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Oleh VioletValente

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Nicole Forbes é uma garota de 17 anos, muito tímida e recatada, que mora em uma cidade pequena. Sempre foi um... Lebih Banyak

AVISO ⚠️
CAPÍTULO 01
CAPÍTULO 02
CAPÍTULO 03
CAPÍTULO 04
CAPÍTULO 05
CAPÍTULO 06
CAPÍTULO 07
CAPÍTULO 08
CAPÍTULO 09
CAPÍTULO 10
CAPÍTULO 11
CAPÍTULO 12
CAPÍTULO 13
CAPÍTULO 14
CAPÍTULO 15
CAPÍTULO 17
CAPÍTULO 18
CAPÍTULO 19
CAPÍTULO 20
CAPÍTULO 21
CAPÍTULO 22
CAPÍTULO 23
CAPÍTULO 24
CAPÍTULO 25
CAPÍTULO 26
CAPÍTULO 27
CAPÍTULO 28
CAPÍTULO 29
CAPÍTULO 30
CAPÍTULO 31
CAPÍTULO 32
CAPÍTULO 33
CAPÍTULO 34
CAPÍTULO 35
CAPÍTULO 36
CAPÍTULO 37
CAPÍTULO 38
CAPÍTULO 39
CAPÍTULO 40
CAPÍTULO 41
CAPÍTULO 42
CAPÍTULO 43
CAPÍTULO 44
CAPÍTULO 45
CAPÍTULO 46
CAPÍTULO 47
CAPÍTULO 48
CAPÍTULO 49
CAPÍTULO 50
CAPÍTULO 51
CAPÍTULO 52
CAPÍTULO 53
CAPÍTULO 54
CAPÍTULO 55
CAPÍTULO 56
CAPÍTULO 57
CAPÍTULO 58
CAPÍTULO 59
CAPÍTULO 60
CAPÍTULO 61
CAPÍTULO 62
CAPÍTULO 63
CAPÍTULO 64
CAPÍTULO 65
CAPÍTULO 66

CAPÍTULO 16

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Oleh VioletValente

Já passava da meia noite, e eu nem havia ligado meu celular - nem pretendia. Me sentia desconectada do mundo lá fora, e isso trazia uma paz perturbadora. Saboreava o hambúrguer que Camila tinha preparado para mim, uma explosão de temperos que quase fazia esquecer de tudo. Quando dei mais uma mordida, Gael, ao meu lado, lançou uma pergunta casual que mudou o clima.

- Onde você foi ontem? - ele perguntou, olhando diretamente para Camila.

Engoli a comida lentamente, saboreando cada pedaço, mas a curiosidade começou a se insinuar. Eu também estava curiosa o que me fez levantar o olhar. Camila fez uma pausa longa demais antes de responder, e eu observei cada detalhe, desde o jeito que ela mexeu nos cabelos até o leve tremor de seus dedos.

- Eu? - ela hesitou, lançando um sorriso rápido, mas sem graça. - Estava lá na fogueira.

Houve um silêncio tenso, e um arrepio gelado percorreu minha espinha. Algo não parecia certo. Camila estava escondendo algo.

- Ouh, você não estava - falei, meio casual, mas notando uma leve mudança no rosto dela.

Camila parecia surpresa, e uma tensão sutil crescia no ar entre nós.

- Estava sim. Como vocês não me viram? - Ela sorriu, mas seus olhos evitavam o contato com os meus. Foi aí que percebi: ela estava escondendo algo. O nervosismo dela era evidente, quase tangível. Uma suspeita incômoda se formou na minha mente, e um pensamento escuro passou por mim.

- Você estava? - perguntei, a voz baixa, controlada, mas com uma curiosidade que fazia questão de transparecer. Ela balançou a cabeça afirmativamente, mas desviou o olhar, inquieta.

- Camila... você estava com alguém?

Camila ficou em silêncio, e o leve rubor em seu rosto me dava uma resposta quase clara. Ela evitou meus olhos e olhou para o balcão, visivelmente desconfortável.

- Tem um homem me chamando na mesa - disse ela, pegando uma jarra cheia de cerveja com pressa, como se estivesse fugindo da conversa.

