Alguém como você...

By mdsqissokkjjkk

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"Como é possível um coração como o seu, amar um coração como o meu?". Arizona Portman e Daryl Dixon são t... More

A garota na floresta
O babaca
O beijo...Ou quase um
Suas palavras doem mais do que facadas
A dívida da aposta
Mas e antes?
Alexandria
A noite...
Perdi a minha garota
O antigo amor
Aceito?
Nova integrante?
Amiga ou Inimiga?
Conquistando o Daryl
A noticia
Salvadores
Algumas despedidas...
Lutando por ela!
Por favor, só um abraço...
A fuga
Mais uma despedida?
Nervos a flor da pele
A verdade?
A verdade revelada
Punição
Com amor, Serena
Perdão
A feira
Tik Tok
Relembrando o passado
A vidente
Perguntas, muitas perguntas!
Daryl tem que saber!
Vai ficar tudo bem...
Eu tô com medo!
Pré guerra
E aconteceu...
Por quê?
Vamos descontrair!
Precisamos dela
Mal presentimento
Caos e mais caos!
Um recomeço...
Decisão a ser tomada!
Calmaria
Nevasca
Boom
Bem-vindo...
Natal
Pergunta aos leitores/Nova fic
Só uma noite normal....
Sussurradores
Hora de dizer adeus
Adeus...
O luto
Os 5 estágios...
O arco-íris depois da tempestade
Medo bobo
Tudo no seu devido lugar
Final
Final Alternativo
Recados

Porque eu t...

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ARIZONA

(Na noite da briga)

____________________________
Eu só queria chorar, e chorar, fui correndo pro banheiro tomar um banho, e desmoronei.
____________________________

  Minha garganta tinha um nó.Eu estava com tanta raiva, estava tão triste, que não imaginava que ele faria aquilo comigo.

Sentei no chão do banheiro e desabei, chorava desesperadamente sem conseguir parar, até me dar falta de ar.

Escuto alguém bater na porta.Imaginei que fosse a Maggie.

— Oi...
Diz Maggie abrindo a porta e sentando ao meu lado no chão.

Ela me me abraça e deita a minha cabeça no colo dela e começa a fazer carinho em meus cabelos.

— Porque ele fez isso?!Maggie...E-eu
Eu não conseguia falar de tanto que eu chorava.

— Calma...

— Eu falei pra ele que tinham sido os piores anos da minha vida, que eu tava quase forçada trabalhando naquilo, eu fiz tudo aquilo pra pagar a minha faculdade e ele sabe disso!Porque sabe quanto era o cachê da Playboy?Nem que eu trabalhasse todos os dias, 24 horas por dia, por um ano, no meu emprego de babá eu iria conseguir o cachê que a Playboy pagava.E s-

— Arizona, você não precisa se explicar pra mim, eu não me importo se você era uma médica ou uma traficante, porque eu sei exatamente quem você é.Não importa o que disserem.Quero que você saiba que eu vou estar do seu lado pra sempre!Vai ser sempre a gente, vai ser sempre eu e você contra todo mundo.Ta bom?

— Eu te amo, você é a melhor amiga que eu poderia ter.

— Eu sei.E eu também te amo.

— Mas Maggie...O Daryl...

— Esquece ele.

— A gente se deu tão bem, e Maggie aquilo foi do nada, eu não fiz nada pra ele, porque ele fez aquilo?

— Quer que eu fale o por quê?

— Quero.

— Você não vai gostar.

— Fala, Maggie.

— Porque ele gosta de você.

— Ta eu também gosto dele mas e-

— Não, Arizona, ele GOSTA de você, daquele jeito...

Me levanto do colo dela e olho pra ela confusa.

— Porque acha isso?

— "Enquanto você se engraçava com o Abraham"
Ela repete a fala dele.

— Porque ele falaria isso?O que tem a ver?Que que tem você ter ficado com o Abraham?Nada, nada a ver, mas ele ficou puto com isso, e porque ele ficou puto com isso?Porque ele gosta de ti.

Ela fala com uma facilidade, e fazia muito sentindo.

— Maggie...Eu também gosto dele...

— ARIZONA!

— É que ele é tão-

— Filho da puta?Sim ele é.

— É que ele me trata tão bem e-

— Uuu, deu pra ver, faz 3 minutos que ele te chamou de vadia, puta, fácil, drogada fudi-

— Ta, entendi.

— Isso é tratar bem, Arizona?Você merece mais.

— Mas não acha que ele é uma boa pessoa?

