12. Ardente Paixão

Por nalvamartins2458

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Lucca Fassini é um homem maduro e determinado que sabe o que quer. Além de ser um dos herdeiros das milionári... Más

Prólogo - I
Prólogo - II
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90 - Revisão - Vazio
91 - Revisão - vazio
92 - Revisão - Vazio
Capítulo Cinquenta e Quatro
Capítulo Cinquenta e Cinco
Capítulo Cinquenta e Seis
Capítulo Cinquenta e Sete
Capítulo Cinquenta e Oito
Capítulo Cinquenta e Nove
Capítulo Sessenta - PLATAFORMA
EPÍLOGO I
EPÍLOGO II
EPÍLOGO III
UM
DOIS
TRÊS
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CINCO
SEIS
SETE
OITO
NOVE
DEZ
FIQUE POR DENTRO....
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Por nalvamartins2458

Lucca

— Ainda não, Lucca. Quem sabe na terceira ultrassom? — Ela continua o seu trabalho de medição e prescreve mais exames para Alice. E quando o exame termina, uma enfermeira limpa o gel e eu ajudo Alice a se levantar.

No consultório ouço atentamente as informações da Jenny. Muito repouso, nenhum aborrecimento, alimentação saudável e algumas vacinas. A consulta termina. Faço menção de sair da cadeira, quando escuto Alice perguntar.

— E o sexo? — Alice indaga me deixando de boca aberta.

Cacete, que porra de pergunta é essa?

— Está liberado. — Jenny diz toda profissional. Entretanto, ela troca olhares comigo.

— Sexo selvagem? — Minha noiva continua. Mortificado, eu fecho os olhos e respiro fundo.

Ela não perguntou isso!

— Aí depende da selvageria de vocês. Do que exatamente estamos falando?

Não fala!

Não fala!

Não fala!

— Tapinhas na bunda, puxões de cabelos, estocadas deliciosamente fortes... Essas coisas.

Ela falou!

Jenny segura o riso.

— Uau! Depois dessa estou querendo umas com o Cris. — Ela comenta.

Um buraco, pelo amor de Deus! Preciso enfiar a minha cabeça.

— Tudo bem! Não vejo nada demais em um bom e gostoso sexo selvagem.

Porra, até parece que elas estão tricotando o assunto, enquanto eu não tenho cara de olhar para a esposa do meu melhor amigo!

Puxo a respiração devagarinho. Pensando bem, foi melhor que a Jenny a acompanhasse. Não sei o que faria se essas perguntas chegassem ao Cris.

— Então explica para o meu noivo que não vamos matar o bebê com o nosso sexo?

— Já chega, Alice! — ralho baixo e entre dentes. Jenny arregala os olhos em espanto.

— Noivo? Desde quando? — Inquire espantada. — Alice ergue a mão em resposta e mostra o anel.

Mudança de assunto para minha alegria.

— Lucca me pediu nesse cruzeiro. — Ela segura a mão da Alice e analisa o anel.

— É lindo, Alice! Pelo visto nesse cruzeiro aconteceu de tudo, hein? — Alice me lança um olhar sugestivo e depois olha para a cunhada.

— Você não faz ideia. — Minha noiva retruca, fazendo graça.

Jenny ri do seu comentário, mas eu permaneço sério e sem graça.

***

No dia seguinte...

— E por que o jantar não acontece aqui em casa? — Papai inquire, olhando de mim para Alice.

Estamos na casa dos meus pais, passando uma tarde de domingo e tentando jogar conversa fora. E claro que eu tive que tocar no assunto de fazer um jantar de noivado na mansão dos Ávila.

— Porque vamos oficializar o noivado, pai. E nada mais justo que seja na casa dos pais da noiva. — Tento explicar.

— Não concordo. Vocês podem oficializar o noivado aqui. O que há de mal nisso? — Retruca.

Inferno!

— Ana, me ajuda aqui, por favor! — Peço quase em desespero.

— Ok. Posso sugerir um jantar em um restaurante com as duas famílias? Irão oficializar o noivado sem privilegiar nenhum dos lados. O que acha, Alice? — Inquire.

Minha noiva sorri satisfeita.

— Eu acho ótimo! E você amor? — Dou de ombros.

— Eu amo você, baixinha! — sibilo para minha irmã e todos riem. Entretanto, Edgar me encara sério.

— Tudo bem. Marquem o jantar e estaremos lá. Lucca, podemos conversar em particular?

Bufo internamente.

Porra, ele não desiste mesmo!

Contra minha vontade eu assinto e antes de segui-lo até o escritório, beijo a minha noiva na testa. Entrar nesse escritório sempre que sou convidado para uma conversa me causa irritação. Nós sempre discordamos. E sempre brigamos e no final saio aborrecido disso tudo. Meu pai vai até o seu bar de canto e serve um copo de uísque.

