๐‘ป๐’‰๐’† ๐‘ถ๐’–๐’“ ๐‘ท๐’“๐’๐’Ž๐’Š๐’”๐’†...

By the_kyung

47.8K 4.5K 5.9K

Um jovem prรญncipe apaixona-se profundamente por uma plebรฉia, filha da empregada do castelo. Seu romance se to... More

๐ŸŒท: prรณlogo.
[01] O nascimento de um prรญncipe.
[02] O comeรงo de uma (eterna) amizade.
[03] A primeira promessa.
[04] Te Encontrei Novamente. (2/2)
[05] "Se nรฃo fosse pelo Felix..."
[06] A (terrรญvel) despedida.
[07] Uma nova fase para Mi-suk.
[08] Noite na biblioteca.
[09] Descobertos?
[10] O primeiro ato de amor.
[11] "Como pode ser minha filha?"
[12] Bendita puniรงรฃo.
[13] Segredos nรฃo sรฃo eternos.
[14] "Let's go to the florest, Lee."
[15] O Jardim Secreto.
[16] "Fique comigo hoje, Hyung"
[17] Um pedido especial.
[18] Notรญcias ruins.
[19] Surpresa dolorosa.
[20] A Princesa Europeia.
[21] Cachorro de pano.
[22] O colar de rubi.
[23] "Chamem o Kim!"
[24] Saudades.
[25] A Primeira Noite.
[26] Pรดr-do-sol.
[27] Lealdade.
[28] Hรก Soluรงรฃo?
[29] Juntos e Seguros.
[30] "Que Deus ajude vocรชs"
[31] O plano de Yongbok.
[32] A รšltima Noite : 1/2 :
[32] A รšltima Noite : 2/2 :
[33] O Temido Casamento : 1/2 :
[33] O Temido Casamento : 2/2 :
[34] Caos Dozziliano.
[35] Fim da Paz.
๐Ÿฅ€: epรญlogo.
โ€ข ๐˜ต.๐˜ฐ.๐˜ฑ. ๐˜ฑ๐˜ญ๐˜ข๐˜บ๐˜ญ๐˜ช๐˜ด๐˜ต โ€ข
๐ŸŒบ: agradecimentos!
THE WAIT IS OVER !
T.O.P II | sinopse spoiler .
T.O.P. II | date announcement !

[04] Te Encontrei Novamente. (1/2)

1.9K 156 530
By the_kyung

[happy hyunjin day! 💗]

[ PARTE DOIS : LOVERS & PROBLEMS  ]

13 anos depois...
(20/03/1451; 21° aniversário do príncipe)

Treze anos após aquela dia marcante e memorável, a aldeia estava preparando-se para um novo desfile — sob ordens do rei — em homenagem ao príncipe Hyunjin. Mas, desta vez, o grandioso desfile seria diferente: haveria mais pessoas, mais enfeites na estrada, mais música e mais animação e ansiedade do povo, já que fazia tempo em que a família real havia descido completamente.

Todos se perguntavam o que acontecera para que os sangue azul não fizessem mais uma "visita" ao povo. Também perguntavam-se como estava o príncipe, se havia crescido muito, se havia mudado muito, se ainda teria a mania de não gostar de ser tratado como alguém da realeza. Esses questionamentos rodeavam pelos quatro cantos de Dozza, até na casa dos Lee.

— Obrigada, tenha um bom dia! — disse Mi-suk, vendendo bolinhos para alguns clientes — Não sei qual a necessidade dessa animação toda, é só... o príncipe...

A garota abaixou-se para arrumar algumas prateleiras do balcão, até que ouviu alguém batendo no mesmo.

— Já estou indo, já estou indo!

Quando se levantou, teve uma pequena surpresa.

— Jisung! — ela correu para o lado de fora da padaria e abraçou o melhor amigo pelo pescoço.

— Oi, minha rosa! Estava com saudades?

— Eu te vi ontem, seu bobo! — separou-se do abraço.

