Voltei!!! Gente, eu não tenho muito o que falar hoje, está bem? Então vamos pular KKKKKKKKKKKKKK
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Jingyi estava no meio de uma crise de risos, ele não conseguia parar, o alfa estava jogado no chão, com a barriga doendo e com o rosto molhado de lágrimas, mas não conseguia cessar com as risadas e parecia que cada vez que ele olhava para as caras de paspalhos de Jin Ling e Sizhui, a vontade de envergonhá-los aumentava ainda mais.
− Já terminou com o seu show? – O líder indagou ao irmão que ainda se contorcia aos seus pés.
− Ainda não... − E voltou a rir.
Zizhen era outro que também quase perdeu o ar de tanto rir, mas diferente do marido ele já tinha conseguido se conter, com isso foram necessários pelo menos sete minutos ininterruptos para o Segundo Conselheiro recuperasse a compostura e conseguisse manter uma conversa séria como casal.
− Ui... pronto... acalmei. – Deu mais alguns risinhos ao olhar para a expressão do irmão, mas logo voltou ao normal. – Parabéns casal, vocês estão oficialmente batizados, o Li fla... flagrou vocês!
E voltou a rir.
− Eu não acredito que precisou de 20 anos para isso acontecer! Que tipo de pais vocês são?
− O do tipo que não transa na frente dos filhos. – Yuan respondeu ácido.
− Mas na cozinha transa! – Jin Ling não aguentou mais a provocação e jogou uma almofada na cara do cunhado que voltou a rir.
− Você não tem direito de nos julgar! Vocês são piores que nós! Vocês são dois pervertidos! – O ômega se defendeu vendo o alfa se acomodar no chão o olhando divertido.
− Mas não somos mesmo! vocês transam mais que a gente! E eu posso provar!
− Então prove então. – Sizhui falou cruzando os braços vendo um sorriso malicioso se formar no rosto do outro.
− A-Yuan... você tem cinco filhos e eu só tenho dois que vieram de uma única transa! Eu meti os dois em única vez! Que prova maior que isso? – E voltou a rir descontrolado. – Mas voltando ao que interessa... por que você não senta e explica o que aconteceu de forma simples? Yuan sinceramente, você é a pessoa mais madura que eu conheço, quando eu morri Li tinha 10 anos e eu entendia o seu receio, afinal ele era uma criança e não é por que eu criei meus filhos na devassidão que você também tinha que criar, mas agora ele tem 15! Nessa idade me lembro perfeitamente de te flagrar com a cara enfiada no rabo de Jin Ling com ele de quatro em cima da mesa do Laoshi.
− Mas é claro que não! Você está louco! Não está vendo que eu nunca faria um negócio desses?! – Yuan se defendeu imediatamente, mas pelo tom rosado do seu rosto estava claro que era verdade.
− Ata, e Jin Ling nunca te pagou um boquete até os joelhos dele doerem no meio da floresta com os seniores apenas a alguns metros de vocês?
− Nunca fiz isso! – Foi a vez do ômega se defender.
− É que a gente é surdo e cego, eu sei que vocês faziam tudo gente! Deixa eu contar a vocês, sexo não é só penetração não! – Zizhen falou chamando a atenção dos amigos, o casal precisava de um choque de realidade. – Vocês precisam mudar isso rápido, precisa explicar que o que vocês estavam fazendo era sexo.
− Se não quiserem contar também, tudo bem, eu posso fazer esse papel. – Jingyi falou rindo vendo Sizhui chegar perto de ter uma síncope.
− De jeito nenhum! Eu nunca vou deixar você ter esse tipo de conversa com o meu neném! – Jin Ling segurou uma risada, Sizhui era muito ciumento gente.
No fim do dia, o casal retornou para a Casa do Dragão se surpreendendo ao encontrar Li na porta os esperando, os dois esperavam o jovem se aproximar e se jogar nos braços de Yuan como fazia todos os dias, mas surpreendentemente não foi isso o que aconteceu, o garoto se agarrou nos braços de Jin Ling o olhando ansioso.
− Mamã, eu preciso falar o com o senhor, vem comigo! – Falou rapidamente puxando o mais velho que não se moveu do lugar.