— Ele é Arizona, mas fazer isso que ele fez é...Caramba ele te humilhou na frente de todo mundo.

— Não adianta chorar por isso né, agora ele tá com a Ally, que é mil vezes mais bonita que eu, mil vezes mais gostosa que eu, mil vezes m-

— PARA!Olha o que você tá falando criatura, o que tá acontecendo contigo?!Você tá enaltecendo a Ally?!Arizona!Qual o seu problema?Não importa o quão bonito ela seja, é da Ally que estamos falando.

— Nossa verdade, que horror.Vem, vamos sair daqui.

— É, vamos.

Fomos em direção até o quarto da Maggie e do Glenn.

— Oi Arizona, como você ta?
Glenn diz preocupado.

— Oi Glenn...

Respiro fundo e respondo.

— Já estive melhor...
E dou um sorrisinho leve.

— Ela vai dormir aqui.
Maggie diz.

— Já tinha imaginado isso, já fiz até uma caminha pra mim no chão.
Glenn diz apontando com o olhar uma cama improvisada com cobertores.

— Gente, imagina, eu agradeço muito, mas eu vou dormir lá com a Lizzie, ela já tinha me oferecido antes, bem capaz que o Glenn vai dormir no chão com esse frio.E eu to elétrica, provavelmente nem vou dormir direito hoje.

— Arizona...
Maggie diz.

— Sério gente, se eu precisar eu falo com vocês, mas relaxem, podem dormir.Boa noite gente.

Falo saindo da sala e indo até o refeitório, e no caminho cruzo com a Ally que estava saindo do meu quarto e do Daryl, irritada.

— O que ele vê em você garota?!
Ela me para e surta.

— VOCÊ ESTRAGOU MINHA NOITE COM O DARYL!PORQUE HOJE ELE TRANSOU COMIGO NO BANHEIRO, E AGORA ERA ELE TRANSAR TAMBÉM MAS ELE NÃO QUER POR SUA CAUSA!

— Vai fazer o que?Vai chorar?

— EU FARIA TUDO POR AQUELE HOMEM E ELE AINDA PREFERE VOCÊ!Eu sou mais bonita do que você, minha bunda é maior que a sua, meus peitos são maiores do que o seus.

— Mas são caídos, os meus são grandões e empinadinhos, os seus grandes e maiores do que os meus mas são caídos...

Falo dando um sorrisinho sarcástico porque tava incrível ver ela surtar.

— SUA VACA!

— Ally...

— EU SOU BEM MELHOR QUE VOCÊ EM TUDO, MEU CORPO É MAIS BONITO DO QUE O SEU, CARAMBA VOCÊ PARECE QUE É ANORÉXICA!Meu cabelo é mais bonito, meu olho, meu nariz...

— Que não é seu né, isso aí é uma rinoplastia bem mal feita.

— COMO QUE VOCÊ SABE?!

— Ta óbvio, como eu falei tá bem mal feita, tá tipo...Michel Jackson.

— COMO QUE ELE PREFERE VOCÊ?!Arizona, se eu e você tivéssemos morrendo agora, e ele precisasse salvar só uma de nós, ele salvaria você, mesmo você não estando nem aí pra ele, mesmo na situação que vocês estão, mesmo depois de tudo isso que aconteceu...Ele salvaria você...Ele mataria por você, ele morreria por você...Ele faria tudo por você!PORQUE?!

— Eu não sei Ally, mas eu faria tudo isso por ele também...Mesmo depois do que ele fez hoje...Eu faria tudo isso por ele, faria 10
vezes se precisasse...Mas eu faria sem pensar duas vezes...

— Ah...

— O que?

— Acho que entendi o porque ele prefere você...
Ela fala compreensiva.

— Ele nunca vai gostar de mim como gosta de você, ele nunca vai falar de mim, como fala de você...Caramba, quando ele fala de você os olhos dele brilham, ele abre um sorriso, só de falar de ti...Que ódio disso, ninguém me quer!

— Ally, porque não tenta com o Mark?Ele g-

— Não, porque já viu como ele ficou te secando?Todo mundo quer você!

— Não é verdade, e eu não quero ninguém, não vou ficar com ninguém, nem com o Daryl e muito menos com o Mark...Tenta com o Mark, eu sei que você quer o Daryl, mas tenta conhecer o Mark, ele é legal.

— E simpático e um gostoso.

— É...

— É mas esses homens me esgotam...Tchau fofinha.

— Tchau Ally...

Essa daí é totalmente louca.

