Meu sonho - Gabriel Barbosa

By AutoraCarolz

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Juliana Vieira é uma quase jornalista já que está no último período. A carioca apaixonada pelo Flamengo, cons... More

Aviso - Cast
One
Two.
Three
Four
Five
Six
Seven
Eight
Nine
Ten
Eleven
Twelve
Thirteen
Fourteen
Fifteen
Sixten
Seventeen
Eighteen
Nineteen
Twenty
Twenty-one
Twenty-two
Twenty-three
Twenty-four
Twenty-five
Twenty-six
Twenty-seven
Twenty-eight
twenty-nine
Thirty
Thirty-one
Thirty-two
Thirty-three
Thirty-four
Thirty-five
Thirty-six
Thrity-seven
Thirty-eight
Thirty-nine
Capítulo extra
Forty
Forty-one
Forty-two
Forty-three
Forty-four
Forty-five
Forty-six
Forty-seven
Forty-eight
Forty-nine
Fifty
Fifty-one
Fifty-two
Fifty-three
Fifty-four
Fifty-five
Fifty-six
Fifty-seven
Fifty-eight
Sixty
Sixty-one
Sixty-two
Sixty-three
Sixty-four
Sixty-five
Sixty-six
Sixty-seven
Sixty-eight
Sixty-nine
Seventy
seventy-one
Agradecimentos
Capítulo - bônus
Bônus II

Fifty-nine

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By AutoraCarolz

*Esse capítulo contém mais de uma narração

Gabriel
Rio de janeiro - (11/09)

- Eu vou dormir na minha casa - sai do banheiro. Percebo ela engolir seco.

- Aqui é sua casa. Deita aqui.

- Não, Gabriel - respira fundo - eu quero ficar sozinha. Só essa noite... prometo. Amanhã eu tô aqui - fala devagar.

Parecia que as coisas iriam se acalmar. Que finalmente teríamos paz. Mas, agora parece que uma nuvem negra nos cobriu.

Eu tô me fazendo forte por ela. Por nós. Só posso chegar no fundo do poço se for para tirá-la. Caralho, amanhã é dia 12, e não tem nada para comemorar por aqui.

- Pretinha... - digo ao chegar perto.

- Não fala, por favor - me interrompe. Fecha os olhos - por favor, preto - a voz sai trêmula. Porra.

- Eu te levo - me limito.

Ela arruma as coisas enquanto eu troco de roupa. Queria que ela dormisse aqui, na nossa casa, na nossa cama, mas talvez é disso que ela precise. A casa dela.

Não consigo descrever a sensação de merda que foi dirigir até lá. Ver a Juliana entrar por aquela porta e eu... simplesmente ter que voltar.

Abro a porta de casa e me jogo no meu sofá.

Meus pensamentos querem me deixar maluco. Amanhã tem treino e não tenho um pingo de sono. Tô fodido.

- Tu tá mal - Fabinho diz ao entrar em casa - brigou com a Juliana? - se senta ao meu lado.

- Não - não dou muita explicação.

A Juliana tá batendo na tecla de ir para a final da libertadores, e não falei sobre isso com o Fábio. Talvez esse seja o momento.

- Cês já estão vendo a passagem pra final? - acena com a cabeça - consegue uma pra Juliana - me levanto.

- Gabi, tu tá ligado que tá uma guerra do caralho lá. Nem a sua mãe e sua irmã vão.

- Binho - me viro para ele - eu sei do que tá acontecendo lá, mas me importo mais com que tá acontecendo aqui - passo a mão no rosto - quebra essa pra mim.

- Quando eu não quebro? - tira o boné - ela não tá bem, né? Sou teu primo, cê pode conversar comigo.

- Eu sei. Tô subindo.

Às vezes eu queria ser um cara menos fechado. Algumas coisas eu consigo falar pra minha irmã e para o Fábio, mas tem coisa que é só com ela, só com a Juliana.

Abro meus olhos ao escutar o barulho da porta abrir. Já passavam das 2h30 da manhã quando peguei no sono.

Minha noiva deita na cama e só percebe que eu estou acordado quando passo o meu braço esquerdo pela cintura dela.

- Bom dia, pretinho - a voz sai baixinha. Só que tinha dias que ela não falava um bom dia.

- Bom dia. Feliz dia 12 - me escuto dizer. Poderia ter ficado calado, Gabriel.

- Feliz dia 12 - o tom é triste. Gira o corpo e encara o teto - a gente tá se enganando.

- Pretinha, me escuta. Olha pra mim - hesito. Tenho que tomar cuidado com as palavras - não é culpa sua. Não é - faço um carinho em seu rosto - Porra, me dói te ver assim. Você precisa... nós precisamos sair desse lugar escuro.

- Desculpa, desculpa, desculpa, desculpa - Enfia o rosto no meu peito e sinto as lágrimas caírem. A abraço na tentativa de que ela não tenha mais uma crise - e se... e se eu... nunca mais sair desse lugar, Gabriel? E se... eu... não puder?

Só queria arrancar essa dor do peito da minha preta. A do meu peito eu aguento. Me faço de forte, até passar. O choro de culpa que molha a minha camisa me faz sentir culpado. Com certeza não é culpa dela, mas talvez seja minha.

- Não quero que cê pense assim. Vamos tomar um banho, hum? Só um banho - se senta na cama e acena com a cabeça - te ajudo a levantar.

Juliana

Me olho no espelho e mal me reconheço. Sete dias. Uma semana num verdadeiro limbo. Dias confusos e de dores. Um dia eu quero ele, no outro meus pais e no outro ficar sozinha na minha antiga casa como era antes.

Esse coque no cabelo tá aqui há dias. Meu rosto está inchado porque eu chorei. A minha clavícula entrega que perdi peso.