− Meu amor, agora eu não posso, eu preciso fazer o jantar. – Falou delicado vendo os olhinhos cinzas crescerem, Yuan riu aliviado pelo garoto não perguntar mais nada.
− Mas mamã, é importante! O senhor precisa vir comigo, por favorzinho! – Pedindo voltando a puxar Jin Ling.
− Vá com ele minha Peônia, eu vou adiantar as coisas do jantar, o que você quer que eu corte? – O ômega suspirou.
− Pique a cebola bem pequenininha, esmague dois dentes de alho, descasque duas cenouras e coloque a água no fogo, pegue cheiro verde, resumindo: faça um caldo de verduras.
− E o sal?
− Eu acerto depois. – O alfa assentiu e trocou um selinho com o esposo indo para a cozinha enquanto o filhote arrastava o mais Jin até o quarto fechando a porta para não ser atrapalhado. – Então, o que foi o que aconteceu?
Indagou vendo um brilho aparecer nos olhos do filho.
− Mamã... eu e o Tao fizemos sexo!
− O QUE?! – Berrou ouvindo em seguida um barulho de panelas caindo na cozinha, não demorou nem dois segundos para Sizhui entrar no quarto quase derrubando a porta.
− O que foi?! É um rato?! Uma barata?! Vocês se machucaram?! – Indagou preocupado com o grito do esposo.
Jin Ling estava travado sem acreditar ainda no que tinha escutado: Li tinha dado! O neném não era neném... várias coisas passavam na sua cabeça naquele momento, o fato que as coisas estavam acontecendo rápido demais, o futuro surto de Sizhui que no momento estava lhe olhando esperando alguma resposta, o fato de que Li não sabia de nada e agora iria precisar de uma orientação muito mais precisa do que a que eles tinham dado...
Sizhui não faria isso, ele sabia que o alfa enrolaria e no final não explicaria nada, mas o problema era que o problema era o de Li ser um ômega e ele um alfa, Sizhui ficava constrangido em explicar isso, tanto que quando os outros três filhos chegam na puberdade, ele que teve a iniciativa de sentar e explicar tudo o máximo de riqueza de detalhes possível.
Talvez por ser um alfa lúpus assim como a sua prole, entendia perfeitamente o perigo que era um alfa no cio, mas ele não tinha essa mesma noção de um ômega... mesmo sendo casado há 20 anos com um, há certas coisas que só se aprendem quando sentem na pele.
− Eu vou explicá-lo sobre tudo, pode ficar tranquilo. – Conseguiu respirar fundo olhando para o marido. – Você é um alfa, não tem sentido você explicar como funciona o corpo de um ômega pra outro ômega, eu vou conversar com ele.
Sizhui respirou aliviado, mas ainda tenso.
− Não pegue muito pesado com...
− Quem vai decidir o que vai falar sou eu, Shui. Vai terminar a janta. – Concluiu se aproximando do outro lhe dando um beijinho. – Confie em mim, está bem? Eu sei o que é melhor para ele.
Yuan se retirou do quarto a contragosto e Rulan se virou para o filho que lhe olhava receoso, Jin Ling suspirou e se sentou na cama puxando o seu filho para dentro dos braços o olhando com carinho, delicadamente ele lhe beijou a testa.
− Está com dor? – Perguntou.
− Eu não, mas o Tao está. – O ômega ficou sem entender.
− Por que ele está com dor?
− Porque eu mordi o piupiu dele, mas a culpa não era minha mamã, ele pediu pra eu chupar como um pirulito! – O mais velho deu uma risada gostosa começando a apertar o filho nos braços.
− Eu sei, você morde os seus pirulitos, mas eu já te falei pra não fazer isso, vai estragar os seus dentes assim. – O repreendeu levemente, entrelaçando seus dedos nos do adolescente. – Mas me conte, como foi? Ele foi carinhoso com você? Ele lhe respeitou? Há alguma coisa que deveria chegar ao conhecimento do seu pai?
O ômega negou se aconchegando mais no corpo alheio em busca de carinho.
− Eu estava na residência do vovô, aí nós começamos a nos beijar e ele estava com o piupiu duro, ele falou que doía e eu pedi pra ajudar. – Os olhos do adulto se arregalaram surpresos. – Ele me ensinou como se fazia, mas depois eu mordi ele...
