Boa leitura, para o capítulo de hoje 😘
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A primeira semana de trabalho de Maiara correu de forma tranquila. Ela era uma engenheira bastante conceituada e competente, tinha ótimas referências e, no novo trabalho, todos gostaram bastante dela.
Além de trabalhar, aproveitou para passear e conhecer a cidade. Havia ainda muito por descobrir. Além disso, conheceu alguns colegas de trabalho com quem se identificava, e outros que, inclusive, tinham estudado consigo na faculdade.
Na sexta feira, ao sair do trabalho, trocou de roupa, colocou algo confortável e seguiu até à praia. Caminhou até lá em passo lento, com música nos ouvidos, enquanto refletia e acalmava a mente. Desde há uns meses que a sua cabeça andava sempre muito agitada, então, caminhar, ou estar junto ao mar, acalmavam-na muito.
Ao chegar lá, sentou-se no meio do areal, tirou os auscultadores e ficou a ouvir o som do mar. Ficou entregue aos seus pensamentos, e depois, relaxou um pouco e não pensou em nada, ficando apenas a relaxar. Ao longe, começou a ouvir as risadas de uma criança, e de um adulto.
Olhou para o lado de onde vinha o som, e viu uma criança, uma menina, e um homem. Ao ver aquele retrato de pai e filha, não deixou de se sentir triste, pelo que não chegou a usufruir.
Ficou novamente entregue aos seus pensamentos, quando foi arrancada do transe.
X: Maiara?
Maiara: Gustavo, olá - sorriu e levantou-se para o cumprimentar
Gustavo: Não queria interromper - sorriu
Maiara: Estava só aqui entre aos meus pensamentos, nada de especial - sorriu - a tua filha é muito bonita - sorriu de canto e olhou para a menina ali perto
Ela não sabia que Gustavo era pai, talvez até fosse comprometido.
Gustavo: Ah não, não é minha filha - riu - é minha irmã mais nova. Ei, vem aqui - chamou a menina
X: Quem é? - perguntou agarrada às pernas dele
Gustavo: É a Maiara, uma amiga minha - sorriu - cumprimenta-a, está bem?
X: Olá, Maiara - sorriu - sou a Letícia
A menina não aparentava mais de 5, ou 6, anos.
Maiara: Olá, Letícia. Como estás? - baixou-se à altura da menina
Letícia: Estou bem - falou simpática - és muito bonita
Maiara: Obrigada - riu - tu também és muito bonita, querida
Letícia: Obrigada - respondeu vaidosa
A pequena ficou a brincar um pouco ali perto, e os dois adultos sentaram-se na areia.
Maiara: Não sabia que tinhas uma irmã mais nova - sorriu
Gustavo: É a minha princesa - sorriu em resposta e olhou para a menina - como correu o início no novo trabalho?
Maiara: Correu bem, estou a ambientar-me ainda - sorriu - os recomeços custam sempre, mas às vezes não há hipótese
Ficaram a conversar e pouco depois a pequena convidou-os para brincarem um pouco, então, os três, brincaram ali.
Gustavo: Bem, temos de ir - sorriu - a mãe já deve estar à tua espera - falou para a mais nova
Despediram-se da Maiara. Os dois irmãos seguiram para casa, e a ruiva seguiu também para sua casa, onde já estava a Maraisa.
Maiara: Toda arrumada, tens visitas? - deu uma risada
Maraisa: Pensei convidar a Marília, o Juliano, e a Luiza para jantar, o que achas?
Maiara: Parece-me um ótimo plano de sexta à noite - sorriu
Maraisa: Então vou terminar de preparar o jantar, vá tomar o seu banho, princesa - brincou
A ruiva assim fez. Foi até ao quarto, deixou música a tocar e foi tomar banho, depois, arrumou-se com uma maquilhagem simples, mais carregada no olhar, o cabelo estava liso e preso em um rabo de cavalo. Colocou um vestido curto, azul escuro e com brilhantes.
