Wildest Dream

By vkivia

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Foi aqui que os sonhos selvagens começaram More

Seja bem vinda!
Se junta aqui
Ei, novata?
Não é tão fácil assim
Você... foi incrível!
Qual a sua paixão?
Não vai entrar na água?
Você faria isso?
Eu falei que viria
Combinadas?
Pode ser hoje?
E se der certo?
Estúpida
Não tá nada bem!
Fica aqui comigo?
É o meu irmão
Oi crianças
Pai?
Você ta sozinha?
Obrigada!
Posso falar com você?
Me desculpe
Eu gosto de você, Luiza!
Amizade
Prometo
Tá, eu topo!
Viva o agora!
Não vamos pensar nisso
Foi bom enquanto durou
Vem comigo?
Não é justo
Chega dessa conversa
Me promete uma coisa?
Vocês enlouqueceram?
Vamos subir?
Temos que voltar
Bom dia equipe!
Ela me faz feliz!
Titia
Não estamos juntas
MAKTUB
VaLu?
Eu sou o seu amor?
Eu sou?
A Luiza te faz bem!
Ela não quebrou meu coração
E se ele não gostar de mim?
Mais uma garrafa?
Romeu e Julieta
Está arrependida?
Obrigada pelas Rosas
FLA x FLU
Eu vou tentar
Dois
Segundo lugar
Queria ter a sua coragem
Eu não consigo
Acaso
Eu sou uma bagunça
Não me esqueça
O que você viu?
Nossa Julieta
Três vezes
Do que voce tem medo?
Demorei pra ver isso
45 dias
O girassol
O que te fez vir aqui?
Feliz natal
ATENÇAO SEGUNDA TEMPORADA

Você é muito pontual...

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By vkivia




POV VALENTINA

Assim que me despedi de Luiza e Duda, senti meu celular vibrar no bolso da calça, era minha mãe avisando que já estava lá fora me esperando e que eu não demorasse, pois ela estava estacionada em local proibido. Bufei e corri até onde ela me esperava.

-Eu disse que voltaria de ônibus. – Falei a ela assim que entrei no carro.

-Oi pra você também, meu dia foi ótimo, obrigada por perguntar. – Ela usou um tom irônico encarei a janela revirando os olhos. – Não custa nada ser educada de vez em quando.

-Eu só queria ir pra casa de ônibus, não precisava vir me buscar. – Falei emburrada e vi meu grupo de trabalho super animado esperando o ônibus pra ir pra praia. 

-Poxa filha, eu saí mais cedo pra vir buscar você. – Minha mãe maneirou o tom e eu acabei suspirando.

-Desculpa, tá? – Olhei pra minha mãe que deu um breve sorriso. – E obrigado, mas eu me sentiria mais confortável em ir de ônibus, não tem problema nenhum nisso.

-Ok, amanhã você volta de ônibus. – Ela concordou sorridente. – Tá vendo que a gente consegue ter um diálogo legal, sem brigar uma com a outra?

Não respondi, apenas coloquei meus fones dando play na minha música.  A mudança para o Rio aconteceu contra minha vontade, assim como várias coisas que acontecem na minha vida. Com o divorcio dos meus pais, minha vida que já não era lá essas coisas, deu uma piorada.

Meu sonho sempre foi estudar fotografia na Espanha, fazer um intercâmbio por lá, me especializar em outras áreas, mas isso não ia acontecer tão fácil. Desde criança, minha mãe já havia decido que eu cursaria direito, assim como ela. Meu pai até tentou intervir na escolha da minha mãe, mas nem teve conversa e isso até foi motivo para mais brigas dos dois, até que resultou em um divorvio fazendo minha mãe aceitar a proposta de trabalho aqui no Rio.

-Filha, hoje eu conversei com aquele meu amigo. – Minha mãe tocou minha perna me tirando do transe. – Conversamos bastante e ele me disse que assim que você entrar na faculdade, já vai programar seu estágio.

-Mãe, eu ainda nem entrei na faculdade. – Olhei incrédula pra ela.

-A gente tem que pensar em todos os passos. – Ela tinha um sorriso enorme no rosto. – E estagiar em um escritório tão renomado vai ser ótimo pra sua carreira.