− E depois, o que foi que aconteceu?
− Quando a dor passou ele deixou eu tentar de novo, mas aí saiu uma gosminha branca meio salgada. – Fez careta, era ruim. – Ele falou que era pra eu cuspir, mas eu já tinha engolido... eu queria ter um bebê.
− Você vai ter um dia, meu amor. – Beijou o cabelo tão longo quanto o seu, Li com toda a certeza do mundo tinha puxado a sua vaidade. – Mas vocês não fizeram mais nada?
− Não. – Falou se lembrando de uma coisa. – O que o senhor e o papai estavam fazendo na cozinha?
− Sexo. – Respondeu tranquilamente observando o menino assentir.
− O Hong falou que o papai estava afogando o ganso. – Jin Ling deu uma risada escandalosa, tentando conter os sons, mas não deu tanto certo, Sizhui iria matar Hong! E ele iria ajudar só pela ousadia do alfa.
− Afogar o ganso é fazer sexo, é uma gíria. – O inocente raciocinou um pouquinho.
− Então eu afoguei o ganso hoje? – Jin Ling riu.
− Na verdade foi o Tao que afogou, só que em você. – Falou lhe beijando ternamente. – Li, eu acho que está na hora de eu te explicar algumas coisas. Quando você for tocado, beijado por um alfa, você vai sentir algumas coisas no seu corpo, sua pele vai se arrepiar, seu pênis vai ficar duro da mesma forma que o do seu namorado ficou hoje, seu corpo vai desejar por mais toques e você vai ficar molhado.
− Molhado? – Indagou confuso.
− Isso, molhado. Os ômegas tem uma coisa chamada lubrificante, ele sai da entrada para quando nós formos receber um alfa, a gente não sinta tanta dor e não nos machuque muito com o atrito. E isso é uma coisa boa Li, isso é sinal de que você está sentindo prazer e prazer é uma coisa boa, sexo não é só pra ter filho é pra se sentir bem também.
− Então eu posso fazer sexo com o Tao?
− Com alguns cuidados, sim: sempre que fizer me avise pra eu te dar um remedinho e não deixe ninguém, A-Li, ninguém mesmo, saber, principalmente o seu pai. – O ômega fez um biquinho.
− Mas o papai disse que sempre que alguém pede segredo é porque é coisa errada!
− Não é errado, seu pai que é ciumento e fica fora da casinha por conta disso. Não é errado Li, só tenha cuidado muito cuidado pra não pegar doença, se o pau do Tao estiver fedendo, ou com alguma feridinha ou bolha ou verruga, não faça nada! vista a sua roupa e volte para casa, a mesma coisa a boca dele, se ele estiver com alguma ferida ou bolha, não beije, ele está com alguma doença e vai passar para você.
− Entendi! Então sexo não é só pra ter filho, é pra sentir prazer, não é errado e eu tenho que ter cuidado com o piupiu do Tao, porque se ele não estiver bonito e fedendo eu posso pegar uma doença.
− Isso, e como você é muito novo e não está na idade de ser mamã ainda, você é muito novo.
− Mas o senhor teve o Shang com 16 anos!
− E só eu e seu pai sabemos do desespero que nós passamos, nós não tínhamos a menor ideia de como se cuidava de um bebê, Li, eu e seu pai tirávamos de letra os problemas das seitas, mas dentro de casa era um "deuses nos acudam", demoramos muito para pegar o jeito. Eu quero que você cresça primeiro, se case, aproveite a deliciosa vida de recém-casados e depois que venham os meus netinhos!
Li abriu um sorrisinho lindo e beijou a bochecha do mamã, mas logo parou ao se lembrar de uma pergunta.
− Mas se não dói, por que você estava gemendo daquele jeito? – Jin Ling riu.
− Porque quando uma coisa é muito boa, muito gostosa você geme, e não é que não doa, dói, mas depois passa. A primeira vez é sempre pior, mas depois melhora.
− A sua doeu? – O Jin assentiu.
− Doeu, doeu muito, mas depois foi passando e depois só senti coisas boas. – Li deu uma risadinha.