E o Gabriel? Ele continua aqui, tentando me ajudar. Só que eu sei que ele tá mal. Tanto quanto eu.

- Vem? - me chama quando entra no box.

Tiro a roupa, desamarro o cabelo e entro. Sinto a água cair na minha cabeça e descer pelo meu corpo. Minhas pernas fraquejam e me seguro nele.

- Eu não sou forte. Não consigo ser. Eu não consigo - apoio a minha cabeça no ombro dele que me puxa para perto. Mais uma vez meus olhos enchem d'água.

- Cê é uma das pessoas mais fortes que eu conheço - me aperta forte. Sinceramente, não sei se acredito. - Não vai ser da noite pro dia. Tá doendo pra caralho - a voz embarga. Ele tá chorando? - mas vai passar. Um ajudando o outro - os dedos dele se afundam na minha cintura.

Na minha cabeça vários porquês. Queria alguma explicação Divina. Eu pensava que viria luz, que seriam tempos felizes... vi o castelo de areia se desfazer.

- Depois desse banho, a gente vai descer, tomar um café, tá? - olho para o rosto dele e dói. A cara de choro... que eu não havia visto até hoje - Não fica trancada aqui, por favor - suplica.

- Não vou - fungo - vou descer.

O meu noivo me ajuda a tomar banho. Me sinto fraca, nem recordo qual hora foi a minha última refeição.

Visto a roupa e o Gabriel ainda me ajuda a pentear e finalizar o cabelo. Eu o mereço? Ele me merece?

- Oi, Rose. Bom dia - falo assim que apareço na cozinha.

- Bom dia, menina! Que bom que o Gabriel conseguiu te tirar daquele quarto.

- Bom dia Rose, não foi fácil - diz com um sorriso.

- Ah, eu imagino - beija o topo da minha cabeça e se abaixa um pouco já que eu estou sentada - Minha menina, não sei o que aconteceu, mas se quiser conversar, eu tô aqui.

- Obrigada, Rose - sorrio sem mostrar os dentes.

Pego um pedaço de bolo e coloco o suco no copo. A minha barriga ronca. O problema é que mesmo com fome, não tenho vontade de comer. Preciso me esforçar.

- Bom dia família - o Fábio entra animado - primo, prima e dona Rose - cumprimenta o Gabriel e depois me abraça de lado.

- Eita, alguém tá feliz - dona Rose comenta.

- Tô mesmo - se senta - cara, eu conversei com o seu pai. Resolvi a questão das passagens pra final - entrega um envelope para o Gabriel.

- É seu.

Pego o envelope branco da mão dele, desconfiada. É branco e não tem nome e nem endereço. Abro e tiro o que tem dentro.

- É sério? Eu vou?! - pergunto incrédula.

- Só não vai se quiser.

- Tá louco? - dou um empurrão de leve no ombro do Gabriel - pensei que não iria - minha voz sai mais triste do que eu gostaria.

- Eu conversei com o Binho. E ele quebrou esse galho.

- O que seria dessa casa sem a minha pessoa? Cês estariam fodidos - solta uma risada - tô sempre quebrando o galho, né Bi? Normal.

- Estaria de cabeça pra baixo.

- Com certeza - ele olha para o Gabriel.

- Obrigada. Finalmente vou ver uma final de libertadores de perto. Preciso disso - engulo seco.

Meu time é um dos meus refúgios. Alguns dos momentos mais felizes da minha vida, e com a minha família foram assistindo o Flamengo. Aquele churrasco de domingo com o jogo na televisão.

Espero que mais uma vez, o meu time e as pessoas que eu amo me tirem desse lugar.

- Vou fazer gol e te dedicar, hum?

- Só se for o gol do título.

- Pode deixar. Sou predestinado, esqueceu?

Passamos a manhã na parte externa da casa. Deitados em uma das abraçadeiras. Poucas palavras, mas as músicas tocam no fundo.

Em certo momento a nossa música começa a tocar.

- Histórias, nossas histórias. Dias de luta, dias de glória - cantarola enquanto acaricia minhas costas.

- Me promete que essa é só uma parte da nossa história? - me olha - me promete Gabriel. Me promete que a gente vai ter dias de glória. Promete que o dia mais feliz da minha vida vai ser o seu dia mais feliz também. Nem que seja mentira.

- Eu prometo. Porra, cê você quiser o mundo, eu dou um jeito de te entregar. Às vezes queria ter te conhecido antes, ter te poupado de algumas dores - suspira - mas hoje, tô afim só de tirar essa culpa do seu peito.

Depois do almoço, ele sai para o treino e eu fico na cozinha com a Rose. Ela resolveu fazer um brigadeiro. No meu celular aparece notificação da Larissa.

Uma matéria falando que meu ex foi preso. Existia um mandado por conta de alguns crimes. Espero que apodreça na cadeia.

Talvez Deus ainda esteja me escutando.

-------------------------

Oi, gente!
Não vou nem perguntar se está tudo bem... depois de um capítulo desses, acho que não está.

Esse capítulo é um daqueles que as autoras imaginam muito antes e mesmo assim é difícil de escrever. Daqui um tempinho cês vão saber o que aconteceu.

Esse capítulo deveria sair ontem, mas saiu aquela notícia sobre o Gabriel. Fiquei sem clima nenhum.

Fiz uma enquete lá no Instagram pra saber qual horário esse capítulo sairia, e 16h foi o horário escolhido. Além disso, tá rolando enquete sobre quais outros jogadores vocês gostariam de ler uma história.

Então me sigam no Instagram autoracarolz!

Por hoje é isso. Até o próximo capítulo, beijos! 💋

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