SEUS OLHOS VIOLETA

By freyamackenziesnape

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Mundo Bruxo. Cenário pós-guerra. Severo Snape, que outrora fora chamado de traidor, hoje considerado inocente... More

Antes de tudo...
Depois da guerra...
A primeira aula
A bela adormecida
Guardião
Poções
Um amigo
Um pedido de desculpas
Floresta
Que falta que tu faz
Benção
Patrono
Cabelos Negros e prazer pra dar (...)
Caçada
Dádiva?
Baile de formatura
Agora tudo faz sentido...
Paz
Epílogo - Um amor completo

Irlanda do Norte e suas surpresas

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By freyamackenziesnape


POV MADELEINE

- Eu? Ir com você? - ri de nervoso

Ele levantou uma sobrancelha tentando entender a minha reação

- É extremamente compreensível sua reação. Mas tudo bem.

- Eu vou!

Ele me olhou incrédulo.

Snape me convidara para ir junto com ele para a Irlanda atrás da sua última alternativa para cura e eu só imaginara que seria extremamente importante não só para ele, mas pra mim também. Navi iria me esganar, mas eu estava disposta a ir.

- Mas e quanto as aulas, o restante dos alunos e pessoas... O que iremos dizer?

- Simples, não precisamos dizer!

Eu adoro a praticidade dele.

- Exceto...- Ele fez uma pausa dramática - o Seu... namorado. Creio que pra ele você deva satisfações.

- Quem? Meu namorado? Mas eu não ten... Ah... Navi Black? Quanto a isso não precisaremos nos preocupar. Quando podemos ir?

- Certo... lhe darei amanhã para se organizar. Na sexta, logo cedo partiremos. Lembrando que teremos que andar pela floresta na irlanda 1 dia e meio até o local onde se encontra a erva.

Eu assenti entusiasmada.

Passava da meia noite quando sai dos aposentos de Snape e embora ele relutasse em me deixar ir sozinha para o dormitório. Senti o vento frio das masmorras bater em meus rosto que estava quente devido o whisky e o calor da lareira e me tremi, Snape viu e pediu licença. Ele voltou de lá de dentro com uma capa de cor preta e a depositou em meus ombros, agradeci pela ajuda, dei boa noite e me virei

- Snape? - Parei em súbito a tempo de vê-lo ainda de pé na porta

- Sim...

Cheguei mais perto dele e com um sussurro falei:

- Eu não tenho namorado... - Ele me encarou sem entender - Quanto ao Black, ele é gay!

Snape ficou sem reação, mas por uma fração de segundos consegui notar um sorrisinho no canto de sua boca.

Dei as costas e desapareci na escuridão do corredor ouvindo o farfalhar da capa que eu usava de Snape pelo chão.

POV SNAPE

Era uma manhã fria de sexa feira e como combinado eu esperei Madeleine em meus aposentos para aparatar dali mesmo, com ordem de Minerva. Minhas coisas já estavam prontas, eu usava uma camisa cinza escuro, um colete de botões pretos e um sobretudo preto. Aguardava minha companhia de viagem com uma certa excitação, meus pés inquietos e mãos frias me deduravam.

Eu estava disposto a não fazer o convite para Mackenzie mas me pareceu uma perfeita oportunidade para ela poder conhecer mais o mundo de poções, que ela tanto gostava.

POV MADELEINE

Malas prontas e um coração acelerado. Era assim que eu me sentia.

Dei uma última olhada no espelho aproveitando que eu estava sozinha no quarto, pois as aulas já havia começado, e gostei da imagem no espelho.

Eu nunca fui magérrima, eu diria que eu era um pouco acima do peso, mas não tão assim. Usava tamanho 44, de acordo com o mundo trouxa. Meu rosto era redondo, de pele branca que facilmente ficava vermelha - principalmente nas bochechas e meu corpo tinha curvas que por vezes me incomodavam. Minha genética era uma mistura perfeita de meus pais: não cresci tanto, igual minha mãe porém herdei o rosto redondo, os braços mais grossinhos e pernas bem torneadas do meu pai.

Eu usava uma calça preta de alfaiataria que delimitava bem minhas curvas, uma blusa azul escuro de seda que ia até os cotovelos e sapatos pretos scarpin da marca trouxa Louboutin, que tinha a parte de trás vermelho vivo, meu cabelo preso em um rabo de cavalo e alguns fios soltos ao redor do rosto. Peguei meu casaco de couro preto, reduzi minhas malas para caber nos meus bolsos e desci até a sala comunal.

