𝐈𝐦𝐚𝐠𝐢𝐧𝐞𝐬- 𝘓𝘰𝘶𝘪𝘴...

By opsloyw

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Cenários fictícios e adaptações de séries e filmes com o ator britânico Louis Partridge. More

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The Hunger Games (part 2)

Best friend's boyfriend

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By opsloyw

Onde S/n gosta do namorado da sua melhor amiga.

Existem muitas coisas que eu considero traição, mas gostar do namorado da sua melhor amiga consegue definitivamente ser a pior delas. Eu valorizo muito as minhas amizades, então um cenário como esse sempre pareceu inadmissível para mim, até acontecer comigo...

Há uns meses atrás tive a terrível experiência de trocar olhares com um garoto na biblioteca. Eu havia ficado depois da aula para procurar um livro paradidático, entretanto a única coisa que encontrei foi um par de olhos castanhos acompanhando cada passo que eu dava. O ponto era, eu nunca tinha o visto antes. Como eu nunca tinha reparado em um dos alunos mais bonitos daquela escola? Logo presumi que fosse um novato.

Aquela situação virou algo marcante para mim, eu não estava acostumada a receber olhares tão intensos. Assumo que passei o dia inteiro pensando naquilo, chegava a ser torturante não tirar ele da minha cabeça... Até que tive a brilhante ideia de contar isso para Millie, vulgo minha melhor amiga.

Ela disse que faria de tudo para descobrir quem ele era. Bastou um dia para a mesma me repassar uma biografia completa do menino. O nome dele era Louis Partridge, recém chegado do Reino Unido que se mudou porque o pai trabalha em uma corporativa multinacional. Tem duas irmãs, uma mais velha e outra mais nova, e é um ano mais velho que a gente.

Me surpreendi com a facilidade dela em achar todas as informações, contudo minha primeira reação foi procurar ele no Instagram. Quando achei a conta vi que Millie já estava o seguindo, porém não suspeitei de nada, até porque ela que descobriu. Apesar de estar interessada, não tive coragem de seguir. Fiquei com receio de parecer desesperada.

Millie me questionou sobre isso e eu falei que era cedo para demonstrar interesse, afinal havia sido apenas uma troca de olhares, nem sequer tínhamos nos falado. Ela insistiu dizendo que não era nada demais e eu sustentei minha decisão, ainda assim passei a semana inteira sendo questionada repetidamente, o que me gerava uma pressão chata. Por conta disso falei que não queria nada com ele, só para ela me deixar em paz. Enfim, em poucos dias ela já estava "bestie" dele.

No começo achei que pudesse ser um plano para nos aproximar, já que andávamos nós três juntos, mas aos poucos eu sentia que sobrava, sabe? Millie é bem extrovertida, coisa que eu não sou. Seus olhares continuavam para mim, mas seus risos eram para ela...

Resumindo, mês passado eles começaram a namorar. Ok que antes ela perguntou se estava tudo bem por mim, mas é óbvio que eu não ia ser empata foda de ninguém. Como se não bastasse ver sua melhor amiga com o menino que você gosta, eu ainda tenho que ser o chaveirinho do casal. Para todo lugar que eles vão eu tenho que ir junto, Millie sempre pede para que eu vá. Diante da insistência assídua dela, eu tenho medo de negar e ficar parecendo que não superei.

Eu superei? Não, mas não precisam saber disso. Não quero que fique um clima chato, muito menos que deixem de ficar com quem gostam por minha culpa. Louis nem deve saber de nada, no entanto quem me importa é Millie. Eu nunca destruiria uma amizade por causa de um garoto.

— S/n, diz pra ele que o cabelo dele fica melhor virado pra trás.— Millie pediu mexendo no cabelo de Louis no meio de uma "discussão", ou seja, flertando na implicância. Pode ser impressão minha pelo ciúme, mas parece muito que ela quer exibir ele de propósito.

— Na real eu prefiro de lado mesmo.— Discordei para não acatar o que ela disse, apesar de realmente achar melhor o cabelo desse jeito. Millie instantaneamente me encarou com insatisfação.— Ué, não era pra eu dar minha opinião?— Lancei em defesa própria.

