CAPÍTULO OITO, CHEIRO DE SANGUE.
Luna tinha acabado de sair de uma aula. Estava guardando os livros que não iria mais utilizar, quando foi puxada, quase fazendo-a tropeçar.
— Oque é isso!? — Indagou ela.
— Me diz oque eles estão falando — Stiles apontou para o Xerife que conversava com outro policial mais a frente.
Luna focou em sua audição e conseguiu ouvir a conversa com facilidade. Oque provava que os treinamentos com Derek estavam dando resultado.
— Ele tá falando que todos os adolescentes com menos de dezoito anos devem ficar em casa antes das nove da noite. Toque de recolher por causa do corpo. — Informou ela.
— Inacreditável — Disse Stiles indignado — Papai tá procurando um animal raivoso enquanto o idiota que matou a garota tá solto por aí fazendo oque quer.
— Quem é o idiota?
— O Derek, óbvio!
— Vocês estão apostando muito nele e não tem prova nenhuma.
— Por que está defendendo ele? — O garoto indagou com uma sombrancelha levantada.
— Não estou defendendo. Estou constando o óbvio.
— Ele é um lobisomem e matou a garota. — Insistiu.
— Tá digamos que foi ele — Luna revirou os olhos pela teimosia do irmão — Você não pode contar a verdade para o Noah.
— Mas posso fazer outra coisa.
— E oque é?
— Achar a outra metade do corpo — Ele disse sorrindo, como se fosse a melhor ideia que já teve e saiu andando pra longe.
— Oque!? Stiles!
A garota correu atrás dele.
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Scott mandou mensagem para os seus amigos, pedindo para irem até a casa dele com urgência. Luna detestava quando o amigo fazia isso, porque sempre era em um momento em que ela estava de pijama assistindo um seriado.
Os irmãos Stilinski foram até a casa do McCall como solicitado. Stiles abriu a porta com muita rapidez, utilizando sua chave reserva da casa. Luna arregalou os olhos quando o garoto escancarou a porta e correu escada a cima.
A garota fechou a porta com calma, tentando não surtar com seu irmão imperativo.
— Cadê a Luna? — Scott perguntou.
— A amiga educada? Está aqui — Disse ela, entrando no quarto e se sentando na cama do amigo.
— Oque achou? Fala! Fala! — Pediu Stiles, acelerado — É, eu tô um pouco agitado.
— Um pouco? — Indagou Luna. Stiles mandou ela se calar fazendo um sinal com o dedo.
— Achei uma coisa na casa do Derek — Scott informou.
— Na casa do Derek? Quando você esteve lá? — Perguntou Luna.
— Ontem, depois que eu saí do trabalho.
Luna apenas concordou, imaginando oque o amigo acharia se aparecesse lá e visse ela e o Derek lutando.
— Oque você achou? — Stiles perguntou.
— Tinha alguma coisa enterrada lá. Senti cheiro de sangue.
Luna franziu o cenho, embora não tivesse treinado dentro da casa, ela estava lá perto e não sentiu cheiro nenhum.
— Que maneiro! — Exclamou Stiles — Quero dizer, que horrível!. Sangue de quem?
— Eu não sei, mas quando soubermos, seu pai pega o Derek por assassinato. — Concluiu Scott.
A Stilinski encarava o McCall em sua frente. O garoto estava convicto que Derek era o assassino e Luna não achava isso. Claro que não confiava nele e tinha quase certeza que ele era seu alfa, mas não o assassino.
— Depois acha um jeito de eu jogar lacrosse sem me transformar, porque não tem como eu ficar sem jogar — Disse ele, jogando seu taco costurado na cama.
O McCall saiu do quarto, seguido pelos Stilinskis. Eles entraram no Jeep e foram até o hospital da cidade. Scott iria verificar se o cheiro da metade do corpo que estava no necrotério achado pelos policiais era o mesmo cheiro do que estava enterrado no quintal do Derek.
O garoto entrou na sala onde era possível localizar o corpo. Stiles e Luna ficaram do lado de fora esperando.
