Perdição (Gilary)

By Gilary988

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Só lendo em família kk Adaptação Livro:Viagem More

Capítulo 01
Capítulo 02
Capítulo 3
Capítulo 4
Capítulo 5
Capítulo 6
Capítulo 7
Capítulo 8
Capítulo 9
Capítulo 11
Capítulo 12
Capítulo 13
Capítulo 14
Capítulo 15
Capítulo 16
Capítulo 17
Capítulo 18
Capítulo 19
Capítulo 20
Capítulo 21
Capítulo 22
Capítulo 23
Capitulo 24
Capitulo 25
Capitulo 26
Capitulo 27
Capítulo 28
Capítulo 29
Capítulo 30
Capítulo 31
Capítulo 32
Capítulo 33
Capítulo 34
Capitulo 35
Capítulo 36
Capítulo 37
Capítulo 38
Capítulo 39
Capítulo 40
Capítulo 41
Capítulo 42
Capítulo 43
Capítulo 44
Capítulo 45
Capítulo 46
Capítulo 47
Capítulo 48
Capítulo 49
Capítulo 50
Capítulo 51
Capítulo 52
Capítulo 53
Capítulo 54
Capítulo 55
Capítulo 56

Capítulo 10

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By Gilary988

Giana Mello

Era domingo a noite, estava conversando com a Ana Laura por chamada de vídeo. Eu estava sentindo muita falta dela e também precisava atualizar a mesma sobre o final de semana.

— Eu tô morrendo de saudade. – Falei fazendo um bico enorme.

— Eu também Gi, essa semana a gente vai passar um tempo juntas, eu prometo. Agora termina de me contar.

— Ana... Já te contei tudo duas vezes.

— Você tava com ciúme dela com a atendente ou não? Gostou do beijo?

— Sei lá... Não chega a ser ciúme sabe, foi só desconfortável mesmo. E o beijo... Ah Ana, ela não tem essa fama a toa. – Confessei e ri com ela. Aquele beijo era coisa de outro mundo.

— Lembrou alguma sobre a conversa?

— Não. – Bufei. – Você acha mesmo que eu falaria algo assim?

Eu não sabia o que pensar sobre isso, não me imaginava pedindo pra transar com ela e ficava com vergonha só de imaginar o mico.

— Em sã consciência não. Agora sob o efeito de drogas eu já não sei. – Ela soltou uma risada alta. – Não acredito que perdi isso.

— Azar o teu, porque não vai se repetir.

— Sabe bêbado quando fala a verdade? Talvez foi isso que aconteceu. O escstasy fez você revelar seus desejos mais obscuros. – Falou séria me fazendo ficar com vergonha.

— Ah cala a boca Ana, você ta ficando louca.

— Não precisa ficar com vergonha meu bem, esse é o desejo de muitas pessoas também. – Ela riu de leve.

Depois de conversar mais um tempo com ela, desliguei e fui checar as mensagens. Sorri quando vi que ela havia me mandado mensagem.

"Oi... Mal se despediu de mim ontem, tem algo de errado?"

"Olá Lary, esta tudo bem"

"Ok então, Gi. Rola estudar amanhã a tarde? Diz que sim porfavooor"

"Sim, to precisando revisar alguns conteúdos também."

"Na minha casa então, passo te buscar. Boa noite Gi, beijo e se cuida."

"Boa noite Lary, se cuida também"

Eu tento não ser grossa com ela, mas simplesmente não sei como agir. Ainda mais depois daquela conversa ontem, deve estar achando que sou caidinha por ela, o que na verdade não passa de uma ilusão da parte dela.

Fiquei rolando um bom tempo na cama até conseguir dormir. O que a Ana  falou ficou martelando na minha cabeça, será que eu queria mesmo transar com ela? Pra falar a verdade, ela estava certa, quase todo mundo tem esse desejo. E depois daqueles beijos devo admitir que fiquei com vontade de provar um pouco mais. O quão louco seria investir nessa ideia?

(...)

Odeio segunda-feira. Aliás, quem não odeia? Acordei e me enchi de roupa, estava frio pra caralho, sai andando tipo um pinguim.

— Bom dia filha. – Minha mãe sorriu quando desci.

— Bom dia, tem café pronto?

— Sim, na cafeteira. Quer carona? Vou chegar na loja um pouco mais cedo.

— Não precisa mãe, Malu já deve estar chegando. – Falei enchendo minha xícara.

— Vai estudar com a menina hoje? – Perguntou me olhando, ela estava estranha, tensa.

— Acho que sim. – Dei os ombros. – O que foi mãe?

— Nada, só conferindo se esta tudo certo. É só estudo mesmo?