  Fiquei pensando naquilo que ela me disse sobre o Daryl...Será que era verdade?Mas porque ela mentiria né?

Mas pensar nisso me fez voltar no que ele disse pra mim a pouco tempo...E me da vontade de chorar só de lembrar.

Chego no refeitório que estava em silêncio, e escuro porque já era tarde e todos estavam dormindo.

Sento na mesa e começo a pensar em tudo...Eu nem fui tentar dormir porque nem se eu quisesse eu conseguiria...

  Eu só queria beber, e beber muito, e daí eu lembrei que vi Abraham e Rosita guardando umas bebidas um uma caixa na dispensa.

  Vou até a dispensa e procuro procurou a droga da caixa.

  Achei e tinha até que bastante bebidas, eu fui direito na garrafa de vodka, porém...Peguei um whiskey pra garantir...

  Sentei no chão do refeitório e comecei a beber, e quando eu parava, lembrava do Daryl e bebia mais e mais...Até eu apagar?Sei lá o que aconteceu, a partir daí eu não me lembro de nada.

  Abro meus olhos devagar, e minha cabeça tava latejando...Eu não tava entendendo onde eu tava, mas parecia o meu quarto...Mas como se eu tava no refeitório?

Vejo que eu estava deitada em alguém, e era um homem ainda, tava sem camisa, me levanto um pouco meio tonta pra ver quem era e PUTA QUE ME PARIU ERA O DARYL!

Meu Deus do seu eu me recuso ter transado com o Daryl na mesma noite que ele tinha me chamado de puta e vadia...Que porra eu fiz?

(Agora a continuação da onde parou o capítulo anterior)

_____________________________
— Então...Eu já vou...
Falo me virando e indo em direção a porta.
_______________________________

Vai Daryl eu não quero sair, é só charme, me puxa pra dentro e me beija até me deixar sem fôlego...

Tá ele leu meu pensamento porque não é possível.
Daryl me puxou e me deu um beijo que nossa senhora...

Daryl me beijava ferozmente, e caramba como ele beijava bem.
Até que ele começa a descer aquela mão boba.

O nosso beijo tava ficando mais quente, mais urgente, aquela mão boba do Daryl tava me deixando doida.

Até que Daryl me vira e me joga na cama, ele vem por cima segura a minha nuca e me beija com tanta vontade, como se nunca fosse me beijar de novo...Cacete como tava bom!

Daryl coloca a mão dentro da minha a blusa e depois dentro do sutiã, e aperta meu peito...Que pegada meu pai amado!

Solto um gemidinho involuntário, e Daryl tira a minha blusa.
Vejo que ele olha pra cicatrizes que tenho na barriga, que não são poucas.Eu tenho muita vergonha delas porque são muito grandes e feias e acho que incomodou o Daryl...Sempre incomoda eles...

— O que foi?
Ele diz.

— Eu sei que é feio, é-

— Nada em você é feio Arizona, cada detalhe seu é perfeito.
Ele fala dando um beijo na cicatriz enorme que eu tenho em baixo dos meus peitos.

— Daryl...

— Nunca mais fala isso.

Ele diz me dando um beijo e tirando o meu sutiã.

Ele olha pros meus peitos como se fosse pular em cima deles.
Ele da um sorrisinho olhando pra eles e depois olha pra mim.

Caramba, eu daria tudo pra saber o que ele tava pensando.

Ele começa a beijar, chupar e meus peitos e eu solto vários gemidos.

Enquanto ele chupava meus peitos ele descia a mão por dentro do meu shorts.

Ele abriu o meu Jeans e começou de beijos na minha barriga, e foi descendo e descendo, até chegar lá em baixo e do nada...Ouvimos muitos tiros.

Eu e Daryl nos levantando rápido e nos olhamos assustados, porque tava muito barulho e muita gritaria.

Ele pega a sua besta e eu e ele vamos até a porta bem devagar, ele coloca a mão na frente de mim, sem me deixar passar.

— Fica atrás de mim.

Eu pego a minha regata que tava no chão e coloco rapidamente, e peguei um casaco preto de zíper que estava no guarda roupa e coloco rapidamente também.

Pego a minha arma e fico atrás do Daryl.

— NÃO...!EU VOU MATAR TODOS VOCÊS!PAI...!
Era voz da Maggie gritando desesperada.

Eu saio correndo preocupada com ela, mas Daryl me segura.

— Daryl!

— Calma.

— Minha melhor amiga tá gritando desesperadamente e você me pede pra se acalmar?!

E do nada vemos uma parte da república explodir e pegar fogo.

