Amor em Jogo - Piquerez

By lisaxturner

862K 57.7K 14.8K

O que fazer quando o seu coração entra em uma partida sem avisar? Clara sempre preferiu viver longe dos holo... More

1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40
41
42
43
44
46
47
48
49
50
51
52
53
54
55
56
57
58
59
60
61
62
63
64
65
66
67
68
69
70
71
72
73
74
75
76
77
78
79
80
81
82
83
84
85
86
87
88
89
90
91
92
93
94
95
96
97
98
99
100
101
102
103
104
105
106
107
108
109
110
111
112
113
114
115
116
117
118
119
120
121
122
123
124
125
126
127
128
129
130
131
132
133
134
135
136

45

9K 584 103
By lisaxturner

— Você não deveria ter falado com a minha mãe e além disso me deixou se atrasar de propósito. — falei, cruzando os braços, e ele sorriu, uma expressão que só aumentou minha irritação. — Não é pra rir, Joaquín!

— Desculpa, amor. — ele murmurou, tentando acalmar a situação, mas o uso da palavra "amor" fez meu coração pular uma batida.

Meus olhos se arregalaram levemente, mas tentei não demonstrar o efeito que suas palavras tiveram sobre mim. Precisava me manter séria, até porque a conversa era pra ser levada a sério.

— Não faça nada pelas minhas costas. Eu odeio isso. — apontei para ele, enfatizando meu ponto. — O que aconteceu com o seu pé?

— Eu torci enquanto entrava aqui, acredita? — ele sorriu, mas sua expressão logo se transformou em uma careta de dor. — Aí aquele cara tava vendo se melhorava.

— E melhorou?

— Estava melhorando até você chegar e fazer ele sair. — brincou, mas sua expressão indicava que realmente estava desconfortável. — Tô brincando. — riu. — Mas tá doendo só quando eu piso no chão, mas daqui a pouco passa.

— Foi castigo por ter me deixado dormir.

— Não fala assim. — fez drama, mas seu sorriso entregava a brincadeira. — Você conversou com a sua mãe?

— Sim. Ela parece estar mais relaxada, mas eu sei que ela está no modo vulcão.

— Modo vulcão?

— Sim. A qualquer hora vai entrar em erupção. — dei de ombros, tentando manter um tom leve, mas a preocupação era evidente em minha voz. — E é bom que você não esteja perto.

Ele concordou com a cabeça e levantou as mãos, em forma de rendição, um gesto que combinava perfeitamente com sua expressão divertida. Ele era tão lindo que me causava raiva, uma mistura estranha de admiração e frustração.

— Está melhor? — Abel perguntou ao entrar na sala, interrompendo o momento. — E aí, Clara?

— Oi. — acenei com um sorriso, aliviada pela presença de Abel.

— Acho que sim.

— Achas que vai precisar de um hospital? — perguntou Abel, com seu sotaque carregado, se mostrando preocupado com a situação.

— Não. — Joaquín negou com a cabeça. — Acho que gelo resolve.

Abel concordou com a cabeça e saiu, nos deixando a sós novamente.

— Tem certeza de que não quer ir ao médico? — perguntei, ainda preocupada, mas ele balançou a cabeça negativamente, recusando minha sugestão.

Ele se sentou, estendeu sua mão para mim e eu a peguei, permitindo que ele me puxasse para perto, colocando-me entre suas pernas.

— Por que tá me olhando assim? — perguntei, curiosa com a expressão em seu rosto, e ele sorriu timidamente.

— Eu nunca achei que me daria bola, sabia? — ele disse enquanto mexia carinhosamente no meu cabelo.

— Sério? Por que? — minha curiosidade foi despertada, querendo entender o que estava passando pela sua mente.

— Primeiramente por ser filha de quem é, segundo eu imaginei que sua mãe brigaria com você se ficasse com alguém do time e você também sempre pareceu tão distante de qualquer interesse. E no seu instagram não tinha nenhum sinal de vida, algo que pudesse me ajudar.

— Espera aí, meu instagram?

— Sim.

— Você achou? Como?

— Naquele dia, quando você postou a foto com a Bia nos stories e me marcou, eu fiquei olhando seu instagram. E depois de um tempo você trancou a conta.