Stiles começou a surtar e Luna percebeu que era por causa da Lydia que estava sentada em uma das cadeiras de espera. A Stilinski se encostou em uma parede, vendo o irmão terminar de fazer seu drama e ir falar com a ruiva.
— Oi, Lydia... Você não deve se lembrar de mim, mas eu sento atrás de você na aula de biologia — Lydia o encarava sem dizer nada — Enfim eu... sempre achei que a gente tem uma ligação — Luna riu da situação, conseguia ouvir alguém falando no fone da Martin, então claramente ela não estava escutando o garoto — Ta ligada a platônica? eu acho que ia ser bem legal se a gente se conhecesse um pouco melhor — Ela tirou o fone do ouvido, encarando Stiles.
— Eu não ouvi nada do que você falou. Vale a pena repetir? — Indagou ela.
Ele riu constrangido
— Não, desculpa.
Luna soltou a gargalhada que tanto segurava, recebendo um "cala a boca" silencioso do seu irmão. Lydia reparou que sua melhor amiga estava ali e acenou para a mesma. Luna mandou um beijo para a Martin e puxou seu irmão para se sentar nas cadeiras de espera.
— "Ta ligada a platônica"? — Luna questionou em um riso.
— Nem pra me ajudar, né — Disse indignado.
— Te ajudar em que? A passar vergonha?
— Sério, você é péssima.
— Eu sei disso. — Disse orgulhosa.
Jackson se aproximou de Lydia, mexendo em seu ombro e Luna e Stiles como dois bons fofoqueiros, ficaram em silêncio para ouvir a conversa.
— Já tomou? — Lydia perguntou se levantando da cadeira onde estava sentada.
— Não pode virar abito, mas uma injeção de cortisona não vai me matar — Jackson respondeu.
— Também devia tomar antes do jogo, os profissionais vivem tomando — Ela cruzou os braços — Você quer ser um jogadorzinho amador ou você quer ser... — Aproximou do rosto do garoto — um profissional — E se beijaram.
— Sabe que eu sempre achei que o Jackson era gay? — Disse Luna se virando para o seu irmão, mas percebeu que ele estava meio estranho. — Ei, oque foi?
— Não é nada. Esquece.
— Não é por causa da Lydia, né?
— Não, claro que não.
Luna o encarou com os olhos cerrados, sabia quando ele tava mentindo.
— Olha, maninho. A Lydia é inteligente e eu sei que ela vai se tocar que você é o cara perfeito pra ela. Mas ela também é complicada, então você não pode se deixar levar pelas atitudes dela.
— Eu sei... eu tô bem. Relaxa.
— Gente! — Scott chamou. Aparecendo de repente na frente de seus amigos.
Luna e Stiles estavam muito concentrados na conversa e acabaram se assustando.
— Aí meu deus! — Exclamou Stiles.
— Por Deus, Scott. Você quase me mata do coração!
— Era o mesmo cheiro — O McCall informou.
— Tem certeza? — Perguntou Stiles se levantando rápido.
— Tenho.
— Então ele enterrou a outra metade do corpo nas terras dele.
— Então temos a prova que ele matou a garota.
— Nós vamos usar? — Luna perguntou também se levantando.
— Sim, mas como? — Scott perguntou.
— Scott, antes me diz uma coisa. Você está fazendo isso pra prender o Derek ou porque você quer jogar e ele falou que você não pode?
— Luna, tinha marcas de mordidas nas pernas. Marcas de mordida!
— Tá bom, vamos precisar de duas pás e lanternas — concluiu Stiles.
Eles voltaram para casa para pegar seus devidos equipamentos e logo em seguida já estavam na casa do Hale.
Luna estava preocupada dos seus amigos descobrirem onde ela estava noite passada. Ela não sabia exatamente qual seria a reação deles, mas preferia não arriscar.
A Stilinski observava seus amigos pegando as pás enquanto pensava em se afastar do Derek caso o corpo realmente estivesse enterrado ali.
Scott apontou o lugar e ele e o Stiles começaram a cavar, enquanto Luna iluminava com a lanterna e observava em volta.
— Tem alguma coisa diferente — Scott informou.
— Como assim? — Perguntou Luna.