— Daryl, que porra a gente tá fazendo parado aqui ainda?Vamo logo.

Ele acena com a cabeça, e vai na frente.

Quando chegamos no refeitório vimos muito sangue no chão, e atrás da mesa estava Beth, com uma marca de bala na cabeça.

Ver aquilo foi tão horrível que eu não sei explicar, eu amava aquela garota.Era tão doce e gentil...E só de pensar que ela não estaria mais aqui...Me da vontade de chorar.

— Beth!Não...
Me abaixo e choro fazendo carinho no seu cabelo.

— A Beth...Por favor...Não...A gente precisa de você...A Maggie precisa de você...Por favor...

Daryl vem até mim e coloca a mão no meu ombro.

E eu o abraço forte e choro.

— N-nos temos que ir.
Ele fala com a voz engasgada e os olhos cheios de lágrimas.

— A gente não pode deixar ela aqui!

— Arizona...Não tem como levarmos ela, a gente tem que ver se tem alguém ferido, que precisa realmente da gente, a Beth não precisa mais...

Daryl tinha total razão, e me doeu MUITO ter que deixá-la ali, e não poder fazer um velório descente pra ela.

— Vamos...
Daryl me diz me dando a mão pra me ajudar a levantar.

— Cuida da gente aí de cima...Esse mundo não era pra ti...Você é boa demais pra estar nele, você é um anjo que agora tá no céu.Nós todos vamos ficar bem tá?Eu te amo.
Falo dando um beijo em sua mão.

E me despedir dela assim, foi uma das coisas mais difíceis que eu já fiz em toda a minha vida.

A república parecia estar vazia, mas tudo ainda estava um caos.

Quando saímos pra fora da república, vimos um tanque de guerra, e vários corpos de pessoas no chão, pessoas que não conhecíamos.

— Acha que eles atacaram a república?
Pergunto.

— Uhum.

Tava tudo pegando fogo, tudo quebrado, e quando achávamos que estávamos sozinho, mas escutamos mais tiros.

— TEM MAIS GENTE!
Escutamos uma voz abafada.

— Se baixa.
Daryl fala baixo puxando meu casaco.

  Ficamos em silêncio por alguns segundos até que começamos a trocar tiros com dois caras e Daryl consegue acertar um deles.Os rostos eram familiares, mas eu não tava vendo muito bem por conta da adrenalina.

  De repente mais um cara aparece por trás de mim e me segura.

— ARIZONA!Que saudades que sentimos!
  Uma voz irônica e debochada que eu conhecia muito bem disse.

  Meu coração acelerou, sentir as mãos dele em mim de novo me dava repulsa.

  Eram os homens do Jeffery, os caras onde eu tava antes daqui, o lugar da onde eu fugi.E esse que estava me segurando, era o próprio Jeffery.

  Todos se apontaram armas porém Daryl estava em desvantagem pois era dois contra um, já que Jaffery estava me segurando.

— Larga ela.
Daryl diz sério apontando a arma pro Jeffery que estava me segurando.

— Não...Deixa eu matar a saudade do meu doce anjinho...

  Ele fala passando a mão suavemente pelo meu corpo mas que já me dava nojo.

— Solta ela agora.

— Larga a arma no chão, bem devagar se não ela morre, gosto muito dessa garota mas se você não largar a arma eu não vou ter outra opção...

Jeffery destrava arma e põe dedo no gatilho.

— Última chance, larga a porra da arma se quiser que a tua namorada viva.

   Daryl abaixa a arma devagar, joga ela no chão e levanta as mãos.

  Outro que estávamos trocando tiros segura o Daryl.

— Bom, agora nós vamos conversar.

  Ele nos leva pra uma sala que não estávamos usando da república, que estava toda revirada com coisas quebras e velhas.

  Tinha uma cadeira onde o cara colocou Daryl sentado e o amarrou.

  E Jeffery me deixou de pé e me amarrou também.

— Nossa...
  Jeffery diz depois de me olhar de cima a baixo.

— Eu não lembrava que você era tão gostosa, você lembrava, Dan?

  Ele fala olhando pro cara que eu não lembrava o nome.

— Nossa Arizona, você usando esse shortinho, tá me deixando louco...

  Ele fala passando a mão pelo meu corpo novamente.

— Tira essa mão dela agora!
Daryl diz.

— Nossa olha esses peitos...Não eram assim da última vez que nos vimos.

— Se você colocar um dedo sequer nela, pode se considerar um homem morto.

