Taj Mahal

By _Queen_Mary

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As pessoas, em sua maioria, acreditam que o passado ficou para trás. Acreditam que certas atitudes não exista... More

-Nota da autora-
Capítulo 1
Capítulo 2
Capítulo 3
Capítulo 4
Capítulo 5
Capítulo 6
Capítulo 7
Capítulo 8
Capítulo 9
Capítulo 10
Capítulo 11
Capítulo 12
Capítulo 13
Capítulo 14
Capítulo 15
Capítulo 16
Capítulo 17
Capítulo 18
Capítulo 19
Bônus
Capítulo 20
Capítulo 21
Capítulo 22
Capítulo 23
Capítulo 24
Capítulo 25 parte 1
Capítulo 25 parte 2
Bônus
Capítulo 26
Capítulo 27
Capítulo 28
Capítulo 29
Capítulo 30
Capítulo 31
Capítulo 32
Capítulo 33
Capítulo 34
Capítulo 35
Capítulo 36
Capítulo 37
Capítulo 38
Capítulo 39
Capítulo 40
Capítulo 41
Capítulo 42
Capítulo 43
Capítulo 44
Capítulo 45
Capítulo 46
Capítulo 47
Capítulo 48
Capítulo 49
Capítulo 50
Capítulo 51
Capítulo 52
Capítulo 53
Capítulo 54
Capítulo 55
Capítulo 56
Capítulo 57
Capítulo 58
Capítulo 59
Capítulo 60
Capítulo 61
Capítulo 62
Capítulo 63

Capítulo 64

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By _Queen_Mary



- Que delícia! - Eun-Kyung disse com a boca cheia do muffin de framboesa que Jeong-ho fizera. - Me ensina a fazer?

- Prefiro fazer para você sempre que tiver vontade. - Ele se esticou sobre a mesa para limpar os farelos da boca dela. - Parece uma criança comendo.

- Ei, quer brigar uma hora dessas? - Ela tirou a mão dele para fazer um pouco de drama. - Eu consigo sozinha.

- Eu sei que consegue, mas não consigo evitar. Quero todas as desculpas possíveis para tocar em você.

    Suas bochechas coraram novamente.

- O que veio fazer em Londres? - Ela tentou desviar do assunto. - Não que eu esteja achando ruim, só fiquei curiosa...

- O Jacob marcou uma reunião com alguns investidores europeus aqui em Londres, então como vice-presidente do Bae Group tive que vir presencialmente, já que on-line não é a mesma coisa. A melhor coisa é olho no olho, concorda? - Ele estava se referindo a Eun-Kyung. - Prometo que não vou te atrapalhar, sei que você está resolvendo muitas coisas do desfile...

     Eun-Kyung sorriu, levantou e foi até Jeong-ho.

- Eu estou muito feliz que você está aqui! - Ela colocou as suas mãos no rosto dele e o olhou fixamente. - Quer me acompanhar um pouquinho esses dias? Se você me ajudar, consigo ter uma folga no final de semana...

- O que acha de Amsterdã?

- Amsterdã?

- Por que não? Podemos ver os campos de tulipas e fazer um passeio à noite nos barcos, o que acha?

- Sinto que você já tinha planejado isso, Sr. Bae Jeong-ho.

- Só tinha pesquisado algumas coisas no voo. O que me diz? Se formos de avião chegamos lá em menos de 2 horas e daria para aproveitar a sexta também.

- Já reservou o hotel?

- Sim, na esperança de você estar livre.

- Okay, vamos à Amsterdã na sexta. Que horas é o voo?

- Às 15:00.

- Como sabia que eu aceitaria?

- Tenho meus contatos e eles me disseram que você só tem uma reunião na sexta e ela é pela manhã. Comprei pensando num horário em que tornasse nossa viagem menos corrida e mais proveitosa. Você anda bastante ocupada, vai ser bom descansar um pouco.

