O Leão e a Ovelha

By moonshine_13

38.4K 6K 1.4K

Nas ruas do centro de Salvador, onde marginalizados, perseguidos e miseráveis não têm chance, é a voz doce e... More

FELIZ ANO NOVO!
Dia 14/02...
O Anjo da Madrugada
O rei da floresta
Não há bondade aqui
Meu pequeno rei
Desgarrados
Missionária
Sozinha no mundo
Cristais quebrados
Festa no paraíso
Ódio mútuo
Deliciosa presa
Na toca do leão
A confissão
O rei protetor
Nunca fui um homem bom
Atinja-me
O rei vingativo
Frágil ovelhinha
A voz do coração
Caçada
As palavras ditas para mim
O repouso do leão
Cercas abertas
A caça e o caçador
Anjo caído
A juba
Renda-se
Lei da selva
Armadilhas
Proteja sua coroa
Luta de reis
Angelical
Herança
A última presa
O leão e a ovelha
No céu de Salvador
MUITO OBRIGADA!

O ciclo da vida

607 102 20
By moonshine_13

Que saudades de escrever cenas das tretas no conglomerado...

---

Você gosta de reuniões de trabalho?

Eu costumo participar de reuniões comendo algo ou tomando café, porque fico sempre sonolenta. Não me pergunte a razão, eu fico.

Se as reuniões tivessem o nível de tensão, angústia e intriga que sempre ocorriam no núcleo-duro da Manfredi, de uma coisa era certa: eu sempre levaria um balde de pipoca e refrigerante.

Talvez este fosse o espírito de um dos participantes da reunião ocorrida naquela manhã, onde Benício, sentado na ponta da mesa, parecia bem à vontade em sua posição de dono – como ele se considerava. À sua esquerda, Luiz Otávio observava o executivo com uma expressão neutra; internamente, ele se preocupava com o que iria acontecer dali a alguns instantes – ele não sabia como a situação posterior seria explicada, porque a reação de Benício era óbvia para o advogado.

À sua direita, a secretária e assistente de Benício, Sandra, com o notebook ligado e o processador de texto já com as informações da Ata e a data do encontro. Os diretores estavam todos presentes, fechando todo o espaço da sala de reuniões. A maioria aguardava a chegada do último componente.

- Leon é sempre atrasado... - Benício tomou um gole d'água, aguardando o efeito de suas palavras diante dos outros diretores. – Um absurdo. Inaceitável que uma pessoa dessas tenha tanto poder dentro de um conglomerado sério e honesto.

- Sei que está triste por minha ausência, mas cheguei para colocar um sorriso em seu rosto. - Leon surgiu com o seu jeito informal, usando uma jaqueta de couro, camisa preta por baixo e calça de couro apertada; além de um par de botas de coturno que não indicavam "homem de negócios" e sim "motoqueiro rebelde".

Todos observaram a chegada de Leon, engolindo em seco, porque ninguém sabia o que ele falaria ou as revelações que traria. Nenhuma reunião na Manfredi terminava do jeito que começou.

Ele levou a mão aos cabelos, penteando-os ligeiramente, e sorriu. Tirou de dentro da jaqueta algo que parecia um documento dentro de um envelope.

Sorriu na direção de Sandra, a secretária, para a irritação de Benício.

- Você não está aqui pra paquerar funcionários, e sim participar de uma reunião.

- Sou eu mesmo quem faz isso, Benício? – manteve o silêncio, encarando o primo, que desviou o olhar, irritado.

Leon deslizou o documento na direção do executivo, que observou o envelope, um pouco incerto se abriria ou não.

- Sugiro que abra, porque depois dessa informação, o seu mundinho perfeito vai desabar.

Benício franziu o cenho, sem entender do que se tratava aquela informação. Porém, assim que tirou os papéis dentro do envelope, sua face ficou sanguínea. Uma das mãos se fechou em formato de punho, batendo repetidamente na mesa.