  Jeffery vai até o Daryl com um sorrisinho.

— Que culhão hein, cara?Gostei.Olha só, vou fazer uma proposta.Você e a Arizona vivem, e fazem parte do meu grupo, você matou um dos meus caras, então você é bom.Porém pra vocês dois viverem e fazerem parte do seu grupo, vai ter uma condição, tudo que é de vocês vai ser nosso também, até a sua namorada.Se você comer ela, vai todo mundo comer...Porque, quem divide multiplica não é?

— Ta usando a chantagem errada Jeffery, não sou namorada dele.

— A melhor ainda, então...A gente te solta, te da armas, até comida, e você foge, mas a Arizona fica.
  Jeffery diz chegando bem perto do Daryl.

— Não.

— Ih, Arizona, ele quer te pegar hein...Olha a proposta que eu fiz pra ele e ele prefere ficar com você...Sabe que ela é uma puta né?O que tem de gostosa tem de puta, transava todo dia com todos os meus homens.

— Estupro, é o nome.
  Digo.

— Não...Você gostava, chegou uma época que você nem se contorcia mais.

— Porquê será?Quando você é estuprada todos os dias, sem exceção, você se acostuma Jeffery.

— Aaaa, tava com saudade desse seu jeito...

  Ele fala chegando bem perto de mim e tirando meu casaco e cantarolando.

— Saí daí!
Daryl fala num tom alto.

   O desespero começa a subir, mas eu tento me controlar pra não preocupar o Daryl.

  Jeffery rasga a minha blusa e como eu me vesti rápido eu estava sem sutiã.

— Olha um chupão aqui, isso aí cara, não é todas que tem uns assim né, tem que aproveitar.

  Jeffery sorri para Daryl que parecia que estava matando os dois com o olhar.

— SEUS FILHOS DA PUTA!VOCÊS VÃO MORRER!LARGA ELA!

— Não encosta em mim!

— Não vamos...

Vejo que Daryl consegue se soltar e vai em cima de Dan e o segura, pega a sua arma e a aponta pro mesmo.

— Larga ela e põe a sua arma no chão.AGORA!

  Jeffery faz o que ele manda.

— Levanta as mãos e se afasta dela.

  Jaffery faz isso, e Daryl pega a arma dele que está a no chão, e se aproxima de mim ainda com Dan nos braços.

  Mas com a sua outra mão Daryl pega o meu casaco e cobre meus seios.

E da um tiro em Jeffery e o mata.

  Ele solta o Dan que tenta sair correndo mas Daryl atira nele e o mata também.

Daryl me solta e eu pulo em seus braços dando um abraço forte.

— Você tá bem...?

— To.

— A gente deveria ir, não sabemos se tem mais gente vindo pra cá.

— É verdade.Vamos.
Falo fechando o zíper do meu casaco, eu precisava urgentemente de uma blusa.

— Vamos pregar nossas mochilas e fugir daqui.
Daryl fala indo em direção ao nosso quarto.

— Mas e se o nosso pessoal voltar?
Falo andando ao lado dele.

— Não vão.

— Tem alguma ideia pra onde eles podem ter ido?

— Não, mas acho que o grupo todo se separou, não só a gente.Se o grupo todo tivesse junto, teriam vindo procurar por nós.Acho que no meio do caos todos fugiram pra lugares diferentes.

— É, faz sentido.

   Quando chegamos no quarto, Daryl pega a mochila rápido e coloca algumas coisas.

  E eu troco de roupa rápido, pois está de shorts e só de casaco.

  Tiro meu short e meu casaco, e fico só de calcinha e Daryl fica me olhando, meu Deus QUE olhar...

  Ele percebe que eu vejo que ele estava me olhando e da um sorrisinho malicioso e me olhando de cima a baixo.

  Nossa eu tava doida pra pular em cima dele e tirar toda roupa dele e...Meu Deus...Arizona, te controla.

— Tarado.

— Gostosa.

  Gente...Me deixou até molhada.
  Meu Deus que tá acontecendo comigo?!

  Coloco um jeans preto desbotado, uma regata marrom que tinha um certo decote, e uma camisa xadrez que tinha bege, branco, e marrom.

  Pego umas roupas e coloco na mochila, apressada.

— Pegou tudo?
  Daryl pergunta.

— Peguei, vamos na dispensa pegar comida.

  Vamos até a dispensa, pegamos quase tudo que tinha e fomos em direção ao carro.

  Dou uma leva corridinha pro banco do motorista o que deixa Daryl bravo...

— Arizona...

