Don't Let Me Down.

Por saycarrol

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(PRIMEIRA TEMPORADA)>>>Quando Megan Taylor consegue sua admissão na Task Force 141, ela pulou de felicidade p... Más

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Melodias
Frio
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Feitiço
Enlace
Razões
Elos
:::AGRADECIMENTOS:::
Segunda temporada!
Leo
Megan
Leo
Megan
Leo
Leo
Megan
Leo
Leo
Megan
Leo
Megan
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Leo
Megan
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Megan
Leo
Agradecimentos segunda temporada!!
Anúncio da terceira temporada!!
Nuances
Matilha
Obrigações
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Certezas

Leo

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Por saycarrol

Eu olhava pela janela do carro, as ruas de Londres. Tão iluminadas, cheias de vida e alegres.
As pessoas passavam, crianças acompanhavam seus pais e mães em passeios e os pubs estavam cheios enquanto a noite caía.

Eu gostaria de passear novamente sem preocupações por estes lugares. Será que algum dia eu poderia fazer isso novamente?

-Entenderam? -a voz do capitão Price me fez "voltar" ao mundo real-. Joseph e Matthew estão à leste, em Gama 2 agora. Megan e Simon, sigam ao norte em uma loja de roupas e se misturem entre os civis... a mesma coisa para vocês, Gaz, Soap. Cadete. -Price olhou para trás, no carro-. Você irá comigo.

Confirmei com a cabeça. Quando chegamos no destino, nos misturamos em meio à multidão; Gaz e Soap foram para a praça central da avenida enquanto o tenente Simon e a cabo Megan entraram em uma loja gigante de roupas.

Jamais pensei que iria ver o tenente Ghost sem máscara... Hm, ele e a cabo Megan se completam de uma maneira inexplicável, como se realmente fossem feitos um para o outro.

O capitão Price e eu entramos em um café que estava um pouco movimentado e então decidimos nos sentar próximos à uma janela, nos deixando ainda mais atentos.

Toquei levemente a pistola escondida no cinto de minha calça e apertei os olhos. Minha respiração estava um pouco irregular pelo colete à prova de balas.

-Boa noite. -uma simpática e jovem atendente foi até nós com um pequeno caderno nas mãos-. Vocês decidiram seus pedidos?

-Boa noite. -Price respondeu-. Apenas um expresso para mim.

-Boa noite. Eu, hã...-olhei rapidamente para o cardápio-. Gostaria de um chocolate quente e... uma torta de frutas.

-Anotado. -ela sorriu-. Logo irei voltar.

O ambiente do café era extremamente agradável, uma música boa tocava para deixar o ambiente ainda mais tranquilo.

O capitão parece deslocado nesse tipo de lugar. Ele com certeza prefere lugares como... bares? Faz mais o perfil dele.

-Faz tanto tempo que não venho a um café...-ele murmurou, olhando pelo vidro.

-Eu também, senhor. -respondi.

-Não me chame assim. Não aqui.

Concordei com a cabeça e então a atendente trouxe os nosso pedidos.

-Aproveitem. -ela lançou um sorriso para nós.

Ao tomar um gole do chocolate quente, me senti um pouco mais relaxada. A bebida estava quente, cremosa e levemente adocicada, da forma como eu gostava.
O capitão, por outro lado, nem tocou no café.

-Prefere bebidas mais fortes, não é? -comi um pedaço da torta, que estava saborosa.

O capitão estava levando a xícara do café até seus lábios quando parou e ouviu o que eu disse. Ele me olhou, sério.

-O que está querendo insinuar? -ele levantou uma sobrancelha. Sua voz grossa me fez tremer e desviar o olhar-. Estou apenas brincando, menina. -ele deu de ombros, lançando um rápido sorriso-. Sim, me sinto um invasor nesses lugares. Não fui feito para eles. Acho que estou ficando velho demais...

Fiquei surpresa com sua fala.
O capitão se aproximava de seus quarenta anos, mas, não aparentava totalmente ter essa idade. E mesmo assim, parecia que tinha um século em suas costas.

-O sen...-me corrigi-. Você fala como se tivesse pelo menos uns duzentos anos. -ele deu uma breve risada-. É sério... Sempre que posso eu aproveito de alguma forma. -olhei para a torta de frutas em minha frente.

-Você é muito jovem ainda. Deveria estar por aí...-Price olhou para os lados e fixou seus olhos em um grupo de jovens atrás de mim, rindo e se divertindo.

Eles estavam conversando sobre assuntos bobos e superficiais, sem se importar com nada ao redor.

-Me sinto uma invasora entre eles. -o olhei, quase que o parafraseando-. Esse...-olhei por cima do meu ombro-. Não é o meu mundo.

