Enquanto o sol atravessa a janela de seu quarto e entra pelas frestas da cortina de sua cama, os olhos de Nika se abrem rapidamente, e uma ansiedade boa toma conta do corpo dela.
— Huum.
A garota solta um bocejo bem longo e sonolento, espreguiçando-se em sua enorme cama.
— Aaahh! Hoje é o dia em que eu descubro minha classe mágica!!
A frase sai de sua boca quase como um reflexo, enquanto seus olhos arregalados de felicidade e seus cabelos bagunçados denunciam que ela acabou de acordar.
A princesa salta da cama como se seu quarto fosse explodir se não se arrumasse logo. Seus dedos quase formigam de tanto anseio.
Ela corre pelo tapete no chão, sentindo a lã macia entre os dedos dos pés enquanto pisa sobre os sóis e luas espalhados por um céu alaranjado como fim de tarde.
Sentando-se à frente do espelho de sua penteadeira, ela remove um pano com a bandeira da família estampada nele e, observando seu reflexo, ela escova os cabelos com pressa e agressividade, sem se importar muito com o fato de que a escova estava ficando tão cabeluda quanto ela.
— Odeio pentear esse cabelo, mas se a minha mãe ver é capaz de ela mesma querer pentear, e isso eu não posso deixar. Bom, tem dias que eu quero cortar, mas eu gosto tanto dos meus cachinhos super volumosos. Hihi.
Enquanto ela termina de pentear os cachos, seus olhos se voltaram para a janela enquanto o sol batia em seu rosto, deixando sua pele morena e seus cabelos brancos reluzentes como prata e ouro.
— Nossa, o dia tá lindo, perfeito pra uma maga de luz sair brilhando por aí, o dia de hoje vai ser demais!
Ela fecha as cortinas azuis de seu quarto para se trocar, e vira a cabeça na direção do armário tão rápido que quase abriu as cortinas com o cabelo. Ela o abre com um brilho no olhar.
— Bom dia roupinhas, quais serão as cores do dia de hoje?
Ela desliza a mão entre suas roupas, passando por todos os vestidos e camisas apertadas até encontrar a que queria, sua túnica azul larga.
— Sempre roupas mais largas, odeio qualquer coisa que aperte no corpo.
Ela escolhe também ceroulas simples para usar por baixo e um vestido marrom de linho enrugado dividido em três camadas que se distanciavam em altura umas das outras, tendo abertura nas duas últimas camadas no meio.
— Hehe agora sim, eu vou descer com estilo.
Ela desce as escadas correndo enquanto sua mão desliza pelo corrimão.
Mesmo ofegante pela pressa, ela não se importa, pois tem muita pressa de aproveitar o dia antes de ir encontrar seu tio e mestre, Luca. É ele quem vai ensiná-la sobre as classes mágicas e como usar a sua própria magia.
— Eu ainda não sei qual a minha classe, mas do meu jeitinho toda animada, entre as sete classes, a minha com certeza é maga de luz.
Os pelos de seu corpo se arrepiam só de pensar nisso.
Correndo pelos corredores apressada demais para comer, ela passa pela cozinha onde sua mãe, a rainha Elaine, uma mulher alta, de pele clara e cabelos negros como os de um gato preto, já está sentada tomando chá enquanto os empregados põem a mesa. Nika passa pela cozinha como um clarão peludo e branco.
— Bom dia, mãe!
A rainha mal consegue vê-la, mas, ao sentir a barriga roncar, Nika trava no caminho, e em passos lentos, ela volta sem jeito, com as mãos para trás, de cabeça baixa, até a cozinha. Enquanto sua mãe a encara com um olhar mortal, ela vai se aproximando da mesa.
— Nika, você sabe que seu tio está dormindo ainda, não é? Está cedo demais para que isso justifique sua falta de educação.
— É hehe... Então...
Em um bote repentino, ela pega o bolo que estava na mesa e sai correndo.