— Vem, a gente não tem tempo.

Na estrada...

— Meu Deus você é PÉSSIMA no volante, horrível mesmo.

— A para, deixa de ser exagerados.

Depois de um tempo na estrada percebo que Daryl estava me olhando, acho que ele queria falar sobre a gente.Mas fingi nem ver.

— Droga...A gasolina vai acabar...

— Uhum, mas vai dar pra chegar até a cidade.

— Não acho que eles tenham ido pra cidade...

— Acha que não?

— Não...Acho qu- o que é aquilo ali?
  Falo quando vejo um mapa grudado em um muro e algo escrito em vermelho, parecia sangue.

— "Vá pra lá Glenn." "Maggie".
  Daryl lê.

  Saber que foi a Maggie que escreveu aquilo alivia meu coração, ela estava bem.

— Ai graças a Deus a Maggie tá bem.

  Falo desligando o carro e indo ver o mapa.

— "Alexandria, quem chega, sobrevive" Não gostei.
  Daryl lê.

— É também não fui muito com a cara porém essa é a nossa única chance, e pista de onde o pessoal possa estar.

  Daryl pega um mapa na sua mochila e faz anotações.

— É longe?
Pergunto.

— É.

— Então vamos, pelo menos temos carro.

— Que já tá ficando sem gasolina...

— Amo seu otimismo sabia?

— Eu dirijo.

— Não, porque eu não sei ler mapas.

— E também não sabe dirigir mas tá dirigindo.

  Entro no banco do motorista de novo e escuto Daryl resmungar.

— Ta deixa eu pensar que caminho é mais curto pra irmos.

— A gente pode ir pela 16 na Wellmour, e dar a volta no cruzamento da 15, e daí a gente já sairia na Brown.

— Pra alguém que não dirige você sabe de bastante coisa.É um bom caminho, pode ir.

— Eu não tenho carteira mas não tinha uma sexta à noite que eu tava em casa...Na real eu saia toda noite, mas final de semana...Eu saia sexta à noite e voltava pra casa na segunda feira de manhã.Minha mãe até chamava a polícia porque eu não era muito fã de atender o celular...

  Daryl balança a cabeça rindo.

— Que foi?

— Você é doida.

— É...mas ponho em prática a minha tatuagem, viu ela?Na costela?

— Não.

— Você me viu varias vezes sem blusa, como não viu a tutuagem?

— Porque quando você tá sem blusa eu reparo em outra coisa, não na costela.

  Daryl arranca umas risadas minhas.

— O que diz a sua tatuagem?

— "Todo mundo vai morrer, ninguém vai se lembrar, então...Fodasse!"

— Como assim "ninguém vai se lembrar"

— Se eu fizer alguma merda agora ninguém vai se lembrar, porque todo mundo um dia vai morrer, então só faz.

— Meu Deus...

— Que foi?Porque me olha como se tudo que eu fizesse fosse errado?

— Porque geralmente é errado.

Algum tempo na estrada...

— A gasolina acabou...
Digo encostando o carro.

— Vamos bater perna!
Digo saindo do carro junto com Daryl.

— Temos comidas pra uns dias, acho que vai ser o tempo de chegarmos lá.
Daryl diz olhando pro mapa.

Pego os meus óculos de sol que estavam na mochila, coloco eles.

— Acha que mais alguém além da Beth morreu?
Pergunto triste.

— Eu não sei, não vimos o corpo de mais ninguém, mas também não procuramos.Mas eles eram muitos Arizona...A gente pode torcer pra que não, porém temos que ser realistas.

— Quem você acha que pode ter...

— Hershel.

— Não.Ele é forte.

— Ele é velho e só tem uma perna, não é as características mais úteis quando precisasse correr.
As crianças talvez, Judith, Lizzie...

Daryl tinha razão...Porém prefiro pensar que não.

— Como era a sua vida antes de ser médica?

— Fudida.Mas cara, como eu gostava!Eu morava em um bairro da periferia de Chicago, morava sozinha em um apartamento pequeno, horroroso, que estava sempre com o aluguel atrasado, não parava em casa nunca, tava de ressaca toda semana, ia pra festas toda semana...Eu era bem ferrada em questão dinheiro, mas eu curtia a vida.Sabe como eu fazia pra pagar o aluguel?

— Transava com o inquilino.

Que macumba foi essas

— Como você sabe?!

— Transava com a minha também pra pagar o aluguel.

Caímos na gargalhada depois dessa.

— Tinha irmãos não tinha?