Encontrei Navi, meio amuado, me esperando. Ele perdeu a primeira aula só para se despedir de mim.

- Navi... Por favor, não fique assim!

Ele me abraçou forte e sentiu meu perfume - Hypnotic poison.

- Você sabe como me sinto, eu temo por sua vida, você virou uma irmã pra mim... e se ele não conseguir te proteger caso a louca da Soraya encontre vocês?

Só de ouvir o nome dela eu me arrepio inteira.

- Hei, só você e a professora Minerva sabem disso. - Coloquei uma palma da mão em seu rosto - e eu também sei me defender. Vai dar tudo certo! Escuta, por que não aproveita o fim de semana e dá uma escapada em Hogsmeade com o Jon? Aproveite... Não é sempre que eu te deixo em paz. E outra coisa... Não sei se irei conseguir mandar cartas, temos medo de serem interceptadas, mas prometo mandar noticias assim que possivel.

Ele assentiu, um pouco mais conformado.

Navi estava mais "próximo" de um Corvinal chamado Jon Slander, um ruivo de sorriso fácil e divertido; Black tinha receio de contar como ele realmente se sentia para mim, por sua opção sexual e seu temor por sua familia descobrir e demorou até que ele se abrisse pra mim, o que não era ruim assim, pois isso evitava que pessoas inconvenientes se aproximassem de mim com a intenção de ele ser meu "namoradinho". Snape sabia, pois eu lhe informei e sei que ele não faria nada pois o que ele ganharia com isso?

- Tá bem! Mas se aquele Morcegão encostar um dedo em você, eu deixo ele careca!

Eu ri dando um últiimo abraço nele.

POV SNAPE

Ela estava esplêndida.

Seu perfume de cereja me deixou atordoado.

Dei passagem para ela entrar.

- Vamos? - Ofereci um braço para ela enquanto aparatamos para a Irlanda.

POV MADELEINE

Eu me senti muito, muito tonta na minha primeira aparatação. Meu estômago virou do avesso. Ainda bem que não tinha comido nada naquela manhã. Snape me deu um tempo para me recompor do evento, enquanto ele voltava suas malas para tamanho normal. Apesar de ser um vilarejo bruxo, não poderiamos chamar atenção, então nossas malas seriam um belo disfarce de apenas dois turistas que acabaram de chegar.

Nos direcionamos ao hotel, cada um de nós com sua mala. As ruas eram tranquilas, de pedra, remontavam a arquitetura medieval ainda. Passamos em frente a uma loja de varinhas, ampla, bem iluminada; mais na esquina tinha um pub ainda fechado chamado "Vikings Beer" - um nome bem caracteristico por sinal - e um beco sem saída logo após. Andamos por mais uma quadra e nosso hotel nos esperava - Um prédio alto, bonito com vidros espelhados e letreiro azul: LAGUNA HOTEL. Nos dirigimos a recepção para fazer chek-in e uma bela morena de cabelos cacheados nos atendeu.

- Senhores, desculpe o transtorno mas, infelizmente nosso último quarto de solteiro teve de passar por reparos. Temos apenas um disponivel, na verdade, uma suíte, na cobertura, com vista para o lago azul pelo mesmo valor dos quartos reservados

Eu senti minhas bochechas esquentarem. Snape me olhou de canto de olho como se não soubesse o que falar.

- Ficamos com ele! - Falei sem pensar

"Atitude, filha! Homens gostam de atitude." Lembrei das palavras que minha mãe me falou uma vez.

Snape me olhava com a boca apenas fazendo movimentos, procurando palavras.

- Que maravilha! - A recepcionista pareceu aliviada - Vamos, eu os levo até lá.

- Só um minuto! - Snape a interrompeu. - Madeleine, você está ciente do que acabou de fazer? - Ele puxou no canto e falou baixinho.

- Sim...

- Não vou dormir com você... Isso é... isso é... Inadmissivel! - Ele protestou.

- Olhe o tamanho dessa cidade, você acha mesmo que teremos outra oportunidade igual essa e mais... - Dei um sorriso amarelo para a moça que nos esperava com um olhar curioso sem entender nada - você acha que tem outro hotel melhor e mais seguro que esse? Só por um instante, pense...