Quando saiu do quarto, ouviu barulho na sala, parece que a casa já estava cheia.
Maiara: Boa noite, boa noite - sorriu
Cumprimentou todos, ao entrar na sala, e estavam animados.
Luiza: Como está a ser estar na nova cidade?
Maraisa: Para já, está a correr tudo bem - sorriu - estou a gostar bastante
Ouviram tocar na campainha.
Maiara: Eu vou - levantou-se e abriu a porta - Gustavo - sorriu sem jeito - Entra
Gustavo: Em minha defesa, só fui convidado depois de nos encontrarmos - brincou
Maiara: Oh, não faz mal. Entra, estão todos na sala - falou simpática
Sentaram-se todos na mesa, e o jantar seguiu entre conversas animadas e soltas. Todos estavam animados e prontos para uma longa noite.
Marília: E se fôssemos sair?
Todos concordaram menos a Maiara, que tinha ido até à cozinha.
Maraisa: Mai? Vamos sair? - falou com calma ao entrar na cozinha
Maiara: Não sei, não estou com espírito - suspirou - faz hoje alguns meses, daquele dia
Maraisa: Eu sei - abraçou a amiga - não achas que te vai fazer bem, em vez de ficares em casa a pensar nisso?
Maiara: Não vos quero estragar a noite
Maraisa: Não estragas - sorriu - e mesmo que eles não saibam o que aconteceu, vão todos animar-te - deu-lhe um abraço carinhoso - além disso, o Gustavo vem
A ruiva olhou com a sobrancelha franzida.
Maraisa: Ah, vais dizer-me que não reparaste como ele olha para ti, Maiara?
Maiara: Estás a viajar total, Maraisa
Maraisa: Não estou, mas se queres ser ceguinha, tudo bem - deu uma risada - vens? - fez olhinhos
Maiara: Está bem, está bem - descaiu os ombros
Maraisa: Amo-te muito, maninha
Maiara: Eu também te amo, sua chata
Maraisa: Eu sei - deu uma risada que a ruiva acompanhou
Saíram até à sala, onde ficaram todos entre conversas e, bastante tempo depois, saíram de casa. Distribuíram-se pelos carros, e foram até uma discoteca bem badalada. A noite prometia ser de arromba, todos estavam bem animados.
Chegaram e subiram para o primeiro piso, a área VIP onde só entrava quem estava na lista e, claro, os conhecimentos dos arquitetos que, com frequência trabalhavam para a alta sociedade, ajudaram a isso.
Maraisa: Um brinde - chegou com uma bandeja com shots para todos - toma, meu amor - falou para a Maiara
Henrique: À nossa noite - levantou o copo, todos brindaram e beberam
Depois disso, e cada um com a sua bebida, foram para a zona de dança. A ruiva estava a tentar soltar-se, e aproveitar a noite com os amigos.
Encostou-se, passado algum tempo, na beira do piso, onde conseguia ver o andar de baixo, que estava cheio. Aquele sítio era mesmo bem conceituado.
Gustavo: Interrompo? - sorriu e a mulher negou - em uma pausa da dança?
Maiara: É, também faz falta, não é? - riu - a ti ainda não te vi dançar
Gustavo: Ainda bem - deu uma risada - ias perder a consideração que pudesses ter por mim
Maiara: Não deve ser assim tão mau - riu
Gustavo: Só um pouco - deu um sorriso e olhou de canto
Maiara: Bem, já está tarde para mim, vou embora. Avisas a Maraisa? - sorriu
Gustavo: Posso fazer-te companhia - falou de repente - quer dizer, desculpa, se calhar tens companhia
Maiara: Não queres ficar?
Gustavo: Também já está tarde para mim - sorriu de canto
Maiara: Vamos, então? - sorriu
Os dois saíram da discoteca. A noite já ia bastante avançada e a madrugada entrava, a pouco e pouco. O homem tinha levado o carro dele, então entraram aí.