— Sim mãe, já te falei. – Tomei um grande gole de café.

— Eu sei, eu sei. – Me deu um beijo na testa. – É que depois do Vinicius... Você ficou tão fechada. – Não acredito que ela tocou no assunto Vini novamente, ela sabe exatamente como eu fico. – Agora que está se soltando novamente, tenho receio que se machuque.

— Por favor. Não toca nesse assunto. – Falei fechando os olhos, eu não queria chorar. – Eu to voltando a viver, mãe. Estou superando aos poucos, não se preocupe, estou indo com calma, não estou me relacionando com ninguém, além do mais nem estou pronta ainda.

Não sei quando eu ficaria pronta. O problema não era nem não ter esquecido ele, e sim o medo de sofrer novamente.

— Tudo bem Gigika. – Odeio quando ela me chama assim, sabe esses apelidos carinhosos barra feios que a família coloca na gente? Esse era o meu. – Eu e seus amigos nos preocupamos com você.

— Meus amigos? Como assim? – A encarei confusa, se eu bem conheço eles, ninguém falaria nada pra ela. – Alguém falou alguma coisa pra você?

— Ninguém disse nada. – Respondeu rápido. – É só preocupação de mãe. Fica tranquila.

O papo da minha mãe estava estranho, eu entendia a parte que tinha preocupado eles quando sofri pelo final do namoro. Mas ela nunca ficava me enchendo de perguntas assim, parecia que ela sabia de algo a mais.

Sai na varanda e pensei que fosse congelar, o vento estava cortante. Malu chegou minutos depois pra minha sorte.

— Bom dia vadia. – Falei soprando ar quente nas mãos na tentativa de esquentar.

— Bom dia, nem ta tão frio dramática. – Encarou meu excesso de roupa.

— Não Malu , cinco graus é praticamente verão. – Falei entediada, particularmente amo frio, mas ter que acordar cedo e ir pra escola assim ninguém merece. – Queria ficar em casa hoje.

— Eu também, mas tem prova de cálculo hoje.

— Não tem não.

— Tem sim. – Ela me encarou parando no sinal.

— Meu Deus. – Paralisei, eu tinha esquecido completamente. – Puta que pariu!

— Pelo visto você não estudou. – Começou a rir do meu desespero.

— Como eu fui esquecer?

— Pensando muito na Lary, aposto.

— Ah cala a boca Maria Luisa    . – Em partes ela tinha razão, era tanta coisa estranha acontecendo na minha vida que esqueci de coisas importantes.

— Relaxa. Você vai ir bem.

Respirei fundo antes de sair do carro, não estava a fim de enfrentar o frio. Mas infelizmente eu era obrigada.

— Bom dia princesas. – Luis disse dando um beijo em nós quando chegamos nos armários.

— Luis! Você simplesmente sumiu da festa, perdeu a oportunidade de ver a Gilouca de ecstasy! – Ela praticamente gritou.

— Por que não fala mais alto? Acho que os professores não escutaram. – Falei dando um tapa no braço dela que me mostrou a língua.

— Ta falando sério? – Me olhou surpreso. – Quando falei que era pra se divertir eu não quis dizer pra sair por ai usando drogas. O que está acontecendo com você?

— Coragem. – Rolei os olhos.

— Sabe o que você podia fazer com essa coragem? Transar com a Lary.

— Caralho Luis! Eu pensei a mesma coisa. - Malu disse fazendo um toque com ele. Ignorei os dois e caminhei até a sala.

Infelizmente a prova era na primeira aula, não daria tempo pra revisar nada. Respirei fundo e esperei a professora entregar, dei uma olhada rápida e para minha sorte estava fácil. Tinha me preocupado a toa.

— Me ferrei. – Malu disse pegando na minha mão pra sairmos da sala.

— Você sempre se ferra.

— Giana? Vai tomar no seu cu. – Mostrou o dedo do meio, sempre delicada como um coice de mula.

Estavamos no corredor dos armários pra guardar alguns materiais e pude ver Lary parada conversando com uma garota. Pareciam animados, não lembrava de ter visto ela na escola. Parei de encarar antes que eles percebessem.

— Achei vocês. – Luisa chegou de repente, de mãos dadas com um garoto cujo qual eu não sabia o nome. – É claro que ela esta dando em cima da garota nova. – Rolou os olhos encarando as duas.

— Vamos comer? – Perguntei indiferente. – A prova de cálculo sugou todas minhas energias.

Assim que passamos pelos dois Lary me viu e deu um sorriso sem graça, sorri de volta.

— Tudo bem Gi? – Luis perguntou roubando uma das minhas batatas.