Ele saiu primeiro que eu, bufando em direção a recepcionista. Eu sabia que tinha ganhado!

POV SNAPE

Ela sabia como me tirar do sério e pior ainda, como vencer de mim. Eu estava convivendo com um monstrinho!

Abri o quarto da suíte e era elegante e amplo; Madeleine estava logo atrás de mim demonstrando surpresa

Uma cama de casal enorme, ao centro, chamava atenção; criados mudos cor marfim, cortinas que iam do teto ao chão cor creme com detalhes dourados, uma mesa com uma cadeira e um pequeno guarda roupa de duas portas. Ao fundo pude notar uma porta que deduzi ser o banheiro.

Depositamos as malas no chão enquanto Madeleine naturalmente senatava na cadeira e tirava seus sapatos com uma cara de alivio. Eu permanecia estático, ponderando se dava ouvidos aos meus pensamentos e voar pela janela para longe dali. Mas eu só fiquei parado!

Madeleine me encarava com um olhar curioso de cima a baixo, me despertando da divagação. Levantei uma sobrancelha em contestamento, ela desviou o olhar.

Fui até o banheiro e encontrei uma pia de mármore branco, um box de vidro e uma banheira enorme onde logo acima estava escrito: INSTRUÇÕES PARA LIGAR A HIDROMASSAGEM, torci o nariz em resposta. Levantei a manga da minha camisa até os cotovelos e joguei água no meu rosto. Eu estava nervoso, devo admitir, e parecia errado e indisplicente dividir o mesmo quarto com uma aluna minha. Eu vou procurar outro hotel! Está decidido.

Eu saí com os pensamentos decididos porém, quando a vi apreciando a vista que as cortinas escondiam, meus pensamentos cairam por terra. Ela tinha um brilho no olhar que era magnifico, um sorriso de felicidade e calmaria.

Timidamente ao seu lado, apreciei a visão que dava para um lago cor azul. Realmente, uma belissima visão.

- É lindo não, é? - Ela me perguntou e eu apenas assenti com um muxoxo.

- Madeleine... - Não sabia direito o que dizer - Caso não queira dividir o quarto comigo, não se preocupe, eu estou decidido a procurar outro e ...

- Você é meu guardião não, é? - Ela disparou naturalmente sem se virar para mim - Não vejo motivos de você procurar outro lugar e além disso, somos adultos e creio que você não faria nada de errado comigo ou a menos que eu quisesse.

- Está bem! Eu acho que preciso de um banho, se me der licença.

A água quente bateu sobre meu corpo e naquele momento tive certeza de que era tudo que eu precisava.

POV MADELEINE

Eu não pude deixar de ficar nervosa, mas eu aprendi a controlar minhas emoções e pensar com a razão no momento certo. Eu não poderia abrir brechas para qualquer erro em nossa "missão", ainda mais correr o risco de não ter Snape por perto, não que eu não pudesse me defender sozinha mas seria colocar a responsabilidade e compromisso dele de me proteger, em jogo. Me arrepiei novamente em pensar em Soraya. Pelas últimas noticias, ela foi vista tentando assassinar mais uma pessoa que por um milagre sobreviveu. O rapaz contou que ela lançou um feitiço de estuporamento que ricocheteou em uma pilastra porém, alguns pedaços de concreto cairam sobre o garoto, o machucando feio. Ela, segundo o relato dele, dizia "Em nome do Lord das Trevas e pelo meu Prometido" antes de lançar o feitiço.

"Que guria, doida!" Pensei comigo mesma.

A porta do banheiro se abriu e um vapor quente tomou conta do ambiente e tinha um cheiro delicioso de hortelã. O homem tinha os cabelos negros úmidos e vestia um roupão preto, tentei disfarçar e desviar o olhar mas a imagem era bonita demais para ser ignorada.

Ele me encarou por um instante e eu fiquei rubra de vergonha.

Abri o vidro da janela enorme e sai para a pequena varanda que tinha uma graciosa mesinha com duas cadeiras, me recostei no parapeito e esperei ele se arrumar.

Tomei um banho logo em seguida, enquanto ele fez o mesmo até eu me trocar.

