- Que delícia! - Eun-Kyung disse com a boca cheia do muffin de framboesa que Jeong-ho fizera. - Me ensina a fazer?
- Prefiro fazer para você sempre que tiver vontade. - Ele se esticou sobre a mesa para limpar os farelos da boca dela. - Parece uma criança comendo.
- Ei, quer brigar uma hora dessas? - Ela tirou a mão dele para fazer um pouco de drama. - Eu consigo sozinha.
- Eu sei que consegue, mas não consigo evitar. Quero todas as desculpas possíveis para tocar em você.
Suas bochechas coraram novamente.
- O que veio fazer em Londres? - Ela tentou desviar do assunto. - Não que eu esteja achando ruim, só fiquei curiosa...
- O Jacob marcou uma reunião com alguns investidores europeus aqui em Londres, então como vice-presidente do Bae Group tive que vir presencialmente, já que on-line não é a mesma coisa. A melhor coisa é olho no olho, concorda? - Ele estava se referindo a Eun-Kyung. - Prometo que não vou te atrapalhar, sei que você está resolvendo muitas coisas do desfile...
Eun-Kyung sorriu, levantou e foi até Jeong-ho.
- Eu estou muito feliz que você está aqui! - Ela colocou as suas mãos no rosto dele e o olhou fixamente. - Quer me acompanhar um pouquinho esses dias? Se você me ajudar, consigo ter uma folga no final de semana...
- O que acha de Amsterdã?
- Amsterdã?
- Por que não? Podemos ver os campos de tulipas e fazer um passeio à noite nos barcos, o que acha?
- Sinto que você já tinha planejado isso, Sr. Bae Jeong-ho.
- Só tinha pesquisado algumas coisas no voo. O que me diz? Se formos de avião chegamos lá em menos de 2 horas e daria para aproveitar a sexta também.
- Já reservou o hotel?
- Sim, na esperança de você estar livre.
- Okay, vamos à Amsterdã na sexta. Que horas é o voo?
- Às 15:00.
- Como sabia que eu aceitaria?
- Tenho meus contatos e eles me disseram que você só tem uma reunião na sexta e ela é pela manhã. Comprei pensando num horário em que tornasse nossa viagem menos corrida e mais proveitosa. Você anda bastante ocupada, vai ser bom descansar um pouco.
- Obrigada, Jeong-ho! - Ela o abraçou. - Preciso ver os tecidos que te falei e ajustar umas coisas com as costureiras, quer me acompanhar ou prefere ficar aqui? O voo deve ter sido muito cansativo.
- Você se importa se eu dormir um pouco? Quero ter energia à noite.
- Por que a noite? - Ela estava um pouco nervosa. - Vamos jantar fora ou algo do tipo? Por sinal, onde fica seu hotel?
- Hotel? Não reservei nenhum. Estava pensando em dormir aqui, sua cama parece ser bem espaçosa. - Ele apontou. - Não se preocupe, vou me comportar. Almoçamos juntos?
- Claro, te vejo no Kitchen at Holmes, você vai amar a comida de lá.
[..]
As horas para Eun-Kyung passaram devagar. Ela era muito detalhista, então tudo precisava estar minimamente bem feito: os tecidos, o acabamento, o zíper, os botões e todo o resto precisavam estar em harmonia. Foram horas tediosas, porque ela fez a vistoria pessoalmente nas peças já prontas e decidiu o tecido e as cores das restantes.
- Aqui estão os modelos e os tecidos dos últimos modelos, acha que consegue me entregar tudo em 10 dias?
- São peças de alta costura, muitos detalhes eu e meu pessoal fazemos a mão, preciso de no mínimo 15 dias.
Eun-Kyung passou a mão no pescoço.
- Em uma semana eu preciso fazer a prova final com as modelos, porque viajo à Coreia em duas semanas. Eu te pago 15% a mais.
- 30%. - a costureira chefe argumentou.
- 17% e essa é minha oferta final, já havia te dito o prazo máximo e eu estou aqui para entregar a última remessa dos tecidos e croquis como estava no contrato.
A mulher reclamou baixinho.
- Tá certo! Preciso das modelos aqui semana que vem às 10:00 em ponto.
- Não se preocupe! - Eun-Kyung sorriu. - Preciso ir tenho um compromisso agora.
Rapidamente, ela se despediu do pessoal, pegou sua bolsa e foi para o Kitchen at Holmes, porque já estava perto do horário combinado com seu namorado. "Vou almoçar com meu namorado, dá para acreditar?" Eun-Kyung pensava. Durante o trajeto até o restaurante, seus pensamentos a inundavam, o que quase provocou um acidente, por sorte, o motorista foi rápido ao freiar, mas isso rendeu alguns xingamentos.
Depois do susto, ela chegou ao restaurante. Por estar de scooter, era mais prático para estacionar, o que poupava tempo. Ao olhar para seu relógio, ela suspirou aliviada por não ter se atrasado. Com a distância e a correria, ela temia que o relacionamento deles fosse prejudicado por mal entendidos, como a correria do dia a dia ser confundida por ausência e descaso, então era bom ter aquele tempo de qualidade com ele.
