A Baby dos mafiosos

By Lua_santosXds

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Maya é uma doce menina que esconde seu jeitinho de todos, rejeitada pelos seus pais e irmã, Maya só tem o seu... More

Apresentação
Prólogo
capítulo 1
capítulo 2
capítulo 3
capítulo 4
capítulo 5
capítulo 6
capítulo 7
capítulo 8
capítulo 9
capítulo 10
capítulo 11
capítulo 12
explicação
capítulo 13
capítulo 14
capítulo 15
capítulo 17
capítulo 18
capítulo 19
capítulo 20
capítulo 21

capítulo 16

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By Lua_santosXds

~QUEBRA DE TEMPO~
1 SEMANA DEPOIS

O sol mal havia nascido, mas Lorenzo e Matteo Di Ângelo já estavam de pé, como sempre. Sentados à grande mesa da cozinha, os dois tomavam o café preto de todas as manhãs, vestidos impecavelmente em seus ternos escuros, prontos para mais um dia no império da máfia. A conversa era séria, como costumava ser quando o assunto envolvia negócios.

— A remessa chega hoje à noite. Quero que os homens dobrem a segurança no porto — Lorenzo disse, sua voz firme e autoritária.

Matteo girou levemente a colher dentro da xícara, pensativo.

— Acha que pode haver alguma movimentação inesperada?

Lorenzo soltou um suspiro pesado, levando a xícara aos lábios antes de responder.

— Com certeza. Depois da traição da semana passada, não podemos baixar a guarda. — Ele pousou a xícara no pires, os olhos afiados como os de um predador. — Já tratei do problema. O traidor não será mais uma ameaça.

Matteo assentiu, um pequeno e quase imperceptível sorriso curvando seus lábios.

— Bom. Não podemos deixar falhas no nosso sistema.

A conversa continuaria, mas um som suave e manhoso quebrou o silêncio da casa. Um chorinho sentido ecoou pelo corredor, seguido de uma vozinha trêmula e infantil:

— P-papaiii…! Papai ‘Teooo… Papai ‘Renzo…!

Os dois se entreolharam no mesmo instante. O chefe da máfia fria e calculista que Lorenzo era desapareceu num piscar de olhos, e Matteo largou a colher sem nem pensar duas vezes.

— Maya… — Lorenzo murmurou antes de se levantar rapidamente, os passos apressados em direção ao quarto da pequena. Matteo o seguiu imediatamente, a expressão de ambos tomada por uma preocupação amorosa que ninguém no mundo ousaria imaginar neles, mas afinal era a mulher deles ali né.

Ao abrirem a porta, o coração dos dois apertou.

Maya estava encolhida entre os cobertores macios, seus olhinhos marejados de lágrimas, o rosto corado pelo calor da febre. A chupeta mal se segurava entre seus lábios, e sua respiraçãozinha trêmula fazia o peito dela subir e descer de um jeito que partia o coração dos dois homens mais temidos do submundo.

Assim que os viu, esticou os bracinhos frágeis na direção deles, soluçando baixinho.

— Dodói… — ela choramingou, a voz embargada. — Maya num qué dodói… num qué mais…

Matteo foi o primeiro a pegá-la no colo, sentindo o corpinho quente e trêmulo contra seu peito. A garotinha se agarrou a ele de imediato, enterrando o rostinho febril contra seu terno caro, como se ali fosse o único lugar seguro no mundo.

— Shhh, minha princesa… Daddy está aqui — ele murmurou, embalando-a suavemente.

Lorenzo sentou-se ao lado, deslizando os dedos pelos cabelos escuros da filha com um carinho que ninguém, além de Maya, já havia recebido dele.

— Você está queimando, piccolina… — disse, o tom preocupado. — Vamos cuidar de você, está bem?

Maya fungou, apertando mais os bracinhos em volta do pescoço de Matteo, sua chupeta se movendo ritmicamente enquanto tentava se acalmar.