Ele saiu do quarto e me deixou à sós como uma forma de me dar privacidade com a desculpa de "rondar o ambiente para notar qualquer coisa ou atitude suspeita". Almocei sozinha admirando a vista e a tranquilidade. Não me preocupei com Snape pois se tinha uma coisa que ele sabia ser era discreto e ele sabia se virar sozinho. Tirei um cochilo a tarde e estava quase escurecendo quando ele entrou pela porta do quarto. Me sentei na cama rápido e empunhei a varinha.

- Por favor, não me estupore! - Ele disse caçoando

- Eu poderia, se quisesse!

Eu tinha pegado o gosto em responder sua acidez à altura. Olhar a cara de consternado dele era satisfatório.

- Sairemos hoje para jantar, caso queira.

Assenti.

POV SNAPE

Eu estava pronto para sair. Usava uma camisa branca, um colete verde escuro e um blazer preto, além de calças pretas.

Madeleine saiu do banheiro vestindo um aroupa que me deixou de queixo caido: Um vestido preto com uma manga só, longo e justo na cintura e ia descendo marcando suas curvas. E ainda tinha uma fenda que deixava seu joelho direito e parte da coxa a mostra. Ela andava longe de ser uma super modelo magra, era uma mulher de curvas bem acentuadas e braços fortes, mas era muito mais bonita que uma super modelo. Um bracelete dourado e sandálias de salto cor dourada davam a ela um toque especial e seus longos cabelos escorriam pelas costas. Ela pegou um casaco uma bolsinha pequena dourada que acreditei conter sua varinha que fora diminuida e lhe dei passagem para sair. Seu perfume de cereja exalava a quilômetros.

POV MADELEINE

Era a primeira vez que eu saia para jantar com alguém e eu sentia um frio na barriga, mesmo sabendo que seria nada demais.

Adentramos em um restaurante aconchegante e pude notar que era bruxo. Uma meia luz neutra, um jazz baizinho tocando ao fundo, mesas cobertas com um tecido cor de vinho. Decidimos mutuamente pegar uma última mesa, mais escondida a fim de nos afastar dos olhares curiosos dos outros poucos casais que estavam ali.

O garçom nos atendeu com toda a atenção possivel, fizemos o pedido e eu pedi um vinho tinto suave para tomar, fazendo Snape me olhar com de um jeito penetrante.

Tomei uma taça rápido e pude ouvir um "Vá com calma, Mackenzie!". Dei de ombros.

Jantamos em um silêncio leve e nada incomodativo para ambos.

Eu comecei a sentir calor, minhas bochechas esquentarem e a suar, tive que prender meu cabelo em um coque para amenizar

- Acho que chega de vinho, não? - Ele me advertiu.

- Só mais uma taça, já está acabando! - Fingi inocência enquanto ele virava o olho.

Pedimos a conta e a essa hora eu já estava meio zonza do litro de vinho que tomamos. Ele nem ficou vermelho!

Quando levantei da cadeira fiquei mais zonza ainda e segurei o braço dele repetindo em pensamentos "Não me deixe cair, por favor, por favor!" e acredito que ele ouviu pois acomodou o meu braço na curva do seu e nos guiou até a saida.

O vento frio cortou meu rosto e estremeci.

Seguimos andando devagar e em silêncio até passar em frente a um pub, próximo ao hotel. Parei na frente do local e Snape também se viu obrigado a parar.

- ah não, nem pensar, mocinha!

- Escute... Tem uma louca querendo me matar, eu não sei exatamente porque, inclusive eu posso morrer amanhã... - Tomei um ar - Então só por hoje, me deixe viver e... Viva comigo. Ainda é cedo da noite!

Ele me analisava incrédulo e acreditei que ele ia me colocar sobre seus ombros e me levar embora pro hotel, mas não, ele mesmo nos arrastou até a porta do local.

Era meio barulhento, cheio de pessoas dançando uma música eletrônica conforme uma luz neon azul piscava de acordo com as batidas da música, era escuro, exceto pela luz do bar que ofertava vários tipos de bebida.

Sentamos nos banquinhos que a ilha do bar fornecia.

- Qual a boa de hoje? - o homem careca e tatuado abriu um sorriso pra nós

- Uma dose de tequila... - Falei sorridente

- Um Whisky com dois cubos de gelo - Foi o pedido de Snape

Eu já estava na terceira dose de tequila e meu coração batia conforme a música. Pude notar que Snape me olhava sério, enquanto ainda bebia sua primeia dose de bebida.

