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By autoralorry

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Onde o Raphael Veiga romΓ’ntico e fofinho serΓ‘ consumido pela sua versΓ£o 𝐏𝐒π₯𝐚𝐧𝐭𝐫𝐚. #1 - Palmeiras [25... More

APRESENTAÇÃO.
001. DIGNIDADE.
002. ATRAVÉS DA JANELA.
003. INFORMAÇÕES.
004. MALA.
005. BEM DADA.
006. MENOR.
007. MEU TERROR.
008. SUPOSIÇÕES.
009. DE PROPΓ“SITO.
010. INCÊNDIO.
011. DO RIVAL.
012. CAIU.
013. COMEMORAÇÃO.
014. SUJOS.
015. REFÉM DE EX.
016. PROBLEMÁTICO.
017. PASSADINHA NO RIO.
018. GIORGIAN.
019. IRRITADO.
020. TRABALHO.
021. DUPLA PERSONALIDADE.
022. VIDEOZINHO.
023. CONSELHOS DE MÃE.
024. CONVERSA.
025. COMEÇAR DO ZERO.
026. DOSE DUPLA.
027. ESCOLHA DIFÍCIL.
028. DIÁLOGO.
029. PRESENTE.
030. DEVOTO.
031. CADA CANTO.
032. FELIZ NATAL.
033. TERAPIA.
034. ANO NOVO.
035. DIA DIFÍCIL.
036. CT.
037. ARMÁRIO.
038. CASO INDEFINIDO.
039. UM PASSO.
040. BUQUÊ.
041. MOMENTOS.
042. CARTÃO.
043. CAIXINHA DE PERGUNTAS.
044. INTIMIDADE.
045. INTENSOS.
046. EX DELE.
047. TEM VIDRO, AMOR.
048. Γ‰ MEU.
049. ESTRANHO.
050. ME AMA.
051. OQUE NEM COMEÇOU.
052. SER SOZINHA.
053. LAR.
054. BASEADO?
055. MEU PRÍNCIPE.
056. OLHOS.
058. EXISTA PRA MIM.
059. TOQUE DIFERENTE.
060. Γ‰ O RAPHAEL VEIGA.
061. TROFΓ‰U CIÚMES.
062. SUA NAMORADA.
063. SEM VERGONHA.
064. FAZ PARTE.
065. SURPRESA.
066. LOIRA.
067. E SE...
068. DNA
069. APOIO.
070. HÁ LUZ DE VELAS.
071. ATÉ AQUI.

057. POR QUE EXISTO?

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By autoralorry

Meta: 200 comentários.

Lorena Viana

– Lorena, a gente ainda precisa do seus exames pra completar o contrato. — Casares, presidente do São Paulo fala comigo quando passa pelo refeitório.

– A clínica me mandou e-mail hoje, vou lá buscar depois que sair daqui. — respondo me levantando da mesa.

– Se você quiser sair mais cedo pra pegar, só avisa o Muricy antes. — me oferece um sorriso. – Preciso pra amanhã.

– Certo. — sorrio de volta.

A atmosfera no CT melhorou consideravelmente após algumas semanas de turbulência desde a saída do Dorival. O novo técnico conseguiu conquistar os jogadores, inclusive, garantir vitórias em alguns jogos, surpreendendo até mesmo o Corinthians na arena, onde o São Paulo historicamente enfrentava dificuldades.

O foco da equipe está totalmente direcionado para a Supercopa, mantendo uma confiança sólida, porém, com humildade. Todos estão cientes de que do outro lado há um time difícil de ser enfrentado.

E sinceramente, esse clima me ajuda bastante. Me tranquiliza. Conviver com essas pessoas aqui de dentro me tira um pouco do foco da bagunça que eu estou internamente.

Às vezes, eu fico pensando nessa minha relação maluca com o Veiga. É tipo um quebra-cabeça louco, com peças que às vezes se encaixam perfeitamente, e às vezes nem tanto. Quando estamos na mesma sintonia, é incrível, chega a ser empolgante. Mas, sei lá, tem horas que as nossas diferenças ficam bem evidentes, criando um desconforto meio estranho.