— É bastante tempo, oras! Mas... vejo que estava ocupada.

— Pois é... — Mi-suk voltou até o balcão da padaria —  Dozza está um verdadeiro tumulto... — apoiou sua bochecha sob a mão — não entendo qual a necessidade.

— Será que realmente não entende ou está escondendo a saudade que sente do príncipe?

— Saudade? Ah, não, não! Eu nunca nem o vi... — mentiu.

— Você mente muito bem, Mi-suk. Mas lembro-me maravilhosamente bem da primeira vez que a família real desceu; você o levou para a sala e depois sumiram, entretanto quando você voltou, estava com uma pulseira no pulso direito.

— Memória boa a sua...

— Ela nunca falha.

— Veja! — exclamou a mais nova.

Mi-suk apontou para a rua, onde via-se alguns aldeões correndo com enfeites e instrumentos.

— Até parece que nunca viram alguém da realeza antes... — murmurou Han.

— Jisung hyung! — ouviu-se a voz gritante de Jeongin ecoar pela rua; ele corria em direção à Han e Mi-suk — Graças a Deus, achei você!

— O que houve?

— Precisam de você para acender as lamparinas, então, me mandaram até aqui.

Mi-suk coçou a garganta.

— Ah! Oi, Mi-suk!

— Oi, Jeongin. Percebo que está bastante animado com toda essa ideia do príncipe descer novamente, não é?

— É nítido! Faz anos que não o vejo. Admira-me que não esteja eufórica.

— Não há precisão...

Jeongin olhou para Jisung, que riu logo em seguida com o comentário da mais nova.

— Ei, vocês dois! Podem parar de bater papo e virem nos ajudar logo? A família real descerá a qualquer momento! — gritou um aldeão, chamando a atenção dos garotos.

— Já estamos indo! Vamos hyung. — Jeongin saiu dali e foi correndo até a estrada principal.

— Eu já volto, ok? — Jisung apoiou-se no balcão, beijou a bochecha da garota e a deixou sozinha logo após tal ato.

Mi-suk o viu correndo atrás de Jeongin enquanto segurava seu chapéu preto, até lembrar-se que havia um bolo no forno.

— Meu Deus, o bolo do príncipe! Vai queimar! — ela saiu da padaria e entrou em casa, correndo em direção à cozinha.

[no castelo...]

Hyunjin estava em seu quarto com Felix, arrumando os seus últimos detalhes para descer até a aldeia.

Pegou uma fita branca que havia em sua mesa, amarrou uma parte do cabelo — deixando as franjas soltas — e olhou-se no espelho.

Hwang suspirou.

— O que aconteceu, hyung?

— Nada, eu só... estou nervoso...

— Por que? — indagou o loiro — Não há motivos para estar nervoso, é apenas um desfile!

— Sim, mas esse desfile ocorrerá na aldeia em que aquela garota vive...

Yongbok suspirou e levantou-se da cama, parando ao lado de Hyunjin.

— Achei que tinha esquecido dela.

— É impossível esquecê-la, Felix...

— Imagino que se você não tivesse esta pulseira, já teria a esquecido há muito tempo.

— Está enganado, Lee.

— Se você diz...

Felix saiu de perto do mais velho e observou a aldeia através da janela.

— Sabe, Hyunjin?

— O quê?

— As vezes eu imagino o que aconteceria se nós não tivessemos nos conhecido. Acho que tudo estaria diferente, — o loiro olhou para Hyunjin — não é?

O príncipe murmurou um "uhum" e olhou novamente para o espelho.

— Hyung, você está bem mesmo?

Hyunjin permaneceu em silêncio.

— Hyunjin, estou falando com você!

— Eu estou bem, já falei! — respondeu em um tom alto.

Felix foi até o mais velho novamente e apoiou a mão sobre o ombro do mesmo.

— Relaxe, príncipe. Ela não esqueceu de você.

— Será que ela ainda tem a pulseira?

