Apenas Um Conto - PJM|JJK

By eu_melzixx

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Apenas Um Conto fala sobre uma história de amor incompreendida, invejada, odiada pelas pessoas más, e amada p... More

Prólogo

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By eu_melzixx

JM.

[Alguns dias após a morte da Rainha]

O céu chorava no mesmo ritmo que o coração do jovem príncipe. Grossas gotas de chuva deslizavam pelas janelas de vidro colorido do castelo de Karaá, como se até os céus lamentassem a perda que caíra sobre o reino. Park Jimin, então com apenas treze anos, permanecia imóvel, os dedos pequenos trêmulos ao redor do medalhão que sua mãe sempre usava no pescoço.

Rainha Minseo, a joia mais preciosa do reino e a luz mais terna da vida de Jimin, havia perdido a luta contra uma doença silenciosa, cruel e incurável. Por meses ele a viu definhar, cada vez mais frágil, e ainda assim sempre sorrindo para ele - como se seu maior esforço fosse esconder a dor para que o filho não se assustasse. Mas Jimin sabia. Ele sempre soube. E, ainda assim, nada o preparou para o momento em que o silêncio tomou o lugar da respiração fraca de sua mãe.

O rei estava no salão do trono, lendo documentos. Jimin entra devagar, com os olhos vermelhos.

- Pai... posso ficar aqui um pouco?

- Claro, Jimin. Sente-se. - A voz um pouco fria de seu pai, mas ainda sim tentando não demonstrar.

Um silêncio tomou conta por alguns segundos, até Jimin cortar ele.

- Ela... ela estava com medo? - Jimin sussurra a pergunta, como se fosse levar uma bronca, ainda tenso sobre mencionar a mãe.

-Não. Sua mãe era corajosa. Mesmo no fim, ela sorria por você.

-Eu devia ter dito mais vezes que a amava...

-Ela sabia, meu filho. Ela sempre soube.

[Algumas semanas depois]

O velório foi grandioso, como deveria ser para uma rainha. Flores brancas cobriam os salões, súditos se curvavam em respeito, mas Jimin apenas via vultos. O castelo, antes repleto de risos calorosos e canções suaves que sua mãe cantarolava nos corredores, agora parecia um mausoléu. Seu pai, o rei, mergulhou no dever e no luto silencioso. Jimin, por outro lado, mergulhou em algo mais profundo: a solidão.

Jimin estava no jardim, olhando as flores da estufa. O rei se aproxima, com as mãos nas costas.

-Ela gostava dessas flores. - 'O rei diz, baixo, respeitando o momento.'

-Ela dizia que flores viviam pouco, mas deixavam o perfume para trás.

-Minseo deixará mais que perfume, Jimin. Ela deixou você.

-Então por que parece que o senhor se esqueceu dela tão rápido? - 'Jimin com os olhos marejados direciona seu olhar para seu pai.'

-O luto de um rei é diferente. O reino não pode parar pela dor. - 'Um suspiro culposo sai.'

-Mas eu parei. Eu parei por dentro. E ninguém parece se importar com isso.

Tudo que se escutava agora era a dor de Jimin se transformando em lágrimas.

[Três meses depois]

Nos meses que se seguiram, Jimin se afastou do mundo. Passava horas escondido na antiga estufa onde sua mãe cultivava flores de cerejeira, buscando no aroma e na memória qualquer migalha de consolo. Ele chorava em silêncio, com a cabeça encostada nas vidraças frias, porque príncipes não deveriam desmoronar. Mas ele não era apenas um príncipe. Era um filho em luto.

No salão de jantar, silencioso. Jimin empurra a comida no prato. O rei observa.

-Você precisa comer. Está fraco.

-Ela costumava me fazer mingau quando eu ficava triste...

-Eu... não sei como te ajudar, Jimin.

-Então só fica comigo. Só... fica.

O rei, pela primeira vez, segura a mão do filho sobre a mesa.

[Seis meses depois]

Aos poucos, a dor deixou de ser um grito e virou uma sombra constante. Cresceu junto com ele, moldou sua postura, seu olhar, sua forma de sentir. Aos 14 anos, Jimin era conhecido por sua graça e compostura, mas poucos sabiam o quanto seu sorriso era um espelho polido - bonito por fora, mas cheio de rachaduras por dentro.

No túmulo da rainha. O rei coloca uma flor. Jimin está ao lado, mais crescido, ainda triste, mas mais forte.

-Sinto falta dela todos os dias. - Jimin diz com um sorriso orgulhoso.

