Adele realmente me pediu um tempo?
Corri em direção ao meu quarto, me jogando na cama e chorando muitíssimo. Que ódio que eu estava sentindo, era uma mistura de sentimentos. Não sei se fui muito dura com Adele, mas precisava colocar para fora o que estava sentindo. Não suportava mais vê-la ao lado daquele homem, sinceramente não sei o que será da nossa relação daqui pra frente. Fiquei um bom tempo trancada no meu quarto, só saí por causa de Aidan que começou a bater na minha porta.
Dei permissão para ele entrar.
— Como foi com a patroa? — Quis saber. — Você está com uma cara horrível, ela brigou com você?
— Não.
— Porquê estava chorando?
— Não estava. — Me ajeitei indo até a porta. — Acho melhor só voltarmos ao trabalho, tudo bem?
— Comigo sim, mas você não parece estar bem.
— Eu estou! — Afirmei. — Só estou estressada com a última semana no colégio. — Forcei um sorriso. — Obrigada pela preocupação, Aidan.
Saímos do meu quarto.
— Se for se sentir melhor, posso fazer o que quiser para te animar. Hoje a senhorita será a minha patroa! — Dizia me fazendo sorrir.
— Pode começar me carregando? Odeio descer as escadas da mansão. — Brinquei.
Aidan se agachou.
— Suba!
— O quê? Não! — Comecei a rir. — Só estava zoando.
— Negativo, pode subir, patroa!
Balancei a cabeça para os lados sem acreditar. Posicionei as mãos em seu ombro em seguida, subindo nas suas costas. Entrelacei os braços envolta do seu pescoço.
— Se me derrubar, eu te mato!
— Pode ficar tranquila!
Começou a andar, aumentando a velocidade dos seus passos.
Descemos a escada dando muita risada, chegando no último degrau, Aidan quase tropeçou fazendo meu coração errar as batidas. Mas nada se comparou ao tom de voz enfurecido de Adele ao ver a graça que fazíamos. Não vou negar, sabia muito bem que ela poderia nos ver nessa situação, era tudo o que precisava para desestabilizá-la. Infantil da minha parte? Talvez.
Desci das costas de Aidan e nos viramos para encarar a mais velha.
— Aidan, alguma vez eu já fiz parecer estar brincando?
— Não, senhora.
— Então o que te faz pensar que essa mansão é um parque de diversões?
Entrei no meio.
— Se for chamar atenção de alguém que seja a minha.
— Agora não, Amélia.
Se aproximou do rapaz que já se encontrava trêmulo de medo.
— Não te paguei para ficar de graça, porque não começa fazendo o seu serviço?
— Já adiantei boa parte ontem, está de boa.
— Não está de boa. — Falou em tom de deboche. — Vá caçar o que fazer, limpe a piscina, eu não sei, mas não quero te ver parado.
— Sim senhora, sinto muito! — Desviou o olhar. — Depois nos falamos, Baixinha. — E se foi.
Adele estreitou os olhos.
— Baixinha? — Me encarou sem entender.
— Não precisava ter tratado ele daquela forma.
— Que forma? O rapaz chega na minha mansão para trabalhar, quebra meu vaso caríssimo na primeira semana e depois vejo ele de graça com você. — Deu uma risada sem humor. — Ele tem que dar graças a Deus que ainda tem um emprego.
— O Aidan faz um trabalho incrível, ele é prestativo e sempre faz mais do que a função dele. — Debatia.
— Então vai atrás dele!
— É isso mesmo que vou fazer! — Dei um passo pra frente e foi o suficiente para Adele agarrar o meu braço.
Encarei seu rosto impacientemente.
— Me solta, Adele! — Me afastei bruscamente. — Não aguento mais ficar perto de você, isso já tá cansativo!
Adele sorriu amargamente.
— E quer que eu faça o que a respeito?
— Poderia simplesmente sumir da minha vida? — Respondi com outra pergunta.
— Talvez isso não seja tão improvável de acontecer.
— Eu acho ótimo.
— Claro, está falando tudo da boca pra fora.
Balancei a cabeça em negação.
— Não, nunca falei tão sério em toda a minha vida! Você e essa sua indecisão estão me sufocando, Adele. — Senti meus olhos marejarem e com ela não foi diferente.
Adele ignorou completamente as minhas palavras, se aproximando de mim em uma tentativa falha de iniciar outro diálogo. Sem pensar duas vezes, lhe empurrei com o intuito de afastá-la de mim, mas não medi as minhas forças e acabei sendo brusca demais ao ponto dela se desequilibrar e cair sentada no último degrau da escada. Quando me dei conta, já tinha sido rude o suficiente.
Owen apareceu de repente.
Desceu as escadas rapidamente.
— O quê aconteceu, Adel? — Perguntou preocupado enquanto te ajudava a levantar.
Adele me encarou uma última vez antes de proferir:
— Nada. Deve ser esse salto que coloquei hoje, não estou muito acostumada com eles, acho que me desequilibrei e acabei caindo.
— Se machucou?
— Não, não, tudo bem. — Sorriu meio sem graça.