Gael começou a rir ao meu lado, e mesmo contra a minha vontade, um sorriso escapou dos meus lábios . No fundo, eu sabia que havia algo mais ali. Está com o Gael e Camila, me fazem esquecer dos problemas com a minha família.

- Nicole.

Ouço uma voz familiar atrás de mim. Me viro lentamente e encontro Otávio, seu rosto carregado de uma expressão que não me incomodo em decifrar. Dou de ombros e volto minha atenção para o espaço à frente, tentando ignorá-lo, mas ele insiste.

- Sua mãe está muito preocupada com você, podemos ir lá fora um instante?

Gael, me lança um olhar e eu dou um sorriso o tranquilizandog.
Reviro os olhos antes de assentir com a cabeça. Não faço ideia do que ele quer, mas decido seguir. Andamos até o estacionamento, onde os poucos clientes que restavam do lado de fora estavam em grupos pequenos, rindo e bebendo, um contraste irônico com a tensão que carregávamos. Ao longe, vejo Luke, de costas para nós, com alguns homens ao redor, todos segurando copos de cerveja. Ele está sem jaqueta, vestindo apenas uma calça preta e uma camisa cinza justa, que contorna seus músculos. Quando me vê, um sorriso aparece em seu rosto, mas eu não retribuo. Me viro de volta para Otávio, sentindo um misto de irritação e curiosidade.

- Então, o que você quer? - pergunto, minha voz saindo firme e carregada de cansaço.

- Sua mãe está preocupada com você.

Solto uma risada seca e balanço a cabeça, sem acreditar.

- Não pareceu muito quando eu entrei lá.

Otávio estreita os olhos, seu rosto carregado de uma seriedade quase opressiva.

- Nicole, pare com isso. Você castiga demais sua mãe. Ela também é sua família.

"Família". A palavra me atinge como uma faca. Famílias eram pra ser laços de segurança, de amor. Não isso.

- Família? A que você destruiu, é isso que você quer dizer?

Minha voz sai mais alta do que planejava, e percebo alguns olhares se voltando para nós. Do outro lado, vejo Luke observando atentamente a discussão, seu rosto assumindo uma expressão de fúria silenciosa. Otávio também levanta o tom de voz, e sinto o ambiente ao redor mudar, ficando mais denso.

- Eu não destruí nada! Eu amo a sua mãe.

Sua voz ecoa pelo estacionamento, e percebo que todos, inclusive os amigos de Luke, estão atentos. O próprio Luke parece em alerta, seu olhar sombrio cravado em Otávio.

- Então fale pra ela que ela não tem mais essa filha.

Dou as costas, determinada a deixar essa discussão para trás. A voz de Otávio me chama, agora num tom mais agressivo.

- Nicole, espera!

Antes que eu possa reagir, ouço a voz de Luke, baixa e ameaçadora.

- Acho melhor você baixar o tom de voz.

Me viro e vejo Luke encarando Otávio com uma intensidade gélida. Seus companheiros se aproximam, cercando Otávio como uma ameaça clara. Por um segundo, o medo me percorre, sabendo que, apesar de tudo, não posso deixar Luke fazer nada drástico. Me coloco no meio deles, empurrando Luke com as duas mãos em seu peito firme, tentando conter a tensão crescente.

- Luke, pare.

Otávio, com os nervos à flor da pele, olha para ele com uma expressão de desafio.

- E quem seria você, o namorado dela?

Antes que eu possa responder, minha mãe aparece, tentando se aproximar, a expressão dela um misto de surpresa e desconforto.

- O que está acontecendo aqui? - ela pergunta, posicionando-se ao lado de Otávio. Eu ainda estou no meio, com a mão apoiada no peito de Luke, sentindo o calor de sua pele através da camisa fina. Ele olha para minha mãe com um desprezo silencioso, mas logo se vira para Otávio, o olhar carregado de ameaça.

- Acho melhor você sair daqui - ele diz, sua voz num tom que deixa claro que não está para discussões.

