GUERREIROS

De gatto_negro

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[NÃO REVISADA] [FANFIC] Leia a SINOPSES desta história no primeiro capítulo do livro. Aos interessados, dese... Mais

SINOPSES
Prólogo.
CAPÍTULO 01
CAPÍTULO 02
CAPÍTULO 03
CAPÍTULO 04
CAPÍTULO 05
CAPÍTULO 06
CAPÍTULO 07
CAPÍTULO 08
CAPÍTULO 09
CAPÍTULO 10
CAPÍTULO 11
CAPÍTULO 12
CAPÍTULO 13
CAPÍTULO 14
CAPÍTULO 15
CAPÍTULO 16
CAPÍTULO 17
CAPÍTULO 18
CAPÍTULO 19
CAPÍTULO 20
CAPÍTULO 21
CAPÍTULO 23
CAPÍTULO 24
CAPÍTULO 25
CAPÍTULO 26
CAPÍTULO 27
CAPÍTULO 28
CAPÍTULO 29
CAPÍTULO 30
CAPÍTULO 31
CAPÍTULO 32
CAPÍTULO 33
CAPÍTULO 34
CAPÍTULO 35
CAPÍTULO 36
CAPÍTULO 37
CAPÍTULO 38
CAPÍTULO 39
CAPÍTULO 40
CAPÍTULO 41
CAPÍTULO 42
CAPÍTULO 43
CAPÍTULO 44
CAPÍTULO 45
CAPÍTULO 46
CAPÍTULO 47
CAPÍTULO 48
CAPÍTULO 49
EPÍLOGO.
jk jm

CAPÍTULO 22

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De gatto_negro

O coração de Jimin estava prestes a sair pela garganta. Ele estava nervoso, animado, extasiado. Tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo.
Ele sentia que poderia explodir. Queria perguntar quando? Onde? Como? Ou “que tal agora?”, mas nada disso era apropriado para um ômega. A última coisa que queria era escandalizar seu alfa. Querendo manter aquela conexão, querendo poder continuar tocando o corpo grande do marido, Jimin segurou suas mãos e entrelaçou seus dedos aos dele.

– Eu não me arrependo de ter me casado com você, alfa – Jimin disse com seriedade.

Era estranho voltar a falar, saber que estava falando, mas não conseguir ouvir as palavras saindo da boca. As vibrações causavam cócegas em sua garganta, que já estava doendo por causa da súbita explosão de palavras. Sua língua secou, e ele desfez o contato das mãos para esfregar a garganta.

– Você gostaria de um pouco de água? – Jungkook perguntou. – Sua garganta deve estar doendo. Não está mais acostumado a usar a voz.

Jimin assentiu, e o alfa levantou-se, indo até a pequena mesa perto da janela onde havia uma jarra de água. Jungkook encheu uma taça de água e voltou para a cama, retomando a posição na frente do ômega e entregando-lhe a taça. Jimin aceitou e tomou um gole, sentindo o frio da água aliviar a irritação na garganta. Mais cedo, quando gritara, tinha sentido dor. Agora teria de pagar o preço de sua explosão.

Jungkook tocou o braço de Jimin, para chamar sua atenção, e o ômega o encontrou encarando-o intensamente.

– Eu também não me arrependo do nosso casamento, Jimin.

Os olhos de Jimin se arregalaram. Não esperava uma confissão dessas. Jimin confessara apenas porque queria que o Jungkook soubesse; jamais para induzi-lo a dizer-lhe a mesma coisa de volta. De qualquer forma, não conseguiu deixar de sentir um imenso alívio ao ouvir aquilo. Talvez… talvez conseguissem ter um casamento mais parecido com o de seus pais.

– Sei que o nosso casamento não será fácil. Obviamente, nossas famílias se opõem. Minha visão sobre o seu povo não mudou, e eu não digo isso para magoá-lo. Digo isso porque não irei mentir para você.

Jimin engoliu em seco, mas continuou fitando-o para não perder nada do que o alfa dizia, mesmo que as palavras dele o machucassem.

– Mas não lamento a união a que fomos forçados.

Jungkook tocou o rosto de Jimin, acariciando-o gentilmente.