— Aceita? — Ele me oferece e eu faço não com a cabeça. Edgar assente e toma um gole da bebida, indo para um dos sofás isso me chama a atenção, porque ele sempre se senta em sua cadeira se sentindo o rei do pedaço.

— Sente-se aqui, filho. — Pede calmamente. Eu me acomodo no sofá de frente pra ele.

Sério, eu amo o meu pai e o respeito acima de muita coisa. Mas ele tem o dom de me tirar do sério. Depois de tomar mais um gole, ele larga o copo sobre a mesinha de centro, se encosta no sofá e os braços se abrem se apoiando nas costas do sofá.

— Filho eu compreendo que você ame a sua profissão. E de verdade, eu respeito isso. Mas eu tenho uma proposta para você... — Faço menção de me levantar, mas ele faz um sinal me impedindo. — Só me escute e se depois disso ainda me disser não, eu prometo que não tocarei mais no assunto.

Opa, isso é novidade!

Edgar Fassini está desistindo de insistir?

Faço um gesto de mão para ele continuar.

Ele puxa a respiração e bebe um pouco mais da sua bebida.

— Maria Flor está se desdobrando para conseguir manter a empresa no lugar. Estamos abrindo mais uma filial. O seu tio está tomando conta de uma delas em Manaus e eu não posso deixar a presidência para cuidar de mais uma empresa. — Ele respira fundo. — Não estou pedindo pra largar a sua profissão Lucca. Você trabalha dois dias corridos e folga dois dias. O que eu estou te pedindo é que compareça a empresa e faça a sua parte como administrador, pelo menos três horas por dia.

Ele termina de falar e me encara aguardando que eu diga algo.

— Deixe-me ver se entendi. Você quer que eu administre uma das indústrias, por três horas corridas todos os dias? O que eu posso fazer em três horas em uma empresa de grande porte papai? — Ele dá de ombros.

— Muito ou nada. Só depende de você. E se depois de assumir a empresa por um ano, você não quiser mais, eu ponho outra pessoa em seu lugar.

— Simples assim? Sem protestos? Sem brigas? Sem nada? — Ele faz um não com a cabeça.

— E sem exigências.

Respiro fundo e olho para o homem que é a fortaleza dessa família. Edgar Fassani é um coroa duro na queda. Aprendi com ele a ser resistente, persistente e a lutar pelo que eu quero. Somos iguais e por isso estamos sempre nos confrontando. O fato de ele dar o braço a torcer e desistir da nossa guerra significa muito para mim.

— Feito! — Digo de repente e lhe estendendo a minha mão. Um meio sorriso surge no canto da sua boca à medida que ele segura firme na minha mão. Então ele se levanta e quando estou de pé, sinto o abraço forte do meu pai.

— Obrigado, filho! — O olho nos olhos, abrindo um sorriso verdadeiro e logo saímos do escritório abraçado ao meu pai e as mulheres relaxam quando nos veem sair rindo e conversando amigavelmente

***

— Tudo bem aí? — Alice pergunta quando entramos no carro.

É de noite e nós estamos indo para o meu apartamento. Meu apartamento. Temos que discutir sobre isso.

— Está — Digo evasivo. Ligo o carro e aceno para os meus pais na porta da casa.

— Tem certeza?

— Tenho, amor — retruco atento ao trânsito. Ela bufa audível.

— Ok Lucca, estou esperando. O que você e o seu pai conversaram no escritório? — Eu a olho rapidamente.

— Curiosidade, Senhorita Alice? Eu não te conheci assim. — ralho, fazendo graça.

— Conta logo Lucca! — Pede impaciente.

— Ele me fez uma proposta e eu aceitei.

— Qual?

— Eu vou administrar uma das empresas durante uma semana. Nos meus dias de folga. — Ela sorri.

— Nossa, você já é uma delícia como bombeiro. Agora vou babá em você como CEO. — Sorrio.

— Você não é normal, Alice — resmungo sarcástico

— Claro que sou! — rebate me fazendo rir.

Contudo, logo ela entra em uma conversa pelo telefone com sua cunhada e obstetra, e eu tenho tempo de pensar na decisão que acabei de tomar. Administração de empresas não é muito o meu forte. Trabalhar trancado entre quatro paredes. Assinar papéis. Participar de reuniões. Não sei se tenho saco para isso. Mas não custa fazer a vontade do velho um pouquinho.

Quando paro o carro na garagem, o meu celular toca. É estranho que seja uma ligação do meu chefe de departamento, já que ainda tenho três dias de folga.

— Chefe? — O atendo prontamente.

— Lucca, desculpe interromper o seu descanso. Estou precisando da sua ajuda.

— O que aconteceu?

— Um incêndio dos grandes. Todos os bombeiros foram solicitados. E quanto mais ajuda melhor. — Respiro fundo e olho para Alice.

— Claro, chefe. Pode contar comigo!

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