— É, Millie.— Louis apaziguou concordando.— Eu também prefiro assim.— Concluiu arrumando seu cabelo de volta enquanto me encarava. Fiz questão de não retribuir, odeio quando ele faz isso em qualquer contexto por motivos óbvios, mas logo depois de discordar de Millie consegue ser ainda mais sem noção. Ficou aquele climão que eu tanto temia.

— Eu vou no banheiro do seu quarto, tá?— Informei a Millie como forma de fugir daquilo. Estávamos na casa dela, eu não tinha muito o que fazer. Fui sem esperar uma resposta e entrei em seu quarto me sentando na cama. Eu não tinha especificado o banheiro em vão, era uma saída para ter paz.

O tempo foi passando e quando vi o relógio já fazia meia hora que eu estava ali. Cogitei que meu sumiço pudesse ser estranho, porém não tenho paciência e nem forças para encarar aqueles dois de novo. E se até agora não sentiram minha falta, eles devem estar bem ocupados... Isso sim.

Mal concluí meu raciocínio e de repente a porta do quarto se abriu revelando Louis, que em seguida entrou no cômodo sem mais delongas. Fingi não notar sua presença e continuei focando no celular. Eu torcia para que ele só estivesse indo no banheiro e me ignorasse.

— Você não ia no banheiro?— Perguntou se dirigindo a mim de imediato, exatamente o que eu queria que ele não fizesse.

— Eu fui.— Menti ainda sem olhar em seus olhos. Eu iria sustentar o bloqueio visual, contudo tomei um susto quando senti ele sentando do meu lado na cama, me impulsionando um olhar instintivo.

— E por que não voltou?— Questionou agora mantendo uma troca de olhares. Engoli seco e peguei meu celular novamente.

— Ah, eu parei pra ver meu celular e acabei perdendo a noção do tempo.— Expliquei dando uma desculpa esfarrapada.

— Então você vai voltar agora?— Supôs como se estivesse me chamando. Que ódio, podia ir lá se pegar com a namorada e me deixar em paz.

— Não sei.— Expressei dúvida apenas para não dizer um não de cara.— Não tem pra que eu ir, né?— Presumi criando outra saída.— Aproveita esse tempo a sós com ela.— Sugeri tentando tendenciar sua atitude.

— Não precisa ficar aqui por isso.— Expôs minimizando a hipótese.— Você não atrapalha em nada.— Garantiu se aproximando um pouco mais de maneira discreta.

— Qual é?— Lancei me distanciando.— Ninguém gosta de ter sempre alguém entre você e sua namorada.— Constatei convicta.

— Eu gosto.— Expôs quase como um sussurro. Respirei fundo para ter certeza de que ouvi certo, e principalmente pelo seu rosto estar cada vez mais próximo. Eu tento não sentir nada, mas é impossível olhar para ele e permanecer plena, por isso evito ao máximo. Imagine receber um olhar triangular do namorado da sua melhor amiga, uma sequência direcionada aos olhos, boca e... Espera, acordei.

— Ok... Isso é estranho.— Concluí cortando o clima, porém ele continuava na mesma posição.— Tá bom de você ir.— Propus querendo o expulsar do quarto.

— E se eu não quiser?— Enfrentou provocativo. Tive que me manter sã com ele à centímetros de distância.

— Aí eu saio.— Comuniquei me afastando de vez, logo levantando da cama. Louis deu uma risa nasal e demorou alguns segundos para levantar também.

— Tudo bem, eu vou.— Aceitou em tom de sarcasmo.— Mas não demora pra voltar, a visão do filme não tá tão boa.— Soltou como se não fosse nada, saindo do quarto posteriormente. Espero ter entendido errado.

Permaneci ali em estado de choque, absorvendo o que havia acabado de acontecer. Meu conflito mental estava tão grande que eu preferi voltar de fato do que continuar pensando sozinha. Abri a porta de fininho e fui me encaminhando até a sala, onde encontrei os dois sentados no sofá assistindo o tal filme.

