Pretty Woman

By SAD_Giih

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Uma magnata perdida pede ajuda a uma prostituta que trabalha no Hollywood Boulevard e acaba contratando-a por... More

Lost in Hollywood
Let's talk?
New job
The dinner
Shopping day
Disagreements
"or they love, or they hate It"
Day off
Once best friend, always best friend.
Hit me like a man.
Welcome to Hollywood.

Busy day

169 14 24
By SAD_Giih

Kauana Hofemã Point Of View.

Após encerrar a ligação com Dinah, coloquei a única roupa que eu tinha, peguei a quantia que Daniela havia deixado pra mim.

Embrulhei num envelope um pouco de dinheiro que eu havia prometido à Dinah e saí do quarto indo para o elevador.

Chegando no saguão me direcionei para a recepção.

— Posso ajudá-la? — A recepcionista perguntou

— Sim, eu quero deixar isso aqui — Entreguei o envelope

— para a Dinah Jane, ela vira buscar, e não abra isso, é pessoal.

— Sim senhora. — Disse educada.

Eu sorri e me virei para sair do hotel e fazer o que minha "patroa" tinha me ordenado.

É engraçado pensar assim, minha vida mudou literalmente da noite pro dia, não para ruim, muito pelo contrário.

E ainda tem Daniela que é uma mulher interessante, bonita e não me parece ter más intenções... não além do comum para com alguém como eu.

***

Louis Vuitton, Chanel, Gucci e Diamonds on Rodeo...

Caminhando pelas ruas de Beverly Hills eu me sentia radiante, passando por lojas com vitrines brilhantes e pessoas de nariz empinado.

Eu já estava achando estar perdida à procura da loja que Dinah mencionara.

Andei mais um quarteirão e só então pude ver um fachada enorme com as palavras "Rodeo Drive".

Sorri ao ver as roupas pela vitrine.

Adentrei na loja examinando algumas peças e pude ouvir alguns sussurros.

— Posso ajudá-la? — Uma atendente perguntou ao se aproximar.

— Só estou olhando... — Respondi

— Procura por algo especial? — Ela insistiu

— Não... Bem, sim — Me esquivei da moça e fui checar outra arara de roupas.

— Algo conservador.
Ela sorriu amarelo.

— Tem coisas bonitas.

— Obrigada. — Ela me observava de cima a baixo.

— Quanto custa esse? — Apontei para um vestido branco a saia rodada e enfeitado por babados da mesma cor num manequim próximo.

— Acho que não é o seu tamanho. — Desviou o assunto.

— Perguntei quanto custava e não o tamanho.

Uma outra atendente aparentemente mais velha se aproximou.

— Quanto custa esse, Marie? — A primeira perguntou.

— É muito caro. — A mais velha respondeu cruzando os braços.

Foi aí que minha ficha caiu, elas achavam que por minha roupa e talvez o meu jeito eu não teria dinheiro para comprar qualquer peça de roupa ali.

Nos meus dias normais realmente não teria, mas esse não é um deles.

E se tem uma coisa que eu aprendi é que não se julga um livro pela capa, não importa o quão feia ou bonita seja a arte.

As mulheres Além de mal educadas foram extremamente grossas sem necessidade.

Ridículas.

A primeira a me atender voltou-se para mim com um olhar de "eu falei".

— É muito caro. — Repetiu as palavras da outra.

— Olha, eu tenho dinheiro para gastar aqui. — Tentei argumentar

— Eu não acho que temos nada pra você aqui. — Ela sorriu para sua companheira

— Você está obviamente no lugar errado, retire-se por favor.

Senti meu rosto queimar e minha garganta secar, eu poderia pular em cima das duas e arrancar aquela massa corrida da cara delas no tapa.

Me senti totalmente humilhada em relação àquilo, respirei fundo algumas vezes antes de me virar e me retirar da loja.

E Realmente não tinha nada pra mim lá.

***

Não passei mais em nenhuma loja, eu me sentia um lixo.