-Eu também.

-A dor nunca some, né?

-Não. Mas um dia... ela deixa de gritar. E passa a sussurrar.

-Eu não quero esquecer ela. - Jimin abaixa o olhar até o chão.

- Então viva de um jeito que ela se orgulharia. É assim que ela continua viva.

---

Ele jamais esqueceu sua mãe. E talvez, em cada gesto gentil, em cada palavra doce que oferecia ao povo, estivesse tentando manter viva a mulher que lhe ensinou o que era amor, mesmo quando o mundo se tornou escuro demais para vê-lo.

A história de Jimin não começa com a coroação. Nem com batalhas ou alianças. Ela começa com uma perda - e com a promessa silenciosa de que ele nunca deixaria sua dor ser em vão.

JK.

A tempestade começou quando o céu ainda era claro.

O navio real cortava as águas calmas rumo ao continente vizinho, levando consigo promessas de alianças, descobertas e uma nova era de paz. Mas, para o rei Jeon Jungkook, a viagem significava muito mais. Era sua chance de mostrar ao mundo a mulher que ele amava - sua esposa, sua rainha - e o herdeiro que ela carregava com tanto orgulho.

Aos vinte anos, Jungkook havia se tornado o rei mais jovem da história do império asiático. Um governante justo, forte e destemido, mas que encontrava sua verdadeira força nos braços da esposa, uma mulher de alma doce e espírito firme. Ela o equilibrava. Ela o completava.

Ela estava grávida de sete meses quando partiram.

Mas o mar não respeita coroas nem destinos.

O que começou como uma simples mudança de vento se transformou rapidamente em um pesadelo. As águas se revoltaram, o céu desabou sobre eles, e Jungkook se viu impotente diante da fúria da natureza. Ele tentou segurá-la, tentou protegê-la, mas no momento em que o barco partiu em dois, tudo foi arrancado dele.

Ele sobreviveu. Ela não. Nem o filho que ela carregava.

Durante dias, o império chorou com ele. Mas ninguém sentiu a dor como o jovem rei.

Agora, quatro anos depois, Jungkook governa com a mesma firmeza, mas sem o brilho no olhar que antes iluminava os corredores do palácio. Seu coração está trancado em luto, e o trono, embora ainda ocupado, parece mais vazio do que nunca.

Ele é um rei amado por seu povo, temido por seus inimigos - e assombrado pelos fantasmas de um passado que o mar levou, mas que o tempo se recusa a apagar.

[...]

[Quatro anos depois]

- Recebemos uma carta do reino Karaá, eles querem uma visita nossa. Gostam do seu jeito de governar e querem fazer algumas trocar e parceirias. É o primeiro em anos. - Hoseok vem me dizer a notícia de forma alegre.

- Não.

- A-ah... Olha senhor Jeon, o prínci-

- Hoseok eu sou seu primo, fomos criados juntos, pare com essa porcaria de "senhor"! Isso me irrita.

- Jungkookie... O príncipe de lá tem 19 anos, ele vai ser rei em alguns meses, na mesma idade que a sua. Ele talvez precise de alguns conselhos. Acho que seria bom sair um pouco do conforto. - Hoseok sussurra, parece que pisando em ovos para falar com o rei.

Jungkook levanta o olhar dos papéis para sua janela onde o pôr do Sol já acontecia. Um suspiro alto e sem paciência toma conta da sala.

- ISSO É UM SIM?!? Ah meu deus finalmente!!! - Hoseok sai pulando de felicidade da sala sem nem ouvir o que Jungkook iria dizer.

- Agora vai ter que ser né. - Jeon se recosta em sua cadeira observando a cerejeira que já está a murcha no seu jardim.


LEIAM!!!

Bom, esse prólogo serve apenas pra vocês conhecerem um pouco da história deles, ficou mais curto do que eu imaginava, mas mesmo assim eu gostei (um pouco :^

Vocês gostariam de ler uma história de romance proibido no ano de 1813? Onde eles vão ter que enfrentar a vida pra ficarem juntos e lutar por seu amor? Então aqui você vai encontrar (eu acho)

Talvez eu abandone a fic, talvez não.

Eu estou gostando bastante do rumo que ela está tomando e acho que irei continuar. Tenho 60% de certeza que vou continuar escrevendo os capítulos, já tenho o primeiro concluído!! (Não revisei ainda)

Enfim, eu gostei bastante e estou bem animada com essa idéia.

Se eu conseguir, eu vou postar todo sábado!!
Acompanhem e votem 😭😭

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