- Luke Bryan, calma - minha mãe murmura, tentando quebrar a tensão, mas isso só faz os olhos de Luke faiscarem ainda mais. Seus olhos, antes apenas intensos, agora são pura fúria.

- Luke Bryan? - Otávio murmura, como se finalmente tivesse percebido com quem estava lidando.

Olho para Luke e respiro fundo, decidida a acabar com essa cena.

- Luke, posso conversar com eles um pouco? Por favor?

Ele me encara por um instante, seus olhos encontrando os meus com uma intensidade que quase me faz estremecer. Depois de um segundo, ele balança a cabeça em concordância, e dou um passo para trás, surpresa e aliviada que ele tenha escutado meu pedido. Ele recua, mas não vai muito longe, mantendo-se a menos de um metro de mim, com os mesmos da gangue logo atrás, todos em alerta.

- Nicole, eu estava preocupada - minha mãe começa, a voz baixa e hesitante.

Reviro os olhos, já cansada dessa conversa.

- Mãe, será que a gente pode falar sobre isso amanhã? Vou dormir na casa do papai, e amanhã te ligo. Hoje... eu realmente não tô bem.

Ela parece considerar isso, abrindo a boca para argumentar, mas logo fecha e solta um suspiro resignado.

- Certo, mas... não demore muito aqui.

Faço que sim com a cabeça, e a observo se afastando com Otávio. Um peso parece sair de cima de mim, mas sinto o olhar de Luke se aproximando, carregado de curiosidade e algo mais, algo que me faz estremecer. Ele se aproxima, parando ao meu lado, braços cruzados sobre o peito, e lança um sorriso suave.

- Você estava bem? - ele pergunta, a voz baixa, mas carregada de um interesse genuíno.

- Ah, sim... estou, obrigada - respondo, sorrindo, enquanto ele me lança uma piscada, o que só realça ainda mais seus traços. Meu coração acelera com esse gesto, e ele percebe.

- Acho que vou ligar para o meu pai - murmuro, ainda um pouco inquieta.

- Não precisa - ele diz, de repente. - Se quiser, dorme lá em casa.

Minha mente dá um salto. Ele estava me convidando? Tento disfarçar a surpresa e levanto uma sobrancelha.

- Com a Camila, Nicole - ele completa, com um sorrisinho de canto de boca, e solta uma risada suave.

- Ah, sim. - Não consegui evitar rir também.

Ele faz um gesto para eu sentar ao lado dele no capô de um dos carros. Com um pulo, ele sobe, e eu o sigo, percebendo o quanto é fácil estar ali, ao lado dele. Luke usa vários anéis nos dedos, e eles brilham sob a fraca luz, adicionando um charme sombrio a ele, algo quase perigoso.

- Quem era aquele cara?

- O Otávio? Não sei... acho que é o namorado da minha mãe.

Luke levanta uma sobrancelha, visivelmente surpreso.

- Por que ele tava falando com você daquele jeito?

Coloco uma mecha de cabelo atrás da orelha, sentindo meu rosto esquentar, e passo a língua pelos lábios, numa tentativa de me acalmar.

- Porque peguei ele beijando minha mãe, e tenho certeza de que a ideia de ir embora da cidade é dele.

Ele fica em silêncio por um segundo, o olhar profundo e preocupado.

- E você vai embora?

Nego com a cabeça, deixando claro que minha decisão já estava feita.

- Não, não vou. Vou ficar aqui com meu pai.

Ele hesita, como se quisesse perguntar algo mais.

- Então, por que você não gosta da ideia da sua mãe com ele?

Sinto que devo responder, mesmo que o assunto ainda doa demais.

- Bom, minha família era... feliz antes da minha mãe mudar. E agora, percebo que é por causa dele - dói falar sobre isso, mas seguro o choro. - Minha mãe era o tipo de mãe que levava a gente pra escola, buscava, fazia sessão cinema com a família. E agora... o meu pai está sozinho, a maior parte do tempo vendo vídeos antigos de quando eu era pequena. Isso é demais pra mim.

