A Justiceira {CONCLUÍDA}

By LihAlves15

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Eliza Armstrong uma agente que serve à uma organização secreta é enviada para a cidade de Nova York com uma ú... More

Playlist
Prólogo
01- A Víbora Negra
02- Uma nova missão
03- Nova York
04- Jantar à luz de lâminas
05- Amigos provisórios
06- O nascimento de uma heroína
07- A missão
08- Sorrisos involuntários
09- Ataques na madrugada
10- Guerra declarada
11- Aviso prévio
12- Uma vítma e sua salvadora
13- Um novo integrante
14- Encurralados
15- Longo histórico antigo
16- Há partes de mim, que eu não posso esconder
17- Nyssa Al-Makki
19- Confissões
20- O caos reina
21- Oficialmente foras da lei
22- Reféns
23- Desmascarada
24- Lendas nunca morrem, elas se tornam parte de você
25- Um novo recomeço
Epílogo
AVISO!

18- Novos inimigos para a conta

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By LihAlves15

"Não preciso de modelos, não preciso de heróis, eu tenho os meus amigos" - Renato Russo

Eliza Armstrong:

Após nosso retorno ao covil no meio do nada que estávamos usando para agir, eu sentia o olhar de todos queimando minhas costas enquanto eu mesma me livrava da flecha que estava em minha barriga. A flecha não chegou a de fato fazer grandes impactos, então isso me permitia fazer um curativo eu mesma usando um espelho.

Às minhas costas, Dylan cuidava do próprio ferimento no antebraço causado pela adaga, enquanto os dois loiros restantes me encaravam, esperando uma resposta.

Na realidade, eu mesma precisava de uma resposta naquele momento. Eu não esperava vê-lo naquele lugar, pior ainda, eu não esperava que iria reagir daquela maneira. Depois de todos aqueles anos, eu acreditava ter criado uma espécie de "imunidade" — digamos assim — contra os ataques dele.

Me virei de frente para ele, preparada para enfrentar os questionamentos que viriam a seguir, e me deparei com três par de olhos — incluindo Dylan, que já estava ao lado dos amigos — me encarando pacientemente.

— Podem perguntar! — anunciei

— Eu tenho duas perguntas básicas... — começou com Anthony — Primeiro, aquele era o seu pai? E segundo, como ele se move tão rápido?

— E terceiro, ele não tinha morrido? — Dylan completou.

— Eu nunca disse que ele morreu! — respondi, olhando para Dylan — Meu pai é ótimo soldado, treinado por um ótimo soldado que preparou ótimos soldados, é natural que a agilidade quase anormal seja uma de suas características.

— Ele deixou alguma coisa escapar, algo útil? — perguntou Damon.

Dei de ombros, deixando claro a resposta. Ele nunca fala nada, a única maneira dele demonstrar o que está pensando é fazendo o que planeja. Mohamed Al-Makki criou a mulher que futuramente seria uma espiã da HARPIA, então se existia algo em que ele era bom, era arrancar segredos sem sequer abrir a boca.

— Nada útil, apenas o que nós já sabíamos — informei — Ele realmente vai tentar afundar a cidade, mas não sei quando!

Minha fala saía mórbida em um suspiro, quase monótona, eu estava exausta, havia noites que não dormia e claramente não dormiria mais aquela noite, mesmo que o tempo lhe permitisse. Ela sabia o que iria acontecer caso dormisse, era sempre o mesmo filme.

Eu lembro de tudo, surto, perco o controle, pessoas inocentes pagam.

Era sempre assim, nessa respectiva sequência. Fazia bons longos anos que eu não tinha um ataque de pânico, o último foi há mais ou menos cinco anos atrás, logo quando entrei na HARPIA. O medo constante de me descobrirem, assim como a sensação constante de vigilância — nessa época, eles ainda não confiavam em mim, se é que em algum momento confiaram, então colocavam vigilância constante sobre mim.

Da última vez, matei cerca de cinco pessoas, no mínimo. Durante a crise, a única coisa que conseguia ver era o rosto dele, e o único sentimento que lembro, era o alívio de por um instante ter me livrado dele. Mas, o alívio era passageiro, pois quando a ilusão acabava, eu me encontrava cercada por corpos mergulhados em poças de sangue, assim como minhas mãos.

— E agora, o que a gente faz? — Anthony perguntou.

— Não sei! — assumi, seguido de um suspiro cansado.

Eu certamente estava em meu pior estado físico. Havia indícios de algumas olheiras que surgiam aos poucos abaixo de meus olhos, novas cicatrizes surgiam em novas partes do meu corpo. Essa certamente está sendo a missão mais demorada e mais consumidora de toda a minha vida.

— Eliza, há quantas noites você não dorme? — Anthony perguntou.

— Algumas... — confessei, tentando soar com naturalidade — Eu venho vistoriando alguns bairros quando saio daqui, e ...

— Ela tem síndrome do pânico! — Dylan me interrompeu, chamando a atenção de todos para ele.

Eu engoli em seco ao ouvir aquilo. Nunca procurei buscar ajuda, para isso, seria necessário contar o que desencadeia meus surtos, começando por toda a minha história, e no final apenas duas coisas poderiam acontecer, ou a psicóloga ficaria assustada, ou eu teria um surto durante o encontro e a mataria.