— Descuulpaa!
Ela fala de boca cheia enquanto o vento levanta seus cabelos e seu estômago se enche de alegria. Sua mãe, já acostumada com o jeito travesso de Nika, apenas revira os olhos.
— O Luca sempre diz que as classes se manifestam aos 13 anos, mas que pode ser em qualquer dia dessa idade. Ele enche o saco pra eu não ter pressa, que vai ser a qualquer hora, que não tem como eu acelerar isso, mas é meu aniversário, e eu sei que vai ser hoje, tenho certeza, não posso esperar nem mais 1 minuto, minha pessoinha clama por isso.
No meio do caminho, ela passa pela fazenda de Demétrios, um mago da selva que cuida de suas plantações e bichinhos de forma humilde. Nika dá uma boa olhada para o rebanho das cabras.
— O Luca claramente tá dormindo, isso eu sei, mas o senhor Demétrios odeia que eu brinque com as cabras dele, só que eu levantei cedo pra poder me divertir um pouco antes de ir encontrar o velhinho. Hum... E agora, será que eu vou ou não? Ah, quer saber? Azar, o máximo que ele pode fazer é me chamar de peste hehe.
Ela tira os sapatos, e dobra as bordas do vestido até a altura das coxas, amarrando-o como um nó e pula a cerca, sujando os pés em meio a terra e a grama. Ela encara uma das cabritas que a encara de volta.
— Hehe, pode vir querida, hoje eu tô fervendo.
As duas correm uma na direção da outra e se cabeceiam como se Nika nem sequer ligasse pro fato de que não tem chifres como as cabras. Mas a cabeçada é leve, a filhote não tinha a intenção de machucar, e Nika já tinha o costume de brincar assim desde muito pequena.
— Hihi, agora já era, vai começar o pique-cabra. Eu vou contar até 10 e todo mundo foge.
Estranhamente as cabras parecem entender o que a garota com a testa suja disse, e logo começam a correr pelo cercado enquanto Nika parecia um bicho atrás delas.
O tempo passa e Nika não se importa, seus cabelos bagunçados e a coceira na testa por causa do suor escorrendo pareciam tão agradáveis pra ela que o resto quase não importava.
O peito dela parecia transbordar felicidade enquanto ela fugia das cabras e disputava cabeçadinhas e empurrões. Naquele momento, ela era livre.
Um garoto de aparentemente a mesma idade que ela repousa os braços cheios de relógios sobre o cercado do lado de fora dele, ele a encara com seus olhos claros e ri baixo.
Ela foca na direção dele vendo um garoto de cabelos brancos e muito curtos, Nika o observa com um olhar confuso sobre como ele não suja seu sobretudo branco na cerca, e então seu olhar se torna raivoso, como se já não gostasse de quem estava vendo.
— O que você tá fazendo aqui? Não tem nenhuma outra linha temporal pra observar sem fazer nada?
ela se levanta e pula pra fora da cerca.
— Bom, curiosamente, eu escolhi a sua hoje, já que não vai demorar muito pra acontecer o que eu espero. Hoje é o dia em que você vai estar cada vez mais perto de se tornar aquilo que seu reino precisa.
— O que? Rainha? Ah, fala sério, olha só, tudo que você diz me deixa com uma pulga atrás da orelha, então é melhor você ficar quieto e...
— Eu não falei nada sobre rainha, isso é uma escolha sua, mas estou falando de um papel bem maior.
— Então explica logo o que é, eu não tenho o dia todo.
— Ah, jovem Nika, eu bem que gostaria, mas minhas ações devem ser muito bem escolhidas, te contar mais sobre isso seria um desperdício, já que isso vai acontecer de qualquer jeito.
— Ahhh como eu te odeio, porque raios você sempre aparece, fala algo super curioso, e não conta nada? Some daqui logo, vai lá ficar assistindo a vida dos outros igual um espirito obsessor ou sei lá o que vocês magos do tempo fazem!
