A CEO e o Mafioso

By AnaClara_00517

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Antonella Clifford, com 25 anos herda a empresa de seu pai, tornando-se a nova CEO da empresa Clifford's, na... More

Introdução
Capítulo 1
Capítulo 2
Capítulo 3
Capítulo 4
Capítulo 5
Capítulo 6
Capítulo 7
Capítulo 8
Capítulo 9
Capítulo 10
Capítulo 11
Capítulo 12
Capítulo 13
Capítulo 14
Capítulo 15
Capítulo 16
Capítulo 17
Capítulo 18
Capítulo 19
Capítulo 20
Capítulo 22
Capítulo 23
Capítulo 24
Capítulo 25
Capítulo 26
Capítulo 27
Capítulo 28
Capítulo 29
Capítulo 30
Capítulo 31
Capítulo 32
Capítulo 33
capítulo 34
Capítulo 35
Capítulo 36
Capitulo 37
Capitulo 38
Capítulo 39
Capítulo 40
Capitulo 41
Capitulo 42
Capitulo 43
Capitulo 44
Capitulo 45
Capítulo 46
Capítulo 47
Capítulo 48
Capítulo 49
Capítulo 50

Capítulo 21

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By AnaClara_00517

 
                                Antonella

Eu estava de pé, com os braços cruzados e meus olhos estavam focados na janela, que vai do chão ao teto no meu escritório. E ainda não parava de pensar em Dante. Odeio que ele sempre invade meus pensamentos. Lembro-me de ter falado que, após sair de lá, iria para casa e depois me encontraria com Mattia. Óbvio que estava blefando, eu só queria mostrar para ele que não sou sua posse, me dá arrepios a sensação de ser privada de fazer o que eu quiser.
Ontem, quando voltei para casa, chamei meu irmão e Alice para passarem o resto do dia lá, mas, como sempre, nós não ficamos muito tempo. Assim que contei sobre o acontecido com Dante, eles ficaram impressionados, porém não opinaram muito, logo se animaram para nos arrumarmos e dar uma volta, na tentativa de me distrair, saímos ainda de dia e voltamos  tarde da noite. Com eles o tempo passa rápido. Não me sentia tão cansada, só não consigo esquecer Stefano. Um mafioso querendo ter posse de mim, como se eu fosse um objeto, pelo simples fato de não querer me ver com ninguém.

Ouvi batidas na porta e dou autorização para que entre. Não pude conter a expressão confusa ao perceber a mão masculina na maçaneta, era para Alice ter me avisado antes. E assim que a pessoa entra, eu ponho as mãos na boca aberta.

— Eae gata, não vai dar um abraço no amor da sua vida? — O grande homem parou em frente a porta e abriu os braços me convidando para abraça-lo. Abri logo um sorriso e corri para seus braços.

— Eu não acredito que você está aqui, eu senti tanta saudade! — Disparei. Ele me apertou mais no abraço.

— Eu também senti de você, baixinha. — Ele fala carinhosamente, e eu me desfaço do abraço e olho seria para ele.

— Mas você é só um pouquinho mais alto que eu! — Falei e ele ri. As marcas de expressão no canto dos olhos ficaram mais visíveis, os dentes branquinhos. — Enfim, o que você veio fazer aqui, Louis?

Ele mora em Londres, nos conhecemos em uma das minhas viagens para lá. Louis tem a mesma vibe que eu, já ficamos uma vez e mais nada. Assim como eu, ele não quer se apegar a ninguém, com isso, criamos uma amizade de se admirar. O conheci na minha primeira viagem a trabalho. Nossa ligação sempre foi forte nas festas, era pura bagunça. Meus dias naquele lugar a trabalho foram chatos, mas ele me tirou do tédio. Não nos vemos muito, ele trabalha bastante, então dificulta nosso encontro. Entretanto, os poucos dias que passei indo à festas, nos encontrávamos e ele me apresentou aos seus amigos antes de virarmos os dias em festas. Me senti adolescente de novo com eles, além de conhecer lugares lindos.

