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Por culpa do seu engasgo, Chris rendeu-se á derrota. O mesmo pegou o seu telefone e começou a rir dos vídeos e fotos do Twitter, induzindo Hemsworth a juntar-se á ele. Lizzie e Anthony riam de si mesmos e Scarlett dormia. Elouíse lutava contra a moleza; ela era do tipo de pessoa que se bebesse muito, o sono a consumia. E neste momento, só queria ser a Scarlett. Contudo, pensou que seria melhor dormir em sua própria residência, no conforto de sua cama e em um escuro completo. E também, não poderia deixar Aurora sozinha. A mesma se via com um dos cotovelos fixos na mesa e com os olhos no homem á sua frente, cujo o nome era Tom.
Ela olhou o dono dos melhores olhos azuis e disse:
— Ei... Não seria melhor se fôssemos embora? — encostou a mão na cabeça que doía como se alguém a tivesse atingido com um tijolo.
— Sim. — ele ergueu-se e a mesma o seguiu. Logo depois, Sebastian pagou a conta e levou um por um para dentro do seu veículo.
Dirigindo, deixou á todos em seus próprios lares. Chris e Scarlett, seguido de Hemsworth, Anthony, Lizzie, Tom, Elouíse e Aurora. O mesmo despediu-se dela com somente um "boa noite" e esperou as mesmas entrarem portão á dentro.
***
No dia seguinte, Elouíse sentiu uma dor de cabeça terrível; a sua nuca e testa doíam. Era como se alguém a tivesse atropelado. Não que conhecesse a sensação, mas com certeza deveria ser tão destrutivo como uma ressaca. Embora refletisse muito á procura de memórias do dia anterior, não lembrou-se de nem uma se quer. Espero não ter feito nenhuma loucura... Desejou em seu íntimo. Nunca fora uma pessoa religiosa, mas rezaria por isto. Ela virou o rosto e notou Aurora dormindo como um urso em época de inverno. A mesma sorriu levemente e ergueu-se do colchão, seguindo á cozinha e preparando capuccinos e omeletes.
Em pouco tempo, Aurora despertou-se por culpa do cheiro delicioso que provinha do outro cômodo. Sentou-se e deu bom dia á Elouíse, que a respondeu em poucos segundos.
— Dormiu bem?
— Se com "bem" você quer dizer com dores horríveis pelo corpo todo, inclusive na cabeça, então, sim. — Aurora a respondeu, de mal humor.
O mal humor matinal de Aurora nunca fora um problema a Elouíse, mesmo convivendo poucas manhãs com a mesma. Às vezes, em situações como as de ontem, uma acolhia a outra em sua casa.
Ao conseguir a sua independência, Aurora mudou-se. Como uma adulta responsável, decidiu fugir dás asas dos seus pais e caminhar sozinha. Não receber ordens, ser dona do seu próprio nariz e fazer o quê quisesse era algo que sempre quisera. E por fim, conseguira. Por outro lado, Elouíse sempre vivera sozinha. A mesma possuía somente um irmão mais velho — de 26 anos — e ambos viviam juntos e cuidavam um do outro. A personalidade forte e extrovertida de Elouíse, era nada mais e nada menos, do quê uma proteção, um escudo. Ambos passaram por situações bem ruins; inclusive, situações financeiras. Contudo, Oliver, seu irmão, logo começou a trabalhar e tudo melhorou. Aos poucos, a ruiva também correu atrás do quê queria e conseguiu ser áquilo que sempre desejou; uma jornalista. Hoje em dia, Oliver vive somente há alguns quilômetros de distância de sua irmã, casado e com filhos.
— Bem-vinda ao time.
Aurora riu. — Me lembre de nunca mais beber.
— Como se você me ouvisse. — revirou os olhos.
Ela concordou com um sorriso. — Bem, eu não posso reclamar... Me diverti muito ontem.
— Eu notei.
— Nem vêm, eu não fui a única. — ela ri.
— Eu não me lembro de nada... E aliás, espero não ter pago nenhum mico. — Elouíse riu e Aurora a seguiu.
— Ficou tudo uma delícia. — Aury a elogiou, depois de comer e beber.
— Que bom que gostou, agora levanta daí e lava a louça pra compensar. — Elouíse "ordenou" com divertimento.
— Ótimo, sobrou pra mim.
A ruiva soltou um leve riso. Aury se dirigiu á pia e deu início ao seu dever. Após um pequeno tempo, a ruiva dos olhos escuros limpou os cômodos de sua casa e organizou o seu quarto. Aury a ajudou com alguns detalhes, porém, mais conversaram do quê arrumaram. Por fim, ela e a sua melhor amiga se jogaram no sofá em uma sincronia perfeita de puro cansaço. Suspiros ecoaram dos lábios de ambas e logo moveram os pés á mesa de centro, usando-a como apoio.
