Tudo Que Ela Quer

Oleh heemi_

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Ela é mulher com marra de menina. Joga o jogo, leva o jeito e quer sair por cima. E mandou me dizer, pelo bri... Lebih Banyak

Sinopse
Prólogo
Capítulo 1
Capítulo 2
Capítulo 3
Capítulo 4
Capítulo 5 (Parte 1)
Capítulo 5 (Parte 2)
Capítulo 6 (Parte 1)
Capítulo 7 (Parte 1)
Capítulo 7 (Parte 2)
Capítulo 7 (Parte 3)
Capítulo 8 (Parte 1)
Capítulo 8 (Parte 2)
Capítulo 8 (Parte 3)
Capítulo 9 (Parte 1)
Capítulo 9 (Parte 2)
Capítulo 10
Capítulo 11 (Parte 1)
Capítulo 11 (Parte 2)
Capítulo 12
Capítulo 13
Capítulo 14
Bônus Carol
Capítulo 15
Capítulo 16
Capítulo 17
Capítulo 18
Capítulo 19
Bônus Carol II
Capítulo 20 (Parte 1)
Capítulo 20 (Parte 2)
Capítulo 20 (Parte 3)
Capítulo 21
Capítulo 22 - Final
Epílogo

Capítulo 6 (Parte 2)

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Oleh heemi_

— Enzo?  — concordo com um aceno — O que foi dessa vez?

Eu conto do almoço de ontem, do jantar, do filme... E da noite maravilhosa que passamos.

— E agora você acha que já está na hora de dar um basta?

— Sim. Não dá, amiga. Eu vou acabar magoando ele.

— Amiga, sinceramente, não acha que está na hora de recomeçar, de se dar a chance de ser feliz com alguém?

— Não, eu não acho. Eu não sou para namorar, Carol. Eu só quero curtir minha vida ao máximo, e quem sabe depois, eu pense nessas coisas de namorar, casar...

 

Carol finalmente se deu por vencida e, assentiu.

Tive uma prova, e logo depois fui liberada. Como Carol era de outro curso, não pôde sair. E eu fui para casa de ônibus. Aproveitei para dar uma geral lá em casa, e deixei tudo um brinco. Fiz um almoço rapidinho, almocei, tomei banho e me arrumei para o trabalho. Por sorte, o shopping não é muito longe de casa, então logo cheguei ao trabalho.

A tarde passou-se rápido, e na hora do meu intervalo liguei para minha mãe.

— Minha filha! — disse eufórica.

— Oi, mãe! Está tudo bem?

— Melhor agora, meu anjo! E como você está? Está comendo direitinho? E a faculdade?

— Calma, mãe! — ri — Está tudo em ordem.

— Que bom, meu amor. Estou morrendo de saudade.

— Então, liguei para avisar que vou passar aí depois do trabalho...

— Ai, que bom! Vou aproveitar e fazer aquela torta alemã que você adora! 

— Que otimo! Então até mais tarde. Beijo. 

Desliguei e fui lanchar.

No final do dia, peguei um ônibus e fui para a casa dos meus pais. Quando estava quase chegando, sinto meu celular vibrar, olho e vejo que é Enzo me ligando. Não rejeito, mas também não atendo.

Chego na casa de meus pais e entro com a minha chave mesmo.

— Cheguei!  — grito quando chego na sala.

— Filhaaa!  — minha mãe vem em minha direção e me abraça — Que saudade, meu amor!

— Eu também, mãe!  — retribuo o abraço — Cadê papai?

— Foi comprar cerveja para vocês. Af, não sei como vocês conseguem beber aquele trem ruim!  — revira os olhos. Eu apenas ri. Essa é minha mãe!

Fomos para a cozinha e no caminho ela disse que a torta alemã já está pronta só me esperando para devora-la.

— E como andam as coisas, filha? — e quando ela diz isso, quer saber dos "gatinhos".

— Eu vim atrás dos seus conselhos...  —sorri.

— Eba! Finalmente! — diz animada.

Eu apenas ri.

— Depois do jantar a gente conversa. Você vai dormir aqui? Pedi para a Cibele limpar seu quarto.