Todos os diretores não compreenderam a reação de Benício, mas Leon parecia bem satisfeito em elucidar:

- O office boy vai entregar pra vocês as cópias agora... - ele fez estalos com os dedos e logo apareceu um rapaz, com uniforme azul, usado pelos jovens aprendizes da Manfredi, com vários envelopes, entregando com rapidez aos diretores.

- Obrigado, Manoel. Agora pode ir. – disse ao jovem, que respondeu com um aceno de cabeça e saiu correndo dali.

Todos leram ao mesmo tempo, tendo reações distintas. O único que não parecia afetado pela notícia era Luiz Otávio, e logo Benício percebeu o comportamento do advogado.

- Você sabe alguma coisa dessa loucura?

- Sim. Na verdade, eu ajudei na elaboração do documento e no processo da tomada de posse.

Benício se levantou, batendo com as duas mãos abertas em cima da mesa. De repente, os diretores deram um ligeiro pulo, mesmo sentados, enquanto Leon apenas encostou as costas e um dos pés na parede, deixando o joelho dobrado, e cruzou os braços, apenas observando o que ia acontecer.

- Você me traiu, virou-se contra a Manfredi e entregou o prédio praqueles vagabundos fodidos, drogados?

- Eles não são vagabundos tampouco drogados. Trata-se de um caso de usucapião. O pessoal da ocupação já morava naquele prédio há 10 anos, e tinham todos os direitos, só nunca foram amparados por um representante jurídico. Eu decidi apoiar no processo, porque como eu sou advogado da empresa, percebi algumas inconsistências no nosso próprio processo e averiguei o que estava acontecendo.

- Você é pago para ajudar a Manfredi, e não um bando de pobres, de fodidos!

- Sim, sou pago para ajudar a Manfredi, incluindo defender a empresa de problemas os quais ela mesma poderia se encalacrar.

Benício novamente fechou a mão, disposto a dar um murro em alguém. Caminhou na direção de Leon, que continuava parado, olhando tudo, e outros diretores se aproximaram, já imaginando o que aconteceria, e tentaram segurar o executivo a fim de que ele não atacasse o primo. Todavia, Benício estava incontrolável, e mesmo seguro pelos dois braços, ele tentava se livrar porque queria bater em Leon:

- Você... foi você quem fez isso! Foi você quem ferrou o meu negócio, quem ferrou a minha possibilidade de criar um hotel na porra daquele prédio onde moram aqueles fodidos! A prefeitura queria o hotel ali, nosso contrato estava definido pro hotel ser ali!

- Não vejo motivos para construir ali. A sua obsessão por aquele prédio era justamente porque você tem prazer em fazer o mal. Como um fodido que não come mulher e se restringe ao cinco contra um. – quem entendeu a referência na sala de reuniões reprimiu um grito abafado. - Não temos a posse da antiga sede do jornal, que fica ali, em frente à Castro Alves? A vista é espetacular.

- Você é um desgraçado...

- A ideia dele é boa, Benício. - observou um dos diretores, um dos poucos ainda sentado à mesa, sem segurar o executivo. - Nós temos a posse, compramos do antigo dono, mas nunca pensamos em fazer nada que fosse muito interessante por ali... seria um hotel espetacular, onde todos os apartamentos teriam vista para a Baía de Todos os Santos.

- Como assim, você vai ficar do lado dele? Do bastardinho, do mula...

- Continue repetindo as suas ofensas e eu faço questão de fazer um re-design no seu rosto de novo.

Benício, ainda se debatendo, parou de tentar se soltar dos diretores. Ficou estático, parado, os olhos piscando repetidamente.

- Ah... É isso que você quer, não é Benício? Usar de minhas habilidades como cirurgião plástico amador para mudar um pouquinho o seu nariz, reajustar um pouco a sua mandíbula...

- Seu maldito... – a raiva o atingiu novamente, mas ele não conseguiu se desvencilhar de quem o segurava.