− Foi com o papai, não foi? – Rulan suspirou apaixonado o olhando ternamente.
− Foi, seu pai não mudou muita coisa daquela época para hoje, ele foi um exímio cavalheiro naquele dia, cuidou muito bem de mim assim como eu sei, que Tao vai cuidar de você quando chegar a hora. − Concluiu colocando uma mecha de cabelo do filho atrás da orelha. − Alguma dúvida?
− Não, mamã, aprendi tudo. – Falou logo sentindo um arrepio horrível subir pelo seu corpo, Jin Ling o olhou preocupado.
− O que foi?! – O jovem apenas riu.
− Estou com frio... − Jin Ling deu uma risadinha olhando apaixonadamente para o filho, ele entendia perfeitamente a puxação de saco do Sizhui com ele, Li era muito fofo. – Bora pra cozinha mamã, o papai tem que me esquentar! Eu estou com frio.
O jantar foi tranquilo em partes, o primeiro momento se resumiu em Sizhui esquentando Li que estava confortavelmente sentado colo do pai com sua tigelinha de comida nas mãos, o segundo momento se baseou em Hong fugindo de casa pela janela após ser dedurado pelo próprio mamã enquanto Sizhui berrava .
− Você pode fugir, Jin Hong! Mas uma hora você vai voltar! E quando você voltar vai ser eu e você!
As semanas se passaram e a seita inteira se preparava para comemorar o aniversário do líder que se aproximava e à medida que as semanas iam passando a paciência de Jin Ling ia junto, Li estava insuportável, tão insuportável que ômega já estava vendo a hora de ter um surto. Sizhui era outro que por incrível que pareça, também estava perdendo a calma com o filhote, Li não lhe deixava em paz, queria passar o dia todo grudado em si e quando não podia fazia o maior escândalo.
Li estava se comportando como uma criança mal educada e mimada, coisa que ele não era, o ômega era super obediente e nunca tinha dado trabalho aos pais, por isso ele ganhava tudo o que queria, aquele comportamento era inédito e muito incomum no jovem.
− Eu não vou! – Berrou pra Jin Ling que estava por um fio pra dar uma surra mais do que merecida em Lan Li. – Eu vou se eu quiser! Você não manda em mim!
− Já chega! – Yuan perdeu a última migalha de paciência que tinha com o filho, o filhote se encolheu todo de medo sem acreditar que o pai estava brigando consigo, Sizhui nunca tinha lhe gritado na vida, mas o alfa havia ficado completamente indignado ao ver o seu esposo ser tratado dessa maneira, havia dias que os dois estavam achando que era só uma fase ou alguma coisa que o havia deixado tão agoniado, mas pelo visto não era. − Com quem você pensa que está falando?!
Indagou nervoso vendo o par de olhos cinzas do filho lhe olhar completamente assustado, um silêncio se fez na sala, nenhum dos filhos e nem Jin Ling estavam acreditando que Sizhui estava colocando o seu protegido na linha pela primeira vez.
− Papai... − Choramingou tentando fugir da bronca, mas dessa vez não deu certo.
− Se oriente rapaz! Você está pensando que é quem pra tratar o seu mamã dessa maneira?! Ele lhe cuida com tanto amor! Lhe dar tanto carinho pra você agir assim, Li! O que é isso?!
− Mas ele...
− "Mas ele" nada! O respeite! Você o deve respeito independente do que ele fizer! Ele é o seu mamã! É ele que cuida de mim, de você, de seus irmãos! Da nossa família! Tome vergonha rapaz! Que você nunca me viu desrespeitar seus avôs e nem ninguém aqui! O que é isso?!
O ômega fungou arrasado assentindo tristemente completamente arrependido, nem ele sabia por que havia agido daquela maneira.
− Termine de comer e depois vá para o seu quarto se arrumar em silêncio! Não quero ouvir um piu! – Sizhui decretou já se sentando novamente, mas parou ao ouvir um barulhinho atrás de si.
− Piu. – Li falou baixinho tendo os olhos do pai ferozes em cima de si.
− 30 cópias das regras com parada de mãos. – Jin Ling cobriu a boca abismado, Sizhui tinha dado um castigo no Li! Pela primeira vez na vida os olhinhos cinzas e o chamego do ômega não fizeram efeito no alfa! Rulan estava chocado.