— Quê mamá… — murmurou fraquinho, os olhinhos brilhando de cansaço e febre.

— Eu vou pegar, amore mio — Lorenzo disse imediatamente, já se levantando para preparar a mamadeira.

Matteo ficou com a pequena nos braços, sentindo o corpinho dela relaxar levemente contra o seu. Ele continuou balançando-a de leve, sussurrando palavras suaves enquanto ela se aconchegava.

Quando Lorenzo voltou, trazendo a mamadeira de leite morno, Maya já tinha os olhinhos semicerrados, completamente entregue ao cansaço. Matteo a ajustou nos braços, e Lorenzo segurou a mamadeira perto dos lábios dela.

— Aqui está, meu amor… seu mamá… — disse suavemente.

Maya pegou a mamadeira sem soltar a chupeta, sugando devagarinho enquanto os dois a observavam atentamente. A cada gole, parecia se acalmar um pouco mais, os soluços diminuindo.

Matteo e Lorenzo trocaram um olhar silencioso. A máfia poderia esperar. O mundo poderia esperar. Maya era a única coisa que realmente importava.

Maya estava encolhida nos braços de Matteo, com o rostinho quente e corado pela febre. Os olhinhos marejados piscavam devagar enquanto ela enterrava o rosto no pescoço dele, fungando baixinho.

— Não, papai... não quero... — murmurou, a voz manhosa e embargada, segurando firme na camisa dele.

Lorenzo suspirou ao lado, passando a mão pelos cabelos suados da garotinha.

— Amore, você precisa tomar banho. A febre tá alta — disse ele, a voz gentil, mas firme.

Maya fez um biquinho trêmulo, o lábio inferior tremendo antes que uma lágrima solitária escorresse por sua bochecha.

— Não... só quero colo... — soluçou, enfiando os bracinhos ainda mais ao redor do pescoço de Matteo, como se quisesse se fundir a ele.

Matteo trocou um olhar com Lorenzo, os dois claramente sem coragem de forçar a pequena. Matteo beijou sua testa quente, sentindo o coração apertar ao vê-la tão fragilzinha.

— A gente te dá muito colinho depois, piccolina, prometo — Matteo sussurrou, balançando ela de leve.

Lorenzo, mais prático, já estava preparando a banheira com água morninha.

— Vai ser rapidinho, meu amor. Depois o papai veste seu pijaminha e te dá muito carinho, tá bem?

Maya choramingou mais um pouco, fungando contra Matteo.

— Mas eu tô dodói... só quero os daddys...

Matteo sorriu, passando os dedos pelo rostinho dela.

— E nós estamos aqui. Sempre. Mas você quer melhorar, não quer?

Maya hesitou, os olhinhos brilhando de lágrimas. Então, soltou um suspiro derrotado e assentiu fraquinho, mas sem largar o pescoço dele.

Lorenzo riu baixo, já sabendo que Matteo teria que entrar com ela no banho, senão Maya não ia querer soltar.

— Parece que hoje você tem um banho junto, amore mio.

Matteo suspirou, mas um sorriso carinhoso dançava em seus lábios.

— Se é isso que nossa princesa precisa... então vamos lá.

E mesmo manhosa, mesmo choramingando baixinho, Maya sabia que estava segura. Porque nos braços dos papais, nada podia machucá-la.

Segurar Maya contra meu peito enquanto ela tremia de febre era como levar uma facada no coração. Ela estava tão molinha, tão frágil… O rostinho corado e os olhinhos pesados de sono e cansaço. Mesmo depois do banho, a febre não tinha baixado. Lorenzo estava ajoelhado ao nosso lado, testando sua temperatura de novo, e a expressão séria dele só me deixava mais preocupado.

— Ainda está muito alta, Matteo. A gente precisa levá-la pro hospital.

Eu já sabia que essa era a única opção, mas dizer isso em voz alta parecia cruel. Maya enterrou o rostinho quente no meu pescoço, os bracinhos apertando com força enquanto um gemidinho manhoso escapava de seus lábios.