Leon, por sua vez, se afastou do primo e se sentou onde Benício estava antes, ficando bem confortável na poltrona; olhou para o primo de cima a baixo, percebendo total desespero vindo de Benício, que perdera muito mais do que um excelente contrato. Ele sabia que Benício tinha interesse na construção de um hotel onde ficava a ocupação, porque ele tinha uma parte na cadeia de hotéis e devia ter feito muitas promessas sobre onde seria construído o novo empreendimento. Se a proposta seguir de acordo com o que Leon havia recomendado, Benício não ganharia quase nada com o hotel sendo no prédio indicado por ele.

Leon faria questão da cadeia de hotéis ser de outra bandeira, apenas para o primo não obter nenhum dinheiro.

Ao mesmo tempo, o executivo já tinha informações que poderiam finalmente destruir o elaborado castelo criado por Benício.

- Acostume-se com as mudanças, meu amado primo. Aliás, esta será a primeira de grandes novidades que eu vou trazer aqui neste conglomerado.

A notícia sobre a decisão judicial que fez o prédio ocupado pelos moradores liderados por Manuela ser propriedade dos ocupantes emocionou a mulher. Ela nunca pensou que a lei ficaria ao lado dela.

- Eu nem sei pra quem agradecer! Não sei se eu dou um abraço em você, Leon, ou em você, Francisca, ou agradeço ao senhor, doutor Luiz Otávio...

- Não precisa agradecer, a justiça foi feita. - replicou o advogado.

- Agora... eu preciso avisar a todos sobre a documentação, sobre como dividir tudo... Meu Deus! Vamos ter água, energia, não vamos precisar de gato...

- Essa parte específica, eu e Leon podemos ajudar. - Francisca segurou as mãos da líder da ocupação e as apertou, com firmeza. - Tenho contato com assistentes sociais que sempre circulam aqui de madrugada, e tenho certeza que Leon vai conversar com as pessoas que ele conhece para resolver esses pepinos de energia, do acesso à água, para vocês pagarem as contas todas certinhas.

- Eu conheço pessoas que conhecem pessoas, não se preocupe. A outra coisa que eu posso fazer por vocês é: esse prédio precisa de reformas, eu tenho certeza que vocês devem ter alguém por aqui que trabalhe como pedreiro, mestre de obras, que saiba subir um muro. Então, vamos fazer um pequeno contrato: vocês vão trabalhar para a Manfredi, numa espécie de contrato temporário, onde faremos uma reforma neste prédio, esta atividade dentro da nosso setor de responsabilidade social.

Três pares de olhos encararam o executivo, mas apenas Francisca replicou, um pouco confusa:

- Não entendi: eles vão trabalhar para a Manfredi... Reformando a própria casa?

- Pode parecer estranho, Fran, mas na verdade eles vão trabalhar para a Manfredi por um salário. Vamos ajudar com recursos na reforma deste prédio, as matérias-primas, e os moradores vão receber um salário. Ou seja, não precisam pagar pelo tijolo, cimento, essas coisas. Esse salário vocês podem guardar para o futuro, comprar roupas, torrar no restaurante ali na Ladeira da Montanha, o dinheiro é de vocês. Quem de vocês tiver boas habilidades, eu posso incorporar na empresa. A gente sempre tem alguma coisa pra construir. Quanto mais gente boa pra trabalhar, melhor.

- Isso é maravilhoso! - Francisca se aproximou do namorado e deu um selinho.

- Bem, se toda vez que eu fizer alguma coisa positiva você me der um beijo, acho que vou começar uma campanha pra virar santo!

- Não exagere, Leon. - Francisca mudou a expressão para algo mais tranquilo e voltou-se para Manuela, que não conseguia expressar reação alguma. Estava emudecida, as lágrimas caindo, tudo que ela sequer poderia sonhar antes se realizando de tantas formas que ela mal sabia como entabular um agradecimento. – Sobre as crianças, eu sei que muitas delas não frequentavam a escola por causa do endereço. Vou conversar com as assistentes sociais pra saber como reintroduzi-las na escola. Obviamente, algumas vão fazer testes de nivelamento pra entrar na série certinha delas, e eu posso ajudar com os testes. Também acho que Leon pode ajudar também nesta parte de reinserir as crianças na escola...