- Obrigada, Jeong-ho! - Ela o abraçou. - Preciso ver os tecidos que te falei e ajustar umas coisas com as costureiras, quer me acompanhar ou prefere ficar aqui? O voo deve ter sido muito cansativo.

- Você se importa se eu dormir um pouco? Quero ter energia à noite.

- Por que a noite? - Ela estava um pouco nervosa. - Vamos jantar fora ou algo do tipo? Por sinal, onde fica seu hotel?

- Hotel? Não reservei nenhum. Estava pensando em dormir aqui, sua cama parece ser bem espaçosa. - Ele apontou. - Não se preocupe, vou me comportar. Almoçamos juntos?

- Claro, te vejo no Kitchen at Holmes, você vai amar a comida de lá.

[..]

   As horas para Eun-Kyung passaram devagar. Ela era muito detalhista, então tudo precisava estar minimamente bem feito: os tecidos, o acabamento, o zíper, os botões e todo o resto precisavam estar em harmonia. Foram horas tediosas, porque ela fez a vistoria pessoalmente nas peças já prontas e decidiu o tecido e as cores das restantes.

- Aqui estão os modelos e os tecidos dos últimos modelos, acha que consegue me entregar tudo em 10 dias?

- São peças de alta costura, muitos detalhes eu e meu pessoal fazemos a mão, preciso de no mínimo 15 dias.

Eun-Kyung passou a mão no pescoço.

- Em uma semana eu preciso fazer a prova final com as modelos, porque viajo à Coreia em duas semanas. Eu te pago 15% a mais.
- 30%. - a costureira chefe argumentou.

- 17% e essa é minha oferta final, já havia te dito o prazo máximo e eu estou aqui para entregar a última remessa dos tecidos e croquis como estava no contrato.

A mulher reclamou baixinho.

- Tá certo! Preciso das modelos aqui semana que vem às 10:00 em ponto.

- Não se preocupe! - Eun-Kyung sorriu. - Preciso ir tenho um compromisso agora.

Rapidamente, ela se despediu do pessoal, pegou sua bolsa e foi para o Kitchen at Holmes, porque já estava perto do horário combinado com seu namorado. "Vou almoçar com meu namorado, dá para acreditar?" Eun-Kyung pensava. Durante o trajeto até o restaurante, seus pensamentos a inundavam, o que quase provocou um acidente, por sorte, o motorista foi rápido ao freiar, mas isso rendeu alguns xingamentos.

Depois do susto, ela chegou ao restaurante. Por estar de scooter, era mais prático para estacionar, o que poupava tempo. Ao olhar para seu relógio, ela suspirou aliviada por não ter se atrasado. Com a distância e a correria, ela temia que o relacionamento deles fosse prejudicado por mal entendidos, como a correria do dia a dia ser confundida por ausência e descaso, então era bom ter aquele tempo de qualidade com ele.

- Você já estava aqui? - Ela disse surpresa ao encontrá-lo na porta do local - Eu confundi o horário?

- Cheguei um pouco mais cedo. - Ele se inclinou e beijou sua testa - O que é isso atrás da sua orelha?

Ele fez um pouco de suspense e, em seguida, abriu sua mão e mostrou uma flor que encontrou no caminho. Eun-Kyung sorriu levemente e deu um soquinho nele.

- Posso colocar atrás da sua orelha?

- As pessoas vão ficar me olhando, Jeong-ho! - Ela pegou a flor e o abraçou - Eu estava morrendo de saudade!

- Eu também estava! - Ele a abraçou mais forte.

- Vou guardá-la com carinho. - Ela mostrou a flor - Depois te mostro o que fiz com ela. - Eun-Kyung sorriu ao ter uma ideia.

- Minha namorada é mesmo uma artista. - Ele colocou a mão nas suas costas e a direcionou para dentro do restaurante, pois estava com fome. - Eu gosto do seu olhar quando tem uma ideia, é como se seus olhos brilhassem.

- Vamos procurar uma mesa, hoje aqui está bem movimentado. - Ela segurou na mão dele e o levou para dentro.

