Moments - Kitnina

By Kitty_out22

45.6K 3.4K 414

Alguns momentos do nosso casal Kitnina para nos deixar de coração quentinho. <3 "-Eu senti tanto a sua fal... More

Reencontro
Beach Day
Luau
Entre Risos e Suspiros
Rain
The Dinner
Wet flames
Sob o Toque da Lua
O Horizonte Azul
Night
Snow
Marry You
Oxytocin
Smoke
Smoke II
Smoke III
Caos
Desejo
Light
Light II
Blame
4:20
Light III
Kamagasaki
Blame II
Storm
Light IV
Blame III
Aishiteru
Memories II
Light V
Naruto
AVISO
Promises
mini au kitnina
1. - Mini Au Kitnina - onde:
2. - Mini Au Kitnina - onde:
Kitnina mini au:
Christmas Tree
Memories - Conan Gray

Memories

910 82 32
By Kitty_out22

Pov: Kit

Eu estava em pé em frente ao café, observando as luzes mornas que escapavam pelas janelas e se derramavam sobre a calçada. O café que, por tanto tempo, fora o palco de tantas das nossas memórias. Era o lugar onde eu e Nina nos encontrávamos para conversar, planejar o futuro, rir e, eventualmente, compartilhar silêncios que diziam mais do que qualquer palavra. Mas, naquele momento, o café era apenas mais um ponto em uma cidade indiferente para Nina.

Ela saiu do carro e lançou um olhar rápido e vazio ao redor, como se tentasse entender o que aquilo significava para mim. Nina parecia bem, mas o sorriso que costumava se iluminar com tão pouco brilho agora não passava de uma expressão vaga.

— É... diferente — comentou, enquanto eu abria a porta e a convidava a entrar.

Eu tentava manter a calma, ser paciente. "Devagar", eu me dizia. "Um passo de cada vez."

Ao entrarmos, o cheiro familiar de café fresco e canela nos envolveu, mas Nina não reagiu como antes. Ela costumava adorar esse aroma, chegava a fechar os olhos e puxar o ar como quem absorve o calor de casa. Agora, seu rosto permaneceu neutro.

— O que acha de um café? — perguntei, tentando quebrar o gelo.

— Claro, patroa — ela respondeu sem hesitar, e aquela palavra ainda me causava um desconforto tão estranho, cortante. Cada vez que ela me chamava assim, era como uma pequena navalha que cortava o ar entre nós. Mas, ainda assim, eu continuei.

Preparei os cafés, me concentrando na espuma, nos movimentos que, para mim, eram quase mecânicos depois de tantos anos. Tentei não deixar transparecer o quão solitário aquele ritual se tornava sem Nina ali, como antes.

Enquanto ela tomava o primeiro gole, observei o quadro pendurado na parede ao fundo. Era o meu último recurso, uma esperança silenciosa. Era um quadro encomendado especialmente para um Dia dos Namorados, no qual dois personagens que claramente nos representavam dividiam uma bebida com um toque romântico. A artista havia capturado uma delicadeza no olhar entre aquelas figuras, um sentimento que, para mim, era tão tangível e sólido. O quadro era uma lembrança das nossas noites compartilhadas aqui, do calor e da intimidade que dividíamos. E eu queria, desesperadamente, que aquilo evocasse algo nela.

— Esse quadro... ele é bem bonito — ela comentou, mas havia uma confusão em seus olhos. Sua testa franzida denunciava que algo não estava se encaixando na visão que ela tinha de nós.

— Lembra dele? — perguntei, mantendo a voz o mais serena possível.

Ela inclinou a cabeça, mordendo levemente o lábio inferior, e seu olhar se tornou distante, como se estivesse tentando captar algo que escapava por entre seus dedos.

— Não sei. Acho que... talvez, uma sensação. Mas é só isso — respondeu, e eu pude ver o desespero silencioso nela também. Não era fácil para ela, eu sabia. Não era uma escolha.

— Nina — comecei, tomando fôlego. — Esse quadro é de nós duas. Nós éramos mais do que chefe e funcionária. Na verdade, nós... éramos casadas. Ainda somos, tecnicamente.