- Fran, não está escrito em minha testa que eu sou governador da Bahia.

- Mas você conhece pessoas que conhecem pessoas.

Luiz Otávio percebeu mais uma vez a forma como Leon e Francisca interagiam. Havia uma cumplicidade e uma sensibilidade na relação entre os dois na qual ele era uma testemunha única naquela posição. Tinha o privilégio que nem mesmo o pai biológico do rapaz pôde obter: observar a vida, a rotina, as relações de Leon com pessoas que ele amava profundamente. De fato, Leon amava profundamente Francisca. Se dependesse dele, daria o mundo para a jovem.

Ela tinha um temperamento calmo, tranquilo, ao mesmo tempo que possuía o idealismo tão presente no executivo. A diferença era a brandura que Francisca trazia a um homem inquieto e muitas vezes irritado consigo mesmo e com o mundo. De alguma forma, a maneira como Francisca se comportava lembrava a Luiz Otávio ligeiramente a mãe de Leon, Celeste. Ele não era de acreditar em milagres ou coisas do destino, mas talvez a mão de Celeste deu um empurrãozinho para que o filho conhecesse uma mulher que ela gostaria de ter como nora.

O Arturo de anos atrás odiaria a ideia. Era um homem repleto de preconceitos e ideias retrógradas. O homem que perecera na cama de hospital, pelo contrário: ele tentaria aceitar as visões do filho, mas a mudança chegou tarde demais. Agora, era a oportunidade do próprio Luiz Otávio compensar pelos seus erros. Ajudaria Leon em tudo o que ele precisasse.

Pela primeira vez em muitos anos, o advogado se sentiu confortável consigo mesmo e com a imagem que ele observava no espelho.


- Não posso falar, não tô sabendo, não posso dar nenhuma informação e ponto!

- Ô, Alisson! Tu é parcero, fechamento! Libera essa info aí, em off. Não vou falar nada pra ninguém.

- Não, você não fala pra ninguém, exceto sua namorada.

Leon aproveitou a madrugada para visitar o amigo na delegacia e descobrir informações sobre a prisão do homem que tentou sequestrar Francisca, bem como saber se Raposo tinha voltado para sua rotina disfarçado de mercenário.

Alisson não queria falar muita coisa; comentou por alto que...

- Raposo voltou. Disse aos amiguinhos que foi preso, mas como não tinham provas, foi solto deu a entender aparentemente que foi preso, mas disse a eles que foi sequestrado e estava no carro contra a vontade. Deixei para ele a informação de que o outro preso tinha ficha suja bem longa, pra ninguém desconfiar de Raposo.

- O outro cara continua preso por aqui?

- Sim... Mas não posso falar nada, tudo está correndo em segredo. Em breve seu priminho vai ter uma bela surpresa.

Leon esfregou as palmas das mãos uma na outra e sorriu:

- Gosto dessa informação. Mudando de assunto, eu não vim aqui apenas para te visitar, como também buscar as coisas de Francisca. A partir de amanhã, ela vai ficar morando lá em casa.

Alisson não sabia se ficava boquiaberto ou balançava a cabeça em negação.

- Você é um safado, Leon. A menina tava morando sozinha, de boas, mas você queria mesmo Francisca em sua casa...

- Eu não forcei Francisca a nada. Pelo contrário: foi uma decisão em comum acordo, especialmente por conta dessa agonia de Benício, as tentativas de sequestro... Lá em casa tem muito mais segurança, conforto, e... Se você pensar bem, tem uma avenida do outro lado da Paralela que corta caminho pra ela chegar no trabalho. Ou seja, nem tem a desculpa de demorar para chegar na escola, Alisson. Parece até que o governo do estado adivinhou meus desejos e intenções.

- Não seja cínico, Leon. Essa avenida nova foi aberta há anos!

Jéssica também considerou precipitado Francisca se mudar para a casa de Leon tão cedo no relacionamento, e deixou suas preocupações evidentes quando visitou a amiga em seu apartamento. Contudo, a professora reforçou que a decisão foi feita entre os dois, de maneira equilibrada.

