Ph🤯
Esses dias que o mano Perigo tá no hospital, tá sendo foda, muito caô pra resolver.
eu e o rato tenta no máximo fazer tudo que ele faria, mas as vezes não dá não meu fi.
ainda bem que ele volta ainda essa semana. Pelo menos o filho da puta do pai da Lua não vai atormentar a gente mais.
LC: aí ph tem uma coroa na barreira falando que quer conversar com o Perigo e com a Luana. -entrou na minha sala e eu olhei pra ele sem entender.
- quem é? -perguntei. - luana deve que já foi pro hospital pô, não sei se ela tá aí não.
LC: a mulher disse que não vai sair de lá até ver a filha dela. -olhei pra ele sem entender.
- era só o que me faltava mermo, vou cola lá. -peguei meu fuzil e atravessei nas costas e sai da boca, ele veio logo atrás.
montei na garupa da moto dele e descemos pra barreira.
de longe avistei um carrão chique pra caralho na entrada do morro, Luana não tem um dia de paz.
- solta a voz coroa. -desci da moto e me aproximei dela.
Carina: quero conversar com minha filha, Luana. -me olhou colocando o celular no bolso.
- foi mal ae dona, mas a Luana acho que não está aqui não. -ela me olhou franzindo a testa.
Carina: mais o marido dela manda aqui.. como ela não está? -perguntou e eu coçei a cabeça sem paciência.
- se você não tá ligada, teu marido atirou no pescoço do mano perigo e ele tava em estado grave no hospital, felizmente tua filha estava fortalecendo ele lá. -ela me olhou negando.
Carina: como assim? esse monstro atirou no marido da filha dele? -perguntou e eu concordei.
- se tu quiser ter um particular com ela tu volta outro dia, ela não tá aqui não. -me virei ela sair mais ela segurou meu braço, encarei ela sem entender.
Carina: você pode ligar ela pra ter certeza? eu vim na paz, só preciso conversar com ela. -olhei pra mão dela que estava no meu braço e ela tirou a mão de mim.
- por que tu veio atrás dela? a vida da mina tá voltando a ser como antes, aí vem você estragar. -olhei pra ela que abaixou a cabeça.
Carina: eu não tenho culpa de nada.. eu nem sabia o que o Jorge fazia com ela em relação a família dela.
- aí LC cola lá na Lua e vê se ela tá disponível pra atender a coroa. -ele concordou e saiu pelos becos.
Carina: o estado do Bryan é grave? -me perguntou e eu não respondi ela.
não demorou muito e a Luana encostou na barreira com as as crianças.
Lua: filho fica aí dentro. -desceu do carro olhado pra mãe dela. - o que você quer aqui? -perguntou sem tirar o olho da coroa.
Carina: minha filha.. você continua linda, que saudades que eu tava. -tentou abraçar a Lua mas ela colocou a mão na frente.
Lua: ph tu pode ir olhar as crianças no carro pra mim? -me perguntou e eu concordei. -fala o que você quer, não tô com tempo.
Sai de perto delas e fui em direção ao carro dela, eu não gostei nada dessa volta da mãe dela, mas parece que bateram na coroa deve ser por isso que ela veio atrás da filha.
- eai moleque do tio, suave? -fiz o toque com ele e depois peguei na mãozinha da Maria.
Erick: tá mó calor aqui tio, me desce aqui. -olhei pra ele e abri a porta, tirei ele do carro e depois peguei a Maria no colo.
Peguei na mãozinha deles e levei pra sorveteria que tinha ali na entrada do morro, a lua não quer que a mãe dela veja as crianças, então ela nem ligou quando eu levei eles pra sorveteria.
- tu vai querer o que menor? -perguntei e ele me olhou e depois desviou o olhar pro açaí.
Fizemos os pedidos, mas como a Mariazinha não pode comer pedi um picolé de fruta pra ela, a menor ficou doidinha.
Me sentei na mesa com eles, o Erick nem esperou e já começou a comer o açaí dele, eu estava dando o picolé da maria.
......
Lua🌜
Depois que o Ph saiu com as crianças ela começou a falar.
Carina: eu primeiramente quero te pedir desculpas por tudo.. eu não sabia das coisas que seu pai estava fazendo com você e com tua família. -pegou na minha mão e eu revirei o olho
- como você não sabia? tu morava na mesma casa que ele cara. Quando eu saí de lá por conta que ele não aceitava meu namoro com o Perigo, tu virou as costas pra mim. -me soltei da mão dela e ela deixou uma lágrima escorrer.
Carina: eu não tenho culpa Luana. Seu pai me batia, me manipulava, ele me disse que se eu vinhesse atrás de você ele me mataria, e depois mataria você! -secou as lágrimas e eu olhei pra ela incrédula.
- por que você veio me preocurar logo agora? depois que ele quase matou meu marido, você vem se fazer de boa moça? -olhei pra ela com raiva.
Carina: Luana, ele sempre me manipulou desde quando ele descobriu que você não era filha dele! -susurrou e eu olhei pra ela de testa franzida.
- como assim ele não é meu pai? por que esconderam isso de mim? -perguntei e ela me olhou.
Carina: quando eu tinha 15 anos, eu me envolvi com o dono do complexo, acabei engravidando mais eu não sabia, depois de uns dias eu comecei a namorar com o Jorge. Descobri que eu estava grávida e pensei que era dele, só que esses dias eu acabei me reencontrando com o Jacaré, foi aí que ele me contou que provavelmente você era filha dele. -falou e eu senti meus olhos encher de lágrimas.
- e por que ele queria matar meu marido e minha família? eu tenho nojo dos dois, tanto do tal jacaré e do Jorge! -falei alto e ela me olhou.
Carina: ele não está por trás de invasão nenhuma! Tudo que já aconteceu era o Jorge que estava por trás, ele usou o nome do complexo para ninguém desconfiar dele.
- e como vocês tem certeza que eu não sou filha do Jorge? -perguntei.
Carina: eu sempre desconfiei, eu e o Jorge nunca transamos sem camisinha no comeco, então não tinha como eu ter engravidado dele.
- entendi, mas mesmo assim eu não te perdoou. -ela me olhou negando.
Carina: por favor filha.. o Jorge ele me prendia, me batia e me ameaçava, eu não sabia de nada que ele fazia. Tudo isso porque ele descobriu que você não é filha dele.
- tá bom,mas eu preciso pensar. -ela me olhou sorridente. - não te garanto que vou te aceitar na minha vida novamente..
Carina: tudo bem! Eu só precisava desabafar mesmo, não aguentava mais esconder isso tudo de você. -ela me abraçou e eu retribui. - parabéns pelos filhos. -me soltei dela.
- obrigada, agora eu tenho que ir ver meu marido no hospital. -falei seca e ela me olhou concordando.
Virei as costas deixando ela ali sozinha e fui em direção a sorveteria que o Ph tava com as crianças. Quando cheguei lá a Maria e o Erick estava todos sujos de sorvete.
- você me paga Pedro! -bati no ombro dele.
Ph: o que a doida lá queria? -perguntou e eu dei de ombros
-muito B.O, depois te conto. -ele concordou se levantando e me entregou a Maria.
Saímos da sorveteria e ele me ajudou a levar as crianças até o carro, dei partida no mesmo e fui pra casa.
Quando cheguei a baba já estava esperando,me despedi das crianças e entreguei elas pra baba. Dei partida saindo do morro indo pro hospital.
Eu espero que desse vez minha mãe não esteja mentindo pra mim!