— Eu vim a trabalho e aproveitei para ver você, já que não vai me visitar. — Dá de ombros e sorri. Louis é um homem lindo, as vezes fico perdida em sua beleza e seu jeitinho fofo. Ele é alto, cabelo castanho escuro e olhos verdes, e era de se invejar a pele morena. Sua fofura não atingia seus olhos, não, aqueles olhos fariam qualquer uma suspirar por ele.

— Que bom que você veio então, e prometo que na próxima vez vou te visitar. — Falo indo me sentar na minha mesa e o convidando para sentar na cadeira à frente. — Vai ficar por quanto tempo?

— Duas semanas, preciso ver um velho amigo também. — Fala pensativo.

— Pode ficar lá em casa, me mudei há pouco tempo, acabei tendo que pegar um apartamento maior e mais seguro. — falo.

— Eu adoraria. Por que se mudou? — E nesse momento me lembro do aperto que passei, mas terei tempo o suficiente para atualiza-lo.

— Longa história, depois eu te conto. Vai estar muito ocupado enquanto estiver aqui? — Pergunto.

— Terei bastante tempo para o que você quiser! Mas ainda tenho algumas coisas pendentes. — Ele fala dando um sorriso lindo. Eu poderia me apaixonar por esse homem, mas sei que ele não presta, igualmente eu.

— Tudo bem, me avise quando puder conhecer a cidade melhor, já vou planejar o que faremos por aí — Falo me levantando da cadeira e dando pulinhos. Ele dá uma gargalhada alta.

— Só não podemos sair hoje pois tenho que arrumar algumas coisas e descansar, a viagem foi longa. — Diz colocando a mão nas costas fazendo um pequeno drama. Na mesma hora eu olho para ele e viro a cabeça de lado desconfiada, sei exatamente o motivo de tanto cansaço.

— Ontem foi agitado, né?! seu safado, em pleno domingo e você na sacanagem. — Ele me olha e começa a gargalhar com a mão na barriga e cabeça para trás.

— Exatamente, você é uma mulher esperta.

— Não julgo, comigo também não tem dia certo. — Falo, porém imediatamente lembro das palavras de Dante. — Bom, vou deixar você descansar e arrumar suas coisa lá em casa. Fica à vontade! Hoje vou chegar cedo, então vai dar tempo de você conhecer meu irmão e Alice direito. — Falo tirando minha chave da bolsa e o entregando.

— Ta bom. Ah, falando em Alice, ela é uma gata; Pedi para que não te avisasse que eu estaria entrando aqui, ela desconfiou mas logo me reconheceu e deixou... você anda falando de mim, é?! — ele faz aquele olhar de safado e sorri ladino, eu seguro a risada. Óbvio que já falei dele para Alice.

— Contei sobre o gatão que conheci e sobre as aventuras, mais nada. — Dou de ombros, sorrindo. — E nem tente algo com ela, não vou deixar você magoar minha amiga, ela é mulher de compromisso! — Falo rindo divertida dando um tapa em seu braço e o expulsando da sala.

Não acredito que ele realmente magoaria ela, o mesmo foi cuidadoso comigo quando nos conhecemos, antes de ele saber como sou de verdade. Mas não deixa de ser um homem apaixonante e viciante. Quem não o conhece até acha que é um homem romântico, para casar e sossegar. Pode até acontecer, mas seria difícil. Assim que ele sai, eu volto ao trabalho.

— Até mais tarde, linda! — fala por fim, depositando um beijo na minha testa.

                                          ...

Quando já estava na hora de eu ir embora, arrumei minhas coisas e saí da sala. Abri a porta distraída, encontrando logo em minha frente um peitoral coberto por um moletom negro, de gola alta, e por cima um paletó da mesma cor, o cheiro que logo conheci, o corpo que nunca vou esquecer.

que merda — resmunguei.

— Que boquinha suja. — Dante comenta.

— Eu achei que nosso assunto já havia terminado! — Falo tentando me fazer de indiferente com sua presença. Mas eu ansiava por seu toque.