— Hehe que bom que eu não sou sentimental, senão isso teria me magoado, mas enfim, seu tempo aqui nesta fazenda está acabando pequena, você deve ir encontrar seu tio logo.
— Meu Deus, o horário.
— Pois é, recomendo que siga pela floresta, é o caminho mais curto e interessante até o ponto de encontro entre vocês.
— Eu sei bem disso, faço essa rota toda semana, não preciso que um almofadinhas me diga.
— Pois bem, é melhor se preparar, jovem Nika, pois eu vou demorar a voltar, mas quando eu voltar, você estará pronta, então que seja logo.
Ele some como se o espaço ao redor dele se esticasse entre ele e Nika até Aluizios sumir e tudo voltar ao normal num piscar de olhos.
— Metido, um dia eu vou dar um soco nele, ele vai ficar desmaiado no chã...
Repentinamente, uma voz velha e estridente berra ao fundo com uma certa raiva.
— O que que cê tá fazendo aí ô, sua peste?!
— Iii ferrou, é o senhor Demétrios, ele não gosta que eu brinque com as cabras sem permissão.
Ela corre em disparada quase como um desenho animado em desespero.
— Ai droga, deixei meus sapatos pra trás, que saco. Bom, pelo menos correr assim parece bem mais confortável.
Ela entra na floresta. Enquanto ela corre sentindo uma estranha leveza, observa as árvores e a folhagem enquanto o sol transpassa as folhas das árvores que cobrem o céu e ilumina seu rosto.
— Puxa, tô adorando esse dia, o calor está leve, e o vento tá tão agradável.
Ela observa as folhas e os arbustos enquanto corre, e sua visão acaba se focando nisso enquanto estranhamente uma fome surge nela.
— Ah... Eu me programei mal, o bolo de manhã até que foi bom, mas já é meio-dia, e eu queria muito almoçar pelo visto. Pelo menos à vista é bonita.
Enquanto ela corre, a visão a sua frente parece ficar mais baixa, e as árvores começam a parecer planas como se fossem fotos coladas na sua frente, e uma sensação estranha como um galopar surge no ato de correr. Nika se sente estranhamente tão confortável com aquilo que por um momento quase não dá bola.
— Tô ficando afinzão de comer esses galhos... Que gosto será que tem?
Ela para e começa a andar em direção aos galhos de uma árvore lentamente, abre a boca lentamente, pronta para morder e logo que...
— Pera aí, o que beeerrrrr!
Nika para e fecha a boca de imediato, mas sente que não consegue dobrar seus cotovelos para pôr as mãos na boca.
— Oi?
Ela olha para baixo e percebe patas peludas e cascos de bode.
— Eu virei uma cabra? Meu Deus, eu virei uma cabra! Não, não, não isso não pode tá acontecendo comigo. Eu tenho que achar o meu tio, ele vai saber consertar.
Ela corre como se houvesse um predador em sua cola, sem poder fazer nada além de correr, enquanto apenas uma coisa passa por sua cabeça.
Sua mãe sentada no trono dizendo:
— É nisso que dá ficar brincando com bichos, acabou virando um deles, agora vou ter que te mandar pra morar com as cabras do senhor Demétrios.
— Ai meu Deus, ai meu Deus. Tomara que eu não me atrase, afinal de contas ele é muito chato com isso de horário, não que eu me importe muito, mas ele é o único que pode me ajudar agora.
Enquanto segue correndo, ela nota o movimento de tudo em detalhes, como se pudesse perceber cada folha que cai, cada gota de orvalho que escorre pelas folhas, e aquilo é tão fascinante que ela para.
— Até que... Bom, isso não parece tão ruim, é uma pena que isso não combina com uma rainha, eu até que gostaria de aproveitar mais disso, mas eu tenho que arrumar isso antes que minha mãe veja.
