A Justiceira {CONCLUÍDA}

De LihAlves15

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Eliza Armstrong uma agente que serve à uma organização secreta é enviada para a cidade de Nova York com uma ú... Mais

Playlist
Prólogo
01- A Víbora Negra
02- Uma nova missão
03- Nova York
04- Jantar à luz de lâminas
05- Amigos provisórios
06- O nascimento de uma heroína
07- A missão
08- Sorrisos involuntários
09- Ataques na madrugada
10- Guerra declarada
11- Aviso prévio
12- Uma vítma e sua salvadora
13- Um novo integrante
15- Longo histórico antigo
16- Há partes de mim, que eu não posso esconder
17- Nyssa Al-Makki
18- Novos inimigos para a conta
19- Confissões
20- O caos reina
21- Oficialmente foras da lei
22- Reféns
23- Desmascarada
24- Lendas nunca morrem, elas se tornam parte de você
25- Um novo recomeço
Epílogo
AVISO!

14- Encurralados

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De LihAlves15

"Quando cercar um inimigo, deixe uma saída para ele, caso contrário ele lutará até a morte" - Sun Tzu 

Eliza Armstrong:

Minhas noites de sono vinham diminuindo cada vez mais , na realidade, desde que cheguei em Nova York, foram raras as noites de sono inteiras que tive. Eram exatas duas horas da manhã de segunda feira, ao chegar em meu apartamento, a primeira notificação que recebi foram dos dois detetives avisando para encontrá-los na "sede da Justiceira" — apelido criado especialmente por Damon.

Ao chegar no local, deparei-me com uma estranha empolgação do detetive loiro já que aparentemente, Anthony teria conseguido quebrar a crepitação, e agora, podíamos ver livremente o que Arthur estava guardando.

— Como conseguiu quebrar a crepitação? — Dylan perguntou, ao loiro sentado diante do notebook.

— Anos de experiência com computadores, inclusive, o exército americano costuma me chamar para fazer isso com muita frequência, è claro que sob juramento de sigilo! — acrescentou ele.

Anthony clicou duas vezes sobre uma pasta de arquivos salva no pen drive, que ao ser aberta, expôs na tela uma série de plantas de projetos minimamente calculados. A princípio, surgiu uma espécie de figuras estranhas que pareciam completar uma a outra, quase como em um quebra cabeça.

— Modelos de bombas diferentes com capacidades destrutivas diferentes! — expliquei, apontando para a tela.

Anthony clicou em uma segunda pasta — cujo nome era uma sequência numérica imprecisa — ao abri-la, uma mapa da cidade de Nova York surgiu, onde havia pontos específicos do distrito de Nova York que estavam marcados em vermelho.

Na região de Manhattan, havia um ponto vermelho sobre a construção do Wall Street — sede da bolsa de valores de Nova York, o maior símbolo econômico da cidade. No Central Park— o mais famoso parque localizado no centro de Nova York. Mais uma marcação na sede da ONU — Organização das Nações Unidas.

Todas as marcações eram de locais importantes de NY, alguns dos símbolos mais importantes dos Estados Unidos, e no fundo, todos naquela sala já haviam entendido o que Arthur pretendia fazer.

— Ele vai explodir tudo! — Dylan concluiu, antes que eu pudesse falar.

Todos presentes naquele lugar, se entreolharam, porém, a atenção de todos foi para Anthony, que encarava atentamente a tela do computador, os olhos arregalados, as mãos fechadas em punho e trêmulas, o sangue parecia ter se esvaído de seu rosto, deixando sua pele mais pálida. Era como se ele estivesse em um estado de choque.

— Isso me parece mais uma versão mais evoluída do ataque de 11 de Setembro! — disse Damon.

O ataque de 11 de Setembro certamente foi um dos maiores atentados terroristas da história dos EUA, e isso não me deixava mais calma, principalmente após saber das ligações exteriores encontradas no telefone descartável de Arthur.

Aquilo certamente me parecia muito semelhante com os planos de alguns conhecidos na Arábia Saudita, mas eu certamente não iria falar nada antes do tempo, prefiro continuar achando que são apenas ideias lunáticas de um lunático genocida.

— Anthony? — o chamei, acordando-o de seu transe de surpresa — Acha que vai conseguir mentir para ele, quando o ver?

Ele apenas me encarou, dando um leve assentir de cabeça para mim em resposta, e em forma de conforto, dei um leve aperto em seu ombro.

— Parte de mentir, é encarar a pessoa bem nos olhos enquanto fala — sugerir a ele — Demonstra confiança e certeza do que está falando!

Novamente a única resposta que consegui foi um assentir em resposta, ele estava praticamente paralisado com o que descobria. Era difícil descobrir que convivia com um louco psicopata dentro da sua casa, principalmente quando esse louco psicopata era o seu pai.

O silêncio foi quebrado pelo ecoar de um alarme de notificação vindo de outro computador do outro lado da sala. Caminhei em direção a ele, que exibia um aviso de notificação na tela.

— Colocou um alarme de segurança aqui? — perguntou Dylan, já se encontrando ao meu lado.

— Também, mas não é ele! — afirmei, enquanto apertava rapidamente uma sequência de teclas no teclado — É o alarme da polícia. Eu posso ter unificado em uma rede só os meios de comunicação da polícia

— Isso é crime, sabia? — bradou Damon!

Ignorei sua última fala, enquanto analisava a denúncia que postergou. Três caminhões entraram no distrito de Manhattan com um carregamento de armas ilegais.