— E mesmo assim não teve coragem de me seguir e nem repostar o que eu tinha postado! — falei, fingindo indignação, e ele balançou a cabeça.

— Eu achei que você estivesse afim do Richard. Não ia pegar legal. — tentou se defender, seus olhos buscando os meus em busca de compreensão. — Mas graças a Deus só foi um mal entendido.

— E se não fosse? — provoquei, querendo testar suas intenções.

— Eu faria que fosse. — ele disse com convicção, um sorriso brincando em seus lábios, e eu ri, admirando sua determinação.

— Você é demais para ele. — completou, seu olhar fixo em mim, transmitindo uma sinceridade que aqueceu meu coração.

— E não sou pra você? — questionei, curiosa para saber o que ele pensava, e ele parou para pensar.

— Por que acha que eu disse que não achava que você daria bola? — ele respondeu, beijando meu rosto suavemente, e eu sorri, me sentindo confortável em sua presença.

— Então estamos quites, porque sinceramente eu achava que não tinha chance alguma. — confessei, deitando minha cabeça em seu ombro, buscando conforto em seu abraço. — Mas ainda bem que eu estava errada.

— Eu te quis desde o primeiro instante e todo dia quando eu vejo você é como se eu voltasse pra aquele três de abril. — ele murmurou, acariciando meu cabelo com carinho.

Ele lembrava a data!

— Você é o meu primeiro namorado, faça o favor de não fazer merda. Não quero ficar traumatizada e a minha mãe vai te matar se me magoar.

— Eu sou o seu primeiro namorado? — ele me olhou surpreso, seus olhos demonstrando genuína incredulidade. — É sério? Nunca teve ninguém antes?

— Não que me deixasse assim. — respondi, desviando o olhar brevemente antes de encontrar seus olhos novamente.

Escondi meu rosto no ombro dele enquanto dava risada, me sentindo vulnerável diante da revelação.

— Não tem nem um mês que eu te conheço e parece que eu te conheço há anos. Como isso é possível?

Ele perguntou, confuso, enquanto acariciava meu cabelo com delicadeza.

— Acho que isso não é ruim, ou é? — sua preocupação era evidente em sua voz.

— É claro que não. — balancei a cabeça negando. — Eu só me assusto um pouco, mas sei que nem tudo é questão de tempo, às vezes é intensidade e conexão. E desde aquele dia, eu senti isso quando olhei para esses olhinhos. — Beijei a ponta do nariz dele, sentindo-me grata por ter encontrado alguém tão especial.

— Clara? — ouvi minha mãe me chamar assim que ela entrou na sala, e meu corpo travou por alguns segundos.

Ela encarou Piquerez por alguns segundos, e eu engoli em seco, temendo sua reação. Meus olhos imploravam para ela não começar a brigar comigo ou pior, com ele.

— Mãe, eu só...

— Abel falou que você não quis ir ao hospital. — ela apontou para ele, que concordou com um aceno. — Tem certeza? Você vai estar no jogo contra o Independente Del Valle.

A tensão no ar era palpável, e eu me preparei para uma possível explosão da parte dela.

— Tenho. — ele murmurou, sua voz um pouco contida, e eu pude perceber que ele estava com vergonha.

— Pra garantir, Abel vai te colocar sob observação dos médicos, ok? — minha mãe avisou, sua voz assumindo um tom autoritário enquanto dava as instruções, e ele concordou com um aceno de cabeça. — Amanhã você vai numa consulta, só pra averiguar.

— Obrigado. — ele respondeu, sua expressão um misto de gratidão e desconforto.

— Não precisa ter medo de mim, Piquerez. — minha mãe dirigiu-se a ele, um sorriso brincando em seus lábios. — Está namorando a minha filha, não está? Agora você faz parte da minha família. — ela revirou os olhos de forma dramática. — Mesmo que eu seja contra a ideia.

— Mãe. — olhei para ela, me sentindo um pouco constrangida com sua franqueza.

— Eu gosto dele, ele é um ótimo jogador e todo mundo ama ele aqui. — ela apontou para ele com um gesto amplo. — Mas se vacilar como namorado dela, vai ter mais do que um tornozelo dolorido.