Já era noite quando o ômega conseguiu se livrar do castigo do pai, Tao havia lhe ajudado no castigo e copiado pelo menos mais da metade das regras para ele, o jovem estava agarrado no namorado chorando horrores, ele estava muito arrependido de ter tratado os pais daquela maneira.
− Eu... − Soluçou. – Eu nunca agi assim! Eu não sei o que aconteceu!
Voltou a chorar agarrado no corpo do alfa que estava colocando a cabeça para pensar.
− Por que não compra um presente bem bonito para os dois? Como um pedido de desculpas? Aí vocês três conversam e tentam entender o que aconteceu?
− O mamã me botou de castigo, eu não posso sair. – Abaixou a cabeça triste.
− Eu vou com você, vai ser rápido, eles nem vão perceber que saímos, eu te trago antes do jantar. – Falou recebendo a completa atenção do ômega.
− Sério? – Indagou recebendo um assentir. – Então vamos, mas bem rápido, eu não quero que eles fiquem ainda mais tristes comigo...
Tao ajudou o namorado a pular o muro do Recanto das Nuvens e subiu em sua espada o carregando e juntos eles desceram a montanha. A vila Cayin estava iluminada e a feira estava cheia de gente, Tao entrelaçou seus dedos nos do namorado e o puxou para mais perto lhe beijando a testa.
− Olha ali! – Li apontou para uma barraquinha cheia de prendedores de cabelo, mas seu sorriso morreu ao perceber uma coisa. – Eu esqueci o dinheiro...
O alfa riu e tirou uma bolsinha de dentro da manga.
− Não se preocupe minha flor, eu pago pra você!
Li ficou pelo menos 40 minutos pulando de barraca em barraca até encontrar o prendedor perfeito para o seu pai, mas em compensação, nenhum fazia os gostos do seu mamã, nenhum era exuberante o suficiente para estar na cabeça do Senhor Lan, ele estava mexendo na última caixa da vendedora quando começou a sentir um calor insuportável que veio junto com algumas dores de barriga, que na verdade eram cólicas..., mas o pequeno não sabia disso.
− Você está bem? – Perguntou para o namorado que estava com o rosto vermelho e já tinha começado a suar.
− Esto... ai! – O ômega se encolheu ao sentir a sua "dor de barriga" piorar, Tao não perdeu tempo em apoiar o namorado sentindo o cheiro de jasmins cada vez mais forte... forte o suficiente para começar a chamar a atenção de alguns alfas na rua. – A-Tao...
− Merda, Li! – Bradou puto, não com ele, mas pela situação e o lugar que se encontravam. – Você está entrando no cio, caralho!
Falou nervoso procurando uma solução para aquele imprevisto.
− Rápido! Venha comigo! – Ele ajudou o noivo a se levantar e o agarrou pelo braço o arrastando pelas ruas já sabendo exatamente para onde ir, mas estava difícil para Li acompanhar que a cada segundo que passava sentia a dor aumentar e as pernas fraquejarem.
O calor para ele era insuportável, ele queria se despir ali mesmo e deitar na neve para acabar de vez com aquele fogo que o consumia, seu corpo pedia por algo que ele não fazia ideia, tudo o que ele queria naquele momento era fazer o que tinham feito na residência do seu avô a alguns dias, mas Tao não parecia disposto, o alfa não lhe dignava nenhum olhar sequer e a curvatura do antebraço tampando o nariz a boca.
A verdade era que não era só os alfas da rua que estavam sendo afetado pelo cheiro do ômega, o mais velho também estava, sua cabeça estava girando de desejo, seu pau estava duro e ele estava fazendo um esforço sobre-humano pra não arrastar Li até um beco qualquer e fazer algo que se arrependeria pelo resto da vida.
Mas estava difícil, cada sentido seu lhe dizia pra arrancar as roupas do ômega, o deixar de quatro e dar um jeito de aumentar aqueles gemidinhos tão excitantes.
− A-Tao... me ajuda... está doendo. – O corpo do alfa todo se arrepiou, na moral, seu tio teria que lhe dar um prêmio quando voltasse, aquilo era a maior prova de resistência que ele já tinha feito na vida!