— Tenho certeza que sim.

A porta do quarto se abriu, revelando Yuna, a rainha.

— Quero falar com você, filho. — ela adentrou ao quarto — Felix, pode, por favor, nos deixar a sós?

— Sim, majestade.

Yongbok caminhou até a saída e curvou-se quando chegou ao lado da rainha em forma de respeito; então, saiu e fechou a porta.

— Oi, omma... — o moreno sentou-se na cadeira de sua escrivaninha.

— Por que há esta expressão em seu rosto? Parece deprimido. — Yuna ficou atrás do príncipe, colocando as mãos em seus ombros — É seu aniversário, deveria estar feliz!

— Estou bem, garanto-lhe.

— Hm... — ela olhou para o penteado que Hyunjin havia feito em seu cabelo — não acredito que continua arrumando seu cabelo assim.

A rainha desfez o penteado e fez um rabo de cavalo, prendendo a franja junto.

— Se não quer cortar seu cabelo, deveria pelo menos deixá-lo decente.

— Veio aqui apenas para arrumar meu cabelo como se eu fosse uma criança?

— Não, meu filho. Vim te dar algumas orientações.

— Como o que?

— Comporte-se, pelo menos enquanto a atenção do povo estiver sob você. Não suma como da última vez e... tente sorrir mais, parece que alguém próximo a você morreu!

— Certo, perdoe-me pelos meus erros, omma...

— Tudo bem, apenas não os faça novamente.

Yuna saiu de perto do filho e foi em direção à porta, mas antes de sair, virou-se para o mais novo.

— Quase esqueço, o rei quer falar com você.

— Preciso realmente ir?

— Sim, é importante. Venha.

— Já estou indo...

A rainha saiu do quarto, o que fez Hyunjin aproveitar a oportunidade e soltar as franjas. Assim, ficaria mais confortável em relação à si mesmo.

O garoto respirou fundo, saiu do quarto e foi em direção à sala onde seu pai resolvia as coisas do reino.
Era um lugar grande, cheio de livros valiosos e pertences caros, algo digno de um rei poderoso.

Quando chegou ao local determinado, criou coragem para bater na porta, pois, seu pai ainda o causava temor. Hyunjin bateu na porta de madeira com as mãos trêmulas, esperando um grito vindo de Dong-yul.

— Quem incomoda?! — gritou o rei de dentro da sala, como o príncipe previu.

— Sou eu, appa. Hyunjin...

— Entre logo antes que eu mesmo vá te buscar!

Hyunjin entrou devagar na sala, fechando a porta delicadamente.

— Por que demorou tanto? — indagou o rei, mexendo em alguns papéis.

— Vim o mais rápido que pude, appa...

— Então acelere seus passos. — Hyunjin abaixou a cabeça — Já deve saber o motivo de eu ter te chamado aqui.

O príncipe permaneceu quieto.

— Como sabe, iremos descer novamente para a aldeia e espero que não desapareça nas florestas como da última vez, ou, se não, nunca mais sairá deste castelo.

— Mas, appa... — Dong-yul o interrompe.

— Quieto! Não me interrompa enquanto eu estiver falando, seu imprestável!

Os olhos de Hyunjin se encheram de tristeza, mas ele segurou as lágrimas de forma discreta.

— Também haverá outro acontecimento importante daqui há alguns anos e você já sabe disso. Quando fizer vinte e cinco anos, assumirá o trono, querendo ou não, então prepare-se a partir de agora. — afirmou o rei.

As lágrimas nos olhos puxados do príncipe estavam quase vindo a tona. A ideia de que governaria um reino daqui há 4 anos estava o matando.
"Eu queria ser livre...", pensava.

— Uma última coisa: arranjarei uma esposa para você.

Hyunjin levantou a cabeça e arregalou os olhos em forma de surpresa. Ele não queria uma esposa, já amava outra. Certo, eles não se viam há 13 anos, mas ainda assim, o coração sempre acelerava enquanto pensava na garota.