Mais lágrimas começam a escorrer, pensando no meu pai sofrendo e sem que eu percebesse, Luke segura meu rosto entre suas mãos, enxugando as lágrimas com uma delicadeza que quase me quebra. Ele não diz nada, mas seu toque é reconfortante, e me vejo desejando mais daquela sensação.

- Eu sei que ele vai superar isso, e você também sabe. Às vezes, pessoas que amamos vão embora... e vamos ficar bem.

Eu não entendi o que exatamente ele estava se referindo, mas ele tinha razão.

Sem pensar, abraço-o. Ele passa a mão em meus cabelos, trazendo uma calma que eu tanto precisava. Quando nos afastamos, percebo que nossos rostos estão muito próximos, nossas bocas a milímetros de distância. Meu coração dispara, e eu quase me inclino para ele, desejando aquele beijo que parecia inevitável. Mas ele vira o rosto.

Um silêncio constrangedor se instala, e me afasto um pouco, voltando a olhar para frente.

- Bom... - murmurei, me afastando um pouco e voltando para o meu lugar ao seu lado no capô. - Devemos ir?

A dor da rejeição era como uma faca lenta, cortando-me por dentro. Tínhamos combinado ser apenas amigos, mas aquela proximidade, os gestos dele, tudo me fazia desejar mais. A sensação de estar presa no limiar entre amizade e algo mais me torturava.

- Certo - ele respondeu, a voz baixa e firme. - Vou falar com a Camila.

Olhei para o chão, tentando disfarçar o desapontamento. Mas Luke parecia notar cada detalhe, cada hesitação minha, como se pudesse enxergar o que estava acontecendo dentro de mim.

🦂

J

á passava das três da manhã, e a voz animada de Camila parecia sem fim. Ela falava sobre seus planos de viagem enquanto eu lutava contra o sono, tentando disfarçar meus bocejos. Sentia que, a qualquer momento, ia acabar dormindo ali mesmo.

Descemos para a cozinha em busca de um lanche rápido, e foi aí que percebi algo estranho: Luke não estava por lá, e a porta do quarto dele estava levemente entreaberta. Olhei para Camila, tentando disfarçar a curiosidade.

- O Luke não tá? - perguntei, tentando soar casual.

Camila deu uma rápida olhada para a porta antes de voltar ao seu biscoito.

- Nem sempre ele dorme aqui - respondeu ela, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Isso me fez parar e pensar. Ele dormia com alguém?

- Ele... dorme com alguém? - minha voz saiu baixa, como se eu mesma estivesse com receio de saber a resposta.

Ela deu um gole longo em seu café, lançando-me um olhar enigmático.

- Sabe, nem eu sei. Ele não gosta de falar sobre o que faz.

Assenti, fingindo entender, e voltei a focar no meu biscoito. Aquele mistério sobre Luke só me deixava mais intrigada, mas me forcei a não pensar nisso agora. Ele dormindo com outra era incômodo. Depois do lanche, finalmente subimos e nos preparamos para dormir.

Algumas horas depois, acordei com o som vibrante do celular. Senti Camila resmungar ao meu lado, mas ignorei enquanto olhava a tela: era minha mãe ligando. Saí do quarto com cuidado para não acordá-la, fechando a porta atrás de mim.

- Alô?

- Nicole, querida, como você está? - A voz dela soava suave, mas percebi um toque de preocupação.

Dei um suspiro, tentando parecer tranquila.

- Tô bem, mãe.

- Que bom. Você quer se encontrar? - perguntou, com uma hesitação que fez meu coração apertar.

Eu não estava exatamente no clima, mas sabia que precisava resolver algumas coisas com ela.

- Claro. Vamos no Gnyys? - sugeri, lembrando-me da nossa lanchonete favorita.

- Certo, querida. Nos vemos lá.

Desliguei o celular e fiquei um momento parada, apoiando a cabeça na porta e respirando fundo. Tinha que conversar com minha mãe e esclarecer algumas coisas, mesmo que isso significasse enfrentar minhas próprias dúvidas.

- Tá tudo bem? - Ouvi a voz de Luke vindo da varanda próxima. Ele devia ter escutado parte da conversa.

Me virei surpresa, mas tentei disfarçar.