— Ah, minha linda, não minta para mim, você sabe que ainda temos muito o que resolver. — Ele se aproxima, põe uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha e sussurra em meu ouvido. — Não consigo parar de pensar em você naquela cama... em seus gemidos... — Então se afasta só até poder ver minha reação, que não consigo controlar. Meus lábios entreabertos enquanto me lembrava também, por um momento eu vacilei deixando suas ações me afetarem. Mas voltei ao normal o mais rápido possível.

— O que você quer? — Pergunto direta.

— Tantas coisas... — fala, em seguida põe as mãos nos bolsos da calça jeans escura e abaixa a cabeça, parece estar sem jeito de falar algo, o que era incomum. —Venha para um jantar comigo? — Eu fico o olhando até o mesmo levantar a cabeça e me encarar.

— Não. — Falo simples.

— Não? — repete, ainda processando. Mais uma vez sendo contrariado, coisa que não estava acostumado. Era visível. Quando viu minha falta de resposta, ergueu uma sobrancelha em desafio.
— Ah, você vai! — avisou. — Ou não vai ter paz por um bom tempo. — um pequeno sorriso de lado apareceu em seu rosto, quebrando aquela expressão que colocaria medo em qualquer um.

— Por que exatamente eu preciso ir? — cruzei os braços.

— É um jantar especial. Bom... você... é...-Faz uma pausa e coça a nuca. Aí tem coisa. — Precisa ir comigo. Eu não vou conseguir fazer isso sozinho. Preciso de você lá comigo. — Por um momento me deu vontade de ir, só pelo jeito que ele pediu. Mas eu não posso, não se eu quiser dar um basta nisso que nós temos.

— Eu não... — Tento mas em seguida ele me interrompe.

— Por favor! — Fala. Eu respiro irritada, sabendo que vou me render a ele, odiando estar sendo fraca, mas, é raro ver Dante vulnerável desse jeito. Mesmo não querendo demonstrar, vejo o quanto quer que eu vá.

— Eu estou com visita em casa, chegou hoje, realmente não posso. — Passo por ele mas o mesmo agarra minha cintura e me puxa para próximo de si, mas eu o empurro. — Não adianta, não vai me convencer com esse seu charmezinho! — Tento dar um basta, apontando com o indicador para ele, fazendo movimentos de cima a baixo, porém, ele vai me seguindo até o elevador quando saio, posso escutar sua pequena risada.

Assim que o elevador chega, ele me deixa entrar primeiro e entra depois. As portas se fecham e Dante se posiciona atrás de mim, estica os braços para apertar o botão do elevador e sinto seu peitoral em minhas costas, respiro fundo tentando controlar cada pedacinho ansioso por seu toque do meu corpo. Chego mais para frente mas ele me puxa para o seu corpo, e sussurra em meu ouvido.

— Você fica linda de vermelho, poderia ir com essa cor hoje. — Fala fazendo eu me arrepiar. E então o elevador finalmente abre e nós saímos.

— Eu não concordei com nada! — Falo segurando um sorriso, argui a cabeça enquanto andava.

— Te pego às 20 horas. — E então ele sai andando, exalando confiança, sem minha resposta. Reviro os olhos, não vou debater com ele, apenas não irei a esse jantar. Ando para meu carro afim de ir embora logo. Já são 18 horas e ainda tem o Louis que está lá em casa, quero apresenta-lo para Luca e Alice ainda hoje. A mesma não estava em sua mesa, então deve estar conversando com algumas pessoas na recepção, entretanto não vai embora comigo pois mora com meu irmão.

                                        ...

Assim que chego em casa, encontro Louis sentado no sofá mexendo no notebook, com as pernas para cima do mesmo. Está sem blusa e vestindo uma calça de moletom cinza.

— Bom, fique à vontade, não é?! — Falo animada.

— Opa, bem na hora. Queria falar com você — Diz se levantando, evito olhar muito para seu belo peitoral musculoso e vou até a cozinha com ele logo atrás.

— Pode falar. — Falo divertida.

