The Interview; The Principle...

By lylliop

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E se uma entrevista desse início a uma bela história de amor? E se pequenos sons, pequenos dizeres e sentimen... More

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Dedicatória e Prólogo
Capítulo 1
Capítulo 2
Capítulo 3
Capítulo 4
Capítulo 5
Capítulo 6
Capítulo 7
Capítulo 9
Capítulo 10
Capítulo 11
Capítulo 12
Capítulo 13
Capítulo 14
Capítulo 15
Capítulo 16
Capítulo 17
Outfits
Capítulo 18
Capítulo 19
Capítulo 20
Capítulo 21
Capítulo 22
Capítulo 23
Capítulo 24
Capítulo 25
Capítulo 26
Capítulo 27
Capítulo 28
Capítulo 29
Capítulo 30
Capítulo 31
few moments
32

Capítulo 8

45 12 61
By lylliop

          Por culpa do seu engasgo, Chris rendeu-se á derrota. O mesmo pegou o seu telefone e começou a rir dos vídeos e fotos do Twitter, induzindo Hemsworth a juntar-se á ele. Lizzie e Anthony riam de si mesmos e Scarlett dormia. Elouíse lutava contra a moleza; ela era do tipo de pessoa que se bebesse muito, o sono a consumia. E neste momento, só queria ser a Scarlett. Contudo, pensou que seria melhor dormir em sua própria residência, no conforto de sua cama e em um escuro completo. E também, não poderia deixar Aurora sozinha. A mesma se via com um dos cotovelos fixos na mesa e com os olhos no homem á sua frente, cujo o nome era Tom.
          Ela olhou o dono dos melhores olhos azuis e disse:

          — Ei... Não seria melhor se fôssemos embora? — encostou a mão na cabeça que doía como se alguém a tivesse atingido com um tijolo.

          — Sim. — ele ergueu-se e a mesma o seguiu. Logo depois, Sebastian pagou a conta e levou um por um para dentro do seu veículo.

          Dirigindo, deixou á todos em seus próprios lares. Chris e Scarlett, seguido de Hemsworth, Anthony, Lizzie, Tom, Elouíse e Aurora. O mesmo despediu-se dela com somente um "boa noite" e esperou as mesmas entrarem portão á dentro.

          ***

          No dia seguinte, Elouíse sentiu uma dor de cabeça terrível; a sua nuca e testa doíam. Era como se alguém a tivesse atropelado. Não que conhecesse a sensação, mas com certeza deveria ser tão destrutivo como uma ressaca. Embora refletisse muito á procura de memórias do dia anterior, não lembrou-se de nem uma se quer. Espero não ter feito nenhuma loucura... Desejou em seu íntimo. Nunca fora uma pessoa religiosa, mas rezaria por isto. Ela virou o rosto e notou Aurora dormindo como um urso em época de inverno. A mesma sorriu levemente e ergueu-se do colchão, seguindo á cozinha e preparando capuccinos e omeletes.
          Em pouco tempo, Aurora despertou-se por culpa do cheiro delicioso que provinha do outro cômodo. Sentou-se e deu bom dia á Elouíse, que a respondeu em poucos segundos.

          — Dormiu bem?

          — Se com "bem" você quer dizer com dores horríveis pelo corpo todo, inclusive na cabeça, então, sim. — Aurora a respondeu, de mal humor.

          O mal humor matinal de Aurora nunca fora um problema a Elouíse, mesmo convivendo poucas manhãs com a mesma. Às vezes, em situações como as de ontem, uma acolhia a outra em sua casa.
          Ao conseguir a sua independência, Aurora mudou-se. Como uma adulta responsável, decidiu fugir dás asas dos seus pais e caminhar sozinha. Não receber ordens, ser dona do seu próprio nariz e fazer o quê quisesse era algo que sempre quisera. E por fim, conseguira. Por outro lado, Elouíse sempre vivera sozinha. A mesma possuía somente um irmão mais velho — de 26 anos — e ambos viviam juntos e cuidavam um do outro. A personalidade forte e extrovertida de Elouíse, era nada mais e nada menos, do quê uma proteção, um escudo. Ambos passaram por situações bem ruins; inclusive, situações financeiras. Contudo, Oliver, seu irmão, logo começou a trabalhar e tudo melhorou. Aos poucos, a ruiva também correu atrás do quê queria e conseguiu ser áquilo que sempre desejou; uma jornalista. Hoje em dia, Oliver vive somente há alguns quilômetros de distância de sua irmã, casado e com filhos.

          — Bem-vinda ao time.

          Aurora riu. — Me lembre de nunca mais beber.

          — Como se você me ouvisse. — revirou os olhos.

          Ela concordou com um sorriso. — Bem, eu não posso reclamar... Me diverti muito ontem.

          — Eu notei.

          — Nem vêm, eu não fui a única. — ela ri.

          — Eu não me lembro de nada... E aliás, espero não ter pago nenhum mico. — Elouíse riu e Aurora a seguiu.

          — Ficou tudo uma delícia. — Aury a elogiou, depois de comer e beber.

          — Que bom que gostou, agora levanta daí e lava a louça pra compensar. — Elouíse "ordenou" com divertimento.

          — Ótimo, sobrou pra mim.

