P.o.v Demi
S/n havia chegado ontem, busquei a mesma de surpresa no aeroporto. Na verdade, Sirah quem deu a idéia, me sugeriu que eu esquecesse propositalmente de enviar o endereço do hotel para s/n. Confesso que eu hesitei de primeiro momento, fiquei com dó e receio. E outra, ela desembarcou em um aeroporto totalmente público, qualquer brecha eu poderia ser vista, e o pior de tudo, com uma mulher desconhecida por todos. Então, com certeza em instantes estaria na mídia esse acontecido.
No entanto, por muita insistência da minha melhor amiga, eu fui buscá-la. Foi engraçado encontrar com s/n, no momento em que cheguei ela estava me afunilando, eu ri bastante com isso. Se eu acreditasse em amor a primeira vista, de fato seria.
Ela estava linda, mais linda que a última vez que nos vimos. Seu corte de cabelo teria mudado, a altura? bom, talvez eu que seja pequena mesmo e não cresça mais que isso.
Depois de ter a buscado, fomos para o hotel que ela está hospedada. Foi gracioso o jeito que ela reagiu quando viu o hotel, me agradeceu mais que tudo. Isso é uma mania de brasileiros, agradecer diversas vezes?. Que seja, foi uma graça.
Não pude ficar por muito tempo com ela, o horário já era tarde, queria dar privacidade a ela, a mesma estaria cansada da viagem. Então resolvi voltar rapidamente para casa.
Durante a manhã de hoje, acordei primeiro que o despertador, caí da cama. Ao longo do tempo, minha mente girou em torno de s/n, a todo momento eu me perguntava como ela está, como deve ter dormido, às vezes eu arriscava em mandar mensagem de bom dia para a mesma, mas apagava a mensagem logo em seguida. Passei a manhã inteira desse jeito.
Hoje Sirah vai passar por aqui, eu disse a S/n que passaria com a Sirah no hotel para as duas se conhecerem, já que ambas só se comunicam em meio aos comentários das fotos.
Estou animada, hoje vou poder passar um tempo a mais com ela, com elas. Ouço o som da campainha ecoar pela sala, sigo até a porta e abro, tendo em vista a mulher que eu esperava.
– Um ano pra chegar. — Digo pegando minha bolsa e a chave de casa, enquanto Sirah continuava no corredor me esperando.
– Eu nem demorei, você que tá ansiosa pra ver a crush. — Sirah diz se dirigindo para o elevador.
– Demorou sim, eu falei pra você vir 14:30, já são 14:35.
– Uma diferença de hora gigantesca né, maria frufru.
– Eu gosto da pontualidade. — Falo entrando no elevador e apertando o botão térreo.
– Sei.
A porta do elevador se abriu, saímos indo em direção ao carro que estava a nossa espera. Max abre a porta para mim, entro e Sirah faz o mesmo. Avisei ao Max que precisava dele hoje, por questões de segurança, vou estar em um hotel muito conhecido, então nada é demais.
Desço do carro, enlaçando o meu braço com o da Sirah, entramos no hall, nos deparando com alguns fãs. Não eram muitos, então tirei foto e conversei com eles por alguns minutos, logo Max me da sinal de que era hora de subir. Me despedi da turma e entrei no elevador.
– Ela sabe que estamos vindo? — Sirah perguntou.
– Sabe, eu acho! Eu disse á ela que iria trazer você para conhecê-la, então.
A porta do elevador se abriu, saímos e paramos em frente ao quarto da s/n. Eu estava prestes a bater, mas porta foi aberta logo antes, com uma s/a sorridente e com um vestido extremamente sexy no seu corpo. Espera, o que?
– A recepcionista disse que vocês estavam aqui. Entrem! — Ela nos deu passagem.
O quarto não estava bagunça, ao meu ver está no mesmo estado que eu o vi quando a deixei aqui. Todos haviam se espalhado pelo quarto. Sirah sentada na poltrona. Max em pé, próximo a sacada, e eu sentada na ponta da cama, enquanto s/n se mantinha na minha frente.
