Maraisa Pereira's Point of view
"O que faz aqui?"
Aquilo só podia ser loucura, fechei os olhos algumas vezes para tentar ver outra pessoa. Mas era ela. Marília estava parada em frente a minha porta, com os braços encostados na soleira, usava um diferente vestido de hoje mais cedo, agora era azul,sobre ele, apenas seu sobretudo negro, aberto, mostrando o leve decote do vestido. Seus cabelos ainda estavam soltos, desgrenhados, e extremamente sexy. Eu a fitei por longos minutos, ela não parecia estar normal, talvez tivesse bebido, só isso explicava.
- Sra. O que faz em minha casa? – perguntei.
- O que eu faço? Vim atrás de explicações Maraisa, ou melhor, Carla.
No instante em que ouvi aquele nome sair de sua boca, eu senti todo o sangue do meu corpo parar, para logo correr sobre minhas veias, bombeando meu coração tão rápido, que podia ouvir suas batidas em meus ouvidos. Eu sentia meu corpo suar, a voz sumir, ela havia descoberto, a única dúvida era: como?
- Como a Sra..
- Não importa como eu descobri – ela foi rápida, e firme – Achou que iria me enganar?
Marília tinha um brilho diferente nos olhos, estavam escuros, e ferozes. Ela em passos lentos se aproximou, me acuando entre a parede. Dei alguns passos para trás, até senti minha costa bater contra o concreto.
- Eu não tive a intenção...Marília
- Foi bom? Brincar comigo desse jeito?
Eu não sei o que sentia naquele instante, Marília estava em minha frente com um sorriso diabólico, entrando em jogo no qual eu não conhecia. O que ela queria de mim?
- Não quis, apenas...aconteceu..- falei dando alguns passos para dentro do apartamento.
- Aconteceu...- ela repetiu.
Fiquei calada, enquanto a mesma me fitava.
- Você não devia ter feito isso Pereira, não devia. – ela falou.
Eu sentia que meu coração queria rasgar meu peito, de tão forte que batia. Nesse exato momento eu estava encostada na soleira da porta, com a mulher cujo olhar era destruidor me fitava, ela tinha uma mistura de raiva, ódio, desejo, e tesão. Era possível em plena tensão eu me sentir atraída por ela?
- Eu sinto muito... – sussurrei.
- Não sinta, não se arrependa feito uma covarde. – sua voz era cortante. – Eu vou lhe ensinar a não mentir para mim
Marília levou as mãos até meus cabelos calmamente, colocando as finas mechas para trás, deixando meus ombros livres. A mesma acariciou a pele desnuda, subindo pela extensão de meu pescoço, até chegar sobre meu rosto. Encarando meus olhos que gritavam por ajuda, ela sorriu maldosa.
- Marília...- sussurrei.
- Shii.. – seus dedos foram de encontro aos meus lábios – Calada, acha que vai brincar comigo e sair impune Pereira? Você não me conhece
Ela falou tão próxima de mim, que eu pude sentir seu hálito sobre meu rosto, cheirava a uísque. Engoli em seco, quando suas mãos foram de encontro a minha cintura, apertando a mesma com vontade.
- Me desculpe...
Não havia perdão para Marília, ela agora me comia com os olhos, esperando o momento certo para me atacar feito um felino raivoso.
- Eu não desculpo ninguém! Eu vou te ensinar a não mexer comigo Maraisa.
Marília segurou rapidamente em meus cabelos, puxando minha cabeça para beijar meus lábios com raiva, com força. Eu não pensava, eu só sabia sentir, medo, tesão, pavor do que ela faria. Mas vontade de continuar.
Suas mãos apertavam as mexas do meu cabelo com força, me fazendo sentir uma dor prazerosa, enquanto seu corpo prensava o meu sobre a soleira da porta com vontade. era tudo selvagem, e alucinante. Marília sugava minha língua rapidamente, provando de tudo que podia até sentir que seus pulmões não aguentavam mais, a mulher parou o beijo mordendo meu lábio inferior com força, eu poderia jurar que saía sangue.