Price parecia analisar minhas palavras, uma a uma. Eu jamais iria encarar isso como uma mera brincadeira: envolviam vidas, coisas que eu nunca sequer pensar em iria arriscar.

Quando o capitão ia me responder, Joseph nos chamou no rádio.

-Van preta suspeita subindo a avenida. Irá chegar na praça em dois minutos.

-Entendido. -disse Ghost do outro lado.

-Fique aqui. -Price se levantou, deixando uma nota na mesa e saindo do café, indo para a calçada e permanecendo em alerta para qualquer pequeno movimento.

Mordi o lábio para aliviar a tensão, em vão.

Quando olhei pelo vidro do café, uma van preta ia lentamente parando no semáforo que estava fechado.
A porta da van então deslizou lentamente e alguns homens saíram, portando armas enormes.

E então, puxaram o gatilho.

Os sons de tiros se misturaram com os gritos desesperados e choro confuso de todos ali no local.
Os vidros do café foram destruídos e um fragmento voou diretamente no meu braço direito, me fazendo gritar.

-A praça está cercada! -gritou Soap no rádio.

Os homens armados avançavam rumo à praça, e mais terroristas ainda saíam de outros carros estacionados.

Eu me encontrava abaixada, imóvel e segurando minha pistola, sentindo a dor em meu braço pulsar a cada segundo que passava.
Simplesmente não conseguia olhar para o pedaço de vidro fincado em minha pele; a breve visão disso me deixava levemente enjoada.

Um terrorista havia entrado no café, mas rapidamente foi abatido por Price, que esgueirava entre os carros.
Quando ele me viu, se abaixou, deixando a pistola no chão e segurando gentilmente meu braço.

-E-eu não consigo tirar sozinha, capitão...-murmurei, respirando pesadamente.

-Se acalme, cadete. -ele me encarou e então pegou seu rádio comunicador-. Estou com a cadete aqui no café e ela foi ferida por um fragmento de vidro. Continuem avançando, fechem a área!

Fechei os olhos e balancei a cabeça, ouvindo dos tiros sendo desparados, sem cessar.
Os jovens que antes estavam rindo em grupo, agora se encontravam no chão, chorando, buscando consolo entre eles.
Era uma visão miserável.

-Cadete, eu vou puxar o pedaço de vidro. -ele falou, e eu apenas concordei com a cabeça-. Segure minha mão.

Ele então ofereceu sua mão e eu apertei, temendo a dor que me esperava.
O capitão respirou fundo e tocou o vidro, fazendo meu corpo contorcer. Depois de um segundo, ele arrancou o pedaço cortante da minha pele, me fazendo gritar como nunca antes.

Ele pegou um pedaço de pano que estava no chão e amarrou em meu braço; um curativo rústico e temporário.

-Ei, ei, Leonor, olha para mim. -apertei os olhos e então o encarei-. Preciso que venha comigo agora.

Concordei com a cabeça e me levantei com sua ajuda, segurando minha pistola.
Antes de sair do café, deixamos algumas instruções com as pessoas que ali estavam, e mesmo extremamente assustadas, elas colaboraram conosco.

Deixamos o local enquanto havia uma conversa em nosso rádio; a polícia e o exército já haviam sido acionados, porém quanto mais terroristas eram derrubados, mais ainda surgiam.

Como ratos no esgoto...

A cada passo que eu dava, a dor era um lembrete pulsante em meu cérebro. Era horrível, e eu ainda não conseguia olhar para o corte.
Chega ser ridículo uma pessoa como eu, que está no exército e nas forças de proteção do Reino Unido, ter hematofobia.

Para mim, o sangue sempre teve um cheiro muito específico que deixavam os meus sentidos perdidos. Então, eu sempre me esforçava em não me machucar ou me cortar, por menor que fosse a lesão.

O capitão era rápido enquanto passava pelos veículos e pelas pessoas que ainda corriam desesperadas por algum tipo de abrigo. Eu o seguia, tentando não me concentrar na dor e focando apenas em dar cobertura a Price.

-Eles estão fechando o perímetro, temos pouco tempo...-resmungou a cabo Taylor-Riley no rádio.

-Estamos chegando com a polícia! -respondeu Matthew.

Price e eu fomos até a praça, avistando Soap e Gaz no outro lado, combatendo nossos inimigos.
Os terroristas usavam armas extremamente pesadas, algo de destruição em massa. Não eram pistolas ou revólveres, mas metralhadoras como a M240. Era assustador o som que essas armas produziam.

Vamos lá, Leo. Foco e concentração, preciso pensar no objetivo e como irei fazer para atingi-lo. O capitão Price está ao meu lado e devo ajudá-lo.

Quando me abaixei atrás de um carro, olhei em volta e vi alguns corpos caídos no chão; a maior parte deles já não tinha vida, já outros imploravam por ajuda.