— Quer ver algum filme? — Elouíse a perguntou.
Aury observou o relógio e notou que o mesmo marcava ser às três. — Sim, pode ser. Às cinco terei que ir embora.
— Por quê?
— Vou receber uma visita.
Elouíse ergueu uma dás sobrancelhas. — E por acaso essa visita têm no mínimo uns um e oitenta de altura, cabelos castanhos, olhos verdes e um sorriso bonito?
Ela escondeu um riso. — Depende. Uma amiga do teatro têm essas mesmas características...
Elouíse revirou os olhos e soltou um leve riso. — Sonsa.
— Tudo bem, você me pegou. Ele quer me ver e quem sou eu para recusar, não é mesmo?
— Óbvio, você não perderia isso por nada. Quase engoliu ele noite passada. — zombou.
Aury abriu a boca em um "O" perfeito e a concedeu um leve tapa em um dos ombros. — Que mentira!
Elouíse ri. — Eu tenho testemunhas.
Aury revirou os olhos. — Bem, escolha logo um filme.
Elouíse escolheu um filme pouco conhecido e com uma história péssima. Porém, não teve tempo de confirmar a crítica já que pegou no sono segundos depois. Aurora a olhava como se fosse engoli-la; como uma leoa que não comia há meses. Embora a raiva tivesse durado por somente alguns momentos, Aury aproveitou para tirar uma foto dela com a boca aberta e quase babando. Em seguida, observou o relógio e percebeu que o mesmo dizia ser às dezessete e então a beijou no rosto levemente, escrevendo um bilhete que dizia: "Tive que ir. Aliás, o seu gosto para filmes é podre!".
***
Após algum tempo, Elouíse despertou-se com uma ligação. Era o seu chefe. A mesma pegou o seu telefone e o levou á orelha no mesmo segundo.
— Sim, senhor.
— Boa noite, Elô. Eu preciso que você venha ao escritório urgentemente.
— Algum problema? — ela moveu-se velozmente do sofá e seguiu ao seu closet, vestindo uma roupa decente.
— Há uma matéria que precisa ser escrita e divulgada hoje, mas a senhorita... — leu o nome. — ... Daphne, ficou doente e não poderá escrevê-la e nem publicá-la.
— Tudo bem, estou indo. — ela calçou os sapatos e depois de ouvir um "ótimo" do seu chefe, desligou o telefonema e logo moveu-se á rua.
O escritório não era longe, e por isso, poderia ir a pé. Óbvio, teria que correr. O homem havia sido bem claro; era uma emergência e existia um prazo de entrega. Elouíse fechou o portão e começou a correr. Virou uma esquina, depois a seguinte, a próxima e a penúltima. E então, sem ver o percurso á sua frente, — distraída com a bolsa que caía de um dos seus ombros o tempo todo — um corpo colidiu-se no seu. A mesma assustou-se e segurou-se na pessoa á sua frente. Logo a observou e ao perceber quem era, desgrudou-se do mesmo, com um rubor cobrindo o seu rosto.
— Sebastian... Ei. — ela o ofereceu um sorriso sem jeito.
— Você está bem?
— Eu quem te pergunto! — ela o responde um pouco alto demais. O seu nervosismo era óbvio. Não tinha idéia de como tinha sido a noite anterior... Poderia ter caído, cantado de forma desafinada, feito escândalo ou pior, ter dito coisas estranhas para ele. — Eu... Estava um pouco aérea e não te vi.
— Eu estou bem, estava correndo um pouco e agora estou indo para casa.
Ela o observou melhor. Notou que o mesmo vestia um shorts de tecido fino, uma blusa preta, um boné, um óculos de sol — que indicou a consistência e disciplina do mesmo, visto que eram seis e meia e o sol já havia se posto — e um tênis branco. Logo depois, enrugou a testa. — Você mora por aqui?
— Ali. — ele apontou o dedo em direção á uma residência de luxo logo á frente.
— Pensei que vivesse no centro.
— Naquele lugar barulhento? — ele fez uma pergunta retórica e demonstrou um pouco de desprezo em relação ao lugar.
— Eu também o odeio.
— Além disso, o Tom Holland mora lá. Já imaginou o quê eu teria que aguentar? — ele brinca e arranca uma gargalhada de Elouíse que lembrou-se dos momentos dele com o Tom e o Anthony. — E você? Por quê a pressa?
— Eu preciso ir ao escritório, o meu chefe me chamou de última hora. — ela suspirou e deu de ombros levemente.
— Então não vou te interromper.
— E nem eu o seu descanso. — ela sorriu levemente.
Sebastian concordou e correu á sua casa, sumindo de vista aos poucos. A ruiva soltou um leve suspiro depois de perceber que houvera prendido a respiração. Logo virou na última rua e entrou no escritório.