Nossas respirações eram pesadas, uma contra a outra. Ela me fitava com seus olhos escuros, e quentes.
- Você ainda é Minha Carla! sendo Maraisa ou não. – Marília falou firme, mesmo ofegante.
- Só sua...- eu me rendi.
A mulher abriu um sorriso diabólico para mim, e novamente tomou meus lábios em um beijo de tirar o fôlego, que desceu pelo meu pescoço, chupando sobre meu ponto de pulso. Fechei os olhos com força, deixando que a mesma fizesse o que quisesse de mim. Levei a mão entre seus cabelos ondulados, apertando com certa força, enquanto ela deslizava a língua com gana sobre o lóbulo de minha orelha.
- Não podemos fazer isso aqui..- sussurrei para ela. – Vão nos ver.
Marília nem se quer respondeu, apertou minha cintura com força, levando meu corpo para dentro do meu apartamento, fechando a porta atrás de si. Nos beijamos feito duas loucas, ela me apertou contra a porta, subindo as mãos de minhas coxas para dentro de meu babydoll, cravando as unhas na carne de minha bunda com tanta força, que não pude evitar o fraco gemido.
- Vamos para seu quarto agora! – ela ordenou ainda com a boca entre a minha.
- Tenho medo que acordar Marcela ou Maiara
- Seja uma boa garota, e não faça barulho. - ela disse séria.
Respirei fundo, me soltando dos braços dela, eu caminhei em sua frente, sabendo que seus olhos quentes estavam sobre mim, sobre meu corpo. Entramos em meu quarto, iluminado apenas pelo abajur sobre o criado mudo. Marília fechou a porta, e me fitou.
Eu engoli em seco, levando as mãos sobre a barra do baby doll no qual levantei lentamente. Os olhos de Marília queimavam, vidrados sobre meu corpo agora coberto apenas pela pequena calcinha de renda, que nesse momento estava completamente molhada.
- Há Pereira, eu vou lhe foder tão forte, e duro. Vai se arrepender de ter me enganado
Eu senti meu sexo se contrair ao ouvir suas palavras, sentindo o liquido escorrer. Maldita.
Marília caminhou até mim, tirando seu sobretudo negro, deixando que o mesmo caísse ao chão. Ela parou a centímetros do meu corpo, levando as mãos ao mesmo, em uma carícia leve, de minha cintura, sobre meu abdômen subindo lentamente sobre meus seios, no qual apertou com força. A expressão de satisfação dela era impagável, eu poderia jurar que ela estava encharcada.
- Vire-se – ela ordenou.
Eu rapidamente a obedeci, Marília se abaixou, passando a mão sobre meu bumbum, arranhando o mesmo devagar, para instalar um forte tapa sobre a pele macia
"Ah!" soltei um gritinho surpresa.
- Shiii, calada, você não quer que ninguém escute eu imagino
Maldita, levou as mãos até o outro lado, acariciando lentamente para soltar outro tapa sobre meu bumbum. Mordi os lábios com força, ela estava me batendo, e o pior de tudo, eu estava gostando.
- Está gostando não é?
Ela perguntou para logo depois eu senti seus lábios molhados sobre o mesmo lugar onde ela havia batido, eu queria vê-la fazer aquilo. Marília beijou sobre a pele macia, e acertou outro tapa.
Porra!
Seus beijos subiram pela linha de minha coluna, até parar sobre minha nuca, no qual ela afastou meus cabelos e passou a me beijar. Suas mãos que estava sobre minha cintura se espalharam, uma sobre subiu sobre meu seio esquerdo iniciando uma ousada massagem, apertando entre os dedos o mamilo rígido. E a outra desceu sobre meu abdômen até chegar sobre o ponto latejante.
Oh Marília...
Eu não pude segurar o gemido quando sentir seus dedos sobre a carne molhada de meu sexo.
- Está tão molhada, tão gostosa Carla – ela sussurrou, mordendo devagar minha orelha – vou te foder tão gostoso, tão forte.
