Você é impossível!!!

By PrincesinhadoJK01

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✨ Você é impossível ✨ Ele é um astro mundial, cercado de segredos e pressões. Ela, uma mulher comum, que jama... More

Convivência Obrigada
Jantar Forçado
Tarde Livre
Uma gripe
Café e Lingerie de Renda
O beijo da rendição
Sexo não é so Sexo
Disfarce
Ela Cede
Um show e uma proposta
O peso da Escolha
Escolha Necessária
Vizinhos
Humilde Residencia
A casa dela
Tudo Mudou
Plano em Ação

Encontro inusitado

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By PrincesinhadoJK01

📖 Capítulo 1 – O Encontro Inusitado

O saguão do aeroporto de Incheon fervilhava. Gente para todos os lados, flashes de celulares, fãs segurando cartazes coloridos. Aquele cenário já era rotina para ele — Jeon, astro mundial do k-pop, 27 anos, acostumado a multidões, a gritos histéricos e a flashes invasivos. Ainda assim, naquele dia, algo lhe parecia fora de sintonia. Talvez fosse o tédio. Ou talvez fosse o fato de ele estar sem fones de ouvido e, portanto, ouvindo cada decibel daquele caos.

Enquanto ajeitava a máscara preta no rosto, tentando passar despercebido — algo impossível, convenhamos —, seus olhos pararam em uma cena inesperada.

Uma mulher, cabelos castanhos soltos, expressão determinada, arrastava uma mala pesada que parecia ter decidido não colaborar naquele dia. Ela puxava, empurrava, dava um chute de leve, murmurava em português algo que soava como uma praga engraçada. A cada passo, sua paciência parecia diminuir, mas havia algo nela que fazia os olhos dele demorarem alguns segundos a mais do que deveriam.

Ponto de vista dele
"Quem diabos viaja sozinha com uma mala desse tamanho?... Ela vai acabar caindo de cara no chão se continuar assim."
Ele riu por trás da máscara. Tinha esse jeito protetor: se via alguém em apuros, queria ajudar. Mas aquela mulher tinha uma postura diferente das pessoas que normalmente o cercavam. Não gritava seu nome, não apontava o celular para o rosto dele, não tentava se aproximar. Ela apenas... brigava com a mala como se estivesse duelando com um inimigo mortal.

Foi inevitável. Ele começou a andar em direção a ela.

Ponto de vista dela
Poliana — ou Poli, como preferia ser chamada — já estava de saco cheio. O voo longo do Brasil até a Coreia tinha acabado com suas costas. Sua mala, que já tinha rodinha meio quebrada, resolvera se rebelar justo ali, na chegada.

— Ah, claro... — murmurou em voz alta, empurrando a mala com o pé. — Vai, me mata de vergonha na frente desse povo todo, vai.

As pessoas ao redor olhavam, algumas riam discretamente. Ela ergueu o queixo, orgulhosa, como se dissesse: "sim, estou discutindo com minha mala, e daí?". Mas então, uma sombra alta parou bem ao lado dela.

— Precisa de ajuda? — a voz veio baixa, grave, com sotaque coreano misturado a um inglês perfeito.

Ela ergueu os olhos e se deparou com ele. Máscara preta, moletom, capuz, mas mesmo assim... impossível não reconhecer.

— Eu tô bem, obrigada — respondeu rápido, em inglês, erguendo a mão para afastar a ajuda. — A mala é teimosa, mas é minha.

Ele arqueou as sobrancelhas.

— Teimosa? — repetiu, curioso. — Você... briga com a mala?

Ela percebeu o canto dos olhos dele sorrindo por trás da máscara. Droga, ele tá rindo de mim.

— Eu brigo com quem eu quiser — retrucou, firme, segurando a alça da mala com mais força. — Inclusive com você, se continuar olhando assim.

Ele piscou, surpreso. Depois riu.

Ponto de vista dele
"Direta. Gosto disso."
Ele não estava acostumado a mulheres que o tratassem daquele jeito. Normalmente, ou gritavam, ou ficavam tímidas demais. Aquela brasileira não parecia impressionada com ele — na verdade, parecia irritada. Era refrescante.

— Então brigue comigo — respondeu, divertido, e antes que ela pudesse impedir, pegou a mala dela com uma das mãos.

Ela arregalou os olhos.

— Ei! Eu disse que não precisava de ajuda!

Ele levantou a mala como se fosse uma pluma, carregando-a com facilidade.

— Está vendo? Não é difícil. Você só precisa de músculos. — Ele flexionou o braço de propósito, rindo do olhar incrédulo dela.

— Você é ridículo. — Ela tentou pegar de volta, mas ele recuou um passo.

— E você é orgulhosa. — Ele inclinou a cabeça, analisando-a. — Uma combinação perigosa.