— Minha cota já tá no vermelho mesmo! — brinquei, enquanto caminhava até o mostrador onde estava o meu traje de Justiceira.

— E lá vamos nós! — murmurou Dylan.

— Dessa vez não! — gritei enquanto vestia a calça de couro apertada do outro lado da sala — Vocês ficam e me dão cobertura daqui através dos comunicadores, eu dou conta desses!

Após terminar de rapidamente colocar todos os itens no cinto que sempre uso, caminhei até a bancada, pegando quatro comunicadores pequenos, lançando-os para os três homens na sala— agora que Anthony parecia minimamente mais calmo — ficando com o último para mim.

— Tem certeza que quer ir sozinha? — perguntou Dylan me assistindo abrir o grande portão para passar com a moto.

— Você está preocupado comigo, o que aconteceu? — brinquei, enquanto colocava meu capacete, para em seguida subir no automóvel — Mas eu tenho certeza sim, é o meu trabalho.

Liguei a moto, cujo motor realizou o rugido tradicional que aumentava quando o acelerador era pressionado.

— Vejo vocês em minutos, soldados! — falei, antes de pressionar mais uma vez o acelerador, saindo definitivamente do esconderijo, e sendo abraçado pela noite, em mais uma madrugada de trabalho.

{...}

Não sei exatamente em que momento uma missão que deveria ser simples, rápida e eficaz tornou-se uma perseguição criminosa. Eu estava perseguindo há exatos trinta e cinco minutos três caminhões que passaram pela entrada de Nova York com uma carga de armamento não permitida, e enquanto eu os perseguia à uma velocidade além do recomendável, Anthony e os detetives me mandavam as coordenadas de onde estavam — isso graças à um pequeno dispositivo que conseguir lançar em uma das portas dos caminhões de uma transportadora.

— Eu perdi eles de vista! — falei pelo comunicador, ouvindo ao fundo o palavrão falado por Dylan.

Não perdeu não, eles estão do seu lado! — Anthony disse

— Se eu estou dizendo que os perdi é porque ...

Independente de qualquer coisa que estivesse planejando dizer, ela se perdeu no ar quando um dos três automóveis praticamente se chocaram contra um carro, lançando-o em minha direção. Em virtude disso, tive que desacelerar a moto, ficando praticamente presa no meio da rua.

As duas portas do grande carro de transporte se abriram, revelando uma série de homens com os rostos cobertos por máscaras pretas — com visão apenas para seus olhos — que portavam metralhadoras em mãos.

Uma série de tiros começaram a ser lançados em minha direção, e a única coisa que era minimamente audível no meio de todos aqueles disparos, eram os gritos que vinham do comunicador.

Eliza! — foi a vez de Dylan gritar — Qual a situação?

Calma, o nome dela é Eliza? — Anthony perguntou, me fazendo revirar os olhos.

— Digamos que eu acabei de virar um alvo! — falei o mais alto possível.

Eu tentava me concentrar entre sair do meio daquela confusão e tentar entender o que o trio de homens falava, porém, meus planos foram interrompidos quando um disparo atingiu propositalmente o pneu traseiro da moto, que começou a perder a velocidade aos poucos.

Usando o apoio de meu corpo, virei-a para o lado esquerdo, fazendo com que nós duas nos jogássemos contra um carro que estava estacionado no meio da rua, e sendo praticamente arremessada contra o escapamento da rua.

Buscando algo em que me apoiar, pressionei a mão esquerda no chão, diminuindo a velocidade do meu corpo, enquanto na outra portava um revólver tentando devolver o tiros para os homens.

A penumbra no ambiente dificultava a visão de qualquer alvo, isso misturado ao fato de que os tiros estavam sendo lançados em minha direção. Em um dado momento, acertei certeiramente no peito de um dos atiradores, que no momento da curva foi arremessado para fora do carro, que após virar a esquina sumiu na calada da noite, deixando-nos para trás.

Mais rápido do que meus batimentos cardíacos, corri em direção ao homem que caiu no chão, chegando se estava realmente morto, enquanto os gritos vindos do comunicador ecoavam em minha cabeça — eu certamente teria uma grande dor de cabeça.

Me agachei perto do homem — que infelizmente, já estava morto — e puxei sua máscara para cima, tendo a visão de um homem de barba grande e pele um pouco mais escura em um tom mediterrâneo. A arma que caiu ao seu lado era de porte grande, e as balas que dela caíram eram revestidas por uma dupla camada metalizada.

Eliza? — perguntou Damon — Consigo ouvir sua respiração, o que aconteceu?

Minhas mãos tremeram enquanto eu criava coragem para olhar, eram apenas uma marca, mas eu temia que ela existisse. Então, ignorando o chamar de Damon, eu levantei o tecido que cobria o lado direito da costela do homem, deixando a tatuagem marcada em tinta preta surgisse em meu campo de visão.

Eliza? — Dylan murmurou, chamando sua atenção.

— Acho que já descobri quem é o amigo do nosso querido Arthur! — falei ofegante, tentando buscar o controle e o ar que parecia ter fugido de mim — Nós estamos encurralados por terroristas!

Pelos próximos segundos, o silêncio reinou, tanto do lado de lá como onde estou, ninguém esperava por isso, eles pelo menos não. A realidade, é que ninguém espera que uma bomba exploda aos seus pés, não até ela finalmente explodir.

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