– Tchau pra vocês viu, até a supercopa. — ajeito minha mochila nas costas.

– Ué, não tá na sua hora de ir embora ainda. — Diego me responde olhando em seu relógio de pulso.

– Agora ela tá assim... — Arboleda se intromete. – Chega atrasada, saí na hora que quer...

– Queria esse contrato também. — o mais insuportável completa puxando a minha mochila.

– Oxê, que eu saiba meu chefe fica lá dentro e ele é o único há quem eu devo satisfação. — meto o tapa em Luciano pra que largue minha mochila.

– Nada disso fia, se a gente não gostasse de você, você nem tava aqui.

– Seu apelido é rato garoto, nem devia opinar em nada. — eles gargalham.

– Além de namorar rival, ainda é folgada. — Luciano diz negando com a cabeça.

– Você namora o Veiga mesmo, papo reto? —um deles insiste.

Fico em silêncio, assistindo todos eles me encarando. Às vezes, algumas coisas são difíceis de explicar, e minha relação com o Veiga é uma delas.

– Não interessa vocês, eu hein. — ajeito minha mochila nas costas me sentindo desconfortável com esse assunto. – Bando de maria fifi.

– Vish, enrolou demais vocês viram né!? — Diego olha pra eles e pra mim. – Teremos gente de dentro torcendo contra nós domingo.

– Eu não faria isso. — arqueo as sombrancelhas. – Mas pelo menos um golzinho o Veiga merece. — debocho, antes de dar as costas e sair.

Eles começam a falar todos de uma vez e eu já apresso meus passos pra não ouvir barbaridade.

Enquanto me preparo para buscar os exames na clínica, reviro mentalmente o dilema dos carros de aplicativo nesta cidade que parece se alimentar do meu salário. A clínica, meio longe daqui, só destaca essa frustração. Metade da minha grana some nesses aplicativos, e confesso que a ideia de investir em um carro próprio vem me tentando. Imagino a liberdade de não depender tanto desse gasto constante e, sinceramente, acho que no longo prazo seria um investimento mais sensato.

Mas enfim, isso é pensamento pra uma outra hora.

Entro na clínica, sentindo aquele cheiro que qualquer lugar que mexe com saúde tem. Sério, parece que eles usam o mesmo produto de limpeza em todos os lugares de saúde do mundo.

Minhas mãos suam enquanto eu procuro a sala de espera, e o meu coração bate rápido demais. Nunca me senti confortável nesses lugares.

Ao me sentar, uma onda de desconforto me envolveu ainda mais ao perceber que, por um capricho do destino, Raphael também está aqui. O sorriso trocado carregava uma tensão sútil, mas o verdadeiro desconforto veio quando notei que, ao seu lado, estava a ex Bruna, grávida.

A barriga dela já tá um pouquinho grande, e eu me vejo a olhando por tempo demais. Um nó se informa na minha garganta e eu aperto minhas mãos na cadeira. Ele tenta disfarçar a tensão com um sorriso sem graça, mas a presença da ex grávida cria um clima estranho e eu me pego desviando o olhar para evitar qualquer mal-entendido.

É o suficiente pra acabar com meu dia. Meu peito se aperta, meus olhos começam a pesar e o sentimento de culpa cai em mim de uma vez, me fazendo questionar todas as escolhas que me trouxeram até aqui. O desejo de escapar desse momento cresce a cada respiração, mas estou presa, observando a barriga que conta histórias que não vivi. E nem vou.

Meu telefone vibra no meu colo e eu pego sem pensar duas vezes.

Raphael Veiga
Para de se beslicar
Eu tô vendo daqui

Levanto minha cabeça em direção a ele prestando atenção no maxilar travado e nos lábios pressionados, mas principalmente em seus olhos, que intercalam o olhar entre os meus e minhas unhas fincadas no braço.

Juro que eu não tinha reparado, e muito menos estava sentido a dor que minhas unhas causam. Mas ele viu. Se preocupou.

Lorena Viana
Desculpa

Raphael Veiga
Não precisa me pedir desculpas
Só para lo, por favor

Lorena Viana
Não consigo
Isso me acalma

O suspiro dele é tão alto que eu escuto daqui.