Gustavo: Tens fome?
Maiara: Agora que falas nisso, já comia alguma coisa - brincou
Gustavo: Vou levar-te a uma roulotte que tem um cachorro quente, incrível, vais gostar - deu uma risada
Ele conduziu até lá, e pelo caminho falavam sobre a irmã dele, que a Maiara tinha conhecido nessa tarde, por coincidência.
X: Boa noite, doutor - sorriu a mulher da roulotte
Gustavo: Boa noite, dona Fátima - sorriu - hoje venho no papel de Gustavo
Fátima: E traz companhia - brincou - boa noite, querida
Maiara: Boa noite - falou simpática
Gustavo: Dê-me o habitual, mas em dose dupla, aqui para a senhorita - apontou para a Maiara
O Gustavo fazia conversa de circunstância, animada, com a mulher. Pelos vistos, ele era cliente habitual ali.
Fatima: Aqui tem querida, espero que goste - sorriu
Maiara: Vou gostar, com certeza. Obrigada - respondeu simpática
Fátima: Também espero que volte - brincou - ouviu doutor? - deu uma risada
Gustavo: Bom trabalho, dona Fátima - deu uma risada em resposta à da mulher
Os dois foram até ao carro, entraram e ele conduziu até perto da praia. Desceram e sentaram-se no areal, onde ainda chegava a luz da rua, e começava a aparecer a primeira luz do dia.
Maiara: Não imaginava que o doutor fosse cliente habitual de uma roulotte de cachorros quentes. Achei que era mais de saladas - brincou
Gustavo: Também gosto, mas quando saio do plantão, a roulotte fica no caminho de casa - deu uma risada - gostas?
Maiara: Incrível, não sei é se vou ter estômago para comer tudo - riu - este cachorro quente é enorme
Conversaram por mais algum tempo, e sem se aperceberem, o sol estava a nascer. Ficaram em silêncio, a aproveitar aquele momento. Sem controlo, algumas lágrimas caíram dos olhos da ruiva, que tratou de as limpar.
Gustavo: Está tudo bem? - falou calmo ao lado da ruiva
Maiara: Está - sorriu de canto - eu é que sou muito emotiva, às vezes
Gustavo: Tens a certeza? - fez um carinho nas costas dela
Maiara: Eu ainda não estou preparada para falar, desculpa - sorriu e baixou o olhar
Gustavo: Não há problema. Posso ajudar, mesmo sem falares?
Maiara: Não é abusar, se pedir um abraço? - sorriu de canto, amorosa
O homem não disse nada, apenas abriu um sorriso e abraçou a ruiva, que, mesmo sem conhecer aquele homem há muito tempo, se sentiu confortada no abraço dele.
Maiara: Obrigada - sorriu sem jeito, no final
O homem não respondeu e deixou apenas um beijo na testa da mulher. Algum tempo depois, foram até ao carro, e ele conduziu até ao prédio da ruiva.
Maiara: Olha, obrigada, eu sei que não expliquei nada, mas...
Gustavo: Está tudo bem - sorriu - não tens de explicar nada. Se algum dia estiveres preparada para falar de alguma coisa, e quiseres, eu vou ouvir. Fica tranquila
Maiara: Obrigada - sorriu de canto - pela boleia, pelo cachorro quente, pela companhia e pelo abraço
Gustavo: Obrigado eu, gostei muito - fez um carinho na cara dela
Maiara: Avisa-me quando chegares a casa - pediu com um sorriso - fica bem
Gustavo: Fica bem, Maiara - sorriu
Viu-a sair do carro, e esperou até que ela estivesse dentro do prédio para seguir para sua casa.
Ele não sabia o motivo, mas estar com aquela ruiva sabia-lhe muito bem.
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Pela minha cabeça só penso: Fofos 🥰