— Vou te levar para o quarto, se preferir trocar os sapatos ou deitar um pouco.
— Obrigada.
— Adele! — Chamei-a, mas o único que deu atenção foi o seu marido. Desisti de continuar falando, saí daquele ambiente em passos largos até a cozinha.
Estava me sentindo muito culpada agora.
Passei o dia todo sem ver Adele, mesmo estando debaixo do mesmo teto. Mais tarde fui para o colégio e quando retornei para mansão, Adele também não se dispôs a ir jantar. Cogitei a hipótese de levar o seu jantar até ela, porém Chase foi mais rápida. Owen também começou a falar sobre assuntos triviais, me prendendo no mesmo ambiente que ele. Céus, quando eu teria a oportunidade de pedir desculpas a ela?
(...)
Depois que tomei banho e vesti meu pijama, ouvi um barulho de carro dando partida ao lado de fora. Olhei pela janela e notei que era Owen quem saía, pelo menos aquele era seu carro. Aproveitando que todos os funcionários foram embora e que Owen havia saído, resolvi ir até o quarto de Adele para me desculpar pela forma que a tratei. Encarei o relógio que ficava próximo da minha cama e notei que já passavam das vinte e duas horas. Saí da onde estava em seguida, caminhando em passos largos pelo corredor.
Bati na porta e como não obtive resposta alguma, me atrevi a entrar, como se Adele já não tivesse chamado a minha atenção hoje de manhã por isso. Em falar nela, a mais velha se encontrava com algumas olheiras e a visão avermelhada como se tivesse chorado. Ela parecia pensativa ao ponto de não dar muita importância para a minha presença.
— Adele, sinto muito mesmo pela forma que te tratei mais cedo. — Pedia recebendo o seu silêncio de volta. Fiz bico.
Fui na ponta de sua cama ficando de frente á ela.
— Ei, eu te pedi desculpas...
Cansada de esperar um ar de vida dela, resolvi ser um pouco mais atrevida. Subi na sua cama engatinhando na sua direção, parei alguns metros de distância dela te chamando.
— Adel!
A mais velha olhou finalmente para mim. Cumpri os lábios em um sorriso sem graça, comecei a pedir desculpas novamente. Nunca tinha visto ela tão estranha. Segurei seu rosto com as duas mãos e sem aviso prévio, beijei seus lábios em um selinho demorado. Me virei de costas, ajeitando-me no meio dela e deitando. Adele me abraçou forte por trás, depositando um beijo na minha nuca.
— Você está tão pensativa... Não gosto de te ver assim. — Dizia em um tom quase inaudível. — Foi o que eu fiz ou falei?
— Não.
Virei o rosto para olhá-la.
— Então para de ficar dessa forma!
— Que forma, Amélia?
— Assim tão séria.
— A gente combinou de dar um tempo, se lembra?
— Não combinei nada!
— Eu acho melhor.
— Mas as duas têm que estar de acordo.
— Não exatamente.
Me desvencilhei do seu abraço.
Me sentei no seu colo dessa vez. Segurei seu rosto e beijei seus lábios bobos novamente, na segunda vez foi tão intenso que pude sentir as mãos de Adele apertando a minha bunda com força.
— Isso não parece a atitude de uma pessoa que quer dar um tempo. — Falei sorrindo ao notar seus lábios tão inchados. Eles pareciam ainda mais apetitosos.
— Está jogando sujo.
— É como você disse, os dois lados não precisam consentir em dar um tempo. Não estou te obrigando a nada. — Falava em um tom mais provocativo.
Fiz menção de sair da sua cama, engatinhando na direção da onde tinha vindo, até sentir suas mãos agarrando a minha cintura e me virando de frente.
— Você não está me dando outra escolha, me provocando dessa forma... — Tocou meu rosto com carinho, peguei sua mão e fiz questão de provocá-la ainda mais, chupando seus dedos. — Sabendo o quanto é irresistível. — Afirmou com o tom de voz rouco.
— Tira a roupa, Adel, eu quero sentir seu gosto. — Passei a língua lentamente pelos meus lábios.
— Isso é um problema porque eu também quero sentir o seu. — Foi levantando a sua camisola azul bebê, se livrou da peça e começou a me despir com rapidez. — Mas a gente dá um jeito, amor.
Céus, eu adorava quando ela me chamava de amor.
Assim que nos encontrávamos nuas, Adel ficou de costas pra mim ao passar suas pernas de cada lado meu. Trouxe sua buceta na direção do meu rosto, enquanto abria as minhas pernas.
— Pode começar a me chupar, nós duas faremos ao mesmo tempo.
Assenti.
Começamos a chupar a intimidade uma da outra ao mesmo tempo. Meus olhos reviraram ao sentir os beijos de língua que Adele dava.
— Quer que eu goze dentro da sua boca? Então continue assim, não para, por favor. — Rebolava no meu rosto enquanto metia a língua em mim. — Você tem uma bucetinha tão gostosa, amor.