Eu nunca assumi aquilo em voz alta, assim como ninguém nunca me jogou aquela informação. Isso apenas aguçava minha curiosidade para saber como Dylan descobriu.

— Assim provavelmente deve ter um grau elevado de ansiedade! — acrescentou ele — Os sonhos desencadeiam os demais pontos. Você tem sonhos, não é?

— Não sei de onde tirou isso! — menti descaradamente.

— Eu não tirei, nós vimos! — ele indicou a si e a Damon, e ao ver minha expressão acrescentou em seguida — Na manhã em que a mídia anunciou a chegada da Justiceira, quando entramos nos seu apartamento e você ainda estava dormindo, vimos você em meio a algum pesadelo, mas preferimos fingir indiferença.

— Para de mentir! — falei, a voz falhando enquanto fechava as mãos trêmulas em punho.

— Eliz! — Anthony chamou minha atenção, usando algum apelido que provavelmente acabara de criar. — Você precisa de ajuda!

— Parem de me olhar assim! — falei em tom mais ríspido e mais alto — Se eu precisasse de um terapeuta eu procuraria!

Me levantei, parando no meio dos três homens enquanto tentava ordenar meus pensamentos novamente.

Eu não queria perder o controle, não aqui, não com eles. Passei tanto tempo vagando sozinha, pela primeira vez, eu tinha alguém que era mais do que um parceiro de trabalho — pelo menos, por enquanto — e eles não precisavam saber dessa parte da minha vida, uma parte que há tanto tempo que tento esconder.

Independente de qual rumo aquela discussão fosse tomar, ela foi interrompida por alguns passos que se aproximavam lá fora. Virei meu corpo para o monitor de uma câmera, onde um estranho movimento surgiu.

Prevendo o que eu estava pensando, todos se colocaram de frente para a porta em posição de ataque. Damon e Dylan armados com suas respectivas armas, Anthony ao meu lado com seu arco e flecha, enquanto eu estava no centro, entre os três, contando apenas com minhas habilidades.

Ouvi quando a porta lateral foi aberta com um bipe de um dispositivo tecnológico muito utilizado pela HARPIA. E assim que as câmeras mostraram o estranho invasor mascarado parado diante da porta da sala onde estávamos, já estávamos prontos para o ataque.

A cena a seguir poderia até mesmo ser cômica, se não fosse trágica. Quando o suposto invasor irrompeu de maneira dramática a porta de entrada, todos as armas estavam apontadas para ele, que por sua vez, murmurou um "calma, soldados" antes de retirar a máscara, revelando sua identidade.

A mulher alta, de cabelos castanhos cor de mel sorria para todos enquanto mostrava as mãos desarmadas. Hilary estava parada diante de nós, usando um macacão azul extremamente escuro com uma bota preta de cano alto — um traje que eu particularmente nunca a vi usando.

— Tá tudo bem, eu conheço ela! — falei, relaxando os músculos — Veio em nome da HARPIA.

— Não dessa vez! — ela falou, se aproximando de mim — A HARPIA desertou!

Meus olhos se arregalaram, enquanto eu tentava entender exatamente o que ela estava falando.

— O quê? — perguntei chocada.

— Isso que você ouviu! — ela disse — Nesse momento, a HARPIA e o governo não trabalham mais juntos, então você pode imaginar que coloquei minha cabeça ao prêmio vendo lhe avisar.

— O que aconteceu?

— Acontece que a missão que lhe deram é "clandestina", o governo nunca aprovou essa missão nem concorda com ela! — meus olhos correram para os dois detetives que se entreolharam naquele momento — Porque neste caso, essa missão é de teor particular e visando benefício próprio.

— Pode ir ao ponto? — apressou Anthony.

— No fim das contas, a HARPIA nunca teve intenção de parar de fato as ações de Arthur Lombardi, na realidade, seu único objetivo sempre foi unicamente tirar o rival da jogada. — ela acrescentou em seguida — Tomei a liberdade em estudar o caso, e descobri que a real intenção de Arthur é se dá a autonomia do poder, colocar a própria família no topo da hierarquia social.

— O típico vilão que quer dominar o mundo! — falou Damon

— Exatamente! — falou Hilary — Então por isso uniu-se a terroristas para mascarar a atenção da mídia, provavelmente pensando em passar a perna neles mais a frente!

— Talvez eles passem a perna nele primeiro! — falei

— Onde a HARPIA entra nisso? — perguntou Anthony.

— Eles querem o mesmo que Arthur, e vão tentar o mesmo que ele — Hilary explicou — Entendam, nós temos três lados ricos, poderosos e todos armados com bombas prestes a explodir!

— Vai ser uma guerra civil, milhares vão morrer! — falei.

Deixei um suspiro cansado fugir. O mundo estava caindo, uma guerra estava se formando, e no meio de tudo isso, estava a população americana que não tinham ideia do que estava acontecendo, pessoas que não tinham e não podiam lutar.

— A partir de hoje, temos uma guerra para lutar, assim como nos tornamos alvos de três grandes poderes! — Hilary falou e todos nós assentiram em concordância.

Agora tínhamos uma nova aliada, assim como um novo inimigo na conta.

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