— Não tenho intenções de vacilar com ela. — finalmente, ele olhou nos olhos da minha mãe, sua determinação evidente em sua expressão. — Clara é importante pra mim.

— Hm, sei. — ela olhou para ele de forma desconfiada, mas parecia estar pensando em suas palavras. — Eu ainda não te engoli como genro, mas vou fazer um esforço porque não quero que ela dê uma de maluca rebelde e vá embora de casa.

— Eu não faria isso por causa dele e você sabe muito bem, mãe, tenho outras milhares de razões. — interrompi, querendo dissipar qualquer mal-entendido sobre minhas intenções.

— Eu sei. Mas eu tô tentando engolir essa ideia pra tentar mostrar que eu posso me esforçar. Mesmo que aceitar isso seja como engolir areia. — minha mãe suspirou, pensativa, seu tom revelando a dificuldade que ela estava enfrentando para aceitar a situação. — Se você conseguir andar, pode ir fazer treino de perna, se não, pode ficar por aí ou ir pra casa até ter um diagnóstico médico.

— Ok. — Joaquín concordou, sua voz soando um pouco abatida diante das restrições impostas.

— E me faça um favor, não fica pegando a minha filha pelos cantos, isso não vai pegar bem pra mim e muito menos pra ela. — ela apontou para ele com a caneta que tinha em mãos, sua expressão séria enquanto transmitia suas expectativas. — E Clara, é bom você voltar lá pra fora.

Nós dois concordamos com a cabeça, e minha mãe se dirigiu para a porta de saída. Porém, antes de sair completamente, ela se virou por alguns segundos, nos encarando como se fosse arrancar nossas almas.

— Se você engravidar a minha filha eu...

— Mãe, pelo amor de Deus! — interrompi, sentindo meu rosto queimar intensamente diante da possibilidade constrangedora que ela estava sugerindo. — Não somos crianças! — minha vergonha era nítida, e eu queria enterrar minha cabeça em algum lugar seguro.

— Se isso acontecesse, o que é bem pouco provável, eu não iria fugir da responsabilidade, Leila. — Joaquín interveio, sua voz firme e decidida. — Mas como ela disse, não somos crianças, sabemos o que estamos fazendo, tá?

— Finalmente falou alguma coisa, você é fofo feito um ursinho mas já sabe, se vacilar... — minha mãe fez um gesto com a caneta, simulando um corte no pescoço, e ele sorriu, concordando com a cabeça diante da advertência materna.

Eu fiz um sinal discreto para minha mãe sair, desejando que ela deixasse o assunto de lado antes que eu morresse de constrangimento.

Continue Reading

You'll Also Like

42.8K 2.3K 45
No fervoroso mundo do futebol paulista, o destino une Joaquín Piquerez, lateral-esquerdo do Palmeiras, e Sofia Gassova, estrela do time feminino do C...
125K 4.5K 50
𝐔𝐌𝐀 𝐉𝐎𝐕𝐄𝐌 𝗆𝖾𝗇𝗂𝗇𝖺 𝗊𝗎𝖾 𝗍𝖾𝗆 𝗉𝖺𝗏𝗈𝗋 𝖽𝖾 𝗇𝖺𝗆𝗈𝗋𝖺𝗋 𝗃𝗈𝗀𝖺𝖽𝗈𝗋 𝖽𝖾 𝖿𝗎𝗍𝖾𝖻𝗈𝗅 𝖺𝖼𝖺𝖻𝖺 𝗌𝖾 𝖺𝗉𝖺𝗂𝗑𝗈𝗇𝖺𝗇𝖽𝗈...
234K 13.4K 41
Vitória e Piquerez se apaixonaram em 2021, no início da carreira dele pelo Palmeiras. Porém, suas vidas tomaram rumos diferentes, e eles se separaram...
386K 14.6K 62
EM REVISÃO - Cecília é uma médica cirurgiã geral que acaba aceitando o desafio de chefiar o departamento médico da Sociedade Esportiva Palmeiras. Em...
Wattpad App - Unlock exclusive features