— Vou sim. Sinto muita saudade disso aqui — sorri.

— Minha princesa! — meu pai fala quando entra na cozinha.

— Oi, pai — o abraço — Que saudade!

— Também senti muito! Não some assim mais não — beija minha testa.

— Pai, eu quero conversar com o senhor — ele assente.

Deixamos minha mãe na cozinha e fomos para a sala.

— Diga, filha.

— Desde que saí de casa, eu fiz umas economias. Na época do estágio, o salário não era muito bom, mas mesmo assim consegui guardar uns trocadinhos. E desde que eu entrei na loja, deu para guardar um pouco mais...

— Tá, filha. Eu sei que nesse quesito de economizar, você saiu puxando à mim — riu — Mas onde você quer chegar?

— Eu acho que é a hora de comprar um carro.

— Sério, filha? Que bom! Assim que você entrou para a faculdade eu queria te dar de presente, mas você nunca quis.

— Eu sei, pai. Mas agora eu realmente estou precisando. Não gosto muito de sobrecarregar a Carol. Ela mora longe da minha casa, mas mesmo assim insiste em me dar carona.

— Entendo. A Carol é uma menina de Ouro, minha filha. Não poderia ter amizade melhor.

— Eu sei — sorri.

— Então, que dia você está livre?

— Amanhã só vou ter uma prova e depois estou liberada. Então eu acho que dá tempo. Ou essas coisas são demoradas?

— O gerente do banco é meu amigo. Vai ser rapidinho — rimos.

Jantamos em um clima ótimo, eu e papai falamos bastante besteira e minha mãe só revirando os olhos como sempre faz. Na sobremesa, comi quase a metade da torta alemã que minha mãe havia feito. Depois assistimos um filme, de comédia, é  claro, já que minha mãe odeia filme de terror. Logo após o filme acabar, papai subiu dizendo que ia se aprontar para dormir, e que estava esperando por mamãe, sem contar o sorriso malicioso que ele tinha nos lábios. Nem quando eu estou aqui eles perdoam. Safados.

— Então, filha, conte-me tudo.

Aí eu contei desde quando eu conheci o Enzo, e todo o resto da história.

— Mas filha, se ele é um rapaz do bem, trabalhador, e ainda por cima gato. Porque você não quer mais?

— Mãe, a senhora sabe que desde... você sabe, eu tenho horror à namoro.

— Filha, só porque você se magoou no seu primeiro namoro, não quer dizer que com o Enzo vai ser do mesmo jeito.

— Não dá, mãe. Eu saí segunda-feira, hoje é quarta e eu já  estou louca para sair para beber a noite toda.

— Ele pode sair com você.

— Mãe, eu já estou decidida.

— Eu só acho que se...

— Mãe! — a interrompo — Não adianta. Eu não quero!

— Você é igual seu pai mesmo. Quando coloca uma coisa na cabeça, não tem jeito.

Rimos juntas. E tenho que concordar com ela.Eu e meu pai somos bastantes parecidos na personalidade. Herdei da minha mãe só os olhos azuis e a vaidade que toda mulher tem.

Depois de conversar bastande com minha mãe, subo para o meu antigo quarto, tomo um banho e deito na cama. Pego meu celular para dar um checada, e vejo a ligação não atendida do Enzo. Reflito por uns segundos, e decido que é melhor não retornar, para não dar esperanças à ele.

Porém, quando estou quase pegando no sono, meu celular toca.

Atendo sem olhar quem é, e me arrependo no segundo seguinte quando escuto a voz do outro lado.

— Bruna? — meu coração dispara ao escutar sua voz. Que porra é essa?

— Oi, Enzo.

— Sumiu o dia todo. Aconteceu algo?

— Não, está tudo bem.

— Senti saudade — ele ri. Oh merda, ele ri de lá, e de cá eu imagino seu sorriso.

— É... Vamos almoçar amanhã? 

— Claro. Eu te busco na faculdade.

Nos despedimos e eu solto um longo suspiro.

É amanhã que eu dou um basta nisso.

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