Ela volta a correr, mais calma, com uma certa angústia no peito.
Percorrendo o caminho, ela finalmente vê Luca, sentado em uma pedra de pernas cruzadas, olhando pros lados com uma cara de emburrado, como se alguém estivesse atrasada.
Ela dispara na direção dele e solta um grito misturado com um grunhido de cabra.
— BeeerLucaaaaa!!!
Rapidamente a transformação se desfaz enquanto uma fumaça roxa evapora da pele de Nika e ela voa do chão ao perder a estabilidade, caindo de peito no chão exatamente igual a uma criança estabanada.
Ele a olha e com uma expressão de leve angústia e diz:
— Meu Deus, sua mãe vai ter um treco.
Os olhos dela se arregalaram.
— Não, não, ela não pode descobrir, ou sei lá... A gente tem que dar um jeito de consertar...
— Calma aí Nik, não tem nada pra ser consertado, você é uma maga animal, é uma das sete classes, e você não poderia escolher outra nem se tentasse a vida toda. Além disso, Nik, sua mãe te ama, mesmo com toda aquela camada de recatosidade e deveres de uma rainha, ela ainda te ama. Ela vai te aceitar, relaxa.
— Mas você mesmo disse que ela vai surtar, e se meus pais me deserdarem? O que eu faço?
Ela senta na pedra ao lado de Luca, meio cabisbaixa enquanto tenta desembaraçar seus cabelos pra se acalmar.
— Calma Nik, que exagero, seus pais são boas pessoas, só tem uma imagem importante a manter, não te fariam nada de tão mal.
— É sei...
Um certo peso recai sobre sua voz, como se lembrasse de coisas ruins.
Luca esfrega seus olhos azuis, ajeita seus cabelos dourados e fala:
— Olha Nik, eu vou te acompanhar ta bom, não precisa ter medo!
Ela desvia o olhar por um breve momento, enquanto pensa.
— Como se você pudesse fazer algo contra a palavra deles... Mas acho que apoio não é tão ruim.
Ela volta seu olhar para Luca mais calma.
— Tá, tá bom, mas se me deserdarem você vai ter que me acolher!
— Não prometo nada.
— Aah... É... Então... Tem mais uma coisa.
— Desembucha!
— A gente vai ter que ir lá no senhor Demétrios buscar meus sapatos. Você pega pra mim?
Ela fala com as mãos pra trás enquanto se balança de um lado para o outro nas pontas dos pés.
— É que se eu aparecer lá ele vai brigar comigo, hehe.
— Só você mesmo. Vamos logo!
No castelo eles atravessam um corredor longo com cerâmicas pretas e detalhes dourados, eles entram pela porta e chegam diante da rainha, sentada no trono enquanto lia documentos do império sozinha, pois o rei não está presente. Luca se curva diante dela.
— Saudações, minha rain...
— Oh meu Deus Nika, você está toda suja e com as roupas rasgadas...
— Ta tudo bem mãe... Eu estava treinando, lembra?
— Hum... Você estava é brincando com os animais de novo.
— Mãe, eu...
— Ah esqueça, vou deixar passar dessa vez. Agora me diga Luca, a que devo essa visita?!
— Minha rainha, eu peço que se sente um pouco, acontece que, como todos já esperávamos, as crianças despertam seu poder mágico ao longo dos 13 anos. Bom, a Nika despertou o seu poder mágico bem rapidinho, olha só que maravilha né?
— Ela é um mago animal, não é?
Nik fica espantada, e sua pele morena ganha um leve ar vermelho, seus olhos se fixam em sua mãe quase que de imediato.
— Você já sabia?!
— Lógico que sim, a família toda sabe.
Luca dá de ombros.
— Essa sua mania de fugir pra brincar com porcos e cabras já dizia tudo.
Nika respira fundo e solta o ar dos pulmões como um sopro enquanto o alívio toma conta do seu peito.