— Uma... uma esposa? Não, eu não quero uma esposa! Posso governar sozinho, appa...

— Governar sozinho? — Dong-yul riu — Você parece uma criança, não tem maturidade ainda? Já tem dezoito anos!

— Eu estou fazendo vinte e um, appa...
É meu vigésimo primeiro aniversário...

— Que seja! Terá uma rainha ao seu lado, não importa se concorda com isso ou não! Eu dou as regras aqui!

— Appa, pelo amor de Deus!

— Cale a boca! — o rei levantou-se de sua cadeira com a mão elevada para bater no rosto do mais novo, que recuou com medo. Mas, por algum motivo, desistiu de tal agressão.

— Você não tem medo do perigo, filhinho?

Hyunjin arrumou sua postura, abaixou a cabeça novamente e colocou as mãos juntas em sua frente.

Dong-yul sentou-se outra vez, mas, por alguma razão, olhou para as mãos do filho e notou a preciosa pulseira.

— O que é isso no seu pulso? — o rei puxou o braço do garoto com brutalidade, o que quase o derrubou por cima da mesa — Uma pulseira? E ainda de péssima qualidade. Onde arranjou isso?

— Uma pessoa especial me deu há alguns anos...

— Como o herdeiro do trono pode usar algo assim?!

Dong-yul puxou a pulseira — com toda a força — do braço de Hyunjin, machucando-o.

— Aish! Isso doeu! — reclamou o príncipe.

O rei analisou a pulseira mais de perto e viu a baixa qualidade que seu material possuía, percebendo que um plebeu a fizera.

— Tão desprezível...

Dong-yul não pensou duas vezes em dar um fim no objeto e assim fez, jogando a pulseira na lareira.

— Não! — gritou Hyunjin desesperadamente, esticando uma de suas mãos até a lareira por impulso.

— Por que essa agonia? Era apenas uma pulseira de baixa qualidade, não possuía importância.

O príncipe recolheu sua mão para si e derramou algumas lágrimas, mesmo tentando segurá-las, as mesmas não conseguiram aguentar e rolaram sob a bochecha do moreno.

— Eu... já posso me retirar?

— Deve! Inclusive, já vá para a carruagem, estão todos esperando por nós.

Hyunjin se virou sem falar nada e caminhou até a saída da sala. Quando finalmente estava do lado de fora, escorou-se na parede e chorou em silêncio.

— Por que...? O que eu fiz para merecer isso...? — questionava aos céus entre soluços.

[...]

A família real já descia para a aldeia com os guardas, Sun-Oh e Felix, igualmente à 13 anos atrás.

Quando, finalmente, chegaram à aldeia, o coração de Hyunjin acelerou fortemente, tanto que começou a doer.

— Vamos logo, não tenho o dia todo! — reclamou o rei, descendo da carruagem.

Hyunjin observou a aldeia e lembrou-se de sua infância. Porque, naquele mesmo dia há 13 anos, ele foi realmente feliz. O príncipe descia da carruagem, respirando fundo e com as mãos trêmulas de nervoso. Quando, enfim, chegou ao chão, olhou para o lado e viu Felix vindo em sua direção.

— E então? Como se sente?

— Nervoso...

— Ah, relaxe, Hwang! — o loiro deu um leve toque na ponta do nariz do mais velho — Ela aparecerá, eu sei que aparecerá!

— Parece que tenho oito anos de novo... — murmurou o príncipe, olhando para a estrada enfeitada.

— É verdade... lembra-me a primeira vez em que você desceu para cá; está quase a mesma coisa, mas há uma diferença.

— Qual? — Hyunjin olhou para Felix.

— Seu cabelo está maior.

Os dois riram com o comentário do mais novo.

— Olhe, hyung. As pessoas já estão se reunindo!

— Estou nervoso, Yongbok...

— Fique tranquilo, tudo dará certo, ok?

