Refúgio

By Ichigo-cake

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Refúgio é um local que abriga, protege, mantém longe dos problemas. Para Megumi, os braços de Yuji faziam tud... More

1. Seus braços
2. O primeiro olhar
3. Café, por favor
4. Motivos para sorrir
5. Surpresinhas
6. Gengibre e mel
7. Apetite
8. O Alfa
9. Ameaças e escolhas
10. Decisões
11. Calmaria
12. O início de uma tormenta
13. Tempestade
14. Depois do caos
15. Reflexos
16. Despertando
17. Incertezas
19. Breve descanso
20. Inesperado
21. Saturado
22. Transbordando
23. Reencontro e notícias
24. A carta
25. Enfim
Epílogo
Cap. Extra: Calor e urgência
Cap. Extra: O pequeno tigre e a primeira palavra
Cap. Extra: Banana com... o quê?
Cap. Extra: Período de Calor IntensO

18. Última tentativa

352 48 147
By Ichigo-cake


Notas iniciais:

Oi meus bolinhos ❤

Estava com saudades de postar. Mas não vou me demorar muito, então boa leitura e vejo vocês nas notas finais 🥰

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O homem alto, forte e trajado com vestes tradicionais japonesas andava pela propriedade Zenin. Com tranquilidade, ele caminhava pelos corredores amplos e tediosos sem um rumo certo e, pelo caminho, encontrava pessoas que o cumprimentavam e o lembravam do apelido que nunca fazia questão. "O Alfa". De onde essa mania da família tinha vindo, mesmo? Bom, não lembrava mais e também nem importava...

Virando em algum local aleatório, percebeu que se aproximava da saída e, como não pretendia fazer um passeio mais longo, estava quase voltando quando viu o garoto, ao longe. Em suas roupas simples e escuras, Megumi andava decidido e parecia não querer olhar muito fixamente para frente, ao mesmo tempo que não deixava a cabeça baixa. Ele realmente tinha um gênio e tanto. Do tipo que o Alfa via quase como um convite para se aproximar e ver aquela expressão emburrada de perto.

Mas antes que decidisse chegar até ele, avistou Naoya cruzando com o caminho do ômega e decidiu que não o faria, por enquanto. Preferia encontrá-lo quando estivessem sozinhos, então ficou parado, aguardando.

Não se surpreendeu quando viu o alfa mais novo apressando o passo para sair de perto, ignorando completamente o garoto, que pareceu muito surpreso, mas que também logo seguiu seu caminho. O mais velho apenas sorriu minimamente, olhando de longe. Na verdade, ele esperava por essa atitude, então nem faria questão de presenciar tal cena, para confirmar. Mas era um tanto satisfatório vê-la, tinha que admitir.

Nesse momento, ele se lembrou de outro dia, muitas semanas antes, no qual podemos encontrar o motivo de tudo isso:


Logo após momentos bons de prazer com um outro alfa que havia acabado de conhecer, o homem acabou sendo "atropelado" por aquele jovem ômega que parecia um pouco mais aberto a proximidade. Assim, o teve em seus braços por um breve momento.

Como não conseguia sentir seu cheiro, lhe parecia muito que ele estava prestes a ter um momento de calor e que logo precisaria de uma ajudinha (que sorte ele estar ali naquele momento, não é mesmo?)

Obviamente, não tentou tocá-lo de forma mais íntima sem seu consentimento. Mas também não deixaria de jogar seu charme e feromônios, ainda mais se houvesse uma oportunidade – e aquela realmente se parecia muito com uma. No fim, Megumi o afastou e seguiu seu caminho, o deixando para trás.

O Alfa ainda ficou algum tempo parado, olhando para onde havia perdido o garoto de vista e, por algum motivo, resolveu ir atrás do mesmo. Foi quando o alcançou e viu, de longe, Naoya ameaçando o ômega. O alfa mais novo apertava o pescoço daquele jovem, perdendo completamente o controle. Mas antes que o mais velho pudesse ter qualquer reação, o viu se afastar e Megumi ir embora pouco depois.

No mesmo instante, o homem rumou para a direção do outro, o alcançando rapidamente. Não precisou tocar em seu ombro ou braço, ou mesmo chamá-lo pelo nome. Sua presença foi facilmente notada por Naoya, que se virou e o olhou com um misto da admiração de sempre e um receio por aquela visão ameaçadora – algo novo para ele. Parecia já recomposto de seu momento de descontrole.

– O que você pensa que está fazendo? – O Alfa disse de modo firme, porém sem elevar a voz. Logo continuou: – Eu vi o que você fez. Quem você pensa que é?

Percebendo que foi visto ameaçando o ômega e que não teria como disfarçar, resolveu responder com sua própria (e parcial) verdade:

– Eu fiz isso para defender a sua honra e a da família.

– Eu não pedi sua ajuda. – O outro respondeu no mesmo instante e acrescentou, com uma expressão de desprezo. – Não faça mais isso, eu não preciso de você.

Aqueles olhos, que sempre se voltavam para o mais velho com um tom de admiração, se arregalaram. Via-se ali uma expressão de choque.

– Mas-

Porém, antes que pudesse completar, o Alfa mudou sua postura, exalando feromônios que ilustravam sua raiva. E usou algo que nunca precisava – nem queria: sua voz de comando, que possuía naturalmente por ser um dominante.