— Olha, moço... — ela começou, irritada, mas parou no meio da frase.
— Moço? — ele repetiu, fingindo ofensa. — Moço? É assim que você chama alguém que está te ajudando?
— Eu nem pedi ajuda. — Ela cruzou os braços. — E pode parar de bancar o herói.
— Não sou herói. — Ele deu de ombros. — Só não consigo ver alguém brigando com uma mala sem interferir.
— Pois devia. — Ela estreitou os olhos. — Vai que eu sou uma psicopata armada e acabo com você.
— Então seria a psicopata mais bonita que já conheci. — Ele disse de repente, direto.

Silêncio.

Ela arregalou os olhos, surpresa com a audácia. Ele não parecia do tipo que mede palavras. Era direto, talvez até demais.

— Você... é sempre assim? — perguntou, incrédula.
— Assim como?
— Intrometido, atrevido, sem noção?
— Sim. — Ele sorriu por trás da máscara. — Mas só com quem vale a pena.

Ponto de vista dela
Poliana sentiu o coração dar uma batida estranha, mas se obrigou a manter a expressão firme. Não era uma adolescente impressionável. Era uma mulher de 37 anos, viajada, calejada, dona de si. Não cairia em sorrisos de garotos bonitos.

Ainda assim, aquele olhar... era difícil desviar.

— Me devolve a mala. — Estendeu a mão.
— Só se me disser seu nome. — Ele provocou.
— Pra quê? Vai anotar na lista das mulheres que você ajuda em aeroportos?
— Talvez. — Ele inclinou a cabeça, claramente se divertindo com a resistência dela.

Ela suspirou, exasperada.

— Poli. Tá feliz? Agora devolve.

Ele repetiu, como saboreando o nome:

— Poli... Gosto. — E finalmente entregou a mala.

Ela pegou rápido, tentando disfarçar o rubor que subia no rosto.

Ponto de vista dele
"Poli... brasileira... diferente de todas que já conheci."
Ele sentiu algo estranho: curiosidade. Era raro. Milhares de pessoas queriam estar perto dele, mas aquela mulher parecia querer distância. E isso só o fazia querer se aproximar mais.

— Vou lembrar de você, Poli. — Ele disse, quase como promessa.

Ela riu, sarcástica.

— Claro. Um idol mundial vai lembrar de uma brasileira brigando com uma mala.

Ele apenas olhou fixo, sério dessa vez.

— Vou.

Eles se despediram ali, com um olhar que ficou mais tempo do que deveria. Ela seguiu seu caminho, convencida de que nunca mais veria aquele homem. Ele, porém, sabia que algo tinha começado.

E, no fundo, ela também sentia. Só não queria admitir.

Poliana respirou fundo, tentando ignorar a sensação estranha que aquele breve encontro deixara.
"É só um garoto bonito, famoso, cheio de ego. Nada além disso", repetiu para si mesma enquanto seguia pelo saguão, arrastando a mala que, desta vez, pareceu colaborar um pouco mais.

Mas não adiantava. Cada passo vinha acompanhado de uma lembrança: o olhar dele fixo, a forma direta como dizia as coisas, o jeito como carregara a mala com uma mão só. Ridículo, pensou. Mas... fofo. Não. Ridículo.

Enquanto isso, Jeon ajeitava o capuz e seguia na mesma direção. Não queria que ela percebesse, mas estava a poucos metros atrás, observando-a.

O Embarque Confuso

Quando Poli finalmente chegou ao balcão de informações, descobriu que sua conexão para Busan havia sido alterada. A atendente, simpática mas apressada, explicava em inglês enrolado que ela precisava correr até outro portão — do outro lado do aeroporto.

— Você só pode estar brincando comigo... — Poli murmurou em português, revirando os olhos.

A atendente apenas sorriu, sem entender. Poli suspirou, puxou a mala e começou a andar apressada.

Foi então que ouviu uma voz conhecida atrás dela.

— Vai se perder.

Ela virou e lá estava ele, encostado em uma pilastra, máscara abaixada só um pouco, revelando o sorriso debochado.

— Você de novo? — exclamou, incrédula.
— Eu de novo. — Ele deu um passo na direção dela. — Está indo para o portão errado.
— Como você sabe? — Ela estreitou os olhos.
— Eu viajo por aqui desde os dezesseis anos. Sei cada canto desse aeroporto. — Ele encolheu os ombros. — Vem, eu te mostro.

Ela hesitou. Orgulho dizia não. Mas a lógica dizia que talvez fosse bom aceitar.

— Eu não preciso de babá.
— Ótimo, porque eu não sou babá. — Ele sorriu. — Sou guia turístico.



Eles começaram a andar lado a lado.

— Então, Poli... o que uma brasileira faz aqui, sozinha, brigando com malas? — ele perguntou.
— Trabalho. — respondeu seca.
— Trabalho com o quê?
— Negócios. —
— Que tipo de negócios?
— Os que não dizem respeito a você. — Ela lançou um olhar firme.

Ele riu alto, chamando atenção de algumas pessoas.