— Eu não sei... Vamos fazer isso de uma vez.
Os garotos continuaram cavando, completamente ansiosos e nervosos.
— Tá demorando muito — Scott reclamou.
— Continua — Stiles ordenou, ainda cavando.
— Mas e se ele voltar?
— Aí a gente vai embora — Respondeu o óbvio.
— Mas e se ele pegar a gente?
— Que tal continuar cavando em silêncio? — Indagou Luna — Ele pode ouvir vocês a quilômetros de distância.
— A e você está ajudando muito tremendo a lanterna — Resmungou Scott.
— Eu tô nervosa, seu idiota! — Exclamou ela.
— Então fica menos nervosa!
— Prestem atenção. Se ele chegar, cada um corre para um lado e quem ele alcançar primeiro, se dá mal — Explicou Stiles.
— Detestei esse plano. — O McCall choramingou.
O garoto Stilinski enfiou a pá no buraco pronto para tirar mais um pouco de terra, mas a mesma ficou presa em algo.
Ambos pararam de cavar. Jogaram as pás no chão e começaram a mexer na terra com as mãos. Logo identificaram uma corda repleta de nós e imediatamente começaram a desamarra-los.
— Mais rápido! — Pediu Scott.
— Eu tô tentando! Não sabia que lobisomem dava tanto nó — Respondeu Stiles.
— Deixa comigo — Luna pulou no buraco, mostrou suas garras e rasgou as cordas.
— Muito bom — Parabenizou Stiles — Como fez isso?
— Andei treinando nas minhas madrugadas de pesadelos — Deu de ombros, como se não fosse nada importante.
— Tem pesadelos? Eu não tenho pesadelos — Informou Scott, preocupado
— Eu sempre tive pesadelos, não é uma novidade. Mas ter pesadelos com lobisomem e lua cheia é uma novidade.
Luna saiu de dentro do buraco, encerrando o assunto.
— Abre isso aí.
Ela apontou para o pano que estava por baixo das cordas com nó. Assim que Stiles jogou a pedaço de pano para o lado, imediatamente tomaram um susto ao ver a cabeça de um lobo.
Scott pulou para fora do buraco e Stiles fez o mesmo, mas agarrou em sua irmã e acabou derrubando ela consigo.
— Oque é isso!? — Stiles questionou assustado.
— É um lobo — Scott respondeu.
— Caramba, se você não tivesse falado eu não teria adivinhado — Ironizou Luna, se levantando do chão e limpando sua roupa suja de terra.
O McCall a encarava sem nenhuma graça.
— Você falou que sentiu cheiro de sangue, não era humano? — Perguntou Stiles.
— Eu falei que tinha algo diferente! — Respondeu ele.
— Eu acho melhor a gente ir embora antes que o lobo mau apareça — Luna sugeriu.
Scott ia cobrir a cabeça de volta, mas Stiles mandou parar e apontou para um flor roxa que estava plantada do lado do buraco.
— É acônito? — Indagou Luna.
— Acho que é — Respondeu.
— E oque é isso? — Perguntou Scott, perdido.
— Cara, você nunca viu "O lobisomem"? — Stiles perguntou.
— Não.
— Com Lon Chaney Júnior e Claude Rains? — Continuou indignado.
O McCall negou com a cabeça.
— Scott você já assistiu qualquer filme de lobisomem? — Luna perguntou, também indignada.
— Não! Será que tem como me explicar de uma vez? — Ele pediu irritado.
— É tipo a criptonita dos lobisomens — Explicou Luna — Já assistiu Superman, né?
— É claro que já.
— Ata, achei que você era contra o cinema americano.
Scott já não aguentava mais as piadas da amiga.
Enquanto discutiam, Stiles tinha ido até a flor e puxado a mesma, e percebeu que ela estava presa em uma corda. O garoto foi puxando a corda, que dava a volta pelo buraco, formando uma espiral. Quando chegou ao fim, olharam para dentro do buraco e viram que o lobo não era mais um lobo e sim a metade do corpo de um mulher.
Os adolescentes voltaram para o Jeep e esperaram o Hale chegar em casa. Assim que eles o viu, Stiles pegou seu telefone e ligou para seu pai, informando sobre o corpo.