— Finalmente.— Millie anunciou ao me ver chegando. Reagi sentando do lado dela, na ponta oposta de Louis.— Tava parindo no banheiro?— Suspeitou irônica.— Eu vou ser tia e nem me contaram.— Reclamou fingindo falsidade, pelo menos ela está zoando. Vou entrar na onda.

— Pois é.— Confirmei em puro deboche.— Isso que dá me fazer assistir o Michael B. Jordan.— Acusei apontando para a televisão que passava Pantera Negra. Millie entrou em uma crise de riso, assim como eu, já o cínico só observava a situação de cara fechada.

— Que visão.— Brinquei quando Michael pareceu. Assumo, quis alfinetar Louis com isso. Continuamos assistindo o filme por volta de duas horas. A forma que eu usaria de deixar as coisas mais leves seria me concentrar 100% no ator sarado.

(...)

Anoiteceu e o filme obviamente havia terminado. Eu vinha mandando mensagens para os meus pais me buscarem, porém nenhum dos dois me respondiam. Ótimo momento para eles me ignorarem, eu só queria dar o fora daqui. No momento estamos nós três no quarto da Millie, o casalzinho na cama e eu na cadeira do birô.

— Você vai dormir aqui?— Millie perguntou a Louis enquanto fazia cafuné em sua cabeça. Eu sequer olhava para os dois, minha concentração ainda se voltava em ter minhas mensagens respondidas.

— Acho melhor eu dormir cedo hoje.— Iniciou se justificando.— Amanhã tem reunião do time.— Informou citando o compromisso.

— Agr.— Grunhiu desapontada porque ele não ficaria, a seguir desviando a atenção para mim.— E você, S/n?— Me chamou interrompendo meu foco no celular.— Quer dormir aqui?— Convidou usando minha companhia como segunda opção.

— Não sei.— Respondi incerta.— Meus pais não estão me respondendo.— Contei mostrando a tela. Sem dúvidas eu prefiro ir para casa, mas já que meus pais não colaboram e Louis não vai estar aqui... Não vejo problema.

— Então fica.— Decidiu simples.—Amanhã eles veem te buscar.— Resolveu com praticidade. Assenti mexendo a cabeça de modo positivo, no entanto percebi Louis me encarando para variar.

— Pensando bem, a reunião vai ser de tarde.— Repensou sua escolha do nada.— Dá pra eu dormir aqui e ir embora no final da manhã.— Planejou encontrando um meio de ficar. Merda, era só o que me faltava.

— Ótimo!— Comemorou satisfeita. Louis também parecia satisfeito, satisfeito em ferrar com a minha vida.

— Se for assim eu não fico.— Fui anunciando sem mais nem menos, obviamente gerando dúvida em Millie.

— Ué, qual o problema, S/n?— Indagou franzindo o cenho intrigada. Olhei para Louis e vi que ele estava interessado em saber o que eu iria dizer.

— Ser vela tem limites.— Assegurei determinada.— Eu mal consigo dormir com seu ronco, Millie, quem dirá com seu gemido.— Afirmei sincera. A expressão da minha amiga foi se desfazendo em forma de espanto, como se eu tivesse falado o maior absurdo da face da Terra.

— Pelo amor de Deus, S/n.— Clamou julgadora.— Não vamos fazer isso.— Negou inclinada para Louis, que tinha uma face indefinida.

— Vai me dizer que vocês nunca...— Ironizei achando graça, contudo os dois se entreolharam de maneira estranha.

— Se esse for o problema eu posso dormir no chão.— Louis se pronunciou trazendo uma solução, consequentemente levantando de onde estava deitado.— Aí vocês dormem na cama.— Sugeriu resolvendo o cenário constrangedor ao liberar o espaço. A cama de Millie é de casal, então caberia nós duas tranquilamente. A desgraça seria eles dois em cima e eu embaixo.

— Pronto.— Millie concordou se livrando da saia justa.

— Então eu vou dormir.— Comuniquei me esparramando na cama folgada. Em minha defesa essa é a única forma de esquecer que estou aqui.

— Mas já?— A mesma rebateu desentendida.— Ainda temos a noite pela frente.— Planejou levando em consideração estar cedo.