Hyunjin assente enquanto vê o povo se ajuntar na beira da estrada.

— Então... vamos subir? — indagou o loiro, apontando para a carruagem aberta.

— O quê? Você vai conosco desta vez?!

— É claro! Pedi isso à rainha, assim você ficaria mais calmo em relação ao desfile, não acha?

Hyunjin sorriu e subiu na carruagem. Felix subiu logo após, sentando-se atrás da família real.

A trombeta tocou e o desfile começou. Hyunjin continuava nervoso, mas por saber que Felix estava ali com ele, tranquilizou-se mais.
O príncipe fez como o planejado: acenava para o povo, agradecia os parabéns que recebia, sorria e parecia ser a pessoa mais perfeita do mundo. Tudo estava indo bem. Mas então, o desfile passou na rua da casa dos Lee, onde Mi-suk e os amigos de Felix estavam.

— Pessoal, olhem! É a família real! — gritou Jeongin, animado com tal evento.

— Parece que Felix também está ali! — disse Changbin, surpreso.

Yongbok reconheceu a rua onde morava e logo olhou para o lado em que sua casa se encontrava, vendo seus amigos e sua irmã.

— Hyung, veja! São os nossos amigos, acene!

Hyunjin logo virou seu olhar para a antiga casa de Felix para ver seus antigos amigos, mas o que ele não esperava era que seu olhar encontraria o olhar de Mi-suk.
Ele paralisou quando viu a garota, seu coração bateu mais forte, as mãos tremeram e sua pupila dilatou — da mesma maneira que aconteceu quando se viram pela primeira vez.

— É ela... — pensou, sem conseguir tirar seu olhar da garota.

Para Hyunjin, aquele momento estava em uma enorme câmera lenta. Ele reencontrou quem tanto procurava.

— Eu virei depois! — gritou Felix para os amigos enquanto a carruagem distanciava-se de sua antiga casa — Viu eles, hyung?

— Vi... vi sim... — respondeu, ainda saindo de seu transe.

Enquanto isso, na casa dos Lee, os garotos ficaram eufóricos após verem Yongbok e o príncipe.

— O que o Felix disse? Não consegui entender por causa da música! — questionou Minho.

— Ele disse que viria aqui quando o desfile acabasse. — respondeu Seungmin.

— Será que ele trará o príncipe consigo?

— Não sei, Jeongin. Mas é o que esperamos!

— O príncipe mudou bastante! — disse Bang Chan — Não foi, Mi-suk?

A garota ainda estava paralisada.

— Mi-suk? Ei~! Acorde! — Jisung tentou chamar a atenção da amiga.

— Lee Mi-suk! — Minho gritou e bateu a palma de suas mãos umas nas outras perto do rosto de Mi-suk, tirando a garota do transe.

— Ah! Oi!

— Nós te fizemos uma pergunta! — Bang Chan retrucou.

— Perdoem-me, meninos. Eu estava pensando...

— Estava dormindo acordada, isso sim! — reclamou Jeongin.

— Certo, certo. Mas vocês viram o jeito em que o príncipe Hyunjin olhou para a Mi-suk? — disse Changbin, tentando causar humor.

— Sim! Aiai~, até parece que somos crianças novamente! — Minho respondeu em um tom brincalhão.

— Achei que haviam esquecido daquele dia!

— Impossível esquecer, Chan hyung!

— Vocês podem, por favor, parar com isso?! Ele não olhou para mim, olhou para todos nós! Cresçam! — Mi-suk saiu de perto dos meninos e entrou em casa, andando em passos pesados.

— Ei, Mi-suk! Nós estávamos apenas brincando, não leve para o lado pessoal...

— Não adianta, Lino. Ela está alterada outra vez... — explicou o Kim.

— Eu vou falar com ela.

Han entrou na casa e foi em direção ao quarto da menina. Como ele sabia que ela estava lá? Simples, sempre que Mi-suk não estava bem, trancava-se no quarto e não deixava ninguém entrar, exceto Jisung...