Passei a mão no rosto, já estava farta desse assunto, eu já odeio o curso de direito antes mesmo de começar. Eu não sou o meu irmão que sonha em ser um grande advogado, assim como o meu avô foi e como a minha mãe é, eu nunca quis isso pra mim.

-Filha, a gente carrega o sobrenome do meu pai, um dos melhores advogados que já existiu no Brasil. – Minha mãe dizia com alegria. – Ele sentiria muito orgulho do seu irmão e de você também, temos que continuar a preservar o nome dele.

-Chega, eu já disse que vou fazer direito. – Falei em um tom mais raivoso. – Mas eu não quero ficar falando disso, mãe! Me dá um tempo.

Assim que ela estacionou em frente à nossa casa, eu desci do carro andando em passos largos sem esperar por ela. Subi direto pro meu quarto e tranquei a porta, só queria um pouco de descanso pra minha cabeça.

Me joguei na cama e permiti que algumas lágrimas rolassem pelos meu olhos, seria tudo tão mais fácil se minha mãe entendesse que eu não quero fazer direito, que eu quero estudar fotografia. As vezes eu queria ter um pouquinho de coragem pra enfrentá-la e dizer que eu não quero isso pra mim.

Depois de um tempo de autopiedade, me levantei pra tomar um banho quente, parecia que meu corpo ainda não se acostumou com a mudança e mesmo estando no Rio desde Sábado, eu ainda não tinha conseguido desempacotar minhas coisas. Peguei uma roupa qualquer na minha mala e segui para o banheiro do meu quarto.

A água corria pelo meu corpo, enquanto meu pensamento voava longe. Me peguei pensando nos passos de dança de Luiza, aquilo era algo hipnótico, acho que nunca vi alguém transmitir tanta paixão em uma dança. Ela parecia flutuar, e fora a expressão de felicidade no rosto dela, Luiza deve amar dançar. Sorri e desliguei o chuveiro. Vesti minha roupa e desci pra jantar, pois minha mãe já me esperava.

{...}

O silêncio dominava o ambiente, apenas o barulho de talheres era ouvido entre minha mãe e eu. Isso não é legal, eu sei, mas é muito difícil pra mim, manter um diálogo com minha mãe por muito tempo, principalmente depois do divorcio.

-Você não me contou como foi a escola. – Ela interrompeu meus pensamentos.

-Foi legal. – Dei os ombros.

-Gostou? Fez amigos? – Ela soltou um sorriso e continuou puxando assunto. – E como são os professores?

-É legal mãe, conheci alguns colegas. – Sorri ao me lembrar da animação da Duda. – Os professores são bem diferentes do meus professores antigos.

-Em qual sentido? – Minha mãe perguntou curiosa.

-Gostei mais da forma que ensinam aqui. – Respondi e voltei a atenção ao meu prato.

-Eu queria mesmo era conseguir sua vaga no Samaritano, o João lá do escritório disse que é o melhor do Rio. – Ela continuou. – Mas conseguir vaga no meio do ano é bem difícil, demos sorte de achar essa tão próxima a nossa casa, mas vou deixar seu nome na lista de espera do Samaritano, quem sabe não damos sorte.

-Não quero mudar de novo, mãe. – A encarei. – São só seis meses.

-Tudo bem, mas você tem que me prometer que vai conseguir passar no vestibular, pelo menos entre os dez primeiros. – Bufei irritada, esse assunto nunca iria acabar. – Li na grade que vocês podem escolher atividades extras, escolheu alguma interessante?

-Assiti a aula de história da arte. – Respondi ainda mexendo no meu prato. – E gostei da aula de ciências políticas, mas essa é obrigatória.

-Interessante, mas espero que não seja uma doutrina partidaria. – Revirei os olhos.

Ela se calou quando viu que eu não ia entrar em discussão, minha mãe e eu temos pensamentos opostos sobre a política do nosso país e isso sempre gera leve discussões. E com essa conversa, me lembrei que precisava pedir pra ir na casa da Luiza fazer o nosso trabalho.

-Sábado eu preciso ir na casa de uma colega, temos um trabalho em grupo pra fazer. – Ela me encarou como se me analisasse.

-E essa colega tem nome, endereço? Você mal chegou e já tem trabalho em grupo? – Ela questionou e eu respirei fundo antes de responder.