- Você já estava aqui? - Ela disse surpresa ao encontrá-lo na porta do local - Eu confundi o horário?
- Cheguei um pouco mais cedo. - Ele se inclinou e beijou sua testa - O que é isso atrás da sua orelha?
Ele fez um pouco de suspense e, em seguida, abriu sua mão e mostrou uma flor que encontrou no caminho. Eun-Kyung sorriu levemente e deu um soquinho nele.
- Posso colocar atrás da sua orelha?
- As pessoas vão ficar me olhando, Jeong-ho! - Ela pegou a flor e o abraçou - Eu estava morrendo de saudade!
- Eu também estava! - Ele a abraçou mais forte.
- Vou guardá-la com carinho. - Ela mostrou a flor - Depois te mostro o que fiz com ela. - Eun-Kyung sorriu ao ter uma ideia.
- Minha namorada é mesmo uma artista. - Ele colocou a mão nas suas costas e a direcionou para dentro do restaurante, pois estava com fome. - Eu gosto do seu olhar quando tem uma ideia, é como se seus olhos brilhassem.
- Vamos procurar uma mesa, hoje aqui está bem movimentado. - Ela segurou na mão dele e o levou para dentro.
Como o tempo estava frio, eles ficaram na parte interna do restaurante. O espaço era bem aconchegante e havia uma mesa perto da janela. Foi ali que eles se sentaram. O tempo passou rápido, mas de uma forma muito prazerosa. A comida estava saborosa e eles conversaram sobre várias coisas e ao mesmo tempo sobre nada. Foi tudo muito leve. Era o que eles precisavam naquele momento.
- Vou ao escritório agora, quer vir comigo?
- Não teria problema?
- Por que teria? - Ela abraçou o braço dele. - Você veio de carro?
- Vim de táxi, ainda não aluguei um.
- Tem medo de andar de moto?
- Com você? Sim, com outro motorista não.
- Aish! Você vai de táxi então!
- Sua scooter é aquela amarela?
- Quem disse que eu ainda vou levar você?
- Vai deixar seu namorado gastar com um táxi podendo oferecer uma carona?
- Você é o rico mais mão de vaca que eu conheço. - Ela bufou e foi em direção a scooter. - Sobe logo!
[...]
- Esse é o seu namorado? - Thomas disse surpreso. - Como você conseguiu um namorado tão bonito?
- Quer ser demitido? - Ela brincou também. - Volte ao trabalho, Thomas!
- Não sei como ele atura você.
- Eu sou um doce! - Ela colocou as mãos no rosto.
- Só se for de caramelo queimado!
- Terminamos aqui, certo? Vou para casa mais cedo hoje.
- Aposto que não quer perder tempo com um homem desses.
- EI!
- Ops...
Após aquela conversa constrangedora, Eun-Kyung foi para casa com Jeong-ho. Ela estava um pouco nervosa pensando no que aconteceria naquela noite.
- Você quer uma pizza? - Ela disse um pouco tensa. - Conheço uma que entrega rápido.
- Pode ser. - Ele tirou o casaco e se aproximou de Eun-Kyung. - Só que eu estou sem fome agora.
- Não quer comer?
- Prefiro fazer outra coisa antes.
O coração de Eun-Kyung acelerou naquele momento.
- Ver um filme? - Ela jogou.
- Não. - Ele a puxou para um beijo.
Naquele momento, todo o desejo e saudade acumulados durante esses meses estavam ali para serem sanados. Jeong-ho passou suas mãos ao redor da cintura de Eun-Kyung e puxou seu corpo para perto do dele, aprofundando o beijo. Pela diferença de altura, aquela posição não era muito confortável para ambos, então Eun-Kyung começou a andar e a procurar um local em que pudesse se sentar.
Depois de esbarrar em algumas mobílias, eles chegaram até a cama dela.
- Me trouxe pra sua cama, Eun-Kyung?
- Não corta o clima, Jeong-ho! - Ela o empurrou levemente para afastá-lo.
- Impossível isso acontecer.
Ele a puxou novamente para beijá-la e depois a deitou suavemente na cama. Instintivamente, Eun- Kyung começou a tirar o suéter dele.
- Tem certeza?
Ela assentiu.
Como em uma dança bem sincronizada, ele começou a ajudar Eun-Kyung a abrir o zíper de seu vestido e a tirar o restante das peças. Depois de conseguir, depositou alguns beijos suaves em sua clavícula subindo até o pescoço.
- Eu já disse que minha boca fica aqui. - Ela brincou.
- Até em um momento desses você precisa ser chata. - Ele sorriu.
- Te amo, Jeong-ho!
- Eu também te amo, Eun-Kyung. - Ele voltou a beijá-lá enquanto suas suas mãos subiam pela sua coxa em direção a sua cintura. - Te amo tanto que não sei explicar.
- Então me mostra.
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-✧- Nota da autora -✧-
Socorro o ano está quase acabando.
Fiz uma viagem inesperada e não tive como escrever... Me desculpem!
Talvez tenhamos surpresas amanhã, apenas talvez.
Espero que gostem do capítulo de hoje :)
Queen Mary