Estou sendo perseguida pela polícia, por um crime que eu nem cometi. Mas, como a polícia do Brasil não é muito boa, as provas que eles tinham, indicava tudo à minha pessoa. Estou cansada de fugir durante este anos inteiros. Já fingi suicídio, matei alguns policiais, arrumei um casamento falso e identidade falsa, porém, nada resolve. Mas, vamos voltar no começo de tudo.
Antes de tudo isso acontecer, era uma atriz muito famosa por fazer filmes que deram muito bem nas bilheterias do mundo inteiro. Sempre amei atuar, era meu sonho desde quando era uma criança. Um dos meus maiores sonhos era ter uma filha que poderia seguir o meu caminho, de ser atriz, igual a mim. Me relacionei com várias pessoas, mas nenhuma deu certo.
Mas, quando estava no alto da minha carreira, minha menstruação atrasou um pouco a mais de duas semanas. Fiquei preocupada, porque minha menstruação não costuma atrasar. Fui à uma farmácia perto de casa, comprei um teste de gravidez, então voltei para casa. Entrei no banheiro, quase vomitando e fiz, para a minha surpresa, deu positivo. Minha assessora, Lídia, entrou em pânico, porque tinha me relacionado com várias pessoas nos últimos meses, como vamos saber quem era o pai? Então, Lídia e eu ligamos para cada um. Esse processo durou em torno de 1 mês e meio, por causa do processo de criação de uma personagem que iria fazer. Nas ligações, todos foram educados e falaram que compreendiam a situação; uns falaram que não estávamos prontos para ser pai, mas iria dar qualquer apoio, mas deve um em específico, que não foi uma boa ideia ter ligado.
- Espera, será que eu entendi certo? Você fez uma cagada tanto para todo mundo, e vai fazer roleta russa para escolher o pai? É isso, Hellena? - diz meu ex-namorado.
Esqueci de informar, meu nome é Hellena. Voltando, ele foi completamente um imbecil comigo, totalmente sem educação e ainda desligou na minha cara. Como ele não quis ajudar, pedi ajuda a minha assessora, onde ela me deu um suporte incrível. Falou o que era para eu fazer e como. Por volta de 6 dias, eu retornei a ligação.
- Olá David, tudo bem com você?
- Sim - respondeu ele seco.
- Consegue falar agora?
- Sim.
- Sei que nosso passado não foi agradável para nenhum dos dois e que não éramos para termos uma recaída, mas eu preciso falar com você sobre essa gravidez, quero que você seja presente se for o pai.
- Não quero estar presente aos seus filhos. Caso eu for o pai, eu pago uma coisa ali e outra aqui.
Quando escutei ele falando isso, meu coração quase saiu da boca, mas continuei a ligação.
- Está tudo bem você não quer estar presente, mas podemos conversar?
- Onde e quando?
- Vamos ao La Pergoletta, daqui a duas semanas. Pode ser? - pergunto.
- Pode.
No restaurante, logo após alguns papos furados, reclamações sobre a minha vida pessoal e se gabar por ter conseguido um aumento na empresa do próprio pai, tentaria pegar alguma coisa, que consiga ser usada no teste de DNA, mas não seria fácil de fazer. Talvez se eu pegasse o copo que ele está usando, seria mais fácil do que um sangue. Enquanto ele está pedindo alguma coisa para comer, consigo pegar o copo de água dele. Quando a comida chegou, comi pouca coisa e levanto tanto a desculpa que iria ao banheiro. Dou meia volta, aviso ao segurança que estou acompanhada com o homem que está na mesa 9 e ele irá pagar a conta e sai, indo em direção ao meu carro.
Naquela mesma noite, fui a um especialista que havia contratado antes de ligar a David, não falei de muitos detalhes, mas o suficiente para conseguir resolver meu problema. Passaram-se 15 dias desde o contato, recebo uma mensagem dele.
- Olá Hellena, seu resultado saiu, quer vim pegar o exame?
- Claro! - respondi educada.
Estava nervosa, por um lado, não queria saber quem é o pai da minha criança, podia ser muita gente, muita gente que eu não queria. Mas por outro lado, estava feliz em não ter que cuidar disso sozinha e ter alguém ao meu lado nessa minha nova jornada. Quando cheguei, fui muito bem atendida e logo peguei meus exames.
- Pode abrir, se quiser. - falou.
- Você vai me explicar o que é isso, eu não entendo nada sobre.
