Evil - Agathario

Par HeraHorn

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Para quitar as dívidas de sua família, Rio Vidal é entregue à vampira Agatha Harkness. Determinada a não acei... Plus

Capítulo 1 - Desafio
Capitulo 2 - Pensamentos
Capitulo 3 - Romanoff
Capítulo 4 - Entre o desejo
Capitulo 5 - Adaga
Capitulo 6 - Tempestade
Capitulo 7 - Ela não me quer ?
Capitulo 8 - Wantasha
Capítulo 9 - Será ?
Capítulo 10 - Me provoque
Capítulo 11 - Brincar
Capítulo 12 - Primeira vez
Capítulo 13 - Maximoff
Capítulo 14 - Hoje não
Capitulo 15 - Minha
Capítulo 16 - Vidal é uma idiota
Capitulo 17 - Boa de cama
Capítulo 18 - Abandono
Capitulo 19 - Segunda fase
Capítulo 20 - Tampar o sol com a peneira
Capitulo 21 - Harkness
Capítulo 22 - Tiro
Capítulo 23 - Braço de ferro
Capítulo 24 - Tesão
Capítulo 25 - Finalmente?
Capítulo 26 - Minha
Capítulo 27 - Amor
Capítulo 28 - Minha
Capitulo 29 - Wantasha
Capitulo 30 - Casal
Capitulo 31 - Bêbada
Capítulo 32 - Imortal
Capítulo 33 - Herdeiro.
Capítulo 34 - Cuidar
Capítulo 35 - Depressiva
Capítulo 36 - ficar
Capítulo 37 - Te amarei
Capítulo 38 - Enjoo
Capítulo 39 - Grávida
Capítulo 40 - Porra
Capítulo 41 - Não me negue
Capitulo 42 - Nick
Capítulo 43 - ex
Capítulo 44 - Nao vem de graça
Capítulo 45 - Possessividade
Capítulo 46 - Ninguém
Capítulo 47 - Bruxa do cão
Capítulo 48 - Vai dar merda
Capitulo 49 - É serio?
Capítulo 50 - Santa Piper
Capítulo 51 - Ela me tira do sério
Capítulo 52 - Maldita
Capítulo 53 - Seu sorriso
Capitulo 54 - Netos
Capitulo 55 - Mães
Capítulo 56 - Castigo
Capítulo 57 - Tons de Harkness
Capítulo 58
59 - Penúltimo
Capítulo 60 - Fim

Prologo

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Par HeraHorn


***Oie... apenas uma ideia... se curtirem posso continuar****

A noite estava densa na pequena cidade, e o vento uivava pelas frestas da janela da casa dos Vidal. A penumbra que tomava a sala apenas acentuava o clima de tensão entre o casal que se encontrava diante de uma decisão aterradora. Jaime Vidal caminhava de um lado para o outro, as mãos calejadas apertadas em punhos. Sua esposa, Celia, sentava-se em silêncio, o olhar perdido em algum ponto da parede.

— Não temos outra escolha, Jaime.— murmurou Celia, a voz trêmula. — As dívidas… Se não fizermos isso, estamos mortos. Você sabe o que ela faz com quem não paga.

Jaime parou de andar e olhou para a esposa, seus olhos cansados refletindo a mesma preocupação. Ele sabia que Agatha Harkness, a infame vampira que controlava a região com mãos de ferro, não era conhecida por sua misericórdia. Para aqueles que contraíam dívidas com ela, o pagamento era sempre em carne. E desta vez, a carne oferecida seria sua própria filha, Rio.

— Mas... ela é nossa filha, Celia. Eu... — a voz de Jaime falhou por um momento, antes de ele voltar a encará-la com dureza.

— É nossa única chance de sobreviver. Não há como escapar disso. Não podemos mais adiar.

— Mas ela não é só nossa filha,— retrucou ele, a voz finalmente quebrando. — Ela é tão jovem, tão cheia de vida... Não consigo suportar a ideia de entregá-la para aquele monstro. Agatha é implacável. Ela vai matar ela antes de cair a noite.