– Irei protegê-lo, ômega. Não permitirei que meu clã o machuque ou insulte de maneira nenhuma. Precisamos decidir agora o que vamos contar a eles, pois não há razão para você viver em segredo, escondido nas sombras. Lee Minjun não pode machucá-lo aqui.

A mão pequena segurando a taça tremeu, e o alfa cuidadosamente a retirou, deixando-a ao lado da cama. Depois, tomou as duas mãos de Jimin e apertou-as, como se oferecesse proteção.

– Eles provavelmente continuarão pensando que eu sou louco – Jimin disse. – É verdade que tenho um defeito.

Jungkook fechou o rosto.

– Não é culpa sua. Você sofreu um acidente e ficou doente por causa disso. Você pode falar e transmitir seus pensamentos, suas necessidades. Consegue entender o que os outros dizem. Pode fazer qualquer coisa que um ômega normal faria. A única diferença é que não consegue ouvir, e isso não faz de você louco ou menos inteligente, e qualquer pessoa que discordar terá de se ver comigo.

O coração de Jimin ficou mais leve e um calor atravessou seu peito, até começar a sorrir. O alívio era imenso. Após viver tanto tempo com medo da descoberta, com a culpa por causa da farsa, ele estava encontrando um fim para tudo aquilo. Jungkook oferecia o melhor tipo de liberdade. A liberdade do estigma de ser uma pessoa diminuída, embora tivesse causado isso a si mesmo. A liberdade para ter uma vida normal, uma vida sem medo.

Nunca teria de se preocupar novamente com Lee Minjun.

– Se quiser contar a verdade ao seu clã, não me oporei – o ômega disse. – Talvez assim eles entendam que não estou menosprezando ninguém quando não respondo.

A cadência da fala de Jimin era estranhamente hipnotizante. Com certeza, era diferente. Mas para Jungkook era agradável. Com certeza, outras pessoas ainda o menosprezariam, porque soava diferente. Jimin ainda tinha dificuldade com algumas palavras e não dominava muito bem o volume da voz – mas como poderia, sem antes treinar? Era uma tarefa que Jungkook pediria a Jieun que cumprisse imediatamente. Sua irmã desenvolvera uma afinidade com Jimin desde o primeiro dia. Jieun era uma sólida aliada para Jimin, e Jungkook não precisava se preocupar com qualquer traição da parte dela. Jieun poderia ajudar Jimin a encontrar o volume certo da voz, apontando quando estava alto ou baixo demais, e Jimin faria a conexão com as vibrações em sua garganta.

– Acho que é melhor eles saberem da verdade – Jungkook disse. – Não quero dar mais razão para continuarem com os insultos e o desrespeito. Não que você não merecesse respeito se fosse “louco”, mas não há razão para ninguém ter tanto ódio de uma pessoa que não é compreendida. Assim eles saberão que você é um ômega capaz e inteligente, e ainda mais incrível, porque, não possuindo a audição, conseguiu aprender a difícil habilidade de ler palavras na boca das pessoas.

Os olhos de Jimin brilharam quando olhou para o alfa maravilhado e disse:

– Mas não será fácil para eles pensarem assim. Muitas pessoas não possuem uma bondade dessas com aqueles que são mais fracos ou menos inteligentes. Mesmo em meu próprio clã, muitos achavam que o líder deveria se livrar de seu filhote ômega louco. Muitos não apenas concordariam com um absurdo desses, mas também participariam de tal barbárie.

Jungkook não gostou de saber que pessoas de próprio clã de Jimin pudessem ter agido de modo tão cruel com ele.

– Menosprezar os fracos não faz de você uma pessoa melhor.

O ômega sorriu.

– Estou gostando muito de você, meu alfa.

Jungkook piscou surpreso com aquela afirmação. Depois riu.

– Eu também estou gostando muito de você, meu ômega.

Então Jungkook percebeu que ainda havia uma palavra que Jimin não havia pronunciado e, de repente, sentiu-se impaciente, querendo ouvi-lo de seus lábios.

– Diga meu nome – ele disse com a voz rouca. – Jungkook. Quero ouvir você dizendo o meu nome.

– Juunggkookk– o ômega disse lentamente e com muito cuidado.

