com cara de quem tá pensando em fazer besteira. Ou pensou.
- Você tá viajando - cruzo os braços. - Não é nada disso.
- Então o que é? - ela fala, direta, sem me dar tempo de tentar me recompor.
- Não é da sua conta. - eu me afasto alguns passos, tentando criar o mínimo de distância.
- Ah, claramente é. - ela responde na mesma hora, de novo. - É da minha conta porque te envolve, e obviamente me envolve também.
Eu reviro os olhos e respiro fundo. - Eu só não quero que fique estranho.
- Mas já tá. - ela se aproxima de novo. - Então me conta logo.
Eu hesito por um momento, mas acabo falando no final. - Foi um sonho. Mas não foi um sonho qualquer. -
Ela fica visivelmente mais interessada. - E como foi esse sonho? -
Eu suspiro - Foi confuso. Mas eu não posso te falar, Dani. -
Ela fica calada por alguns segundos, e então eu vejo sua expressão mudar, como se as engrenagens na cabeça dela finalmente começaram a girar.
- Ah. - ela sorri de canto e eu sinto minhas bochechas esquentarem. Essa garota tá testando a minha paciência. - Então é por isso. - ela solta uma risada, incrédula.
- Cala a boca. - eu resmungo.
- Eu realmente tive a impressão de te ouvir gemer noite passada, mas eu achava que era por causa de um pesadelo. - o sorriso dela se alarga.
- Aí meu Deus, para. - eu faço uma cara de nojo, mas lá no fundo eu tinha quase certeza que ela tinha me ouvido.
Ela dá mas um passo pra frente, nossos narizes quase se tocam.
- Você passou o dia todo me evitando quando poderia só ter me contado? - Ela delicadamente coloca uma mecha de cabelo atrás da minha orelha. -
- Cala a boca, Daniela. - falo baixo, sem muita convicção, enquanto evito olhar pra ela.
Ela guia o meu queixo pra encara-la novamente. - Você é fofa quando tá envergonhada. - ela sorri e percebo seu olhar caindo sobre meus lábios.
- Para com isso. - eu tenho certeza que eu tô tão vermelha quanto um pimentão agora. Mas é quase impossível não me inclinar pra frente e retribuir seu olhar.
Por um instante sinto que algo vai acontecer. Que ela vai fechar a distância entre nós e o meu sonho vai finalmente virar realidade.
Mas aí a porta do estúdio se abre novamente e nós nos afastamos em um impulso.
- Vamo, Daniela, a gente tá esperando. - Manon surge de repente e parece não perceber o que estava prestes a acontecer.
- Tá, tô indo. - Dani sorri, e se inclina pra sussurrar no meu ouvido. - Que bom que a gente é colega de quarto.
Vejo ela mordendo o lábio inferior e piscando pra mim. Mas não dá tempo de eu reagir, ela já caminha em direção a Manon. Desgraçada.