-Situação, Echo 2-1? -Gaz perguntou no rádio.

-Eu e o Bravo 0-7 estamos dentro de uma loja, e a polícia já chegou no local. Mas eles continuam fazendo um estrago por aqui...-respondeu a cabo.

O capitão e eu então seguimos mais à frente, rumo às escadarias que levavam ao metrô.

-Cadê a porra do exército?! -Price gritou no rádio com raiva. Ele já estava exausto de tanto esperar.

Depois de alguns segundos, os tiros na praça, cessaram. O capitão se levantou para ver o que tinha acontecido, mas com certeza achou que seus olhos estavam o enganando.
Caminhamos juntos até a escadaria que levava ao metrô subterrâneo; meu coração pareceu falhar quando vi um homem próximo a nós com uma bomba amarrada em seu corpo enquanto segurava um controle em uma das mãos.

-Cap...-minha voz falhou com o mais puro terror que os meus olhos estavam encarando.

Mirei rapidamente no homem, errando o disparo.
Antes dele apertar um botão no controle, Price me abraçou por trás e se jogou pelos degraus abaixo; um milésimo depois, o homem explodiu a bomba.

Eu havia caído em cima do corpo do capitão, que agora, com certeza estava machucado de verdade.
Rapidamente me levantei e o observei, tentando ajudá-lo a se recuperar do impacto.

-O senhor está bem? -o olhei, preocupada.

-Estou...-ele tossiu-. Acho que não quebrei nada.

Sua fala me fez liberar um breve sorriso nos lábios.
A escadaria agora estava obstruída pela passagem onde o homem havia se explodido; tivemos que procurar um outro lugar para sair.

-Como está seu braço? -Price perguntou enquanto andávamos pela estação de metrô que há alguns minutos atrás estava cheia, agora, havia apenas um silêncio sepulcral.

-Está doendo bastante. -pressionei o machucado com uma das minhas mãos-. Poderia ser bem pior se o senhor não tivesse me ajudado...

-Senhor, o exército chegou e estamos fechando o perímetro! -Gaz disse no rádio.

-Entendido.

Estávamos indo pela ala leste da estação para conseguir achar uma saída do local rapidamente.
Toquei novamente meu braço e quando vi minha mão, estava com sangue.

Meu corpo paralisou e não queria se mover; eu simplesmente não conseguia tirar os olhos da palma da minha mão, que estava vermelha. O cheiro do sangue subiu para as minhas narinas e se instalou, fazendo minha cabeça girar.

-Cadete? -Price olhou para trás e me viu parada; ele então se aproximou-. Cadete, temos que ir!

-E-eu não consigo, capitão...-minha voz trêmula denunciava o nervosismo espalhado em meu corpo-. E-eu...

Minha respiração acelerou e meu coração aparentemente tinha vontade de explodir em meu peito.
O pânico aumentava a cada segundo e eu já não tinha mais controle do meu próprio corpo.

-Cadete, está me ouvindo?! -Price gritou, colocando as mãos em meus ombros e me balançando.

Olhei para o seu rosto e vi apenas as imagens se formando de maneira desfocada; minha audição ficava fraca a cada segundo que se passava, e então, caí no chão, não sentindo o impacto.

***

Abri lentamente os olhos e vi uma movimentação intensa na rua. Carros e sirenes da polícia, pessoas conversando e homens armados fechando o local para que os curiosos jornalistas não fossem até nós.

Eu me encontrava sentada dentro de uma ambulância, tentando lembrar o que havia acontecido.

Eu desmaiei... mas como...?

Toquei suavemente meu braço, e agora, ele estava com um curativo apropriado para o corte.

Não dói tanto, agora.

De soslaio, percebi a cabo Taylor-Riley ir até mim, em passos largos.

-Reed, o que aconteceu? Como se sente agora? -ela perguntou, preocupada.

-Sinto muito, senhora. -apertei os olhos-. Eu...

Minha resposta foi interrompida com o capitão Price se aproximando e intervindo na conversa.

-Você olhou para a sua mão ensanguentada e desmaiou. -ele disse, rígido-. É melhor achar um jeito de contornar isso, cadete, ou vai estar fora da equipe.

Desviei os olhos e concordei com a cabeça, mesmo que hesitante.

-Sim, senhor...

O capitão Price parecia estar desapontado com algo; logicamente, o meu desempenho que deixou muito a desejar.

-Sinto muito, senhora. -olhei para a cabo, que parecia pensativa.

-Não há necessidade de pedir desculpas, Leonor. -ela balançou a cabeça-. Mas por que você não mencionou isso na sua ficha?

-Eu não seria aceita. -olhei para as minhas mãos-. Tive medo...