- E-eu odeio você – soltei entre dentes.
Eu sabia que ela estava sorrindo agora, um sorriso mau.
- Eu sei que sim...- ela falou deslizando os dois dedos sobre o clitóris, até descer sobre a fenda encharcada, e subir novamente, ela me provocaria.
Maldita seja.
Me contorci com o forte incômodo no meio das pernas, eu precisava dela. Mas eu não poderia pedir, não me humilharia assim.
- Peça...
- Não!
- Peça a agora – sussurrou ela, esfregando os dedos sobre o nervo rígido.
Fechei os olhos, abrindo a boca enquanto minhas mãos procuravam os cabelos dela.
- Peça Carla! – ela ordenou, e movimentou seus dedos com pressa.
Eu segurava o cabelo dela com força, enquanto seus dedos deslizavam sobre meu clitóris tão rápido, mas eu precisava demais, eu precisava senti-la completamente.
- Oh Porra! Me foda Marília... por favor- eu praticamente implorei.
- Isso, Há Maraisa, pede de novo. Pede pra eu lhe foder bem forte - ela sussurrou de forma rouca e sexy.
- Marília...Por favor..
Maraisa?
Você está bem?
Eu ouvia aquela voz, mas não era de Marília, eu sentia tudo aquilo distante, o que estava acontecendo comigo?
Maraisa? Você está me preocupando
Fechei os olhos com força, lutando para continuar ali, com Marília em meu quarto. Mas não era possível, a cada instante, a voz me chamava, e não era ela.
Chancho! Pelo amor de Deus!
Eu abri os olhos rapidamente, e os fechei novamente, o clarão vindo da janela me cegava. Oh céus, um sonho? Tudo havia sido um maldito sonho. Me sentei na cama, olhando para mim mesma, onde não havia nem sinal de Marília.
Neguei com a cabeça, eu estava perdida. Marília estava me enlouquecendo.
" Eu estou bem Maiara, vou para banho"
" Tem certeza? Você parecia sentir dor.."
" Cólica" – menti.
" Tudo bem, se apresse, ou vamos chegar atrasada. Sabe que sua chefa odeia"
Minha chefa? A mulher cujo eu jurava ter passado a noite? Sim, a mulher que me tirava a razão até em sonhos.
Em questão de minutos estávamos as três dentro do enorme prédio da Mendonça Industry.
- Eu só tive um sono pesado Maiara, pare de falar besteira! – resmunguei encostando-me na parede no elevador.
- Chegou cansada demais foi? Dona Marília lhe sugou as forças o dia todo
- Misericórdia Maiara, por que sempre pensa em sexo? – Marcela se pronunciou.
- Você precisava ver como ela acordou Marcela, eu até pensei que ela tinha levado alguém pro quarto, estava suada!
Maldito seja aquele sonho!
- Eu me esqueci de ligar a central de ar Maiara, pare me acusar! Você viu que não levei ninguém para meu quarto.
- Seria melhor ter levado, a quanto tempo não transa com alguém? Deve está com teias de aranha aí
Marcela olhou apavorada para Maiara
- O que? Não me olhe assim, você também precisa. Por isso vamos falar com o gato dos recursos humanos hoje
- Troy? – perguntei enquanto saímos do elevador
Maiara assentiu sorrindo, puxando Marcela pela cintura.
- Ele é bonito Marcela, deveria deixar acontecer
- Eu sei, ele é um fofo, mas não tenho tempo para isso Maraisa
- Sempre arranjamos tempo para isso.
- Está vendo? Escute Maraisa, ou nem tanto que ela está dividida entre o Senhor rejeitado e a poderosa Chefona.
Eu ri da comparação de Maiara, continuamos andando pelo enorme corredor. entretidas na conversa
-Eu não estou dividida entre o Danilo e a...- virei pelo corredor e dei de cara com ninguém menos
- Jesus! – soltei ao ver Marília à minha frente.
Marília sorriu ao me ver.
- Não, Marília Mendonça, prazer - ela estendeu a mão para mim em brincadeira- Bom Dia meninas – ela falou de forma educada e divertida.