Seus olhos se arregalaram, mas ao invés de recuar, ela fixou o olhar no quadro. Seus dedos estavam tensos em torno da xícara, e um leve tremor denunciava a força com que segurava a alça.

— Mas... isso não faz sentido. Não posso me lembrar disso. Quer dizer, eu me lembro de algumas coisas, mas... nada assim — sua voz falhou, e percebi uma vulnerabilidade ali, como se ela estivesse se vendo sem qualquer chão.

Decidi me aproximar, lentamente, respeitando o espaço que ela talvez precisasse, mas me permiti ficar ao alcance dela. Nossos olhares se cruzaram, e eu estendi a mão, tocando gentilmente o rosto dela, esperando, talvez, que um simples toque pudesse atravessar a muralha invisível entre nós. Ela não se afastou. Em vez disso, fechou os olhos, e por um momento, parecia haver uma suavidade em sua expressão, uma fagulha do que Nina e eu tínhamos antes.

— Tente lembrar — sussurrei, deixando que o som escapasse num murmúrio quase inaudível, como uma súplica.

Ela abriu os olhos e, de repente, uma leve expressão de reconhecimento apareceu em seu rosto, como se, por um instante, ela pudesse ver nossa história. Talvez fossem as luzes, ou o calor do café ao nosso redor, mas algo pareceu a envolver. Ela olhou para meus lábios, e eu sabia que ela sentia a mesma tensão inexplicável entre nós, algo antigo e familiar, mesmo que esquecido.

Eu me inclinei lentamente, mantendo o olhar nos olhos dela, observando cada minúsculo movimento de reação. Quando meus lábios finalmente tocaram os dela, era como tocar um pedaço do passado que nunca deveria ter se partido. Havia uma doçura hesitante, uma leveza que se misturava à dúvida, mas também ao reconhecimento silencioso de algo maior.

O beijo começou com uma suavidade tímida, mas logo se tornou algo mais profundo. Sua mão encontrou o caminho até minha nuca, e ali estava algo que ela fazia, um movimento quase inconsciente, como se seu corpo se lembrasse da nossa história antes da mente. O toque dela era um eco das nossas noites, dos dias que passamos lado a lado, dos momentos que passavam como faíscas entre nós.

Quando finalmente nos afastamos, sua respiração estava ofegante, e ela olhou para mim como se tivesse acabado de acordar de um sonho. Seus olhos estavam marejados, e pude ver uma mistura de sentimentos, fragmentos de memórias que, talvez, estivessem encontrando o caminho de volta.

— Eu... sinto alguma coisa. Algo familiar — sussurrou, levando a mão aos lábios, como se tentasse capturar o sabor daquele beijo. — Mas ainda não consigo lembrar de tudo.

— Está tudo bem — respondi, segurando suas mãos nas minhas. — A gente tem tempo.

Ela assentiu, e, por um breve instante, me deu um sorriso tímido, um sorriso que me lembrava da mulher que eu tanto amava. Sabia que seria um caminho longo e incerto, mas estava disposta a percorrê-lo ao lado dela, mesmo que, para Nina, fosse como conhecermos uma à outra pela primeira vez.



_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_

Gente, não sei se vcs gostam desses tipos de prints e tals. Achei que seria legal fazer umas coisas assim para ser mais "interativo", se não gostarem me avisem ❤️‍🩹

Continue Reading

You'll Also Like

241K 14.9K 43
"Mesmo depois de um tempo distante Meu corpo ainda chama você Cê faz parte do meu mundo Meu tudo em questão de instantes São só coisas que eu...
277 15 5
"A textura dos lábios carnudos, macios e deliciosos novamente aos seus era nostálgica e ao mesmo tempo nova; lembrava-a sempre da primeira vez em que...
479 26 2
_____Vamos parar com isso Gabi , - afirma se aproximando do menor ,parando próximo a cama se inclinando em direção ao loiro parando a alguns centímet...
9.3K 669 22
O beijo ia esquentando na medida que Hyejin passava sua mão em meu corpo, separamos o beijo pela falta de ar e ela me olha com um olhar malicioso. D...
Wattpad App - Unlock exclusive features