— Vocês têm, eu estou morrendo de cansada.— Mantive meus planos me acomodando na posição mais confortável.

— Coloca uma camisola pelo menos.— Alertou indicando ser o mínimo, o que nesse caso era considerável.

— Eu não trouxe.— Expus o óbvio.

— Pega uma minha.— Ofereceu prática.— Espera aí.— Avisou indo até o guarda-roupa retirar de uma das gavetas.— Toma essa.— Entregou jogando em minha direção. Alcancei aquele pedacinho de pano e analisei crítica.

— Parece coisa de pu...— Interrompi minha fala por notar que tecnicamente eu estaria a chamando disso.— É, vou vestir.— Aceitei me levantando da cama e seguindo rumo ao banheiro. Passei por Louis com desprezo e tranquei a porta assim que entrei. Não creio que vou dormir com eles no mesmo quarto, ainda mais vestida desse jeito.

Comecei a tirar minha roupa e trocar pela camisola imprópria, a única vantagem vai ser dormir confortável. Abri a porta em instantes, sendo possível observar a reação do idiota quando me viu. Algo que me nego a descrever pelo bem da minha amizade. Pus as roupas no birô e me deitei na cama o mais rápido possível para me cobrir.

Fechei os olhos e não fiz questão de dar um boa noite ou sei lá. Eu só precisava sumir.

(...)

Uma noite de sono regeneradora caiu muito bem em mim. Por incrível que pareça tive o ápice do sono profundo, coisa que não é comum pela minha insônia. Achei a posição perfeita sentindo braços me abraçando por trás. Eu sou acostumada a dormir agarrada no travesseiro, portanto gosto de sentir contato.

Agora assumo que não entendi porque Millie fez isso, ela costuma dormir do outro lado da cama. De qualquer forma não parei para raciocinar, eu ainda estava dormindo.

— O que significa isso?!— Escutei a voz de Millie gritando em tom histérico. Tomei um susto e abri os olhos sonolenta. Ela se encontrava em pé na minha frente com uma expressão nada agradável. Ué, então como continuo sentindo... Espera, não era Millie que estava atrás de mim. Era Louis.

Ãn?— Murmurei sem entender nada. Eu sempre acordo sem lembrar nem quem eu sou, quem dirá associar o porquê de Louis estar dormindo comigo. Me soltei de maneira tão brusca que o fiz acordar. Não sei como ele não acordou com o grito.

— Ainda vai se fazer de cínica?— Duvidou indignada.— Eu saio no meio da noite para socorrer minha mãe e você dorme com o meu namorado!— Acusou soltando fogo pelas ventas.

— Que? Millie, eu não fiz nada.— Garanti sabendo que não houve meu consentimento, e que nada além daquilo havia acontecido.— Louis, fala pra ela.— O balancei esperando uma explicação, porém ele se manteve assimilando o ocorrido.— Fala, seu idiota!— Exigi enfurecida.

— É verdade, Millie.— Disse finalmente confirmando a versão que eu dei.— Eu só vim pra cama porque tava desconfortável no chão.— Contextualizou mostrando não ser o que ela estava pensando.

— E pra isso precisava dormir agarrado com ela?!— Especificou mantendo a indignação de não ter se convencido.

— Foi reflexo.— Justificou sem transmitir segurança. Ele não podia desenvolver um discurso mais elaborado? Tudo tem que ser eu, porra.

— Engraçado que você nunca teve esse reflexo comigo.— Considerou usando de argumento, tal qual não foi retrucado pelo mesmo. Puta merda, Louis.

— Millie, eu juro pra você que eu não fiz nada.— Persisti na ideia de provar que eu não tinha nada haver com aquilo, até porque o único culpado aqui é ele.

— Ah, não fez.— Ironizou perversamente.— Não é como se desde o começo você quisesse ele e não tivesse suportado o fato de eu ter conseguido algo que você não podia ter!— Incriminou tocando na ferida com intuito de me atingir. Nunca pensei ouvir isso vindo da minha melhor amiga. Doeu muito, mas acima de tudo senti raiva.