Ouvi-la proferir aquelas coisas era avassalador. Senti meu tesão aumentar ainda mais. Suguei seus grandes lábios com volúpia, Adele prendeu o corpo para trás em um gemido. Deixou de me chupar para meter seus dedos dentro de mim, gemi manhosa com a pressão. Mesmo trabalhando para me foder, Adele não deixava de rebolar gostoso no meu rosto.
Fomos trabalhando em conjunto até atingirmos o ápice. Seu corpo caiu para o outro lado, encaravamos o teto agora tentando regular a nossa respiração. Mesmo depois de gozarmos, senti que não era o suficiente.
— Adel, eu quero mais...
Ouvi sua risada maliciosa.
— Querida, você é insaciável.
— Isso é tudo o que têm? — Provoquei fazendo questão de encará-la, Adele negou com a cabeça. — Então me prove!
Ela mordeu os lábios se levantando da cama, caminhando com a majestade de uma leoa. Seu corpo era perfeito, eu poderia apreciar aquela visão o dia todo. Adele entrou no seu closet, pegou uma caixa um pouco grande onde se encontrava com um cadeado com senha e antes de abrir ela me encarou de uma forma inexplicável.
Pela sua expressão eu já podia imaginar do que se tratava o conteúdo daquela caixa. (Dsclpm por invadir o cap, mas assim como Amélia vcs já devem imaginar o tipo de hot q vem por aí, já me adiantando e deixando claro pra qm n gosta desse tipo de hot, é só pular)
Antes de dizer ou perguntar qualquer coisa, apenas consenti balançando a cabeça em concordância. Um sorriso travesso foi surgindo entre seus lábios. Adele destrancou a caixa e retirou de lá um par de algemas, em seguida uma cinta com um pau de borracha. Já ouvi por alto que o chamavam de strap-on. Senti minha intimidade pulsar ao ponto de me fazer cruzar as pernas.
— Tudo bem?
Balancei a cabeça positivamente. Fiquei de joelhos na cama, esperando ansiosamente por ela. De repente eu já não estava me reconhecendo, o tesão que sentia e a vontade de ser fodida por Adele de todas formas e posições possíveis, era avassalador. Suspirei fundo enquanto assistia ela vestir a cinta, incrível como ela fazia tudo sem desgrudar seus olhos dos meus, o que deixava o ambiente ainda mais afrodisíaco.
— Fica de quatro! — Ordenou depois de passar o lubrificante.
Fiz conforme o seu pedido, inicialmente fiquei com vergonha, mas o meu fogo era ainda maior.
Fiquei de quatro. Adele inclinou o meu corpo um pouco para baixo, colocou minhas mãos atrás das minhas costas empinando ainda mais a minha bunda. Senti as algemas geladas sobre mim, Adele prendeu meus braços para trás. Começou a me provocar, ameaçando me penetrar.
Adele segurou no meio das algemas onde havia prendido meu braço.
— Se soubesse o quanto me excita te ver dessa forma, amor. — Dizia com o tom de voz arrastado.
Foi fazendo movimentos de sobe e desce com a ponta do pau de borracha na entrada da minha vagina, gemia e sentia meu corpo todo se eriçar somente com esse contato. Adele deu um tapa forte na minha bunda me fazendo urrar.
— Não me provoca assim... Me fode, Adel, me fode...
Como se tivesse ouvido as minhas preces, Adele finalmente me penetrou. Senti um desconforto que logo foi se transformando em prazer, e que prazer! Eu só conseguia gemer enquanto sentia ela me estocar. No início devagarinho, logo foi aumentando a velocidade conforme eu pedia. Adele me fodia com força e rapidez, colocando suas mãos no meu quadril para ajudá-la. Fechei os olhos e gemi ao ponto de morder o lençol da cama para tentar me conter, levando em conta que eu não podia usar as mãos.
Adele deitou seu corpo sobre o meu, apalpando meus seios.
— Adel... E-eu tô quase lá... — Avisava.
— Goza pra mim, amor.
— Mais forte!
Adele aumentou suas estocadas e não demorou muito até que sentisse o ápice me atingir em cheio. Ela beijou minhas costas enquanto tirava lentamente o pau de borracha de dentro de mim. Desprendeu minhas mãos e veio na minha direção, virando meu rosto e beijando meus lábios com carinho.
— Tudo bem? — Perguntou preocupada.
Sorri em consentimento.
Me virei de frente para Adele, deitando-a sobre a cama. Fui dando beijos por toda a região de sua barriga, sentei em cima dela enfiando novamente o pau de borracha dentro de mim. Adele entrelaçou suas mãos com as minhas enquanto eu cavalgava lentamente sobre ela. Fechei os olhos aproveitando cada segundo.
Não demorou muito até que gozasse novamente, sentindo minhas pernas bem trêmulas. Tirei a cinta de Adele e me deitei sobre ela, te abraçando. Ela afagou o meu cabelo com carinho.
— Você gostou, meu amor?
— Sim, foi incrível. — Levantei a cabeça para encará-la.
Sorriu feito boba.
— Adele, eu gosto de verdade de você, sabia?
— Eu sei, também gosto de verdade de você, meu amor. — Voltou a me abraçar.
Aproveitamos mais um pouquinho a presença uma da outra, antes que eu retornasse para o meu quarto.