Entrei no hotel onde Daniela havia se hospedado, e como de costume, atraí alguns olhares curiosos de alguns hospedes.

Uma voz soou atrás de mim chamando minha atenção.

— Desculpe-me, senhorita, posso ajudá-la? — Um senhor se aproximou.

Em seu peito havia um crachá nomeandoo "Gerente".

— Não, estou indo para meu quarto.

— Você tem a chave? — Perguntou.

— Esqueci o cartão. — Praguejei

—   Estou no último andar.

— Está hospedada aqui?

— Estou com uma amiga. — Revirei os olhos

— E quem é a sua amiga? — Ele cruzou os braços mantendo a atenção.

— Daniela... — O maldito sobrenome da mulher não me vinha a mente, na verdade eu nem sabia o sobrenome dela

— Daniela hm...

Ouvi o bipe do elevador, saindo do mesmo pude ver o mesmo rapaz que serviu o champanhe no quarto de Daniela.

— Ele! — Apontei para o serviçal e parou imóvel na frente do elevador,.respirei aliviada.

— Ele me conhece.

— Dennis. — O gerente chamou.

Dennis apressou os passos juntando-se a nós.

— Acabou de sair do turno da noite?

— Sim, senhor. — Ele falou temeroso.

O gerente começou a ajeitar o colarinho do uniforme de Dennis que estava parcialmente desalinhado.

— Você conhece essa mulher? — Meneou com a cabeça.

O rapaz me olhou e sorriu.

— Ela está com a Sra. Kim. — Falou, mas o som saiu abafado por conta das mãos do mais velho que apertavam seu colarinho.

— Isso mesmo, Daniela Kim. — Sorri

— Obrigada, Dennis.

Essa foi a minha deixa, andei pra longe deles com certa pressa e entrei no elevador.

Um dia difícil....

Esse com certeza foi um dia difícil, nada que um banho e alguns comprimidos de aspirina não resolvam.

Antes das portas de aço se fecharem o Gerente carrapato entrou no elevador.

— Meu deus, o que foi agora? — Falei alto

— o que foi?

Ele pegou em meu braço e me retirou da caixa metálica.

— O que está acontecendo com todo mundo hoje?! — Esbravejei

— Venha comigo. — Foi a única coisa que ele disse antes de seguir me arrastando pelo hotel.

***

Ele me levou até sua sala e lá pediu apenas para que eu respondesse algumas perguntas

— Qual é o seu nome? — Ele mexia em algumas xícara no outro canto da sala.

— Qual você prefere? — Sentei-me numa cadeira próxima.

— Não brinque comigo, mocinha —  Me olhou de rabo de olho.

— Kauana — Bufei

— Obrigado. — Ele se aproximou de mim

— Senhorita Kauana... O que acontece em outros hotéis não acontece no Regent Beverly Wilshire. — Ele se recostou na mesa

— Mas a sra. Kim é uma cliente muito especial, e nós consideramos nossos clientes especiais como amigos...
Revirei os olhos impaciente.

— Como cliente, a sra. Kim deveria registrar os visitantes. — Continuou

— Mas ela sendo uma amiga, deixaremos passar, eu presumo que você seja... — Ele ficou me encarando e eu fiz o mesmo

— Parente?

— Sim — Menti.

— Foi o que eu pensei. — Ele sorriu amarelo

— Você deve ser... — Meneou com a cabeça para que eu continuasse.

— Prima?

— Claro, naturalmente quando ela for embora, não verei mais você no hotel. — Ele falou e eu mais uma vez revirei os olhos.

O que aconteceu na loja estava se repetindo aqui a única diferença era que ele estava sendo minimamente educado.

— Presumo que não tenha outras primas ou primos aqui, certo? — Ele perguntou.

Meneei em um sinal negativo em resposta.

— Ótimo, então, nos entendemos. — Ele sorriu novamente.

— Eu aconselharia a se vestir de forma mais adequada, isso é tudo

Meu rosto esquentou eu estava brava de novo, por que as pessoas tem que ser tão ignorantes? Pra qualquer atitude que eu tomo surge alguém pra me julgar, que droga! Eu estou tentando

— Não, isso não é tudo! — Tomei impulso e me levantei da cadeira.