-Vai ser na casa da Luiza e ela mora aqui perto. – Ela assentiu com a cabeça. – E foi eu quem entrou no meio do ano, é normal ter trabalho em grupo.

-Tudo bem filha, eu só estou perguntando. – Dei os ombros com a resposta. – Eu te levo, só me avise a hora, ok?

-Tá. – Soltei o guardanapo na mesa. – Já terminei, se não se importa eu vou subir, tô cansada.

-Tudo bem, boa noite meu amor. – Ela se despediu e eu segui para o meu quarto.

Já no meu quarto, fui mexer nas minhas caixas espalhadas pelo quarto. Abri a maleta com a minha câmera que ganhei do meu pai de aniversário e coloquei ela em cima da minha mesa. Abri meu notebook e procurei o portfólio que eu estava montando com algumas fotos que eu tirei, eu estava gostando do resultado, mas acho que ainda falta algo. Esse seria o portfólio que eu mandaria pra escola de fotografia na Espanha, caso eu fosse estudar lá, mas como era apenas um sonho eu deixaria ele guardado. Fechei o computador e fui me sentar na varanda do meu quarto, peguei meu celular e me surpreendi com a quantidade de mensagens no grupo do trabalho, achei que havia acontecido algo, mas era só a Duda tirando onda com a galera do grupo. Sorri com as coisas que ela mandava, coloquei um emoji na conversa e me surpreendi quando Luiza disse que eu iria me assustar, senti vontade de responder, mas fiquei só observando a conversa, até que meu irmão me mandou mensagem.

Depois de nos despedir, eu guardei o celular no bolso e cheguei no parapeito da varanda, olhei pro lado e vi algo que me chamou atenção. Era uma árvore enorme e havia uma casinha de madeira nela. Sorri largamente, pois quando eu era criança, o meu sonho era ter uma assim, pena que já estava tarde, se não eu iria até lá. Mas amanhã, assim que eu chegasse, daria uma olhada lá.

{...}

O resto da semana passou rapidinho, meus dias na escola estavam cada dia mais interessantes, conheci novos professores e novas atividades. Estranhamente, em uma semana eu já estava bem enturmada, mas devo isso as meninas que sempre arrumam um jeito de me encaixar no grupinho delas. Os convites pra praia sempre vinha também, mas eu recusava, pois sabia que minha mãe falaria até, se eu fosse pra praia no meio da semana. Na sexta, Luiza confirmou a hora do trabalho e passou o endereço, estranhamente eu estava ansiosa para o dia seguinte, não sabia bem explicar o que era.

No sábado às quatro da tarde, minha mãe estacionava em frente a casa da Luiza, era uma casa linda e minha mãe fez questão de descer e se apresentar para os pais dela, revirei os olhos, mas não discuti. Tocamos a campainha e logo uma senhora veio atender a porta.

-Olá, como posso ajudá-las?

-Oi... Me chamo Valentina. – Sorri sem graça. – Eu vim fazer um trabalho com a Luiza.

-Ah sim, me desculpe é que você eu ainda não conhecia. – Ela sorriu e deu passagem.

-A senhora é a mãe dela? – Minha mãe perguntou.

-Não eu trabalho aqui, os pais da Lulu foram dar um pulo na praia, mas logo eles pintam por aí. – Ela disse simpática. – Mas a senhora quer entrar, tomar um café?

-Não, eu só vim deixar minha filha mesmo. – Minha mãe disse cordial. – Bom, me liga quando terminar, bom trabalho pra vocês, filha.

Minha mãe se aproximou beijando meus cabelos, despediu-se de nós e eu entrei. A mulher se apresentou como Maíra e logo foi chamar a Luiza. Fiquei ali na sala mexendo na alça da minha mochila e notando que eu fui a primeira a chegar.

-Meu Deus, você é muito pontual. – Luiza desceu as escadas e sua voz me chamou atenção. – Marquei as quatro sabendo que a galera chega aqui lá pelas cinco e meia.

-Desculpa, eu não sabia. – Abaixei a cabeça e ouvi ela sorrir.

-Valentina, não precisa se desculpar por ser pontual. – Luiza disse e eu a encarei, ela vestia de um jeito despojado, me deixando sem jeito. – Vem, vamos lá pro meu quarto enquanto eles não chegam, bom que você me ajuda arrumar tudo.

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Sei não

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