– Licença só um minuto, Bruna. — pede descorando a cabeça dela do seu ombro.

Vejo ele se levantando da cadeira, e por um momento, meu coração dispara. Observo seus passos lentos em minha direção, e uma onda de sentimentos contraditórios se desenha em meu rosto. Hesito entre o receio de encara-ló ou simplesmente só continuar apertando o meu braço ainda mais forte. A primeira opção vence.

Ao vê-lo sentar ao meu lado, a surpresa e a perplexidade se entrelaçam em minha expressão. Seu sorrisinho de lado no rosto e o toque leve em meu braço é um gesto delicado que faz com que meu coração se acalme um pouco.

– Falei que ia tá sempre aqui, hum!? — os olhos fixos em mim e a mão acariciando meu braço acalma qualquer bagunça dentro de mim. – Não precisa ficar assim. Eu já sou seu, você ainda não percebeu isso?

– Parece contraditório demais. — aperto os lábios.

– Por que? — arquea as sombrancelhas.

– Porque você finalmente vai conseguir o que sempre sonhou. Vai construir uma família, ter filhos, ser feliz... — mordo o lábio com força segurando o choro. – E eu só estou... Atrapalhando.

– Quantas vezes eu vou ter que te falar que você não me atrapalha?

– Você nunca vai assumir isso pra si mesmo. E muito menos pra mim. — solto uma risada nervosa. – Mas, está tudo bem. Eu já sei o meu lugar.

Suspiramos em sincronia, e ele me encara como se tivesse tentando desvendar tudo dentro de mim. E sinceramente, eu não quero que ele saiba que estou bem próxima do penhasco. Aquele mesmo da Luísa.

– Eu espero que isso te tranquilize. — suspira fundo ainda apertando minhas mãos. Franzi o cenho tentando entender. – Eu te a...

– Bruna e Raphael! — a chamada da atendente interrompe ele. – São vocês? — aponta pra mim e pra ele.

– Não. — Bruna responde se levantando rapidamente. – Sou eu e ele.

"Sou eu e ele."

Acho que sempre foi e vai continuar sendo. A intrusa aqui sou eu né!? E talvez eu devesse lidar com isso melhor.

– Me acompanhem, por favor. — chama por eles.

Fico assistindo Bruna ir atrás da atendente enquanto Veiga pensa muito antes de levantar.

– Fica bem tá!? — beija minha testa e então vai atrás.

É sempre assim, eu me culpo, ele me tranquiliza, me abraça, me traz conforto e depois... Depois ele se vai. Ele volta pro lugar que talvez nunca deveria ter saído. Essa dança emocional de altos e baixos cria ciclos de esperança e desilusão, como se estivéssemos destinados a orbitar um ao redor do outro, mas nunca realmente colidir.

Ou talvez se colidir demais, até se destruir em pedaços.

– Lorena Viana. — a atendente me grita, cortando meus pensamentos que ficaram pesados demais até pra mim mesma.

– Sou eu.

– Tudo bem? — não, mas vou ficar. – Me acompanha até a sala, por favor.

Sinto meus passos pesados quando me levanto para seguir ela até a sala. Pensei que só pra pegar os exames eu não precisasse passar por nenhum médico, e isso me deixa ainda mais desconfortável. O corredor parece mais longo do que nunca, cada passo é um confronto com a ansiedade, e a incerteza sobre o que virá a seguir deixa meu estômago embrulhado.

– Boa tarde. — um médico mais velhinho me comprimenta. – Lorena, né!?

– Boa tarde. Sim, a própria. — sorro tímida, mas simpática.

– Senta aí, fica a vontade. — me oferece uma cadeira e eu sento. – Me responde uma coisa Lorena, você por acaso é casada? Tem namorado ou algo do tipo?

Franzi o cenho estranhando a pergunta.

– Não. Sou... Sozinha!? — coço a nuca. – Por que?

– E você por acaso tem vontade de ser mãe? — pergunta analisando a pilha de papéis em suas mãos.