— Você é... incrível. Todo mundo sempre me conta a vida inteira quando faço uma pergunta. Você me dá patada.
— Eu não dou patada. Eu só não te devo explicações.
— Isso é uma patada. — Ele a encarou divertido. — E eu gostei.

Ela bufou, mas não conseguiu evitar um sorriso mínimo no canto dos lábios.

Ponto de vista dele

"Ela tenta se manter fechada, mas eu percebo... o brilho nos olhos, o jeito que segura o riso. Ela não é fria. Só não quer ser pega desprevenida."

A Fila do Check-in

Chegando ao portão, uma fila enorme se formava para o embarque. Poli suspirou, exausta.
Ele, por outro lado, parecia se divertir.

— Você reclama muito. — ele disse, encostando-se à mala dela.
— Eu não reclamo, constato. — respondeu.
— Constatar com essa cara de brava é a mesma coisa que reclamar.
— E você? Vive dando opinião na vida dos outros?
— Só na sua.

Ela o encarou, incrédula.

— Você não tem filtro, né?
— Nenhum. — Ele abriu um sorriso largo. — É mais divertido assim.



Na fila, uma criança pequena reconheceu Jeon e gritou seu nome. Instantaneamente, algumas pessoas começaram a olhar, celulares se ergueram. Ele rapidamente puxou o capuz para baixo e encostou mais perto dela.

— Ótimo, agora virei alvo. — murmurou.
— Problema seu. — ela retrucou, mas percebeu o desconforto dele.

A criança correu até ele, pedindo autógrafo. Jeon sorriu, atendeu, tirou foto. Mais pessoas se aproximaram. Em poucos segundos, a fila parecia um mini-fã-clube.

Poli cruzou os braços. Parte dela queria rir. Parte queria fugir.

Quando finalmente voltaram à fila, ela comentou:

— Então essa é sua vida? Ser perseguido em qualquer lugar?
— Mais ou menos. — Ele suspirou. — Às vezes é bom. Às vezes é... sufocante.
— Parece insuportável.
— É. — Ele a olhou sério. — Por isso eu gostei de você. Você não liga.

Ela sentiu o coração acelerar. Droga.

O Assento Surpresa

Ao entrarem no avião, Poli teve outra surpresa: o assento dela estava exatamente ao lado do dele.
Ela arregalou os olhos.

— Isso só pode ser perseguição. — murmurou.
— Ou destino. — ele rebateu, piscando.

Ela bufou e jogou a bolsa no compartimento.

Durante a decolagem, silêncio. Ele parecia tranquilo, até demais. Ela, por outro lado, estava nervosa com a coincidência.

— Não fica nervosa. — ele disse de repente.
— Eu não estou nervosa.
— Está sim. Está mordendo o lábio.
— Eu sempre mordo o lábio.
— Não sempre. Só quando está tentando esconder algo.
— E você sabe disso como?
— Porque eu presto atenção.

Ponto de vista dela

"Como alguém pode ser tão irritante e, ao mesmo tempo, tão atento? É perigoso. Esse garoto é perigoso."



— Me diz uma coisa... — ela começou. — Você fala assim com todas?
— Assim como?
— Direto, sem filtro, cheio de charme barato.
— Não é charme barato. É verdade.
— Verdade? Você nem me conhece.
— Mas quero conhecer. — Ele virou o rosto para ela, sério. — E isso já é verdade.

Ela ficou em silêncio por alguns segundos. Ele era impossível.

— Você não entende, garoto...
— Garoto? — ele interrompeu, rindo. — Eu tenho 27 anos. Não sou um adolescente.
— Eu tenho 37. — ela retrucou, firme. — Então, sim, você é um garoto para mim.
— Dez anos. — Ele repetiu, pensativo. — Interessante.
— Interessante?
— Gosto de desafios.

Ela engasgou com a água que estava bebendo. Ele riu, se inclinando para ajudá-la.

— Você é insuportável. — ela tossiu, afastando a mão dele.
— E você é irresistível quando fica brava. — ele respondeu, ainda rindo.

– O Primeiro Impacto

O voo seguiu, entre silêncios e provocações.
Em um momento, ela adormeceu, cansada. A cabeça tombou levemente para o lado. Ele, sem pensar, ajeitou um cobertor sobre os ombros dela, observando em silêncio.

"Mesmo brava, ela é linda..."

Quando ela acordou, percebeu o gesto.

— Foi você? — perguntou, ajeitando o cobertor.
— Não. Foi o espírito da mala vingativa. — ele respondeu, sério, antes de rir.

Ela tentou não sorrir. Mas falhou.

O avião pousou. Eles se levantaram, cada um com sua mala.
Na porta de saída, se olharam por um instante.

— Então é isso. — ela disse. — Cada um segue sua vida.
— Você acredita mesmo nisso? — ele perguntou, encarando-a.
— É claro. —
— Pois eu não. —

E, sem esperar resposta, ele se afastou.

Poliana ficou parada, observando-o sumir na multidão.
Seu coração batia rápido demais. E ela odiava admitir: parte dela queria vê-lo de novo.

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