– Um pouco mais alto – o alfa encorajou. – Você falou tão suavemente que quase não ouvi.

– Jungkook – Jimin disse mais alto e com mais confiança.

Aquele som o agradou muito e enviou um arrepio às suas costas. O frio na barriga intensificou-se, e o alfa o encarou de volta, bem de perto, mas ainda com espaço demais entre eles. Não importava que agora não precisasse mais ter medo de tirar vantagem de um ômega que não entendia o tipo de relação íntima que acontece entre um alfa e um ômega. Jimin ainda era inocente, e ele teria de tomar muito cuidado com seu pequeno garoto.

Jungkook teria de avançar lentamente para não o sobrecarregar ou amedrontar. Mas seu desejo era selvagem. Aumentava cada vez mais e crescia a cada momento que passava em sua presença. Ele conhecia esse tipo de desejo. Tinha muita experiência com os assuntos da paixão. Mas agora… era diferente. Transcendia a simples atração, a simples necessidade de um ômega – qualquer ômega – para aliviar seu desejo.

Jimin o atraía de um modo peculiar. Falava diretamente com o seu coração. Inspirava sentimentos de proteção e feroz possessividade que o alfa não sabia nem se gostava de sentir. Sentir algo tão… forte… por um ômega era perigoso. Perturbava seu julgamento. Causava o esquecimento de seus deveres. O esquecimento de qualquer outra coisa, com exceção… do ômega.

– Gosto de ouvir meu nome em seus lábios – Jeon murmurou, quase sem voz. Jungkook repentinamente se sentiu grato por Jimin não poder escutá-lo, pois assim não podia perceber em sua voz a rouquidão que denunciava muita coisa, que mostrava a sua fraqueza quando se tratava dele.

Jimin sorriu lindamente, com os olhos luminosos, faiscando de prazer.

– Eu também gosto do meu nome em seus lábios – ele disse timidamente. – Apesar de não poder ouvir, fico imaginando como soaria. Sinto a vibração em meu ouvido e é… reconfortante.

A expressão do alfa se tornou séria.

– Deve ter sido muito difícil ajustar-se à surdez e acordar em um mundo silencioso.

– Sim, foi difícil – o ômega sussurrou. – Pensei tantas coisas. Pensei que era punição por desafiar a vontade de meu pai e até a vontade de Lee, mas não conseguia imaginar que Deus quisesse que eu me casasse com um monstro. Ele não seria tão cruel, seria?

– Não. – Jungkook disse, tocando seu rosto. – Talvez Deus tenha dado você a mim para protegê-lo, para que nunca tenha de se preocupar com Lee Minjun de novo.

Jimin arregalou os olhos.

– Não tinha pensado nisso.

Jungkook sorriu.

– Então pense agora. Talvez o decreto do rei não tenha sido algo tão ruim assim. Agora já não considero nosso casamento tão desagradável quanto no começo.

Um rubor cobriu-lhe o rosto, mas Jungkook pôde ver a satisfação em seus olhos. Jimin realmente era um lindo ômega, e ele estava caindo cada vez mais sob seu doce feitiço.

– Vou conversar com meus irmãos para que ajudem a contar a sua situação para os membros do clã. Não farei um anúncio público. Não quero que se sinta desconfortável de qualquer maneira.

O ômega assentiu.

– Obrigado, alfa.

Jungkook ergueu o queixo dele e depois se inclinou para beijá-lo mais uma vez. Foi um beijo breve – tinha de ser, pois, do contrário, as coisas poderiam ir longe demais –, mas nem por isso menos adorável.

– Eu estava falando sério antes – Jungkook disse ao desfazer o beijo. – Seulgi e aquelas ômegas que participaram do abuso pelo qual você passou não vão mais trabalhar na fortaleza. Além disso, se tiver mais algum problema com elas ou com qualquer outra pessoa, conte-me imediatamente que eu punirei com severidade.

Jimin engoliu em seco, mas concordou. Jungkook levantou-se com relutância, colocando ainda mais distância entre eles. Depois se virou para que Jimin enxergasse a sua boca.

– Agora vou conversar com meus irmãos. Logo será hora do jantar. Descanse um pouco, depois me encontre no saguão.

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