— Tinha, quatro, nessa época que eu era ferrada né, minha irmã mais velha Margot, era um advogado renomada, Lucas tava conseguindo bolsa de faculdade em Harvard, Bella tava se formando na segunda faculdade, e Zack tava no ensino médio como aluno de honra, vários prêmios, notas impecáveis, incontáveis prêmios de férias de ciências...Eu tava lá fumando maconha em festa...

— Nossa, como você deu tão errado?

— Sei lá, tinha pavor de uma vida tediosa, então eu só curtia...Tava certa, o mundo acabou e eu até que fiz bastante coisa.

— Engraçado, seus irmãos tem nomes normais...

— Meus pais me odiavam desde o útero.Porque meus pais queria que todos os filhos tivessem um nome do meio...O do meu irmão, Lucas Cameron Portman, a Margot é Margot Elizabeth Portman, A Bella é Isabella Riley Portman...Sabe qual é o meu nome do meio?Penélope!

  Daryl começa ir incansavelmente.

— Seu nome é Arizona Penélope Portman?!
  Ele questiona rindo.

— Seus pais te odiavam!
  Ele ainda dava risada.

— É, eu sei.

Depois de muitas horas na estrada...E final da tarde...

— Já vai escurecer, é pra ter um chalé velho a alguns quilômetros daqui, da pra passar a noite.

— Ta.

Depois de uns 20 minutos chegamos na casinha, tava bem velha, tudo revirado, tudo sujo, mas já dormi em lugares muito piores...

— Olha isso.
ele abre um armário que tem uns vidros com...Água?

— Água?

— Bebida, Arizona.

Ele pega e abre um vídeo e toma um pouco.

— É dos bons...
Ele fala limpando a boca e me entregando o vidro.

Tomo e tava muito forte, mas era bem bom mesmo.

— Dos bons mesmos.

— Engraçado que hoje mais cedo você falou que nunca mais ia beber...

— Eu falo isso quando eu to de ressaca, mas aí a ressaca passa, e eu esqueço como é a ressaca e bebo muito de novo.É igual filho, a mulher diz que a dor do parto é a pior dor do mundo, sofre igual uma desgraçada parindo, fora que quando nasce reclama que chora muito, e da muito trabalho...Da dois anos engravida de novo.

— Meu Deus como você fala.

— Falo como?

— Fala muito!

— Ai, até amanhã eu não vou falar uma palavra se quer.

— Você não tem essa capacidade.

— Claro que tenho!

— Já perdeu...

— Sabe que isso me lembra?Eu nunca.Ja jogou?

— Não.

— Cara, você não teve adolescência?

— Não.

Porque eu não calo a minha boca nunca?

— A que droga.

— É.

— Enfim, assim, você vai falar algo que nunca fez, ou que já fez tanto faz, se você já fez essa coisa, você toma um pouco da bebida, se não fez, não toma.

— Que idiota, e qual o objetivo?

— Rir muito e ficar bêbado, vamos jogar!

Me agacho no chão e na frente de uma caixa de madeira que faço como mesa, onde boto as bebidas.E Daryl senta a minha frente.

— Ta eu começo...Eu nunca...Usei uma besta.

— É isso o jogo?

— Só pra aquecer.

Ele toma um gole da bebida.

— Ta...Eu nunca...Saí de Georgia.

— Sério?Tá...
Falando tomando um gole da bebida.

— Eu nunca transei com alguém e me arrependi depois...

Queria ver se ele tinha se arrependido de transar com a Ally, mas não dava pra saber...Ele tomou um gole, mas podia ser qualquer pessoa.

E eu também tomei.

— Sua vez.

— Eu nunca tirei férias...

Caramba que triste.Que vida de merda.

— Nem pra acampar?

Ele só balança a cabeça com um "não".

— Era o que eu mais gostava de fazer.Amava acampar.

Falo tomando mais um gole da bebida.

Eu queria saber mais do passado do Daryl, ele era muito fechado.

— Eu nunca fui presa.

Ele olha sério pra mim, parecendo não gostar da minha pergunta.

— É isso que pensa de mim?
Daryl diz meio chateado.

— Daryl, eu pensei em briga de bar ou sei lá, nada sério, eu já fui presa por isso.Presa por dirigir sem carteira, por dirigir bêbada, por dar um soco num policial...Tenho muitas fixas na polícia mas por besteira, não por ser uma assassina em série, isso que imaginei pra você.

— Vai, pode tomar.

Tomo um gole e fico esperando ele tomar.

— Nunca foi preso mesmo?