Jaime apertou os lábios. A fama de Agatha como assassina era conhecida por todos, mas o poder dela, o controle que exercia sobre a aldeia, era algo que os mantinha reféns. Era uma armadilha sem saída. Agatha não era apenas uma vampira, mas a última de uma linhagem quase extinta no século atual. Sua família havia prosperado enquanto outros vampiros se escondiam ou pereciam. Ela e seus poucos descendentes controlavam o comércio de sangue, o tráfico de informações, e a morte daqueles que a desobedeciam.

— Nos sabiamos que a quantia em dinheiro teria que ser paga. Ela exigiu uma garota virgem, Jaime.

—Não podemos simplesmente entregar Rio como um pedaço de carne!— gritou, levantando-se de súbito, incapaz de suportar a ideia por mais um segundo.

Antes que Celia pudesse responder, uma terceira voz cortou o ar, dura e carregada de revolta.

— Vocês estão falando de mim como se eu não estivesse aqui,— disse Rio, surgindo do canto da sala onde estivera ouvindo a conversa. Ela tinha os punhos cerrados ao lado do corpo, os olhos queimando de raiva. — Eu não vou ser entregue a um demônio por causa das dívidas de vocês. Isso é uma loucura!

Jaime e Celia se viraram para encará-la, ambos sem palavras por um momento.

— Rio... — começou Jaime, mas sua filha não o deixou continuar.

— Vocês acham mesmo que vou ficar quieta enquanto vocês me entregam como pagamento? Como se eu fosse uma mercadoria? Eu não sou algum objeto para ser entregue àquela bruxa!— a voz de Rio ecoava pela sala, carregada de uma mistura de fúria e desespero. — Eu não sou mais virgem! Então nem adianta tentar me vender para ela!

Um silêncio pesado caiu sobre a sala, e os olhos de Jaime se estreitaram.

— Isso não muda nada, Rio, — ele disse, a voz fria. — Agatha não se importa mais com essa exigência. Ela sabe que pode fazer o que quiser. E Wanda...— ele hesitou por um segundo, antes de prosseguir. — Wanda, a filha de Agatha, virá amanhã de manhã para buscar você.

Rio empalideceu, seus olhos se arregalando com a menção de Wanda. Todos conheciam Wanda Harkness, uma jovem vampira cujos poderes cresciam a cada dia. Embora fosse filha de Agatha, Wanda era uma caçadora habilidosa, treinada para lidar com qualquer resistência — e não mostrava piedade ao cumprir as ordens da mãe.

— Eu... eu não vou esperar por isso,— murmurou Rio, recuando um passo. — Eu não vou deixar que me entreguem para aquela família maldita!

Ela se virou rapidamente, correndo para fora da sala antes que seus pais pudessem reagir. Jaime deu um passo em direção à porta, mas parou, abaixando a cabeça com o peso do remorso e da resignação. Celia deixou escapar um soluço sufocado, mas sabia que não havia mais nada a fazer.

---

O amanhecer chegava à aldeia, e com ele, uma sensação de inquietude que parecia pairar no ar. A luz fraca do sol começava a banhar as casas, e uma figura solitária caminhava com passos lentos em direção à casa dos Vidal. Era Wanda Harkness. Seus olhos atentos e frios analisavam o caminho à sua frente, enquanto seu manto negro se arrastava pelo chão.

Ao chegar à porta, Wanda bateu, sua presença imponente fazendo a madeira ranger. Jaime foi o primeiro a abrir a porta, seus olhos pesados com a culpa e o medo.

— Senhorita Harkness. — ele disse, com uma reverência tensa. — Ela... Ela não está aqui.

Wanda arqueou uma sobrancelha, a expressão impassível.

— Explique.— foi tudo o que ela disse.

— Rio fugiu ontem à noite — disse Jaime, a voz falhando. — Nós... não conseguimos detê-la.

Wanda manteve os olhos fixos nos dele por alguns segundos, o silêncio entre eles se tornando insuportável. Então, sem dizer mais nada, ela virou-se e começou a andar pela direção da floresta. Sabia que Rio tentaria fugir, mas também sabia que não iria muito longe. A garota era impetuosa, mas inexperiente.