– Ah, acho que todo mundo tem né. — solto uma risada pelo nariz. – Mas ainda tô nova e talvez mais pra frente eu pense nisso com mais frequência.

Reparo o jeito que o médico começa a se sentir desconfortável, a respiração dele insinua desregular, mas ele sabe controlar.

– Sinto muito, mas após analisarmos os exames, devo informar que você é infértil. As chances de concepção natural são muito baixas.

– Co-como assim? — engulo seco. – Eu-eu...

– Eu sinto muito, Lorena. — sinto meus olhos marejando aos poucos. – Estamos aqui para oferecer suporte e discutir opções como tratamentos de fertilidade ou outras alternativas.

– Não esperava por isso. Não sei como lidar. — me vejo falar, sentindo a pressão no meu peito doer tudo dentro de mim.

– É importante que você saiba que isso pode ser reversível, você é jovem. — coloca os papéis dentro de um envelope. – E tem a opção de adoção também. Tem tanta criança precisando de um amor de mãe.

– Preciso de um tempo para processar tudo isso.

Ao ouvir as palavras do médico, meu coração pareceu parar por um instante, como se o mundo tivesse desacelerado.

– Entendo, e estamos aqui para apoiá-la em cada passo. Não hesite em procurar ajuda emocional também. — o médico fala, me entregando o envelope.

Demoro alguns minutos pra cair na real e me retirar da sala.

A ideia de criar uma vida, de ser mãe, nunca foi algo que eu externei frequentemente. Afinal, ainda me acho muito nova pra isso. Mas a sensação de vazio quando eu descubro que isso nunca vai acontecer comigo me traz uma névoa de tristeza profunda. Lágrimas quentes e salgadas escorreram pelo meu rosto enquanto eu tento processar a magnitude dessa notícia.

– Abre aí Bruna, não quero fazer chá revelação. — assim que escuto a voz de Raphael dou alguns passos pra trás.

– Por que não? Acho tão bonito. — Bruna responde rindo.

– Por favor Bruna, eu sou ansioso pô. — Raphael não consegue esconder a empolgação e eu sei que é errado, mas isso aperta tanto meu coração.

– Tá bom, tá bom. — ela bufa.

O barulho do papel sendo aberto me faz dar mais alguns passos até a sala que os dois estão. Sozinhos. Sentados um do lado do outro. Fico espiando eles pela fresta da porta. Igual uma idiota, sentindo meu peito subir e descer mais rápido ainda.

– Você acha que é o que? — ela pergunta pra ele enquanto puxa o papel.

– Acho que é menino, eu sonhei que era. — ele responde rindo.

– Eu também acho que é menino, mas não sonhei não. É só sentido de mãe. — abre um sorrisão pra ele.

Que gatilho assistir eles assim, ele passando a mão na barriga dela, rindo... Parece realizado demais. E eu nem preciso está olhando diretamente pra saber que os olhos dele brilham.

– Vamos lá. — ela suspira, os dois encaram o papel, e então...

– É um menino. — Raphael fala, quase pulando do sofá. – Meu Deus, eu vou ter um homenzinho.

Bruna cobre o rosto, chora enquanto Raphael se ajoelha perto dos pés dela, segura suas mãos, as beija, beija sua barriga e solta um;

– Obrigado por me dar uma família.

Eles se abraçam, se apertam, se amam.

É. Talvez seja isso né!?

É por isso que tudo começou tão bagunçado. É por isso que ele nunca consegui esquecê-la totalmente. É por isso que vai ser ela quem dê a ele a oportunidade de ser pai pela primeira vez. Sempre foi eles.

Mas, isso me faz questionar tanta coisa...

Por que logo comigo? Por que eu fui o teste? Sou fácil demais? Insensível? Incapaz de ser amada?

Já que eu não posso ser escolhida, amada, única, e agora... Não posso... Nem ter filhos. Por que? Por que eu vim ao mundo? Por que existo?

.

.

.

.

Autora: Eu juro que esse sofrimento vai acabar, esse foi o último capítulo de "tristeza". Agora, talvez vocês só chorem por fofura.🙏🏾

Quero a opinião de vocês sobre o capítulo, vou estar lendo todos os comentários.❤️

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