— Não suportei?!— Repeti desacreditada.— Eu suportei ver minha melhor amiga indo atrás do menino que eu gostava e ainda assim continuei andando junto para não destruir a amizade.— Revelei perdendo a sanidade.— Eu nunca faria nada sabendo que você gosta dele, diferente de você!— Soltei o que estava entalado na minha garganta há muito tempo.

— Você gosta de mim?— Louis perguntou me fitando surpreso. Sério que isso é o mais relevante agora?
Um silêncio mortal dominou o ambiente, sendo quebrado após ele digerir a informação.

— Millie, eu preciso ser sincero com você.— Lançou aparentando estar se preparado para revelar algo.— Com vocês duas na verdade.— Detalhou dessa vez olhando para mim.— Eu comecei a ser seu amigo para conseguir me aproximar da S/n.— Declarou me deixando pasma. Seu olhar ficou preso ao meu sem desvios.— E eu só aceitei namorar com você porque era a única forma que eu via de me manter perto dela.— Acrescentou finalizando a confissão, e certamente seu relacionamento.

— Como você pôde fazer isso comigo?!— Millie questionou se debulhando em lágrimas.

— Eu assumo que errei e peço desculpas.— Reconheceu contido.— Mas você também não foi uma santa de ter ficado dando em cima sabendo que ela gostava de mim.— Apontou dividindo a culpa.— Você sabe que qualquer envolvimento entre a gente foi iniciado por você.— Constatou com convicção. Millie me fitou contendo as lágrimas. Eu podia ver o ódio em seus olhos.

— Você deve estar amando isso, não é?— Acusou se aproximando de modo grosseiro.— Sua...— O xingamento nem foi concluído e ela já partiu para cima. Eu não teria coragem de bater nela, apenas desviei evitando uma briga física.

— Millie, para!— Louis pediu a contendo entre seus braços.

— Me solta.— Mandou interrompendo os movimentos agressivos. Louis a analisou para ter certeza de que ela não me atracaria novamente, então só a soltou quando atestou segurança.— Parabéns, S/n.— Felicitou em tom de deboche.— Você venceu.— Alegou sorrindo falsamente.

— Isso não era uma competição da minha parte.— Adverti firme.— Pra você que sempre deve ter sido.— Concluí finalmente enxergando um lado dela que eu não conhecia.

Peguei minha roupa que estava no birô e entrei no banheiro para me trocar ali pela última vez. Consegui ser mais rápida do que ontem, pus o conjunto da calça com a blusa e somente conferi se meu celular estava no bolso.

Saí do quarto sem olhar na cara de Millie, muito menos na de Louis. Ele parecia estar me esperando, já que bastou eu sair para o mesmo vir atrás. Continuei o ignorando e abri meu celular na entrada da casa a procura de um táxi. Não vou recorrer aos meus pais, quero sair daqui agora e rápido.

— Aonde nós vamos?— Louis teve a cara de pau de perguntar enquanto eu pedia o táxi.

— Nós vamos?— Repeti achando inacreditável.— Da onde você tirou que existe um "nós"?— Indaguei assistindo sua expectativa ser desfeita.

— Eu pensei que...— Iniciou antes que eu cortasse sua fala.

— Pensou errado.— Adiantei decidida.— Você foi tão escroto quanto ela.— Esclareci tendo o senso.— Não é porque vocês terminaram que eu vou ficar com você.— Atestei deixando ainda mais claro. Não importava o quanto ele me olhasse, eu não iria retribuir.

— Se algum dia você me perdoar...— Supôs crendo num otimismo improvável.— Você me dá uma chance?— Interrogou sustentando a esperança.— Eu realmente gosto muito de você, S/n.— Destacou demostrando intensidade.

— Devia ter pensado nisso antes de ficar com a minha melhor amiga, Louis.— Relembrei procurando avistar o carro na rua, pois o motorista indicou já estar aqui. Não demorou para o táxi surgir bem na nossa frente.

— Você sabe que eu não vou desistir de você, né?— Garantiu vendo que eu estava prestes a ir embora.

— Boa sorte.— Foi a última coisa que eu disse antes de entrar no carro.

"Fim"



Capaz de eu fazer parte 2
Sim, eu tô viva 😍

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