A senhora Taylor-Riley me olhava como se seus olhos perfurassem o meu corpo e encontrassem minha alma. Ela parecia querer dizer mil coisas ao mesmo tempo, e não conseguia buscar algo específico para mim.
Ela então apenas colocou a mão em meu ombro e o apertou gentilmente, indo embora logo em seguida.

Que dia horrível.

***

Já era madrugada quando chegamos a St Asaph e eu me sentia um cadáver ambulante: estava com muito sono e nem pensava em outra coisa a não ser deitar em minha cama e dormir por um dia inteiro.
A única coisa que se prendeu em minha cabeça foi que iria haver uma reunião no próximo dia com o capitão Price sobre o que havia acontecido em Londres e o quão grave era a situação.

Fui ao banheiro rapidamente, torcendo para que ninguém me encontrasse lá dentro.
O ambiente totalmente branco me trazia um certo tipo de conforto que eu não lembrava que existia.

Olhei para o meu rosto no grande espelho horizontal na parede, enquanto a água descia pela torneira.
Fechei os olhos e esfreguei uma mão em outra, na tentativa de tirar qualquer resquício de sujeira em minha pele.

Ao abrir meus olhos, vi que minhas duas mãos estavam manchadas de sangue. Desviei o olhar e balancei a cabeça.

É coisa da minha cabeça, sim...

Continuei esfregando as mãos e o sangue não saía da minha pele.
Minha respiração ficou irregular e então a porta do banheiro se abriu; era o capitão Price que se mostrou muito surpreso pela minha presença.
Ele, diferente de mim, não parecia estar muito abatido pela ausência de sono.

-Capitão...? -meus olhos se abriram com espanto-. O que o senhor está fazendo aqui?

-Eu que deveria perguntar isso. -ele franziu o cenho-. O que está fazendo no banheiro masculino?

Banheiro masculino...?

Antes que eu pudesse responder, um soldado saiu de uma das cabines do banheiro, nos olhando sem entender nada; o silêncio era constrangedor.
O capitão apenas acenou com a cabeça para que o homem saísse rapidamente do local e assim o fez.

Rapidamente passei pelo capitão e fui até a porta do banheiro, porém, Price forçou a porta com seu antebraço e não me deixou sair.

-Capitão...? -murmurei.

-Vai me contar o porquê de ter agido daquela forma hoje. -ele cruzou os braços e me olhou sério.

-É difícil dizer, capitão. -minha voz ficou um pouco trêmula-. É algo que aconteceu há tanto tempo mas sinto até hoje.

O capitão pareceu relaxar um pouco e me levou até a pia do banheiro novamente, me olhando pelo reflexo no espelho.

-É sobre seus pais? -ele disse, calmamente.

-Sim...-sussurrei-. Meu pai era da Marinha, capitão. Sempre quis ser como ele... Minha mãe ia ter um ataque do coração se me visse hoje no exército.

-O que aconteceu com eles? -ele perguntou, compreensivo.

-Bem... eu tinha apenas seis anos. Lembro de que estava passando um final de semana na casa dos meus tios em Londres. Eu adorava brincar com o meu primo...-dei um leve sorriso-. Eu lembro que no dia estava chovendo muito, e meus pais estavam vindo de nossa casa em Northampton... e então... meu pai perdeu o controle do carro.

A dor perfurava o meu corpo e tentava encontrar o caminho mais uma vez para o meu coração; respirei fundo e não me deixei atingir pela angústia.

-Foi doloroso. -continuei-. Cheguei no local do acidente e... eu vi uma poça de sangue. Na hora eu não entendi o que havia acontecido mas então percebi que meus pais não iriam voltar para casa. Nunca mais. E desde então o sangue me deixa apavorada.

Não foi fácil contar essa história para o capitão; reunir forças para dizer cada palavra havia me deixado ainda mais exausta psicologicamente.

-Acredite em mim. -ele respondeu-. Há muito mais sangue em minhas mãos agora do que vai haver em suas mãos pelo resto da vida.

Suas mãos estavam vermelhas e claramente doloridas, mas não ensanguentadas. Quando ele ligou a torneira, a água fria parecia relaxar sua pele.

Tenho certeza que a dor que aquele fragmento de vidro causou ao meu braço não é nada. Eu deveria agradecer ao capitão por ter sido tão compreensivo...

-Obrigada por ter me ajudado hoje, capitão. -sussurrei-. Sei que pode não ter parecido nada, mas... você me salvou.

Ele apenas me olhava com seus belos olhos azuis, como um enigma. Por fim, o capitão acabou com a cabeça, algo como "não precisa agradecer, foi apenas o meu trabalho".

-Vá dormir, cadete. -Price ordenou.

-S-sim senhor.

Saí do banheiro envergonhada e extremamente cansada.
Quando cheguei no meu quarto, me joguei na cama e a última coisa que vi antes de dormir foram as minhas mãos; não tinham resquício algum de sangue.

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