Logo os policiais chegaram e após ver o corpo, apreenderam o Derek.
O Xerife pegou alguns depoimentos dos adolescentes e depois foi fazer uma busca pela casa.
Stiles, Scott e Luna estavam encostados no Jeep azul, mas o Stilinski decidiu sair dali e entrar na viatura onde Derek Hale estava.
— Ei, Jacob — Luna chamou Scott.
— Jacob? — Indagou o garoto, confuso.
— Tem razão, você não é tão bonito quanto ele.
— Será que tem como você parar de me insultar só por um minuto?
— Desculpa, só estou tentando me distrair.
— Se distrair do que?
— Talvez do que está acontecendo? Não sei se você percebeu, mas somos a droga de dois lobisomens, lobisomens que aliás, não tem experiência nenhuma! — Exclamou ela — Eu tô surtando, Scott! E você também deveria estar, porquê a qualquer momento vamos matar uma pessoa sem querer e isso vai ferrar o meu psicológico que já é ferrado!
— Se acalma — Pediu ele, assustado com o desabafo repentino.
— Eu não vou me acalmar! Porque acabamos de prender a única pessoa que poderia nos ensinar a ser lobisomens descentes!
Luna gritava apontando um dedo para seu amigo e a culpa não era dele e ela sabia disso, mas tinha que colocar seus sentimentos para fora e para o azar do McCall, ele era o único presente no momento.
— Ele é um assassino, Luna.
— Também podemos ser um se não nos controlamos na lua cheia.
Scott encarava sua amiga, que estava bufando com lágrimas nos olhos.
— Eu não quero ter que me afastar das pessoas por medo de machuca-las — A Stilinski já estava com sua voz trêmula e sua garganta se fechava — Eu não quero ser uma lobisomem.
O McCall nunca sabia oque falar quando Luna decidia desabafar com ele, mas sabia que ela sempre ficava bem quando ele a abraçava, então ele a puxou para seus braços. A garota deixou seu corpo relaxar nos braços do seu melhor amigo, deixando suas lágrimas caírem.
— Eu vou consertar isso, tá? — Dizia ele, com o queixo encostado no topo da cabeça da Stilinski — Não vou deixar você passar por isso. Vamos voltar a ser adolescentes normais.
Scott afastou Luna de si, olhando no rosto dela e limpando suas lágrimas. A garota sorriu fechado, sentindo o polegar do McCall em sua pele.
— Oque tá acontecendo aqui? — Perguntou Stiles.
— Nada, a Luna só quer ir para casa — Scott respondeu.
— Tá bom, então vamos.
Os três adolescentes entraram no Jeep. Stiles iria leva-los para casa.
Luna estava sentada no banco de trás, pensando, em silêncio, sobre seu pequeno surto, quando seu peito começou a pesar.
— Não consegui achar nada sobre o acônito ser usado em um enterro — Disse Scott mexendo no celular.
A Stilinski se sobressaltou para frente, chamando atenção dos garotos.
— Luna, oque foi? — Perguntou Scott, preocupado.
A garota respirou fundo, sentindo o ar entrar em seus pulmões.
— Fiquei sem ar por alguns segundos — Disse ela, um pouco assustada.
— Mas você está bem? — Stiles perguntou, olhando para ela pelo retrovisor.
Luna apenas assentiu.
— Ok, sobre o acônito. Deve ser um ritual, talvez eles enterrem você como lobo... Ou então é tipo uma habilidade de uma coisa que vocês tem que aprender.
— Vou colocar isso na minha lista, bem em baixo de descobrir como eu vou jogar hoje a noite — Disse Scott, frustado.
— Devem ser diferente com as garotas lobisomens. Luna, você já virou lobo alguma vez? — Perguntou Stiles, se virando para trás.
— Não que eu me lembre. — Respondeu.
— Tá bom, parem com isso — Pediu Scott, ligeiramente irritado.
— Parar com o que? — Stiles perguntou, confuso.
— Para de falar lobisomem! Parem de curtir tanto essa história!