— Tenho um jantar com um velho amigo hoje, que foi como um pai para mim, então não vai dar para eu conhecer a bela Alice, e seu irmão. — falou com os ombros caídos e uma tristeza no olhar pelo fato de achar que está me decepcionando. Poxa, se Dante viesse aqui me buscar, ele seria uma desculpa perfeita para eu não ir.

— Ah tudo bem, vai ter tempo para vocês se conhecerem ainda! —Falei compreensiva.  — Vinho? — ofereço e ele aceita, eu preciso de vinho para me preparar quando o outro vier. Então vou até o mini bar que fiz questão de colocar nasse apartamento e escolho um vinho caro, depois pego duas taças e ponho na bancada em que Louis está do outro lado, sentado no banco, sirvo nós dois.

— À nossa amizade — Ele levanta a taça para ir de encontro com a minha. — Esperto que ela evolua para uma colorida. — Fala por fim e eu dou uma risada.

— Saúde! — Sorrio e nós brindamos. — Vou pensar no seu caso. — Dou um gole na bebida e nos encaramos por uns segundos. Ele tem um olhar intenso.

Será que poderíamos esquecer tudo que precisamos fazer e ir para o quarto?

— Você nunca me contou o motivo de ser assim... — Ele comenta, e já sei do que se trata.  — Alguém te machucou?

— Não. Já tive um namorado, mas isso tem muitos anos, eu não estava bem, tinha perdido minha mãe. Ele até que era legal... eu era uma adolescente confusa, gostava dele só que quem terminou fui eu. Fiquei muito triste e orgulhosa de mais para ir atrás, o garoto parecia indiferente se eu voltasse ou não, então vi que ele não ligava tanto quanto eu. Mas isso não marcou minha vida, eu apenas tenho medo da perda, de me apegar tanto e sofrer depois. Estou tão feliz assim, por que trocaria essa vida que eu levo por um relacionamento em que eu mesma poderia estraga-lo e sofrer depois? — Desabafo com ele. Não me dói mais dizer tudo isso.

— Mas e se você encontrar o homem que, mesmo você querendo estragar esse relacionamento por algum motivo, ele vá correr atrás. E se ele te amar tanto que vai te ajudar com seus medos e te trazer confiança o suficiente?! — Fala me fazendo refletir.

— Bom, poderia pensar mais sobre isso... — Digo com a cabeça baixa e passando o dedo indicador na taça. A imagem de Dante sentando ao meu lado na areia da praia com aquele simples sanduíche na mão me veio à mente. — Me diz, por que você é assim? — Pergunto sobre o mesmo ser fechado para relacionamentos também.

— Eu nunca namorei. Talvez eu me feche quando vejo que alguém está interessada por mim. Eu fujo. Talvez seja medo também. Só que eu estou muito bem assim, pegando quem eu quiser — Ele olha para mim e eu concordo, é assim que me sinto também, porém, esse pensamento está mudando aos poucos. — Eu não sei como é namorar alguém, ainda assim não estou curioso. Até hoje você é a mulher mais interessante que eu conheci. — deu um gole do vinho — Mas é parecida de mais comigo, não quero acabar magoado — Brinca e rimos juntos.

— Não pretendo ficar a vida inteira sozinha, claro, mas não vai ser agora que isso vai mudar.— Falo pensativa, e sim, é nele que penso, quem eu menos queria, Dante Stefano.

— Gata, vou me arrumar e ir logo. Estou indo mais cedo para conversar a sós com meu velho. — Diz se referindo ao amigo, quase um pai.

— Ta bom, se cuida. Vai voltar tarde? — Pergunto como uma mãe preocupada. Ele ri.

— Antes da meia noite estarei de volta — Depois vem até mim, me agarra pela cintura, deixa um beijo na minha bochecha e me abraça em seguida. — Você não parece tão feliz hoje. — Me assusta o quão observador ele é. E não é de hoje que reparo.

— Não se preocupe. — Falo ainda o abraçando.  — É só uma pessoa que me deixa muito confusa, mas já vou resolver. — Falo para tranquiliza-lo.

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