Vi Maiara trocar um olhar malicioso com Marcela, enquanto eu permanecia estática em sua frente com a mão sobre o peito que batia rapidamente.
- Desculpe, Sra
- Não há problemas, preciso de você na sala de reuniões em 5 minutos, beba uma água, se acalme, tudo bem?
Eu assenti, e ela então se retirou, me deixando respirar naturalmente.
- Se assustou porque Chancho?
- Por nada, vamos logo meninas.
- Sua cara foi hilária Maraisa – Marcela falava rindo
- Você também não, Marcela, eu só me assustei poxa, vão para a sala de vocês vão.
- Ok, se apresse a Sra. Mendonça lhe espera – Maiara soltou uma piscadinha me fazendo lhe mostrar o dedo do meio.
- Guarde isso para ela querida – ela falou sumindo no elevador ao lado de Marcela.
Idiota – pensei.
Caminhei em passos rápidos para a sala de reuniões, era hora de apresentar o projeto no qual Marília e eu trabalhamos a semana toda. Ao entrar eu vi conversando calmamente com o mesmo senhor de cabelos grisalhos do outro dia, seu semblante era sério e um tanto preocupado. Acomodei todos os papéis necessários para cada integrante da reunião, a bancada principal estava toda ali, todos os responsáveis por cada setor da Mendonça Industry, incluindo Danilo, eu apenas me sentei para que Marília pudesse começar.
- Podemos começar? - perguntou ela com os olhos sobre mim
-Sim, Sra. Já está tudo pronto
- Então vamos lá.
Aquele era um contrato importante, mas nem mesmo assim podia se notar sequer uma gota de nervosismo em seus atos ou sua voz. Marília continuava firme e imponente como sempre, como se nada e ninguém a abalasse. Ela explanou cada página de nosso balancete sem tremer uma vez, eu sabia disso. Pois analisei cada movimento que seu corpo fazia, podia ser loucura mas a cada instante ela me fascinava mais.
Ela tinha um jeito único, sua voz era rouca e sexy até sem querer, ela estava explicando tudo calmamente, hora ou outra olhando para mim, que apenas soltava um sorriso tímido para ela.
Eu não sei por quantos minutos aquela reunião durou, pois quando me dei conta Marília já estava sendo aplaudida pelo final da apresentação.
- Meus parabéns Marília, seu balancete está impecável.
- Obrigada Gustavo, devo dizer que tive uma grande ajuda da Srta. Pereira, garanto que sem ela não teria dado certo.
Olhei para ela surpresa, nunca em minha vida poderia acreditar que ela também me daria mérito pelo balancete, corei no mesmo instante que os olhares se puseram em mim.
- Meus parabéns Srta. Pereira, vocês duas fizeram um ótimo trabalho.
- Obrigada Senhor
Vi Marília me lançar um sorriso de canto.
- Vamos fechar este contrato?
- Com toda certeza! – o senhor de cabelos grisalhos falou animado.
No final da reunião Marília se despediu de todos, deixando alguns alegres e outros nem tanto assim. Como em todo lugar a cobiça e a inveja se faziam presentes, Richard soltou um sorriso amarelo para Marília que estava triunfante, não devia ser fácil para ele que em anos tentou fechar um contrato tão importante, e Marília com apenas uma semana conseguiu.
Marília Mendonça's point of view
Não sei onde estava com a cabeça, mas em um simples impulso eu me aproximei dela e a abracei forte, suspirando em alívio. Maraisa tinha um abraço bom, confortante.
- Conseguimos
Maraisa pareceu surpresa com minha atitude e diga de passagem eu também estava, aquele contrato era um trunfo para empresa, que eu havia conseguido ao lado dela, nada seria mais justo do que agradecê-la.
- Obrigada Srta Pereira, você me ajudou muito – falei desviando o olhar do seu.
Podia ser paranóia minha, mas eu jurava conhecer aqueles olhos de outro lugar, eram de um castanho intenso e fascinante, sexys também.