— E por que caralhos você tá gritando tão alto!? — Perguntou Luna, massageando a lateral da sua cabeça, onde estava doendo.
Stiles trocou olhares entre seus amigos. Scott não tinha gritado tão alto ao ponto da Luna se incomodar, mas ela por algum motivo se incomodou.
Scott começava a suar frio e a falta de ar que Luna tinha sentido a alguns segundos atrás, tinha voltado, agora para ambos os lobisomens. Luna agarrou o banco do motorista e Scott pressionou sua mão contra o teto do carro, os dois tentando achar o ar que lhes faltavam.
— Oque tá acontecendo com vocês? — Indagou Stiles, apavorado.
— Stiles para o carro! — Exclamou Luna.
— Eu não consigo... — Scott tentou falar
— Para o carro! — Luna insistiu.
— Eu não consigo respirar!
— PARA O CARRO, STILES! — Gritou.
O Stilinski parou o Jeep imediatamente, fazendo ele mesmo bater a testa no volante.
Luna se atirou para fora do carro, se ajoelhando no asfalto da rua, tentando respirar.
Dentro do carro, Scott remexeu na mochila do Stiles e tirou de lá a corda com acônito.
— Você guardou isso!? — Scott perguntou, com a corda em mãos.
— Você queria que eu fizesse o que!?
Stiles agarrou a bolsa, pulou para fora do carro e jogou a mochila longe.
Ao olhar para dentro do Jeep, viu que Scott não estava mais lá.
Os olhos de Luna estavam amarelos e as garras amostra sobre o chão quente. Ela tentava usar a técnica que Derek a ensinou, que era respirar e contar até cinco repetitivamente, mas não estava dando certo.
Stiles agachou ao lado da irmã, meio receoso.
— Luna, você tá bem?
— Não, eu não tô bem!
Ela agarrou ele pelo blazer, tentando se controlar para não machucar seu irmão, pois se fizesse isso, jamais se perdoaria.
— Sai daqui, Stiles — Ela mandou, empurrando ele.
— Não, não vou deixar você aqui. — Ele disse com certeza.
Luna puxou o irmão ficando com os rostos perto um do outro. Stiles podia sentir a respiração forte da irmã, como um touro.
A Stilinski olhou nos olhos de Stiles que não estava mais assustados e derrepente sua respiração diminuiu e os olhos voltaram ao normal. Ofegante, ela o abraçou. Primeiro Stiles ficou em choque, mas logo sedeu abraçando sua irmã de volta.
Quando se afastaram, Luna pode ver os furos no blazer do seu irmão feito por suas garras.
— Desculpa estragar sua roupa. — Murmurrou, se sentindo culpada.
— Não liga pra isso. Você está bem?
— Já estive melhor — Luna levou seu polegar até a testa do irmão e limpou o sangue que estava escorrendo — Você se machucou.
— Não foi sua culpa — Luna sorriu fechado, tristonha — Vamos para casa.
Stiles ajudou a irmã a se levantar e juntos entraram no Jeep.
— Cadê o Scott? — Indagou Luna.
— Correu para algum lugar.
Stiles pegou o rádio da polícia que tinha ali em seu Jeep, procurando notícias do McCall.
— Stiles, não pode ligar pro rádio da polícia quando estou em serviço — Ralhou a policial do outro lado da linha.
— Eu só quero saber se recebeu algum chamado estranho — Ele disse pro rádio se referindo ao Scott, enquanto dirigia.
— Estranho como?
— A tipo uma pessoa estranha ou... um sujeito com cara de cachorro andando pelas ruas — Luna riu de sua fala.
— Eu vou desligar agora.
— Não, não, pera aí!
— Tchau — Ela desligou.
Stiles e Luna trocaram olhares, ambos preocupados com seu amigo descontrolado solto por aí.
«𝗢𝘀 𝗲𝗿𝗿𝗼𝘀 𝘀𝗲𝗿𝗮̃𝗼 𝗰𝗼𝗻𝗰𝗲𝗿𝘁𝗮𝗱𝗼𝘀»
«𝗮𝘁𝗲́ 𝗼 𝗽𝗿𝗼𝘅𝗶𝗺𝗼»