— Eu tentei comprar um vestido na Rodeo Drive hoje, aquelas mulheres não me ajudaram e agora eu tenho todo esse dinheiro e nenhum vestido. — Peguei as notas e mostrei ao senhor

— Não espero que me ajude, mas tenho tudo isso, viu? — Gesticulei com o dinheiro nas mãos

— Preciso comprar um vestido pra um jantar hoje...

Ele me assistia calado, eu estava a ponto de ter um ataque, eu queria chorar, gritar... então eu somente respirei fundo.

— Ninguém nessa merda me ajuda. — Uma lágrima passou por minha bochecha.

O senhor então estendeu seu lenço de bolso para que eu a secasse.

Ele então, deu a volta e parou atrás da mesa. Levou a mão ao telefone e discou poucos números.

Meu coração gelou.

— Ah cara... — Falei entre soluços

— se você está chamando a polícia... — Praguejei

— Isso, chame os tiras, isso é ótimo. — Ri irônica

— Diga que eu mandei lembranças.

— Sessão feminina. — Ele disse ao telefone

— Bridget, por favor.

Ele ficou em silêncio por um tempo.

Segurei o lenço que o homem me entregara e assoei o nariz, pude vê-lo revirar os olhos

— Aqui é Bernard Tompson do Regent Beverly Wilshire, sim, obrigada. — Ele sorriu.

— Eu gostaria que você me fizesse um favor, estou mandando uma pessoa, ela se chama Kauana... — Ele me olhou

— É uma hospede especial, prima de uma hospede muito especial.

Daniela Kim Point Of View.

Enquanto passava as imagens da grande empresa que eu estava empenhada a conseguir.

Tomei a frente da reunião explicando meus próximos atos.

— Essa é a jóia na coroa de Morse: Propriedade industrial de primeira no porto de Long Beach, LA. — Falei

As imagens mostravam o porto e os grandes prédios, a sala escura ajudava nos detalhes.

Os homens me ouviam atentos.

— As possibilidades imobiliárias são infinitas. — Continuei

— Mas a maioria do terreno será terraplenado.

Uma pequena brecha de luz inundou o ambiente, me fazendo parar de falar e voltar a atenção para a porta que foi aberta.

Pude ver alguém se aproximar de Robert e logo sair da sala.

— Recebemos novos dados do Morse. — Robert pronunciou

— Don, você pode parar a projeção, por favor?

O mesmo rapaz, creio eu, voltou à sala e ascendeu as luzes.

Praguejei internamente com a luz que incomodou meus olhos.

— Pode falar. — Robert disse ao outro.

— O velho Morse acaba de conseguir um contrato de 350 milhões... — Observei melhor o rapaz e consegui ler seu nome no crachá em seu peito, Logan.

— Para fazer destróieres para a Marinha.

Robert se levantou e como de costume de toda vez que ele fica nervoso, passou a mão na careca.

— Contrato com a Marinha. — Reclamou

— Eu não acredito... — Ele voltou-se para Logan que se mantinha imóvel.

— Eu pensei que você tinha dito que não havia nada planejado! — Gritou com o rapaz

— Pensei que não tivessem... — Logan disse

— Se for verdade, pode custar mais. — Um de meus sócios sentados à mesa falou

— As ações vão disparar.

— Isso mesmo, Sherlock —

Robert bufou.

Andei até o canto da sala buscando por ar, aquela notícia tinha me pego de surpresa.

As empresas de Morse eram a minha grande jogada para com a indústria.

O jovem Logan se aproximou de mim.

— Talvez tenha sido sorte, ter essas informações agora. — Ele tentou me acalmar.

— Ainda podemos desistir.

— Desistir? — A voz de Robert soou mais alto.

— Pode esquecer, trabalhamos muito nisso. Ninguém desiste de nada!

— Acho que tem razão. — Mark que estava sentado na outra ponta da mesa falou.