Com um movimento ágil, Wanda acelerou, movendo-se com uma rapidez quase invisível para olhos humanos.

— Ela não pode estar longe— murmurou Wanda para si mesma, seus olhos percorrendo o terreno à frente.

Não demorou muito para que os sentidos aguçados da vampira captassem a presença de Rio. Seus olhos vermelhos brilharam quando avistou a jovem correndo entre as árvores.

Rio corria desesperada, ofegante, o medo queimando em seu peito. Mas seu corpo já dava sinais de exaustão, e a sensação de que Wanda estava perto apenas alimentava seu pânico. Ela sabia que a vampira estava próxima, sentia isso no ar.

De repente, Wanda surgiu à frente de Rio, bloqueando seu caminho como uma sombra implacável.

— Você corre bem. — disse Wanda, sua voz suave, mas carregada de uma frieza letal. — Mas não o suficiente.

Rio parou abruptamente, seus olhos arregalados. Ofegante, seu peito subia e descia freneticamente.

—Saia da minha frente!— gritou Rio, tentando disfarçar o medo com raiva.

— Você não pode fugir de mim, Rio Vidal — respondeu Wanda, dando um passo à frente. — E eu sempre pego o que é da minha mãe.

Rio, ainda ofegante pela corrida, sentia o coração martelar contra o peito, mas se recusava a deixar o medo a dominar. Wanda avançava com sua postura imponente, os olhos vermelhos cravados nela como se já tivesse vencido. A expressão da vampira era de desdém, como se Rio não passasse de uma presa fácil.

— Fique longe de mim, Wanda!— gritou Rio, recuando alguns passos, mas sem baixar a guarda. Ela sabia que não podia correr mais.

Wanda sorriu de canto, seus movimentos precisos e controlados.

— Você acha que pode me machucar? — zombou Wanda, aproximando-se mais um passo, os dedos prontos para agarrá-la. — Você não sabe com o que está lidando.

Rio, determinada, agiu num impulso. Com um movimento rápido, ela saltou em direção a Wanda, as unhas prontas para atacar o rosto da vampira. Um instante antes de Wanda poder desviar, sentiu as unhas de Rio arranharem sua bochecha, deixando um rastro de sangue escorrendo pela pele pálida.

O sorriso de Wanda sumiu. O toque de dor era inesperado. Seus olhos se estreitaram, e em um segundo, o ar ao redor delas pareceu vibrar com a energia que a vampira emanava. Wanda passou o dedo pelos arranhões, observando o sangue, antes de erguer o olhar frio para Rio.

— Você vai se arrepender disso,— disse Wanda, sua voz baixa e perigosa.

Rio deu um passo para trás, tentando recuperar o fôlego, mas não havia mais tempo. Com um simples aceno de mão, Wanda lançou uma onda de poder contra Rio, que sentiu suas pernas cederem enquanto sua visão começava a escurecer. O corpo de Rio caiu pesadamente no chão, e tudo o que ela ouviu antes de perder a consciência foi a risada gélida de Wanda ecoando ao redor.

Wanda, ainda com o corpo de Rio jogado sobre o ombro, começou a caminhar de volta em direção à mansão Harkness. O peso da jovem  era surpreendente, mas o poder que pulsava dentro de Wanda a mantinha firme. No entanto, ao dar alguns passos, sentiu uma presença familiar atrás de si, uma sensação que fez sua pele arrepiar.

Ela parou abruptamente e se virou, seus olhos se encontrando com os de uma jovem ruiva que estava a poucos metros de distância. Natasha Romanoff. O coração de Wanda disparou. No passado, Natasha havia sido uma simples criança quando Wanda, em um momento de fúria e confusão, matou seus pais durante um ataque na cidade. Agora, a ruiva estava diante dela, cheia de raiva e determinação.

— Você — disse Wanda, sua voz carregando um tom de desdém. — O que você quer, Romanoff?

Natasha se aproximou, a expressão de desdém estampada no rosto.

— Quero saber o que você fez com a Rio. Acha que pode fazer o que quiser e sair impune? Nao pode simplesmente  vir e levar pessoas.