— Minha rosa? Você está bem?

— Me deixa sozinha, Han... — respondeu de dentro do quarto.

— Entendo que quer ficar sozinha, mas... o que acha de ficar sozinha comigo, hm?

Mi-suk abriu a porta devagar, mas antes de deixar o mais velho entrar, ela o agarrou em um abraço, apoiando a cabeça no peito do garoto.

— Por que vocês não entendem que eu não gosto de falar sobre aquele dia?

— Mi-suk, os meninos só falam sobre isso para te provocar, você sabe...

— Certo, — ela olhou para o mais velho — mas, e quanto a você? Fala isso para me provocar também?

— Minha rosa, eu só falei disso hoje porque quis tirar uma brincadeira com você. Sabe como eu sou, — ele colocou o cabelo da mais nova atrás da orelha da mesma, então aproveitou a situação e já deixou suas mãos sob as bochechas da garota — não sabe?

— Sei...

— Então! Não precisa ficar alterada assim, certo? Estamos apenas brincando com você. — Jisung depositou um beijo na bochecha esquerda de Mi-suk — Fique tranquila, minha pequena.

— Você é o melhor amigo do mundo, Han Jisung...

— Eu sei disso.

Mi-suk o abraçou novamente, apertando a cintura do mais velho com os braços. Ele apoiou a bochecha na cabeça da garota e ali ficaram.

— Jisung hyung, o desfile acabou! — gritou Seungmin do andar de baixo.

— Já estamos indo!

— Hannie... eu não sei se estou pronta para ver o Hyunjin novamente depois de tanto tempo...

— Tranquilize-se, minha pequena. Tudo dará certo, confie em mim...

[enquanto isso...]

Finalmente acabou...

— O que acha de andarmos por aí?

— É uma boa ideia, Yongbok. Mas... as pessoas irão me reconhecer...

— Não irão. Eu trouxe aquela sua capa que possui um capuz; coloque-a.

— Você me trata como se eu fosse seu filho.

— Está reclamando por acaso? — Felix retirou a capa do Hyunjin de dentro da sua mochila — Coloque-a logo antes que eu mude de ideia.

Hyunjin pôs a capa em si e logo colocou o capuz sob a cabeça.

— Não acha que irei chamar atenção?

— Não~. É só um homem de quase um metro e oitenta, com roupas caras e uma capa longa, ninguém vai notar! — respondeu ironicamente.

— Eu te odeio.

Eles saíram pelo reino em direção à casa de Felix. Quando estavam quase chegando, o loiro viu Bang Chan na rua, também indo em direção à residência dos Lee.

— Christopher hyung! — gritou o loiro, chamando a atenção do australiano.

— Felix!

Chan correu e abraçou-se com o mais novo, não percebendo a presença do príncipe.

— Que saudade eu estava sentindo de você, Felix!

— Eu também estava, hyung! — eles se separaram do abraço — Não percebeu quem está aqui?

Chris olha para o lado e vê o príncipe, que admirava o céu de Dozza.

— Príncipe Hyunjin!

— Oh! Oi! Você é o Bang Chan, certo?

— Sim, sou eu! É tão bom vê-lo depois de tanto tempo.

Eles apertaram a mão um do outro, cumprimentando-se.

— Os outros estão ansiosos para rever vocês. Venham!

Eles partiram para a casa dos Lee. Logo atrás de Bang Chan, Hyunjin estava nervoso e Felix percebeu.

— Ei, — o moreno olha para Yongbok — o que há com você? Ainda não viu a garota?

— Não... — mentiu.

— Logo verá. Imagino que ela esteve no desfile e você não a reconheceu.

— Deve ter sido isso mesmo...

Hyunjin estava mentindo para Felix, mas mentia porque não podia contar para ele que estava a procura de sua irmã.

Quando, finalmente, chegaram à antiga casa de Felix, os garotos se animaram.

— Hyunjin! — falou o eufórico Jeongin.