— Esqueça! — Robert Debateu.

Uma discussão logo se formou.

Eu estava tentando arrumar um jeito de consertar tudo isso, mas seria difícil com todo esse barulho que se instalou.

— Relaxem. — Falei alto na intenção de acalmar os ânimos de meus companheiros.

Dito e feito, eles se aquietaram.

— Quem nós conhecemos no comitê de Apropriações do senado?

— O senador Adams — Robert respondeu.

Minha mente trabalhava como uma máquina, eu não ia desistir tão fácil assim.

— Vamos descobrir onde ele está, a Marinha não vai gastar 350 milhões sem antes consultar as apropriações. — Falei rezando para estar certa.

Voltei-me para o pequeno bar da sala e peguei um copo e uma garrafa de whiskey, virei o líquido no recipiente de vidro.

— Não entendo o que está havendo, senhores... — Robert tentou se desculpar.

— Okay, Rob — Tomei um gole de minha bebida

— Você é pago para sofrer por mim, vou para o seu escritório.

Caminhei até a mesa e peguei uma pasta com os dados que eu precisava para trabalhar.

— Alguém pode levar pra mim os mapas geológicos? — Perguntei e Logan assentiu

— Obrigada.

Antes de eu sair da sala Robert me chamou

— Tudo certo para hoje à noite?

— Perguntou

Eu assenti brevemente.

— Quem é que você vai levar?

— Ninguém que você conhece. — Sorri

Kauana Hofemã Point Of View.

Eu entrei na grande loja que era quatro vezes maior do que a merda da Rodeo Drive.

— Oi, você deve ser Kauana, eu sou Bridget. — Uma mulher de cabelos curtos se aproximou com um largo sorriso.

— Oi, Bernard que me ajudaria — Ela apertou minha mão e eu balancei.

— Qual é a sua programação aqui na cidade? — Perguntou gentilmente

— Nós vamos jantar. — Tentei sentar ou pelo menos me encostar no balcão ao lado.

— Não sente aí, querida. — Bridget me advertiu

— Você precisa de um vestido. Venha comigo.

***

Radiante.

Era assim que eu me sentia, radiante.

Após conseguir comprar tudo o que queria, eu estava de volta ao hotel.

Avistei o gerente Bernard que me ajudou e fui ao seu encontro.

— Hey, Barney — Falei — consegui um vestido!

— Já deveria estar usando. — Ele falou olhando para os lados.

— Eu não quero estraga-lo. — Falei animada

— Comprei sapatos também, quer ver?

— Não é necessário, sei que são bonitos, obrigada.

— Okay, escute, Bridget foi ótima, eu só queria te agradecer, você é legal. — Dei meu melhor sorriso

— Por nada, srta. Hofemã.

Me retirei do saguão sabendo que nada mais poderia me impedir de chegar no quarto.

Assim que entrei pude ouvi o som do telefone ao tocar.


Praguejei instantaneamente, corri para atender o aparelho.

— Alô? — Falei.

— Nunca atenda o telefone. — A voz rouca de Daniela se fez presente.

— Por que ligou, então?

— Comprou roupas hoje?

— Eu comprei um vestido. — Falei sorridente

— Que bom. — Suspirou

— Estarei no saguão às 19h45 em ponto.

— Não vem me buscar na porta? — Provoquei.

— Isso não é um namoro, são negócios.

— Onde você vai me levar?

— Vou levá-la... A um restaurante chamado Voltaire, muito elegante por sinal.

— Okay, mas eu só vou te encontrar no saguão porque você está me pagando.

— Muito obrigada, tchau.

Ela finalizou a ligação.

Eu sorri, mal podia esperar para sair com ela.

Sentei no sofá próximo a bancada onde o telefone estava e respirei fundo sentindo meus músculos relaxarem.

O barulho agonizante do telefone ecoou de novo e eu logo atendi.

— Alô? — Suspirei

— Eu não te falei pra não atender o telefone?! — Daniela bufou.

— Então pare de me ligar. — Desliguei o aparelho.

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