— Uufa... Eu tava com muito medo, muito medo mesmo... E... Eu tenho me esforçado bastante pra ser a princesa que você quer e... daí — desaba em choro — de repente, do nada eu virei uma cabra e...
— Nika, a realeza não chora à toa. Ah... Mesmo assim, eu sei que te cobro muito.
Ela se levanta e vai até Nika.
— Mas você não precisa se preocupar tanto com isso, ser quem você é não vai te impedir de ser uma boa rainha, seja como esposa de um príncipe ou assumindo o reinado de seu pai.
Ela põe as mãos sobre o rosto de Nika enquanto seca suas lágrimas com o dedo.
— Acredite, eu mesma não era qualificada pra ser rainha quando ainda era muito mais velha do que você.
O choro de Nika cessa aos poucos diante do rosto de sua mãe.
— É eu sei, você sempre me conta essa história, muito obrigada, mãe...
— Não se preocupe com seu pai, ele também já sabe, apesar de algo com mais classe ser mais adequado pra realeza, ainda assim não é isso que vai te impedir de ser uma boa rainha.
— Eu imaginei que meu pai sabia quando a senhora disse que toda a família já sabia...
Ela bate o vestido tentando se limpar e esconder que está suja.
— Certo, agora vão, não quero que você vire cabra no jantar então Luca é melhor treinar ela direito!
— É claro, não se preocupe, ela vai comer como gente hoje. Vem Nika!
Nik dá uma olhada de canto pra ele como se não tivesse gostado do que ele disse, mas rapidamente ela ignora por que não queria perder tempo.
No caminho pela cidade eles passam pela região de comércios do reino, enquanto caminham pelas ruas de chão batido a barriga de Luca começa a roncar alto, e quando ele olha pro lado Nika está pálida de fome.
— Você comeu hoje?
— Comi sim, mas só de manhã...
— Tá bom, vamos comer uns salgados.
— Yupiiii!
Parando em uma barraquinha de salgados, os dois atendentes os olham com um olhar espantado.
— Nik, o que você quer comer?
— Ham... Talvez aquele salgado de carne seca que você sempre diz que é muito bom.
— Hum, boa escolha, senhor me vê dois por favor!
— Ah claro senhor.
Ele fica quieto instantaneamente, os atendentes parecem com medo, como se quisessem dizer mais do que tem coragem de falar, desviam o olhar, e quando olham, olham com uma expressão em que o ódio se torna quase palpável.
— Está tudo bem? Me desculpe, qual seu nome, meu bom senhor? Você me lembra um antigo amigo.
O atendente segura o seu pegador com força antes de pegar o salgado.
— Ah, meu nome é Germano, senhor.
— Ah sim, é pelo visto não te conheço não. Mas vem ca, vocês parecem tensos, será que não é o veneno que colocaram em nossa comida?
Os atendentes o olham com um olhar surpreso e assustado, mas logo que eles abrem a boca, Luca os interrompe.
— hahaha, tá tudo bem, eu tô brincando, quer dizer, vocês não colocaram nada aí, né?
Germano entrega o salgado apavorado.
— Não senhor, jamais faríamos isso, o senh...
— haha, eu sei, eu sei, só to implicando com vocês, olha eu gostei daqui, vocês parecem simpáticos, eu vou voltar mais vezes.
Nik observa tudo muito tensa enquanto pensa.
— Meu Deus se as pessoas já nos odeiam o Luca vai fazer nos odiarem mais ainda.
— Claro senhor, volte sempre que quiser, nós o atenderemos muito melhor da próxima vez.
Ele fala com a voz trêmula enquanto o suor escorre pela testa.
— Ah ótimo, eu trarei mais companhia então, esta garota que está comigo e os irmãos dela têm muita barriga pra encher.
Eles vão embora enquanto Luca come o salgado observando o céu com uma expressão leve, um sorriso bobo e olhos cheios, ele parece muito realizado.