— Sim, para de roubar minha comida. – Dei um tapa na sua mão.

— Só você pra comer batata frita as dez horas da manhã. – Malu fez cara de nojo enquanto tomava seu suco verde.

— O nome dela é Virgínia conhecida como vivi. Esta na minha turma de história, mudou pra cá faz umas duas semanas. – Luis explicou me olhando atentamente.

— E? – O encarei.

— E que você não perdeu suas chances com ela, é só uma transa. Logo é a tua vez.

— Quem disse que eu quero? – Estava ficando irritada com ele.

— Chega desse assunto. – Malu falou vendo meu desconforto.

Eu amo Luis, mas sinceramente tem horas que ele é estressante.

— Tudo bem, vamos falar de você e a Vit então. – Soltei um riso meio alto, ele conseguia tirar todo mundo do sério.

— Luis Mariz, cuida da tua vida. – Malu disse brava fazendo a gente rir.

(...)

Finalmente era hora de ir pra casa, parei na frente do carro da Malu esperando ela sair. Estava atrasada.

— Até que em fim. Tava onde? – Encarei seus cabelos bagunçados. – Fazendo o que?

— Nem te conto. – Piscou destrancando o carro.

— Nem precisa me contar. – Já sabia que estava com a Vit.

De loge pude ver Lary e a tal vivi andando juntos até o seu carro, onde entraram. Senti um misto de sentimentos e nenhum deles era bom, aliás, porque eu estava ligando pra isso? Não era nada da minha conta.

A tal vivi muito bonita, um corpo maravilhoso diga-se de passagem. Sua pele era perfeita, além de tudo ela parecia ser uma garota legal.

— Tudo bem?

— Porque não estaria? – Tentei manter uma expressão tranquila.

— Ta bom então... – Me olhou desconfiada. – Vamos ver a Ana Laura a tarde? Ela mandou mensagem dizendo que a aula de hoje foi cancelada.

— Não vai dar, eu tenho que... – Antes que pudesse falar senti meu celular vibrar.

"Hey, Gi... Não vou poder estudar hoje. Tenho um compromisso importante, podemos adiar pra amanhã? Foi mal, beijo"

Eu sabia qual era o compromisso importante, resolvi não responder. Se ela estava a fim de deixar de lado o estudo por causa de sexo o problema é dela.
Confesso que fiquei extremamente irritada, eu estava disponibilizando meu tempo pra ajudar ela, mas se quer parecia se importar.

O que era de se esperar, não sei onde eu estava com a cabeça quando aceitei esse negócio de tentar ajuda-la, é lógico que ela nunca vai levar a sério.

— Eu não tenho nada. – Falei por fim. – Vamos na Ana Laura sim, tô morta de saudade.

(...)

— Alguma de vocês conversou algo com a minha mãe?

— Sobre o que? – Ana me olhou confusa.

Estávamos sentadas no tapete da sala em frente a lareira, enquanto um filme qualquer passava na grande televisão. Ana  tinha comprado algumas besteiras e feito chocolate quente, uma típica tarde perfeita.

— Sei lá, ela estava com um papo estranho hoje... Sobre eu me machucar caso me envolva com alguém. – Suspirei, não gostava de ver minha mãe preocupada.

— Eu sei quem foi. – Malu me encarou. – Pelo menos eu acho que sei.

— Quem?

— Ricardo, ele estava enchendo a Vit de perguntas sobre você e a gostosa. – Explicou. – Falou pra eu cuidar de você e não deixar se relacionar com ela.

— Puta merda, cara chato. – Falei irritada – Por que ele ta se metendo na minha vida?

— Com certeza tem algo a ver com o Vini. – Ana me encarou, senti meu coração acelerar.

Será que ele tinha perguntado de mim para o Ricardo? Minha vida o interessava ainda? Mil perguntas passaram pela minha cabeça, senti meu corpo soar frio.

Eu me sentia uma idiota por pensar tanto nele ainda.

— A vida dela não é mais da conta dele, que vá a merda. – Malu falou brava. – Quer que eu mande os dois a merda? Posso mandar mensagem agorinha.

— Não Malu, deixa pra lá. – Falei baixo, com o coração quase saltando da boca.

Eu não tinha mais visto Vini, nem tido notícias do mesmo, exceto por algumas fotos no facebook que só mostravam que ele estava curtindo a nova vida. Então o que ele queria saber de mim? Se nunca se deu o trabalho de perguntar, nem ao menos se eu estou bem. Eu me sentia uma tremenda idiota por ser tão frágil quando se trarava dele. Quando esse sentimento vai passar?

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