— Não, papai... num qué... — a voz dela estava tão fraquinha, embargada, e ela soluçou baixinho. — Num quelo ir...

Lorenzo passou a mão nos cabelos dela, tentando acalmá-la.

— Amore, você precisa. O médico vai ajudar você a melhorar.

Mas ela só se apertou mais contra mim, se encolhendo como se pudesse se esconder.

— Num... num quelo... só quelo colo... só quelo Daddy e papai...

Meu peito apertou. Ela estava regredindo, ficando ainda mais manhosa, falando como se fosse ainda menor do que já era. Um sinal claro de que não estava nada bem.

— Ei, princesa... — murmurei contra seus cabelos, balançando-a devagar. — Você confia em mim e no papai, não confia?

Ela fungou, mas assentiu bem fraquinho.

— Então confia na gente agora. Nós vamos com você. Você não vai ficar sozinha nem por um segundo.

Os bracinhos dela se apertaram ainda mais em mim, o corpinho quente tremendo.

— Num quelo dodói... — ela soluçou baixinho.

— Eu sei, piccolina, eu sei... — Lorenzo beijou sua testa, a preocupação nublando seus olhos. — Mas nós estamos aqui. Sempre.

Maya choramingou de novo, se encolhendo como um bebê, e eu soube que sair de casa com ela seria uma batalha. Mas era uma batalha que valia cada lágrima. Porque eu faria qualquer coisa para garantir que nossa pequena ficasse bem.


Eu odiava essa sensação de impotência. Sentir Maya quente e molinha no meu peito, frágil e febril, era como levar um golpe direto no estômago. O carro avançava pelas ruas em velocidade constante, nosso motorista, um dos melhores, dirigindo com precisão. Atrás de nós, o comboio de segurança seguia de perto, nossos homens garantindo que ninguém ousasse se aproximar.

Matteo segurava Maya com cuidado, murmurando palavras suaves enquanto ela gemia baixinho, claramente desconfortável. Seus olhinhos brilhavam de febre, e o biquinho trêmulo que ela fazia só deixava mais claro o quanto não estava bem.

— Shhh, piccolina... já estamos chegando — Matteo sussurrou, balançando-a suavemente.

Mas Maya se remexeu, soltando um choramingo baixinho antes de esticar os bracinhos na minha direção.

— Papai...

Meu peito apertou. Sem hesitar, puxei-a para o meu colo, sentindo seu corpinho quente se encaixar contra mim. Ela se agarrou ao meu pescoço, enterrando o rostinho na curva do meu ombro, enquanto soltava um suspiro trêmulo.

— Pronto, minha pequena. O papai tá aqui — murmurei, passando a mão por seus cabelos suados.

Matteo pegou a bolsinha dela, sempre pronta para emergências, e eu rapidamente puxei a cobertinha preferida da nossa menina. Com cuidado, enrolei Maya nela, cobrindo-a por completo, deixando apenas seu rostinho à mostra.

— Assim você fica mais confortável, amore mio — falei, ajeitando-a melhor em meus braços.

Ela se aconchegou ainda mais, os dedinhos pequenos segurando um pedacinho do tecido, e eu soube que a cobertinha estava ajudando.

Matteo, atento como sempre, pegou a chupeta dela e me entregou. Toquei de leve seus lábios com o bico de silicone, e sem hesitar, ela aceitou, sugando devagar.

— Ela vai ficar bem, Lorenzo — Matteo disse, tentando
manter a calma, mas eu conhecia bem aquele tom, ele estava mais tenso que eu.

Olhei para Maya no meu colo, tão vulnerável e pequenininha, apertei um pouco mais ela em meus braços.

---Ela tem que ficar bem -- corrigi com a voz mais sombria possível, mas logo me arrependi pq escutei um choramingo de Maya

Ela odeia que eu fale nesse tom





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