— Vai a merda Arizona, é difícil pensar que eu presto?

Daryl levanta da mesa bravo.

— Daryl!

— Vai, acha que eu fui preso por que?Hãn?Vai, fala.

— Daryl...

Me assusto com ele porque ele tava gritando muito e tava nervoso.

E ele vê que eu me assusto e fica confuso.

— Tem medo de mim?!

— O que?Daryl, claro que não.

— Então vem cá!

Ele me diz me puxando forte e me fazendo levantar.

— Me da a sua arma, e a sua faca.

— Pra que?

— Me da.

Entregado a minha faca e a minha arma pra ele.

— Agora entra ali.

Ele fala indicando uma porta que era tipo armário, mal dava pra se mexer.

Eu entro e ele também, e ele fecha a porta.

— E agora tem medo?Você tá sozinha comigo, desarmada...Acha que eu possa tentar algo?

— Não, Daryl.

— É?Não acha que eu possa te matar?

Ele pega a arma e aponta pra minha barriga.

— Talvez eu já tivesse na prisão por ser um assassino, acha isso?

— Não, eu não tenho medo de você.

— Uhum.
Ele fala guardando a arma.

— E se eu chegar bem perto de você, assim.
Ele fala chegando bem perto de mim e sussurrando no meu ouvido.

— E eu tirar meu cinto.
Ele diz tirando o cinto da calça e meu desespero começa a bater.

Eu sei que o Daryl jamais faria algo assim mas eu imaginei que fosse efeito da bebida ou sei lá...

— Daryl...
Falo com os olhos marejados, estava prestes a chorar de desespero.

— Por favor não faz isso...
Falo baixinho tentando empurrar ele.

Daryl enche os olhos com lágrimas e olha ela mim decepcionado.

— Eu nunca- Eu jamais encostaria um dedo sequer em você sem você querer Arizona.Ou com qualquer outra pessoa, eu sei que você aparentemente não acredita, mas eu jamais seria capaz de fazer isso, destruir a vida de alguém dessa forma, principalmente a sua.

O que eu tava pensando?Era óbvio que Daryl jamais faria aquilo.

— Daryl...

Falo colocando as mãos no seu rosto enquanto lagrimas rolavam.

Ele tira a minha mão bruscamente.

— Desculpa se te assustei, mas por incrível que possa parecer, eu não sou um estuprador, Arizona.

— Eu sei que não é Daryl, me desculpa.Não me assustou, você não me assusta.

Daryl sai do quartinho esbravejando.

— Daryl por favor, me escuta.

— COMO QUE VOCÊ ACHOU QUE EU SERIA CAPAZ DE FAZER ISSO?

— E não acho!

— ARIZONA, ONTEM MESMO VOCÊ TAVA BÊBADA E HOJE NÃO LEMBRAVA DE NADA, ACHA QUE SE EU QUISESSE FAZER ALGO, EU JA NÃO TERIA FEITO?COM CERTEZA NÃO ME FALTOU OPORTUNIDADE.EU TE DEI BANHO, VOCÊ FICOU ABRAÇADA COMIGO PELADA NO BANHO, DEPOIS NO QUARTO VOCÊ SUBIU EM CIMA DE MIM E TENTOU ME BEIJAR...

— Eu sei Daryl...

— ACHA QUE SE EU TIVESSE FEITO ALGO EU TERIA CONTADO ISSO?ACHA QUE SE EU QUISESSE FAZER ALGO, EU JÁ NÃO TINHA FEITO?!

— Daryl, me escuta, por favor.

Ele me da atenção e me olha com um olhar de raiva e reprovação.

— Eu não sei se você lembra, mas a algumas horas, Jeffery ia me estuprar Daryl, se você não tivesse se soltado, ele ia...E talvez, só talvez eu ainda esteja assustada...Mas Daryl, pode ter certeza, que você é o único homem nessa terra que eu confiaria tudo, a minha vida, o meu corpo, as minhas coisas...Que eu sei que você nunca faria algo pra me prejudicar.Eu sei que você mesmo estando muito puto e decepcionado comigo, você faria tudo pra me proteger, não importa a situação, eu sei.Eu sei disso.

— Você devia saber que eu faria qualquer coisa por você, Arizona.

— Eu sei, e eu também por você.

— Eu morreria por você, Arizona, sem pensar duas vezes, faria isso um milhão de vezes se fosse preciso...Eu mataria por você, eu seguraria uma granada por você, porque eu t-

Porque ele me ama?!Daryl me ama?!

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