- Onde aprendeu a beber assim? - Ele perguntou

- Não... Sei! - Solucei - É a primeira vez que bebo tanto em um só - Outro soluço - dia!

Não conversamos sobre coisas sérias, apenas o tempo suficiente para eu contar como foi minha vida no Brasil, qual minha perpectiva depois que sair da escola e outras bobeiras. Notei o tempo todo que Snape permanecia em alerta, sempre olhando ao redor e percebi que fazia parte do plano de me "proteger". Eu já estava pra lá de Baguidá quando ele me perguntou algo que eu não entendi, então cheguei mais perto dele. Céus, eu me perdi olhando os lábios dele. Ele também me olhou compenetrado - olhando dos meus olhos para minha boca - uma leve faísca de lascivia passou por seus olhos eu não estava ficando louca, mesmo depois de estar bêbada. Eu não pensava direito e nem tinha uma coordenação motora normal naquele momento mas algo fez eu chegar mais perto dele e parece que o local ficou em completo silêncio, eu só focava no seu rosto e lábios, ele também chegou mais perto e pude sentir sua respiração quente em meu rosto..

- Severo Snape! - Uma voz estridente nos acordou do momento, fazendo nos afastar.

Uma mulher que devia ter um pouco a mais que a idade de Snape, de cabelos castanhos de pontas ralas na altura dos ombros, óculos de armação vermelha que disfarçavam olheiras e uma pele murcha com rugas em seu rosto no lugar de bochechas e muito magra nos olhava com fúria.

- Kelly? O que diabos faz aqui, mulher? - Ele vociferou

Eu olhei a cena tentando entender.

- Você parece que me esqueceu rapido, não foi, covarde?

- te esquecer? - Ele pareceu confuso - pelos deuses, você está louca!

- Louca? E ainda resolve sair com essa... Biscatezinha!

A mulher se dirigiu a mim. Na hora o efeito da bebida parece que passou e minha coordenação motora voltou ao normal. Eu levantei e me pus de frente a mulher que era alta, bem mais alta que eu, mesmo eu usando saltos.

- Escute aqui, senhora...

- Senhora? - a mulher falou em deboche - e ainda ousa me afrontar? Quem é você sua ratazana?

- KELLY, CALA A MERDA DESSA BOCA! EU NÃO TENHO NADA COM VOCÊ!

Snape vociferou e várias pessoas pararam para nos observar.

Ela então veio para cima de mim e eu como instinto fechei minha mão com força e soquei seu rosto e vi ela cair pelas banquetas do balcão do bar.

Snape me puxou pela mão e saimos correndo enquanto algumas pessoas atrás de nós urravam em algazarra. Corremos pela rua fria, meu coração parece que queria sair pela boca. Ouvimos passos atrás de nós e Snape me empurrou para um pequeno beco. Era só um outro casal.

Snape permanecia de frente pra mim, com o corpo colado ao meu que estava grudado na parede de pedras, mantinha sua varinha em mãos e a outra tapava minha boca. Ele me olhou com aquele mesmo olhar de divertimento. Travesso.

Sua mão saiu da minha boca e seu polegar desenhou meu lábio inferior, desceu até a pele branca do meu pescoço e fechou a mão ao redor dele. Senti minha excitação e nervosismo aumentar, eu tinha vários corações pulsando em vários lugares de meu corpo e lá em baixo, paece que batia muito mais rápido. Ele abaixou o rosto até a base do meu pescoço e expirou profundamente o meu perfume por alguns segundos e depositou um beijo na minha pele suada pela correria... E se afastou de repente.

Pegou minha mão e com um sorriso travesso começou a correr e eu o acompanhei.

Fechamos a porta atrás de nós e escorregamos até o chão, ainda dando risadas. Eu o olhei e pensei no quão bonito ele era.

- Você devia sorrir mais! - aconselhei.

Ele se levantou e me ajudou a tirar as sandálias, me levou até a cama e me fez deitar. Eu estava podre de bêbada.

- Durma... - Ele falou baixinho.

- Boa noite, Snape... - Eu apenas pude dar um último risinho de bêbada antes de ouvir um " Boa noite, Einy" fraquinho antes de me entregar a escuridão.

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