- Ah, sim, tá tudo bem.

Ele me encarou por um instante, depois deu um sorriso suave.

- Como você dormiu?

Me aproximei devagar, parando a menos de um metro dele.

- Bem. E você? Imagino que tenha dormido muito bem.

Ele percebeu a leve provocação na minha voz e deu um sorriso sexy.

- Muito bem. Agora preciso ir. Quer uma carona?

Balancei a cabeça, recusando gentilmente.

- Não, vou andando. Preciso pensar um pouco.

Ele assentiu e se afastou, e enquanto descia as escadas, senti uma tranquilidade estranha ao observá-lo ir.

Talvez não fosse tão ruim ser amiga dele, eu me divertia e tinha conversas boas com ele.

🦂

Quando cheguei ao Gnyys, o ambiente estava tranquilo, quase vazio. As luzes suaves da lanchonete e o aroma de café fresco criavam uma sensação de aconchego. Assim que entrei, vi minha mãe sentada em uma mesa próxima às janelas, tomando seu café, mas com um olhar pensativo e triste.

- Mãe? - chamei, aproximando-me.

- Nicole! - Ela se levantou e me puxou para um abraço apertado, como se quisesse me proteger de tudo. Sua mão passou de leve pelos meus cabelos, e depois nos sentamos.

- Quer alguma coisa? - ela perguntou, levantando a mão para chamar o garçom.

- Um sorvete de morango, por favor.

Em poucos minutos, o garçom trouxe meu pedido. Tomei uma colherada, aproveitando a sensação doce e gelada, enquanto ela parecia reunir coragem para falar.

- Querida, eu queria te explicar que...

- Mãe... - interrompi, deixando o sorvete de lado por um momento. - Eu não deveria ter me alterado com você. Não é da minha conta.

Ela sorriu levemente, e pude ver um misto de alívio e compreensão em seu rosto.

- Eu sei, mas quero que entenda como as coisas aconteceram. - Ela suspirou, tomando mais um gole de café. - Conheci o Otávio no trabalho, no banco. A gente realmente se deu bem, mas só tivemos algo depois que deixei seu pai.

Eu queria muito mesmo acreditar nela, mas por que algo no meu peito doía? Dei um sorriso tenso a ela.

- Desculpa, mãe. Não tenho o direito de me intrometer.

Ela sorriu mais uma vez, parecendo aliviada por ver minha compreensão. Eu ainda me sentia desconfortável com todas essas mudanças, mas queria ver minha mãe feliz, como queria ver meu pai feliz.

- Sobre a mudança... vou me mudar porque vou trabalhar com o Otávio na cidade vizinha. Não vai ser agora. Se você quiser...

- Mãe, eu vou ficar com o papai.

Vi o sorriso dela enfraquecer um pouco, mas ela assentiu, respeitando minha decisão.

- Mas sempre que quiser, vá me visitar.

- Certo, irei sim.

Ela me olhou, um pouco hesitante antes de perguntar:

- Nicole, você não tá... com o Luke Bryan?

Engasguei por um segundo, surpresa com a pergunta.

- Não, mãe.

Ela ergueu as sobrancelhas, sorrindo com um toque de diversão.

- Ele parecia bem furioso ontem e te defendeu.

Desviei o olhar, tentando disfarçar o desconforto, minhas bochechas estão vermelhas com certeza.

- Ele só gosta de mim como uma irmãzinha.

Ela deu um sorriso ainda maior, balançando a cabeça. Isso era mentira, eu sabia disso agora, mas minha mãe não.

- Que bom, querida. Ele também mudou bastante... virou um homem e tanto. E bem bonito, não acha?

Ri, meio sem graça, com o jeito brincalhão dela.

-Mãe - ela riu.

- Vamos jantar com o Otávio hoje? assim você conhece ele melhor.

- Mãe, vamos devagar, tá? Vou conhecer o Otávio aos poucos.

Eu sentia uma desconfiança inexplicável em relação a ele, mas não queria estragar a felicidade de minha mãe. Ela merecia uma nova chance, e eu faria o possível para respeitar suas escolhas.

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