— Olá, pessoal! É um prazer rever todos vocês, mas... onde está aquele que é semelhante a um esquilo?

— O Jisung? Ah, ele está lá dentro com a Mi-suk, — o coração do príncipe acelerou ao ouvir o nome da menina — eu irei chamá-lo.

[...]

Quando todos já estavam reunidos na sala, Hyunjin sentiu a falta de alguém, a falta dela.

— Felix, a cozinha ainda é no mesmo lugar?

— Obviamente. Por quê?

— Estou com sede. — respondeu, levantando-se da cadeira e indo em direção à cozinha.

Enquanto ia em direção ao lugar determinado, soltou o rabo de cavalo que a rainha fizera, pois, para ele, era desconfortável ficar com os cabelos presos então os soltou, ficando "livre". Quando chegou no cômodo, teve a surpresa que não esperava que teria.

Mi-suk estava lá. Com o cabelo amarrado e algumas mechas soltas no rosto, ela terminava de fechar a caixa em que o bolo do príncipe se encontrava.

Eles tiveram um contato visual por um bom tempo, até a menina cortá-lo.

— Príncipe Hyunjin... é uma honra tê-lo novamente em minha casa...

— Eu... agradeço a gentileza... o-onde há água? — balbuciou — Estou com um pouco de sede...

— Oh, hm... eu coloco p'ra você...

Mi-suk pegou um copo do armário e uma jarra d'água do barril, depositou o líquido no recipiente e entregou para o príncipe.

— Obrigado...

Após beber, entregou o copo novamente a mais nova. Ele continuou na cozinha, e Mi-suk tentava ao máximo não ficar constrangida. Hyunjin começou a prestar mais atenção na garota, até perceber que ela ainda possuía a pulseira.

— Pelo visto, cuidou muito bem da nossa pulseira... — Mi-suk paralisou — Eu tentei ser mais cuidadoso com a minha mas... ela teve um final meio trágico... mas eu juro que fiquei todos esses anos com ela!

— Você... lembra-se de mim? — ela olhou para o príncipe.

— É claro que lembro. Eu te fiz uma promessa de nunca te esquecer, e quando prometo uma coisa, eu a cumpro.

— Achei que havia se esquecido de mim, se esquecido daquele dia...

— Como eu poderia esquecer o dia em que fui feliz de verdade pela primeira vez, hm?

Mi-suk corou com a resposta de Hyunjin.

— Lee Mi-suk... — ele aproximou-se da mais nova — eu pensei em como te reencontrar todo dia, durante treze anos; acha que realmente há chances de te esquecer?

— Hyunjin, se não fosse pela pulseira, você nem saberia mais o meu nome...

— Está enganada, — ele se aproximou mais — muito enganada...

Mi-suk olhou nos olhos do mais velho. Eles brilhavam como o reflexo do sol na água cristalina, sua pupila estava dilatada e era nítido que Hyunjin estava falando a verdade.

Eles estavam muito próximos, mantendo um contato visual forte; até que Hyunjin ouviu alguém se aproximar e logo se afastou da garota.

— Hyung, precisamos ir. — disse Felix, entrando na cozinha.

— O quê? Já? Está cedo!

— Hyunjin, nós estamos na aldeia há quase três horas, precisamos voltar! Alguns soldados vieram comunicar-me que já iremos p'ra casa.

— Mas, Lix... — Mi-suk interrompeu — aqui é sua casa...

— Sunshine, — ele foi até a irmã — você precisa entender que eu tenho duas casas agora, certo?

Ela apenas assentiu.

— Yongbok, eu não quero ir. — murmurou o príncipe.

— Eu também não, hyung. Mas não há escolha... vamos logo...

Felix saiu da cozinha e Hyunjin foi atrás, mas antes que pudesse sair do cômodo, Mi-suk o chamou.

— Hyunjin, espere! — ele olhou para ela — Isso é para você.