          A ruiva soltou um leve riso. Aury se dirigiu á pia e deu início ao seu dever. Após um pequeno tempo, a ruiva dos olhos escuros limpou os cômodos de sua casa e organizou o seu quarto. Aury a ajudou com alguns detalhes, porém, mais conversaram do quê arrumaram. Por fim, ela e a sua melhor amiga se jogaram no sofá em uma sincronia perfeita de puro cansaço. Suspiros ecoaram dos lábios de ambas e logo moveram os pés á mesa de centro, usando-a como apoio.

          — Quer ver algum filme? — Elouíse a perguntou.

          Aury observou o relógio e notou que o mesmo marcava ser às três. — Sim, pode ser. Às cinco terei que ir embora.

          — Por quê?

          — Vou receber uma visita.

          Elouíse ergueu uma dás sobrancelhas. — E por acaso essa visita têm no mínimo uns um e oitenta de altura, cabelos castanhos, olhos verdes e um sorriso bonito?

          Ela escondeu um riso. — Depende. Uma amiga do teatro têm essas mesmas características...

          Elouíse revirou os olhos e soltou um leve riso. — Sonsa.

          — Tudo bem, você me pegou. Ele quer me ver e quem sou eu para recusar, não é mesmo?

          — Óbvio, você não perderia isso por nada. Quase engoliu ele noite passada. — zombou.

          Aury abriu a boca em um "O" perfeito e a concedeu um leve tapa em um dos ombros. — Que mentira!

          Elouíse ri. — Eu tenho testemunhas.

          Aury revirou os olhos. — Bem, escolha logo um filme.

          Elouíse escolheu um filme pouco conhecido e com uma história péssima. Porém, não teve tempo de confirmar a crítica já que pegou no sono segundos depois. Aurora a olhava como se fosse engoli-la; como uma leoa que não comia há meses. Embora a raiva tivesse durado por somente alguns momentos, Aury aproveitou para tirar uma foto dela com a boca aberta e quase babando. Em seguida, observou o relógio e percebeu que o mesmo dizia ser às dezessete e então a beijou no rosto levemente, escrevendo um bilhete que dizia: "Tive que ir. Aliás, o seu gosto para filmes é podre!".

          ***

          Após algum tempo, Elouíse despertou-se com uma ligação. Era o seu chefe. A mesma pegou o seu telefone e o levou á orelha no mesmo segundo.

          — Sim, senhor.

          — Boa noite, Elô. Eu preciso que você venha ao escritório urgentemente.

          — Algum problema? — ela moveu-se velozmente do sofá e seguiu ao seu closet, vestindo uma roupa decente.

          — Há uma matéria que precisa ser escrita e divulgada hoje, mas a senhorita... — leu o nome. — ... Daphne, ficou doente e não poderá escrevê-la e nem publicá-la.

          — Tudo bem, estou indo. — ela calçou os sapatos e depois de ouvir um "ótimo" do seu chefe, desligou o telefonema e logo moveu-se á rua.

          O escritório não era longe, e por isso, poderia ir a pé. Óbvio, teria que correr. O homem havia sido bem claro; era uma emergência e existia um prazo de entrega. Elouíse fechou o portão e começou a correr. Virou uma esquina, depois a seguinte, a próxima e a penúltima. E então, sem ver o percurso á sua frente, — distraída com a bolsa que caía de um dos seus ombros o tempo todo — um corpo colidiu-se no seu. A mesma assustou-se e segurou-se na pessoa á sua frente. Logo a observou e ao perceber quem era, desgrudou-se do mesmo, com um rubor cobrindo o seu rosto.

          — Sebastian... Ei. — ela o ofereceu um sorriso sem jeito.

          — Você está bem?

          — Eu quem te pergunto! — ela o responde um pouco alto demais. O seu nervosismo era óbvio. Não tinha idéia de como tinha sido a noite anterior... Poderia ter caído, cantado de forma desafinada, feito escândalo ou pior, ter dito coisas estranhas para ele. — Eu... Estava um pouco aérea e não te vi.

          — Eu estou bem, estava correndo um pouco e agora estou indo para casa.

          Ela o observou melhor. Notou que o mesmo vestia um shorts de tecido fino, uma blusa preta, um boné, um óculos de sol — que indicou a consistência e disciplina do mesmo, visto que eram seis e meia e o sol já havia se posto — e um tênis branco. Logo depois, enrugou a testa. — Você mora por aqui?

          — Ali. — ele apontou o dedo em direção á uma residência de luxo logo á frente.

          — Pensei que vivesse no centro.

          — Naquele lugar barulhento? — ele fez uma pergunta retórica e demonstrou um pouco de desprezo em relação ao lugar.

          — Eu também o odeio.

          — Além disso, o Tom Holland mora lá. Já imaginou o quê eu teria que aguentar? — ele brinca e arranca uma gargalhada de Elouíse que lembrou-se dos momentos dele com o Tom e o Anthony. — E você? Por quê a pressa?

          — Eu preciso ir ao escritório, o meu chefe me chamou de última hora. — ela suspirou e deu de ombros levemente.

          — Então não vou te interromper.

          — E nem eu o seu descanso. — ela sorriu levemente.

          Sebastian concordou e correu á sua casa, sumindo de vista aos poucos. A ruiva soltou um leve suspiro depois de perceber que houvera prendido a respiração. Logo virou na última rua e entrou no escritório.

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