Como o tempo estava frio, eles ficaram na parte interna do restaurante. O espaço era bem aconchegante e havia uma mesa perto da janela. Foi ali que eles se sentaram. O tempo passou rápido, mas de uma forma muito prazerosa. A comida estava saborosa e eles conversaram sobre várias coisas e ao mesmo tempo sobre nada. Foi tudo muito leve. Era o que eles precisavam naquele momento.

- Vou ao escritório agora, quer vir comigo?

- Não teria problema?

- Por que teria? - Ela abraçou o braço dele. - Você veio de carro?

- Vim de táxi, ainda não aluguei um.

- Tem medo de andar de moto?

- Com você? Sim, com outro motorista não.

- Aish! Você vai de táxi então!

- Sua scooter é aquela amarela?

- Quem disse que eu ainda vou levar você?

- Vai deixar seu namorado gastar com um táxi podendo oferecer uma carona?

- Você é o rico mais mão de vaca que eu conheço. - Ela bufou e foi em direção a scooter. - Sobe logo!

[...]

- Esse é o seu namorado? - Thomas disse surpreso. - Como você conseguiu um namorado tão bonito?

- Quer ser demitido? - Ela brincou também. - Volte ao trabalho, Thomas!

- Não sei como ele atura você.

- Eu sou um doce! - Ela colocou as mãos no rosto.

- Só se for de caramelo queimado!

- Terminamos aqui, certo? Vou para casa mais cedo hoje.

- Aposto que não quer perder tempo com um homem desses.

- EI!

- Ops...

Após aquela conversa constrangedora, Eun-Kyung foi para casa com Jeong-ho. Ela estava um pouco nervosa pensando no que aconteceria naquela noite.

- Você quer uma pizza? - Ela disse um pouco tensa. - Conheço uma que entrega rápido.

- Pode ser. - Ele tirou o casaco e se aproximou de Eun-Kyung. - Só que eu estou sem fome agora.

- Não quer comer?

- Prefiro fazer outra coisa antes.

O coração de Eun-Kyung acelerou naquele momento.

- Ver um filme? - Ela jogou.

- Não. - Ele a puxou para um beijo.

Naquele momento, todo o desejo e saudade acumulados durante esses meses estavam ali para serem sanados. Jeong-ho passou suas mãos ao redor da cintura de Eun-Kyung e puxou seu corpo para perto do dele, aprofundando o beijo. Pela diferença de altura, aquela posição não era muito confortável para ambos, então Eun-Kyung começou a andar e a procurar um local em que pudesse se sentar.

Depois de esbarrar em algumas mobílias, eles chegaram até a cama dela.

- Me trouxe pra sua cama, Eun-Kyung?

- Não corta o clima, Jeong-ho! - Ela o empurrou levemente para afastá-lo.

- Impossível isso acontecer.

Ele a puxou novamente para beijá-la e depois a deitou suavemente na cama. Instintivamente, Eun- Kyung começou a tirar o suéter dele.

- Tem certeza?

Ela assentiu.

Como em uma dança bem sincronizada, ele começou a ajudar Eun-Kyung a abrir o zíper de seu vestido e a tirar o restante das peças. Depois de conseguir, depositou alguns beijos suaves em sua clavícula subindo até o pescoço.

- Eu já disse que minha boca fica aqui. - Ela brincou.

- Até em um momento desses você precisa ser chata. - Ele sorriu.

- Te amo, Jeong-ho!

- Eu também te amo, Eun-Kyung. - Ele voltou a beijá-lá enquanto suas suas mãos subiam pela sua coxa em direção a sua cintura. - Te amo tanto que não sei explicar.

- Então me mostra.

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-- Nota da autora --

Socorro o ano está quase acabando.
Fiz uma viagem inesperada e não tive como escrever... Me desculpem!
Talvez tenhamos surpresas amanhã, apenas talvez.
Espero que gostem do capítulo de hoje :)

Queen Mary

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