− Li... se você não quiser se machucar... por tudo que é mais sagrado... fique calado. – Tao o arrastou por um beco com o objetivo de chegar na parte mais pobre da vila onde estava localizado o seu destino.
− A-Tao...
− Olha só o que temos aqui... tá precisando de uma pica, delícia? – Três alfas surgiram das sombras se aproximando do casal.
− Não encosta! – O Lan rosnou, puxando o namorado para suas costas o protegendo, em outro momento ele teria partido pra porrada, mas ali, naquela situação, não tinha como. – Ele é sobrinho mais novo do Xiānshēng-Zun e eu sou o filho dele! Nos deixe passar!
Dois dos caras se assustaram, um ficou sem entender.
− Quem?
− Lan Jingyi porra! Como tu não sabe quem é?! O cara é quem financia tudo aqui caralho! – Um falou dando um belo pescotapa. – Qual é o seu nome, menino? Tao ou Hai?
− Tao. – Respondeu.
− É cria daqui rapaz! Perdão pelo inconveniente, perdão pra você também viu, delicinha? A gente vai subir pra mandar os alfas se retirarem pra vocês não terem problemas. Seu pai é o cara! Mande lembranças do Mêncio para ele!
E subiu correndo falando algo sobre Jingyi matar quem encostasse no sobrinho dele. Esse meio tempo foi o suficiente para Li perder completamente a força das pernas e cair no chão gemendo de dor, ele sentia algo molhar em suas pernas e o seu membro duro, seguindo seus instintos, ele enfiou as próprias mãos dentro das roupas e apertou sua carne pulsante soltando um gemido de prazer e alívio.
− Deuses, por tudo o que é mais sagrado... me ajudem... − Pediu vendo o namorado com os olhos fechados e a boca entreaberta gemendo aliviado a cada movimento de subir e descer que fazia em si mesmo. – Li... va... vamos...
Mas ele não ouvia e não podia ficar no meio da rua correndo risco de encontrar algum alfa que não tivesse muita simpatia pelo seu pai, talvez algum que foi feito de corno por ele. Sem pensar muito, ele se agarrou o namorado e o carregou nos braços e correu beco acima até chegar onde pretendia:
Casa de Ômegas da Senhora Daiyu.
O alfa não perdeu tempo em entrar respirando aliviado por encontrar apenas os prostitutos preparando o lugar para receber os futuros clientes. Alguns ômegas cochicharam ao reconhecer o alfa, felizes em saber que um dos melhores clientes e que estava sumido a tempos havia retornado, outros falaram de Li que havia sido sentado em uma das mesas do local.
− A-Tao! Quanto tempo! – Uma mulher já na casa dos 60 anos se aproximou do jovem alfa o olhando feliz. – Como você está, meu lindo? E aquele safado do seu pai? Fiquei sabendo que aquele depravado voltou à vida e nem se deu o trabalho de vir me ver!
− Senhora Daiyu, depois falamos sobre isso está bem? – Pediu agoniado. – Meu noivo entrou no cio no meio da feira, não temos como voltar para o Recanto das Nuvens com ele nesse estado e não confio ficar com ele numa hospedaria, por favor, permita que ele fique aqui! Pagarei por todos os prejuízos que a senhora tiver enquanto isso ficar fechado.
− Ele é o filho daquele Sizhui, né? – Indagou recebendo um assentir, a mulher olhou novamente para o ômega fofinho inocente e riu, ele estava tão confuso. – O fruto não cai longe do pé mesmo...
Comentou causado estranhamento no alfa que não entendeu o que ela quis dizer, mas não teve tempo de perguntar, a cafetina apenas se virou para seus funcionários e passou as ordens.
− Preparem o melhor quarto para o casal, quero lençóis finos e de seda e não essa porcaria que vocês usam com os bêbados e você meu "sobrinho". – Falou se virando para o garoto. – É bom se preparar porque sua semana vai ser longa, afinal não dá pra dopar o primeiro cio de um ômega.
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O cio do neném chegou!!!!
De 0 a 10, quais são as chances de Sizhui ter um desvio de QI?
Jin Ling finalmente teve a conversa tão esperada.
E Tao gente... tadinho, resistência.
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