- Abra e eu explicarei a você.
Abro com uma angústia grande, uma dor do peito que apenas acontece quando estamos com medo. Para a minha felicidade, o David não era o pai da criança.
- Então, Sra. Coppola - meu sobrenome - o teste que você entregou a mim, deu negativo, mas o cromossomo que juntou com o seu, é de uma pessoa próxima a ele.
Olho com uma cara de quem não entendeu nada.
- O pai, pode ser algum parente próximo ao de David.
- Como assim? Parentes?
- Exatamente isso.
- Bom doutor, muito obrigada de verdade.
- Claro, qualquer coisa, apenas mandar mensagem.
Saio da clínica e entrou em meu carro, pensando no que o médico havia falado. Fiquei uns 10 minutos pensando quem poderia ser, até que lembrei que havia me relacionado com Edgar Agostini Ferri, logo após a première em New York. Fiquei em negação por um tempo, David e Edgar são próximos. Voltei para casa e liguei a minha assessora. Explique a situação para ela.
- Lena do céu, para com isso. Como você vai falar ao David sobre isso?
- Não sei, mas você poderia fazer um favor?
- Ligar a todos, menos Edgar e David?
- Sim - dou uma pausa - ainda bem que tenho você comigo, não saberia o que fazer. Te amo Lili.
- Também te amo Lele.
Então, Lídia ligou a todos, e pelo o repertório que ela me contou, todos falaram que não havia problemas, e me desejaram uma ótima vida e boa sorte. Sabia que quando ligarei a David, ele faria um escândalo maior do que a Britney Spears. Mas liguei.
- Não acredito que eu gastei dinheiro atoa com aquele restaurante caro que você escolheu e ainda foi embora sem pagar nada e ainda fala que eu não sou o pai dessa criança, o que você quer de mim? Quer me iludir e ficar com meu dinheiro? - diz David, com uma voz de indignidade e raiva, e possivelmente choro, não entendi ao certo.
- Não entendo você, uma hora você fala que não vai assumir a criança por isso, isto e aquilo, agora quer me xingar falando que o pai da minha criança não é seu? Dou graças que meu bebê não vai ter que aturar você como pai, e outra, se fosse você, teria tanto vergonha, que iria abordar. - falo com raiva e desligo na cara dele.
Espero nunca mais falar com ele na minha vida. Um verme desse não merece nem o ar que ele respira.
Precisava do momento exato para contar a Edgar que era possivelmente o pai, mas estou com medo. Esperei umas duas semanas, liguei para ele, foi uma conversa tranquila, decidimos onde seria o jantar, então me disponibilizei a pagar, mas ele não deixou. Logo após o final da ligação, fui ao site do restaurante e peguei todos lugares, quero que seja algo reservado, entre eu e ele.
Estava ansiosa, tinha muitos paparazzi na frente do restaurante, parecia que eles sabiam que acontecia alguma coisa, então, entrei correndo, quase tropecei com o salto, mas deu tudo certo. Contar isso a alguém, não é uma tarefa muito fácil, mas estava com um roteiro pronto na minha cabeça. Iria ser algo natural, caso ele não quisesse a criança, tudo bem, mas se ele aceitasse assumir ela, nossa, seria umas das melhores notícias. Expliquei tudo a ele, desde o início; e no final de tudo, ele aceitou fazer um teste para fazer se realmente era o pai. Fiquei muito feliz, pensei que não ficaria tão feliz assim.
Depois de algumas bebidas, percebi que alguém está tentando entrar no restaurante, e é David. Parece que não entendeu que quero distância dele.
- Oi David, como você está? - diz Hellena.
- Oi Hellena, como eu estou? Porra, eu estou péssimo. Pensava que essa criança seria minha. Mas porque caralho você deve dar para um parente meu? - diz David.
- Calma, você e o Edgar, são parentes? - fingindo surpresa.
- Sim, somos muitos próximo, ele é a porra do meu primo. Acho que nunca prestou atenção nisso... - diz David, com um olhar de choro.
- Meu Deus, nunca percebi que vocês são primos. Des... culpa.
- Parece que nunca aprendi. - diz David, saindo chorando do restaurante.
Já tive um caso antes com David, quando tinha 20 anos, mas não deu certo porque queríamos algo diferente naquele momento. Não cheguei a contar para Edgar sobre David, não queria que ele se preocupasse com tão pouco.
No final de tudo, Edgar realmente é o pai da criança.