Não pude deixar de reparar novamente no corpo dela, o vestido destacava bem a sua cintura, fora as pernas expostas que é de tirar o fôlego de qualquer um. Mas por que eu estou reparando nisso? Chacoalho a cabeça, espantando os pensamentos, volto a olhar diretamente para s/n.
– Como está? Foi difícil se acostumar com aqui? — Perguntei em busca de tentar deixar o clima fluir.
– Estou bem. Não foi difícil, mas também não foi fácil, tudo muito fora do meu cotidiano no brasil, mas eu estou adorando.
– O que você fazia lá no Brasil? — Perguntei.
Max passou por nós, mostrando que iria nos deixar conversando e dizendo que estaria lá embaixo, caso precisássemos.
– Bom, eu pretendo começar uma faculdade de gastronomia, ou se nessa área não der certo, de psicologia. — Ela mostra entusiasmo parando para se sentar na cama. – Pra ser sincera, eu não faço nada, apenos vou vivendo um dia de cada vez.
Ela riu e nós fizemos o mesmo.
– Você tem 19 anos, certo? — Foi a vez de Sirah perguntar.
– 18, mas vou fazer 19 daqui 1 mês.
– E seus pais deixaram você vir?
– Eu não tenho contato com eles, é uma longa história.
– Bom, e as namoradinhas? — Sirah mordeu o próprio lábio inferior, em gesto de brincadeira e, olhou para mim. Reviro os olhos.
– Eu ganhei dois lindos chifres, não tô afim de ganhar de novo. — Ela riu acompanhada de Sirah, eu apenas sorri. – tô solteira, quero só viver, por enquanto.
Ela olhou para mim e sorriu. O que ela quis dizer com "por enquanto"?
– Tem bebida? Vamos beber pra animar. — Sirah disse mais afirmando do que sugerindo.
S/n se levantou, indo em direção ao frigobar, pegou uma garrafa de champanhe e três taças, deixando em cima da mesa de canto no quarto. Abriu a champanhe, e nos serviu.
Os assuntos foram fluindo em um clima agradável, s/n e Sirah se eu não soubesse que tinham se conhecido hoje, eu podia jurar que a amizade delas era de longa data. Acabamos por beber três garrafas de champanhe, nenhuma de nós estávamos bêbadas, apenas mais alegres que o normal.
Eu podia jurar que s/n, às vezes, flertava descaradamente comigo, trocamos inúmeros olhares instigantes. Claro que deverás ser o efeito da bebida, ela fazia o mesmo algumas vezes com a Sirah. Eu não deveria me importar tanto, mas isso me deixou.. confusa? em relação ao que? Porque eu estou confusa? realmente foi por causa da bebida?
Neste instante, Sirah questionava s/n sobre brincadeiras que existem no Brasil.
– Várias, uma que eu sempre brinquei em grupinho, foi verdade e dasafio.
– Verdade e desafio? Como funciona?
– A gente senta em cirulo, gira uma garrafa no meio e em quem a garrafa para a pessoa que estiver do lado em que a boca da garrafa parar faz a pergunta, verdade e desafio, ai a pessoa que foi questionada responde o que quer, e dependendo da reposta, em verdade você faz um pergunta e em desafio você faz um desafio. — Falou rindo por final, Sirah tinha uma expressão confusa no rosto e riu também. – Me desculpem, mas eu sou péssima em explicar.
– acho que entendi, vamos jogar, tem a garrafa de champanhe. — Sirah disse cessando o riso. Sentou no chão, centralizando a garrafa no meio.
– Devagar, né, pra não quebrar. — Disse me sentando do lado da Sirah, s/n fez o mesmo sentando na minha frente fechando o mini círculo.
– Gira.
Sirah girou a garrafa, a qual ficou rodando por alguns segundo e logo parou nela e na s/n. Sirah pergunta.
– Verdade ou desafio, s/n?
– Verdade.
– É verdade que sua irmã tá solteira? — Sirah pergunta
– Sim, interessada Sirah? — Ela riu.
– Só curiosidade, próximo.
Dessa vez s/n girou, a garrada parou em mim e s/n. S/n pergunta.
– Verdade ou desafio, Demz?
– Verdade.
Antes dela fazer a pergunta, Sirah fez a honra de interromper.