— Eu na verdade posso sim.

—Um dia, eu vou descobrir sua fraqueza e então você vai pagar — Natasha afirmou, a voz carregada de ameaças.

Wanda riu, um som frio e vazio. Com um movimento de mão, ela usou seus poderes, imobilizando Natasha no lugar. A jovem ruiva ficou paralisada, incapaz de se mover, mas sua expressão de desafio não vacilou.

— Você realmente acha que pode me ameaçar? — Wanda perguntou, se aproximando. — Já vi muitas pessoas como você, e todas acabaram em uma vala.

Natasha respirou fundo, encarando Wanda com intensidade.

— Eu não sou como os outros. Um dia, você vai se arrepender do que fez. Eu vou te encontrar e vou fazer você pagar — respondeu Natasha, a determinação em sua voz inabalável.

Wanda se afastou um pouco, estudando a jovem com um olhar de desprezo.

— Boa sorte com isso. Você pode ser forte, mas não é páreo para mim — Wanda provocou, liberando Natasha de sua prisão temporária, mas não sem antes dar um último aviso. — Vá embora, antes que eu mude de ideia. Você não passa de uma humana ridícula e frágil.

Natasha, ainda se recuperando, não hesitou. Ela lançou um último olhar desafiador para Wanda antes de se afastar, determinada a não deixar a raiva e a dor a dominarem ela queria atacar quando tivesse certeza que podia matar a vampira e ela estava dedicando toda sua a vida a pesquisas sobre isso. Para Wanda, no entanto, aquilo era apenas mais uma peça de um jogo qualquer.

Wanda observou Natasha se afastar, um sorriso quase safado se formando em seus lábios. A intensidade da jovem ruiva e a bravura que ela demonstrara não podiam ser ignoradas. Havia algo fascinante na maneira como Natasha desafiava suas ameaças, como se estivesse ciente do perigo, mas ainda assim decidida a enfrentar. Essa ousadia a atraía de uma forma inesperada.

— A pequena Romanoff — murmura Wanda para si mesma enquanto ajusta o peso do corpo de Rio em seu ombro. — Não  é mais tão pequena assim... quem sabe não dou um jeito de me divertir com você.

O castelo estava silencioso quando Wanda entrou, a atmosfera pesada com a expectativa do que estava por vir. Assim que atravessou o hall de entrada, sentiu a familiaridade das sombras que dançavam nas paredes e o frio que sempre acompanhava sua presença. Com um gesto, ela arrastou Rio para dentro, depositando o corpo no chão de mármore, os olhos fixos na jovem enquanto observava seus traços delicados.

Os pensamentos sobre Natasha e a fúria que ela sentira a levaram a um lugar que não estava acostumada a explorar. Wanda havia vivido por séculos, mas aquela sensação de ser desafiada e atraída por alguém como Natasha era nova e desconcertante.

Ela se virou, deixando Rio temporariamente de lado enquanto ponderava sobre o que a Romanoff havia dito. O desejo de poder e controle sempre fora seu, mas agora, o desafio de ter que lidar com Natasha e Rio simultaneamente estava se revelando intrigante. Poderia haver mais nessa relação do que apenas um pagamento por dívidas?

Um riso baixo escapou de seus lábios enquanto se aproximava novamente de Rio a arrastando pela casa. Wanda subiu as escadas e adentrou o quarto da mãe.

— Mãe — disse Wanda, com frieza, ao entrar. — Ela tentou fugir, mas está aqui. Viva, como você pediu.

Agatha, sentada em sua poltrona, observou a filha com um sorriso frio.

— Muito bem, Wanda— disse Agatha, satisfeita. Tomando um pouco mais de sangue que estava em sua taça disposto como o melhor vinho.— Muito bem.

Wanda colocou Rio suavemente na cama próxima, seus olhos ainda fixos na jovem desacordada.

— Ela tem uma coragem e resistência que as outras nunca nem chegaram perto de ter. — comentou Wanda, com uma ponta de interesse.

— Ela vai precisar ter coragem. Vamos ver quanto tempo isso vai durar.— respondeu Agatha, o sorriso em seus lábios crescendo.

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