-Fran, você estava tão certa de que queria morar sozinha, ter suas próprias experiências... Não acha que tá muito cedo pra morar junto com Leon?

-Pode parecer cedo, mas eu não acho... Confesso que queria mais tempo aqui no meu apartamento, mas minha preocupação atualmente está nessa questão da violência, no que os homens de preto podem aprontar e... Morar com Leon é uma forma de me proteger e mais um passo no meu relacionamento com ele. Eu nunca imaginei que ia me relacionar com ninguém, principalmente alguém com Leon Santiago, que às vezes a gente precisa... Acalmar um pouco porque a intensidade, sendo bem redundante, é muito intensa.

As duas riram, e Jéssica não se furtou a perguntar, com um meio sorriso:

- Tá... Quando você fala de intensidade, você quer dizer o que amiga?

- Eu não vou dizer. Eu fico com vergonha... – a jovem abaixou a cabeça e fechou os olhos. Jéssica respondeu levantando o rosto da jovem pelo queixo, lentamente?

-Fran, é super normal ter essa conversa! Não tô falando nada demais, apenas se Leon é intenso!

- Jéssica, eu não fico perguntando pra você o que você faz com delegado Lobo...

- Eu nunca respondi porque você nunca perguntou...


Os empregados que viviam na mansão Manfredi não sabiam mais como agir para controlar os acessos de raiva de seu patrão. Benício quebrava vasos, jogava copos em frente ao espelho, gritava para si mesmo diante dos problemas que pareciam aumentar cada vez mais.

Primeiro, foi a decisão judicial que colocou o prédio onde ele construiria seu novo hotel de luxo nas mãos do pessoal da ocupação. Ele não podia acreditar que foi traído por alguém em quem confiava profundamente, Luiz Otávio.

"Aquele velho desgraçado se bandeou pro lado do bastardo!".

Para completar, Benício recebeu notícias nada positivas por telefone: um dos seus capangas foi preso durante a tentativa de sequestro da namorada de Leon. O outro homem foi solto porque alegou ter sido sequestrado, e a polícia comprou a mentira, "capanga esperto, mandar anotar essa desculpa para nossos homens sempre usarem", enquanto o outro estava preso porque, de acordo com a polícia, possuía um histórico de crimes.

- Você não tem como tirar esse imbecil da prisão?

- Estamos tentando, mas ele está na delegacia de Alisson Lobo, que é incorruptível.

- Então invada aquela merda e arranque ele de qualquer jeito! Ninguém vai se preocupar mesmo!

- Se tivermos que fazer isso, tem que ser algo muito mais discreto. Depois do último caso, a polícia tá de olho e a gente não tem mais nossa proteção. Parece até que os grandões lá em cima estão pouco se lixando pra gente.

Benício concordava: ele tentava entrar em contato com o secretário de segurança, e os comandantes da polícia, e a ligação nunca era atendida. Ele precisava de costas quentes para poder agir, mas as coisas pareciam estar se fechando contra o executivo.

Por isso, a única forma de resolver o seu problema seria arrancando o capanga de dentro da delegacia e o matasse antes que ele falasse alguma coisa.

Benício ordenou os seus homens que fizessem aquilo que eles não recomendaram ao executivo fazer.

---

Sim... Este é mais um livro em reta final... Mas não vou contar nada sobre o próximo... Ainda.

Continue Reading

You'll Also Like

252 200 16
Entre o brilho dourado das praias e o caos vibrante das ruas cariocas, o jovem Miguel leva uma vida tranquila, surfando nas ondas do Arpoador e viven...
1K 60 11
Nascida no coração da favela, Ravena cresceu sob os cuidados da tia, que sempre tentou protegê-la dos perigos ao redor - principalmente do amor proi...
2K 120 20
Isabel é uma adolescente muito sonhadora, não tem medo de se entregar e tão pouco de amar. Apesar de ter passado por algumas decepções. Dep...
Wattpad App - Unlock exclusive features