Mi-suk entregou a caixa para Hyunjin, que ficou um tanto confuso.

— O que é isso?

— Um bolo que fiz para você, espero que lhe agrade...

O príncipe sorriu com o ato da garota e curvou-se, agradecendo. Logo saiu da cozinha e deixou Mi-suk sozinha.

Alguns segundos depois, Seungmin apareceu.

— Ei! — ela olhou para ele — Não vai se despedir de seu irmão?

— Oh meu Deus! Eu esqueci! Vamos!

Eles foram até a entrada da cidade onde os outros meninos estavam reunidos, se despedindo de Hyunjin e Felix.

Quando a família real já estava dentro da carruagem, Felix foi rapidamente até a irmã.

— Mamãe pediu-me para te entregar isso.

— Uma carta?

— Leia com cautela, tudo bem?

— Vamos, Felix! — gritou Sun-Oh.

— Já estou indo! — respondeu no mesmo tom — Por favor, Mi-suk, não fique assustada com o que há escrito nesta carta.

— O problema é que você já está me assustando, Lix...

— Eu preciso ir. — ele beijou a bochecha da irmã e foi até a mesma carruagem em que Sun-Oh estava — Eu te amo! — gritou para Mi-suk enquanto o veículo subia a ladeira do castelo.

— Eu também te amo... — respondeu, mas num tom em que apenas ela conseguisse ouvir.

Mi-suk olhou para a carta que havia em sua mão, respirou fundo e a abriu.
As primeiras frases já fizeram suas mãos tremerem.

"Olá, filha.

Venho por meio desta carta para dizer que preciso de você no castelo comigo, para me ajudar.

estou envelhecendo e sentindo-me desgastada, necessito de alguém jovem e saudável para realizar certas tarefas do castelo.

Sim, pedi a permissão do rei e da rainha para você vir para cá. Eles concederam.

Aqui determinadas regras que você precisa seguir quando vier, mas isso é outro assunto que lhe orientarei em outras cartas que enviarei pelo seu irmão.

Darei-lhe um tempo para preparar-se; 2 meses e meio, no máximo.
Avise aos seus amigos e a Sohui que virá para .

E antes que você responda dizendo que não virá, saiba que isso não é um pedido, é uma ordem.

Com carinho,
Lee Jang-mi, sua omma."

[continua...]

Continue Reading

You'll Also Like

45.8K 4.1K 16
[FINALIZADA: 31/01/2024] Seungmin e Chan sรฃo duas pessoas que se amam muito e que a forma que se conheceram sempre vai ficar marcada em suas mentes c...
13K 1.7K 23
๐Ÿ’˜๐Ÿชฝ Han Jisung era um jovem comum no รบltimo ano do ensino mรฉdio, mas com uma paixรฃo inusitada: seu professor. Como presente de aniversรกrio pede seu...
170K 11.5K 46
[FINALIZADO] Vocรช รฉ irmรฃ do Hwang Hyunjin, e tem uma paixรฃo secreta pelo melhor amigo do seu irmรฃo o Bangchan. Vocรช nรฃo sabe como se declarar para el...
92.1K 9.3K 55
[CONCLUรDA] ๐š€๐šž๐šŠ๐š—๐š๐š˜ ๐š๐š›รช๐šœ ๐šŠ๐š–๐š’๐š๐š˜๐šœ ๐š๐šŽ ๐š’๐š—๐šรข๐š—๐šŒ๐š’๐šŠ ๐š›๐šŽ๐šœ๐š˜๐š•๐šŸ๐šŽ๐š– ๐šŸ๐š’๐š›๐šŠ๐š› ๐š’๐š๐š˜๐š•๐šœ ๐šŽ ๐šŽ๐š—๐š๐š›๐šŠ๐š›๐šŽ๐š– ๐šŽ๐š– ๐šž๐š–๐šŠ ๐šŽ๐šœ๐šŒ๐š˜๐š•๏ฟฝ...
Wattpad App - Unlock exclusive features