- Não tem o que agradecer Sra. Mendonça, a apresentação foi sua – ela falou timidamente.
- Mas o esforço por trás não foi só meu, foi seu também. E garanto que sem você eu não teria conseguido.
- Há não diga isso, eu apenas lhe dei uma mãozinha.
Nos olhamos por breves segundos, quando sentimos a presença de mais alguém.
- Meus parabéns, o trabalho foi maravilhoso Sra. Mendonça
- Obrigada Sr. Gentilli – me dirigi a ele seria, sem um pingo sequer de emoção. – Mas tive uma grande ajuda da Srta Pereira também
- Já conheço os trabalhos de Maraisa, sei o quanto ela é eficiente
Maraisa? Eles se tratavam pelo primeiro nome? Olhei para ela que estava imóvel entre nós, seu olhar era tímido e um tanto recuado. Será que eles já tiveram algo? E porque eu queria saber disso? Não tinha nada a ver com a vida dela, muito menos com a dele.
- Vou para minha sala, espero você lá Srta Pereira, preciso lhe dizer uma coisa
Ela assentiu, caminhando ao meu lado, quando meu súbito incômodo Danilo a chamou.
- Espera Maraisa, queria falar com você
Eu nada falei, nem se quer olhei. Continuei minha caminhada percebendo que ela havia ficado para trás com ele. Por algum motivo eu não simpatizava com Gentilli, algo nele me incomodava, talvez fosse seu jeito, a forma como se vestia ou o simples fato de ele respirar. Entrei em minha sala, servindo-me logo de um copo de uísque, hoje eu estava feliz e ninguém mudaria isso. O contrato com os sócios foi fechado e agora nosso ramo imobiliário iria crescer mais ainda. Eu precisava comemorar aquele passo, mas com a pessoa que eu mais queria seria impossível.
Carla
Seu nome era doce em meus lábios, a dona de meus desejos possuía meus pensamentos sempre que possível, como poderia deixar que uma mulher lhe virasse tanto a cabeça Mendonça? Fechei os olhos tomando um gole do uísque, lembrando de cada detalhe gravado em minha cabeça do corpo daquela mulher, céus! Era de tirar o fôlego. Sua pele morena clara, seus cabelos cacheados de um tom castanho que eram o mesmo de seus olhos intensos. As curvas sinuosas de seu corpo, e os traços delicados de sua boca carnuda. Ahh sua boca! Eu podia sentir o gosto de seu beijo, o frenesi que em meu corpo provocava, a forma como sua língua se movia. Neguei com a cabeça as imagens que se puseram em minha mente, sorrindo feito uma perfeita idiota, quando abri os olhos e me deparei com Maraisa em minha frente.
- Está tudo bem Sr.?
Olhei para ela por longos minutos, analisando seus traços minuciosamente. Era possível pessoas terem traços e formas tão parecidas? Ou era apenas loucura de minha cabeça imaginar Carla em Maraisa? Com toda certeza eu ficaria com a segunda opção.
- Está tudo bem Srta. Pereira – falei recobrando minha consciência deixando o copo com a bebida em cima da mesa.
- Parecia estar distraída – ela falou com um leve sorriso.
- E eu estava, pensava em alguém – fui direta, e objetiva.
Ela parou por alguns minutos e depois continuou o que fazia. Eu não liguei para sua reação, voltei minha atenção para meu celular, mandando uma mensagem para Sonza.
" Fechei um contrato importante hoje, queria sair para comemorar, e sei que você será uma ótima companhia "
Minutos depois recebi a resposta.
"Me chamando pra festejar? É comigo mesmo Mendonça! Me ligue mais tarde para combinar tudo, Se quiser, chame a Srta Pereira, saudades de olhar para aquela bunda enorme!
Beijos Gostosa"
Eu ri ao ler a resposta Luísa, ficava impressionada como ela era a mesma de sempre, por mais anos e responsabilidades que ganhasse Luísa Sonza era a mesma louca festeira de todos os tempos, e eu a amava assim.