– uma idéia, quem não quiser responder a verdade e fazer o desafio, toma um shot de tequila.
Concordamos e voltamos á brincadeira.
– É verdade que você ainda gosta do Wilmer?
– Não.
Não sei se foi impressão minha, mas s/n ficou feliz ao ouvir minha resposta.
Girei a garrafa, parou em mim e Sirah. Sirah pergunta.
– Verdade ou desafio, Demi?
– Verdade
– Hmm. — Ela pareceu pensar. – É verdade que você está apaixonada?
– Não, eu não sei. — Eu realmente não sabia.
S/n nada disse, apenas girou mais uma vez a garrafa, parou nela e na Sirah. Dessa vez, s/n pergunta.
– Verdade ou desafio?
– Desafio.
– Desafio você beijar quem sente vontade.
– Vamos ter que dar um beijo triplo aqui então.
– Sem essa, é uma pessoa apenas. — Eu pronunciei, não queria ter que beijar a s/n, não assim.
– Tudo bem.
Ela se inclinou para beijar s/n, a mesma não recuou, não foi um beijo de envolver língua, apenas um roçar de labios breve e suave. Me remexi incomodada, esse incômodo está me deixando perdida, porquê?
– eu achei que você iria beijar a Demi, eu sempre achei que vocês já tiveram um casinho. — S/n diz, passando a mão no rosto.
– Nunca ficamos, somos melhores amigas, nada mais que isso. — Disse.
– Mas eu não me incomodaria de dar uns pegas em você, Demi. — Sirah piscou pra mim, rindo logo depois.
– Você de pudesse pegaria quem viesse na sua frente, Sirah.
– Claro, temos que aproveitar.
Continuamos a brincadeira, nada passou dos limites, Sirah fazia algumas perguntas e desafios depravados, mas eu recusa a maioria e bebia shots. Max subiu para o quarto depois de horas, avisou que já estava a noite, o tempo passou voando, nenhuma de nós percebemos.
– Certo, agora já deu nossa hora de ir embora, não acha?
– Sim, estou morta, provavelmente vou ficar de ressaca amanhã. — Disse Sirah e fez uma careta.
– Foi muito bom passar o dia com você, S/n.
– Eu digo o mesmo, obrigada por hoje, amei te conhecer Sirah. — Ela diz indo abraçar a Sirah.
– Amei conhecer você também, menina. — Beija a cabeça dela.
– Vou ir descendo para abrir o carro. — Max diz na porta.
– Vou ir descendo com ele, tchau s/a. Até a próxima. — Sirah se despede e saí do quarto com o Max.
– Bom, já sabe, não é? Se precisar, não hesite em me ligar, ou até mesmo ligar para Sirah, você já deve ter o número dela, certo?
– Sim, já tenho.
– Ótimo! Então, até a próxima. — Me aproximei dela e s/n me envolve em um abraço apertado.
– Até, Demz. Obrigada!
Sorrio me direcionando para a porta, antes de sair do quarto, me viro e a olho.
– Ah, eu estava pensando.. — Pigarrejo a garganta. — Essa semana você não quer ir jantar comigo? ou almoçar. Enfim, sair comigo?
– Claro que eu quero, me leva pra onde você quiser. — S/n sorri.
– Ok, então durante a semana nós acertamos sobre. Tchau, s/a. — Sorrio e saio do quarto.
Entro no elevador, solto todo o ar que eu nem percebi que estava prendendo. Da onde eu tirei a coragem de chama-lá para sair, eu não sei. Mas de tal modo, eu fiquei feliz por ela ter aceito.
Saio do elevador, sorrio para a recepcionista ao passar pelo hall. Max esperava por na entrada, a porta é aberta por ele e assim eu entro no carro.
– que demora, achei que iria dormir por lá. — Sirah disse assim que eu entrei no carro.
– Eu estava me despedindo, e eu chamei ela para um jantar.
– Essa semana tem. — Ela da uns tapinhas no meu braço e eu rolo os olhos.
O resto do percurso ocorreu tranquilamente, Sirah dormiria em casa hoje, então houve só uma viagem.
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Demorei, mas voltei.
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Amo vocês. ♡