Eu não quero que você faça isso, entendeu? Deixe Megumi em paz! Me deixe em paz!

E, após essas palavras, virou as costas e saiu dali, deixando para trás um Naoya que parecia tão desamparado que se assemelhava a uma planta murchando. E não era apenas pelo efeito que tinha aquele "poder".


----------------------------

De volta ao dia atual, o Alfa se encontrava agora parado em outro corredor. Aquelas lembranças de semanas antes haviam voltado à sua mente automaticamente quando viu a confirmação do que havia dito, acontecendo. Mas é claro, as palavras ditas por um alfa dominante nessas circunstâncias eram absolutas. Nem ele, nem mesmo o chefe do clã usavam com frequência. Naobito, por não precisar, já que o respeito que os outros Zenin tinham era o bastante. Já ele próprio não usava simplesmente porque raramente se importava.

Mas aquela situação de espera – relacionada a um certo ômega teimoso – também já estava ficando sem graça e talvez fosse hora de chegar a uma conclusão definitiva.

Um pouco mais tarde, olhos atentos observavam enquanto Megumi saía da pequena reunião com o chefe do clã e se dirigia até um dos jardins da propriedade. Parecia um pouco nervoso, buscando respirar antes de ir para casa, sentando-se em um dos bancos perto de arbustos floridos.

Sem falar nada, o mais velho sentou-se ao seu lado, passando a apreciar a vista que tinham dali. E o jovem pareceu nem se importar com o recém-chegado, aparentemente resolvendo o ignorar inicialmente. Ficaram apenas em silêncio por algum tempo, antes que o primeiro se pronunciasse:

– Cansado? – O mais alto perguntou.

– Não. – Megumi respondeu, apenas.

– Não é o que parece...

O jovem suspirou, cansado. Claramente parecia sem vontade de continuar aquela conversa, mas também sem energia para desviar dela.

– Só o de sempre. – Acabou por responder.

Mais um curto período de silêncio se instaurou naquele momento.

– Por que você ainda faz o que eles querem? – O Alfa perguntou, por fim.

Megumi soltou um riso anasalado, sem achar graça alguma. Era como se dissesse "isso é alguma piada?"

– Você ainda pergunta? – Disparou.

– Não vejo diferença entre nós dois. – Respondeu o mais velho.

Finalmente, o ômega teimoso virou o rosto, como se admitisse somente agora que havia notado o alfa ali. O outro rosto também voltou-se completamente para ele e ambos cruzaram os olhares.

– Como assim? – Megumi perguntou, por fim.

– Nós somos apenas produtos reprodutores. É esse o nosso grau de importância para todos eles. – E, aguardando alguns segundos de silêncio, o qual julgou como um convite para que continuasse falando, prosseguiu: – É isso que você precisa aprender. Diferente de você, eu faço com que os outros percebam que eles precisam de mim e eu não preciso agradar ninguém. Você devia simplesmente aceitar o que eles querem e tirar proveito disso. É o caminho mais fácil.

Com essas últimas palavras, Megumi, que parecia concordar com o que o Alfa dizia, olhou-o mais uma vez com uma das sobrancelhas erguidas. Claramente bravo.

– O que? Não concorda comigo? – Disse o mais velho, rindo levemente.

– Claro que não. – Respondeu de uma vez, causando o olhar de surpresa ao seu lado. Depois respirou fundo e continuou falando, mantendo a calma. Era como se ele ponderasse se finalmente poderia ser ouvido naquela propriedade. – Eu não quero esse "caminho mais fácil". O que eu quero de verdade é seguir aquilo que eu mesmo escolhi e conquistei, do lado de quem se importa de verdade comigo. É nessa parte que não concordamos. Você aceita sem questionar, apenas se adaptando ao que eles querem.

Após o jovem terminar de falar, o Alfa lançou-lhe um olhar intenso antes de responder:

– Não é bem assim. – Disse, calmamente. Depois, baixando o tom de voz, continuou: – A única coisa boa, de tudo o que eles já me pediram para fazer, foi me aproximar de você...

Megumi suspirou, cansado.

– Você realmente precisa entender que não adianta o que me fale ou faça. Eu amo meu namorado. – Devolveu o olhar de modo firme. – É com Yuji que quero passar meus próximos dias, meses, anos. Podem falar que estou "brincando de casinha", sendo infantil, ingênuo, teimoso ou o que for. Mas a verdade é muito simples: eu o amo.

– Entendo.

Levantando-se, o Alfa ergueu os ombros rapidamente, e se preparou para sair dali respeitando essa resposta. Nunca havia de fato sido rejeitado por aquele garoto, por isso ainda continuava tentando. Agora, ele não insistiria mais... mas...

– Mas se você mudar de ideia, – Disse ainda, com um sorrisinho de lado. É claro que ele não deixaria de jogar um último charme antes de deixá-lo ir. – sabe onde me encontrar...

E, com essas últimas palavras sobre o assunto, o homem virou as costas, satisfeito, e seguiu seu caminho, escutando ainda um "bufar" de raiva como resposta, atrás de si.



...............................................................

Notas finais:

Primeiramente, desculpem o sumiço. Segundamente... ai como é gostosinho postar (mesmo não sendo um dos capítulos mais totosos kkkkcry) e como senti falta de vocês🥺

Mas agora tenho mais capítulo em andamento (e quem sabe novidades.... aguardem 👀)

Lembrem-se de deixar sua ⭐

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